Digite sua palavra-chave

post

Intervenções Fisioterapêuticas em Pacientes com Traumatismo Cranioencefálico em Unidade de Terapia Intensiva

Intervenções Fisioterapêuticas em Pacientes com Traumatismo Cranioencefálico em Unidade de Terapia Intensiva

Introdução

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é entendido como uma afronta ao cérebro, causado por uma força externa, que pode produzir uma lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, crânio, meninges ou encéfalo1. Esse tipo traumatismo pode ocasionar uma lesão cerebral difusa, lesão axonal difusa e edema pelo mecanismo de aceleração/desaceleração (EEG)2.

Esse tipo de trauma é uma causa frequente de hospitalizações em unidade de tratamento intensivo e de utilização dos cuidados fisioterapêuticos3, estima-se que mundialmente 1,5 milhões de pessoas morrem acometido da TCE e centenas de milhões necessita de tratamento emergencial1. Uma das causas que contribui para o surgimento do TCE, são o alto índice de violência e acidentes automobilísticos, que é considerado a primeira causa de morte em pessoas entre 20 e 40 com prevalência para os do gênero feminino4,5. Resultando em um estado alterado de consciência e comprometimento das habilidades cognitivas e funcionamento físico6.

Os pacientes acometidos podem apresentar manifestações clinicas no momento do trauma ou apresentar manifestação tardia7. Entre os sintomas estão dificuldades ao caminhar, instabilidade postural, déficits de coordenação, função e controle motor e encurtamentos8. Em algumas situações pode resultar deficiência ao longo da vida9, devido a possibilidade de acarretar em um grande número de síndromes e sintomas psiquiátricos potencialmente incapacitantes10.

Neste contexto, dentre os diversos profissionais que pode auxiliar no cuidado de paciente com TCE estar o fisioterapeuta11, o qual atua desde a internação hospitalar até a fase domiciliar ou no centro de reabilitação12. Esses profissionais devem buscar conhecimento sobre a fisiopatologia do trauma, onde o mesmo poderá criteriosamente atua com técnicas de fisioterapia respiratória, contribuindo de forma efetiva para o sucesso do tratamento14,15.
Rosa, Oliveira e Freire1 citam que essa estrutura é essencial uma vez que os fisioterapeutas atuam na parte motora, sensorial e cognitiva do paciente. E através de recursos específicos o fisioterapeuta pode evitar contraturas, fortalecer a musculatura, diminuir rigidez, auxiliar no equilíbrio e coordenação, desta forma auxilia de forma direta com o retorno do paciente a sua rotina diária. No entanto, vale salientar que o resultado depende das regiões cerebrais que foram lesadas, seguindo padrões típicos, de acordo com o comprometimento do hemisfério direito ou esquerdas ou do tronco encefálico12.

Neste entendimento, o objetivo deste estudo é analisar as principais intervenções fisioterapêuticas em pacientes com traumatismo cranioencefálico em unidade de terapia intensiva.

Material e Métodos

Quanto ao método utilizado na referente pesquisa, tratou-se de uma revisão de literatura realizada através de busca nas bases de dados SciELO, com delimitação de busca de artigos publicados entre 2005 e 2017. Segundo FINK16 A revisão de literatura visa resumir a pesquisa existente sobre uma temática, identificando, avaliando e interpretando de forma sistemática, explícita e reprodutível.

Foram utilizados os DeCS em português: trauma cranio-encefalico; Traumatismo cranioencefalico; Unidade de tratamento intensivo; Fisioterapia + UTI. Os critérios de inclusão foram: ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas; artigos publicados em inglês e português; estudos realizados com adultos e pacientes com TCE.

Foram selecionados inicialmente 1.183 artigos que pelo título remetia ao tema em estudo, após leitura do resumo foram excluídos 986 por não abordar nenhuma das palavras chaves em analises. Dos 197 artigos que correlacionavam pelo menos dois assuntos: Unidade de Tratamento intensivo; Fisioterapia + UTI com o objetivo deste estudo: analisar as principais intervenções fisioterapêuticas em pacientes com TCE em unidade de terapia intensiva (Tabela 1). Foram 37 artigos excluídos após a leitura na integra e 20 incluídos no texto. Destacaram-se
20 estudos com alto nível de confiabilidade cientifica (Quadros 1 e 2) quanto ao objetivo em análises (Figura 1).

Resultado e discussão

O tratamento fisioterapêutico para paciente com traumatismo cranioencefálico depende do estado clínico em que ele se encontra. E em cada situação existem recursos que os fisioterapeutas podem utilizar6. Avaliar esses aspectos é essencial para o sucesso do tratamento, pois uma intervenção elaborada de forma correta, de acordo com as necessidades do paciente, pode contribuir significantemente para o tratamento desse tipo de trauma1.

