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Intervenção Fisioterapêutica Através de Cinesioterapia em Mulheres com Dor Pélvica Crônica

Intervenção Fisioterapêutica Através de Cinesioterapia em Mulheres com Dor Pélvica Crônica

I – Introdução

Embora a dor pélvica crônica possa ter várias causas, incluindo endometriose, disfunção muscular do assoalho pélvico e