De acordo com Morais14, os indivíduos com TCE grave, com Escala de Coma de Glasgow igual ou menor que oito geralmente são encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva e submetidos a protocolo de atendimento especializado, incluindo ventilação mecânica, sedação, analgesia, monitorização de pressão intracraniana, monitorização hemodinâmica, fisioterapia respiratória e motora, entre outros.

De acordo com Saback et al 13 muitos pacientes com trauma cranioencefálico evoluem com insuficiência respiratória necessitando de intubação traqueal e suporte ventilatório artificial. A fisioterapia respiratória nesses pacientes tem o objetivo de prevenir e/ou tratar as complicações respiratórias, e estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional14. Ou seja, a fisioterapia respiratória intensiva em pacientes com TCE grave tem importante papel na
manutenção das vias aéreas e higiene brônquica, prevenindo complicações pulmonares3.

As manobras fisioterapêuticas respiratórias de vibrocompressão manual e aumento de fluxo expiratório podem ser aplicadas com segurança em pacientes com TCE grave. Já a aspiração endotraqueal requer maior cautelar por elevar transitoriamente a pressão intracraniana, por isso sugere-se que a técnica seja realizada com controle de tempo e somente quando necessário3. De acordo com Ferreira, Valenti, Vanderlei16 as condutas fisioterapêuticas respiratórias que podem causar alteração na pressão intracraniana são pressão manual expiratória associada à vibração manual diafragmática, drenagem postural com tapotagem e compressão torácica contínua unilateral.

Esses efeitos de manobras da fisioterapia respiratória sobre a pressão intracraniana e a pressão de perfusão cerebral em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave foram avaliados por Toledo et al.17. Esses pesquisados realizaram ensaio clínico, prospectivo, em pacientes com traumatismo cranioencefálico, ventilados mecanicamente e com medida contínua da pressão intracraniana. Foram avaliados os efeitos das manobras de vibrocompressão manual e aspiração intratraqueal sem e com instilação de soro fisiológico, sobre as medidas de pressão intracraniana e de pressão de perfusão cerebral, entre o primeiro e o terceiro dia após a lesão cerebral. Após a realização do ensaio verificaram que a manobra de vibrocompressão manual não determinou aumento da pressão intracraniana em nenhum dos dias avaliados. E a pressão intracraniana aumentou significativamente após manobras de aspiração intratraqueal em relação à medida basal, de forma transitória (em torno de 27 segundos) e acompanhadas de aumentos compensatórios da pressão de perfusão cerebral. E com esses achados concluíram que essas manobras são seguras em pacientes com TCE, desde que realizadas de forma adequada e sob vigilância.

Thiesen et al.18 também estudaram a influência das manobras de fisioterapia respiratória na pressão intracraniana de 35 pacientes com trauma craniencefálico grave, sendo divididos em três grupos: com PIC < 10, 11-20 e 21-30 mmHg. O protocolo de fisioterapia respiratória constituiu-se de oito manobras: pressão manual expiratória com vibração manual costal, pressão manual expiratória com vibração manual diafragmática, drenagem postural associada com tapotagem, pressão manual expiratória com descompressão costal, pressão manual expiratória com descompressão diafragmática, respiração contrariada, respiração localizada e aspiração endotraqueal. As variáveis monitorizadas foram: PIC e pressão arterial média, que foram medidas um minuto após cada manobra 30 minutos depois da última. Análise das variáveis analisadas evidenciou que a manobra de aspiração traqueal causou aumento de PIC em todos os grupos, a pressão arterial média não teve alterações e a pressão de perfusão cerebral diminuiu pouco, porém mantendo valores normais. E com esses achados concluíram que as manobras de fisioterapia respiratória podem ser usadas com segurança em pacientes com traumatismo craniencefálico grave.

De acordo com Silva et al 19 a fisioterapia respiratória e motora também pode ser utilizado em paciente politraumatizado com TCE grave que estejam em unidade e tratamento intensivo por promover melhora da função pulmonar, prevenir complicações respiratórias, diminuir tempo de ventilação mecânica invasiva, prevenir encurtamentos e deformidades, e promover o posicionamento adequado do paciente no leito sem causar efeitos deletérios nos sinais vitais do paciente.

Outros aspectos da intervenção fisioterapêutica em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), envolvendo as funções físicas, psicológicas, cognitivas, sociais do paciente e minimizar ao máximo a imobilização do paciente diante de um leito de UTI foram levantados no estudo realiado por Souza e Zedan6. Nesse estudo os autores iniciaram a conduta com uso de manobras desobstrutivas, manobras de reexpansão pulmonar, quando necessárias técnicas de aspiração
endotraqueal, mobilização global de membros envolvendo alongamentos gerais e dissociação de cintura escapular e pélvica, distanciamento do padrão neurológico. Realizou-se 20 sessões, sendo 5 sessões semanais, com duração média de 25 minutos. Após a intervenção observou-se melhora do padrão respiratório, amenizando os ruídos adventícios, permitindo o desmame de traqueostomia para cânula metálica, aumento da força muscular abdominal permitindo expectoração espontânea da secreção em vias aéreas, restituir padrão espástico em músculos dos membros inferiores, diminuindo clônus no final do tratamento, o padrão neurológico adotado em flexão de tronco e membros inferiores, melhora do controle de cabeça na posição sentada e percepção de estímulos visuais. Evidenciando que em um paciente grave e muito instável podem-se utilizar recursos conhecidos e comprovados para a intervenção fisioterapêutica. Sendo necessário que o fisioterapeuta reconheça as diversas alterações que podem se manifestar na clínica diária do paciente, para saber quando contra indicá-las.

Outro tipo de abordagem fisioterapêutica que pode ser utilizado em um paciente com diagnóstico de TCE é a neurológica citada por Pinheiro et al.20 tendo como base sua avaliação e suas evoluções ao longo dos três meses de tratamento. Foram realizados dezoito atendimentos, distribuídos em duas sessões semanais com duração de 50 minutos, utilizando técnicas com objetivo de diminuir o quadro álgico, alongar musculaturas encurtadas, ganho de amplitude articular, fortalecer musculatura para possíveis treinos de marcha e evitar e/ou melhorar complicações motoras. Com essa conduta constatou-se evolução satisfatória do quadro do paciente e tem fundamental importância em pacientes pós -TCE principalmente quando esses estão com déficit motor e dependência para realizar suas AVD’s, por buscar permitir ao paciente o máximo de integridade possível frente ao prognóstico, aumentando o tempo de sobrevida.

Esse melhora do aspecto motor é extremamente importante em pacientes com TCE, pois a restauração da marcha é um dos principais objetivos da reabilitação desses pacientes, sendo necessário controle postural, equilíbrio e coordenação suficientes para permitir uma deambulação segura, com o mínimo de risco de quedas1.

Vale ressaltar que a intervenção fisioterapêutica não encerra na UTI é importante que haja o acompanhamento após a alta dos pacientes. Rosa, Oliveira e Freire1 realizaram um estudo de caso com paciente com traumatismo crânio encefálico que recebeu alta da UTI. Esse paciente apresentava nível de consciência (ruim), linguagem preservada, porém cognitivo afetado, com comprometimento generalizado no hemicorpo direito, redução significativa da amplitude de movimento na maioria das articulações, com sensibilidade superficial e profunda presentes e provas de coordenação comprometida. A intervenção utilizada nesse paciente buscou diminuir a rigidez, fortalecer a musculatura dos membros superior e inferior, treinar equilíbrio estático e marcha, visando de recursos fisioterapêuticos como mobilização, alongamento muscular, exercícios de ponte com auxílio da bola suíça, método kabat e exercícios de flexão, extensão e latero-lateralização de tronco. Após a intervenção os pesquisadores verificaram que ao final de 10 atendimentos, o paciente já estava com seu cognitivo em estado de normalidade, apresentava um bom equilíbrio e força tanto nos membros superiores como nos membros inferiores e conseguia deambular sem qualquer auxílio.

Esses aspectos reafirmam a amplitude do campo de atuação da fisioterapia, que através de suas técnicas e métodos pode apontar novos caminhos e novas possibilidades para contribuir na reabilitação de pacientes politraumatizados por TCE12.

Conclusões

De acordo com os estudos analisado neste estudo, pode-se afirmar que a fisioterapia respiratória intensiva é parte efetiva no tratamento dos pacientes com TCE em UTI, mostrando-se forte aliado na reabilitação dos mesmos. Assim, as técnicas fisioterapêuticas respiratórias mostra-se eficiente através de suas técnicas e métodos, podendo assinalar novos caminhos e novas possibilidades para contribuir na reabilitação de pacientes politraumatizados por TCE.

Neste entendimento pode-se concluir que as principais intervenções fisioterapêuticas em pacientes com traumatismo cranioencefálico – TCE em unidade de terapia intensiva envolve manobras respiratórias e motoras. Esta técnica contribui para a melhoria do padrão respiratório, ameniza os ruídos adventícios, permitindo o desmame de traqueostomia. Portanto, os métodos e técnica do profissional fisioterapêutica contribuir na reabilitação de pacientes
politraumatizado por TCE de forma eficiente.

Referências

1.Rosa CM, Oliveira KF, Freire RNS. Intervenção fisioterapêutica após traumatismo cranioencefálico – estudo de caso. Revista Interd. 2015; 8(4):191-194.

2. Ianof JN, Anghinah R. Lesão cerebral traumática: Um ponto de vista EEG. Dement. Revista neuropsychol. 2017; 11(1):3-5.

3. Padovani C. Fisioterapia respiratória no traumatismo cranioencefálico: revisão de literatura. Revista Inspirar, movimento & saúde, 2015; 7 (3): 10-14.

4. Silva MR, Anzolin RM, Claro TC, Medeiros TC. Efeitos deletérios: ausência da cinesioterapia namobilidade articular em politraumatizado. Fisioter. Mov. 2008; 21(4):39-45.

5. Lima MVC, Guimarães RMO, Silva GFR, Mont’Alverne DGB. Perfil Clínico e Desmame Ventilatório de Pacientes Acometidos por Traumatismo Crânio-Encefálico. Rev Neurocienc 2012; 20(3):354-359.

6. Souza RJ, Zedan R. Assistência fisioterapêutica a pacientes com traumatismo crânio encefálico (TCE) em unidade de terapia intensiva (UTI): relato de caso. Hórus, 2013; . 8(2):21-28.

7. Gentile JKA, Himuro HS, Rojas SSO, Veiga VC, Amaya LEC, Carvalho JC. Condutas no paciente com trauma crânioencefálico. Rev Bras Clin Med., 2011 jan-fev;9(1):74-82.

8. Scherer M. Gait Rehabilitation with body weightsupported treadmill training for a blast injury suevivor with traumatic brain injury. Brain Injur 2007; 21(1): 93-100.

9. Ianof JN, Freire FR, Calado VTG, Lacerda JR, Coelho FVS et al. Sport-related concussions. Dement. Neuropsychol. 2014; 8(1):14-19.

10. Anghinah R, Freire FR, Coelho F, Lacerda JR, Schmidt MT, Calado VTG. et al. BPSD following traumatic brain injury. Dement. neuropsychol. 2013; 3(7):269-277.

11. Jerre G, Silva TJ, Beraldo MA, Gastaldi A, Kondo C, Leme F. et al. Fisioterapia no paciente sob ventilação mecânica. Jornal bras. pneumol. 2007; 33(Suppl 2): 142-150.

12. Baia AH, Cardeira DQ, Holanda LA, Viana NKC, Santos PNS, Nunes TTV. A reabilitação fisioterapêutica no traumatismo crânio encefálico: estudo de caso. R. Expres.Católica,. 2012; 1(1):1-5.

13. Saback LMP, Almeida ML, Andrade W. Trauma cranioencefálico e síndrome do desconforto respiratório agudo: como ventilar? Avaliação da prática clínica. Rev. bras. ter. intensiva 2007; 1(19):44-52.

14.Morais CM, Colaço MAXP, Rodrigues MMM, Oliveira FFB. Análise da conduta da fisioterapia respiratória em pacientes com traumatismo crânio-encefálico em unidade terapia intensiva. Jornal de Fisiot da UFC.2011; 1(2):50-51

15. Fink A. Realização de Revisões de Literatura de Pesquisa: Da Internet ao Papel, 4ª ed. Sábio, Thousand Oaks, CA, 2014.

16. Ferreira LL, Valenti VE, Vanderlei LCM. Fisioterapia respiratória na pressão intracraniana de pacientes graves internados em unidade de terapia intensiva: revisão sistemática. Rev. bras. ter. intensiva 2013; 4(25):327-333.

17. Toledo C, Garrido C, Troncoso E, Lobo SM. Efeitos da fisioterapia respiratória na pressão intracraniana e pressão de perfusão cerebral no traumatismo cranioencefálico grave. Rev Bras Ter Intensiva. 2008; 20(4): 339-343.

18. Thiesen RA, Dragosavac D, Roquejani AC, Falcão ALE, Araujo S, Dantas Filho VP, Oliveira RARA, Terzi RGG. Influência da fisioterapia respiratória na pressão intracraniana em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave. Arq Neuropsiquiatr 2005; 63:110-113.

19. Silva ERR, Silva PAS, Silva RC, Oliveira PA. Intervenção fisioterapêutica em um paciente politraumatizado com TCE grave: relato de caso. EFDeportes.com, Revista Digital 2015; 207.

20. Pinheiro AIT, Ferreira MTS, Nobre SB, Santos MJS. Abordagem fisioterapêutica em um paciente com traumatismo crânio encefálico (TCE): estudo de caso. Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica (EEDIC), 12. 2016, Quixadá. Anais… Quixadá: Centro Universitário Católica de Quixadá, 2016. ISSN: 2446-6042



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Open chat
Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.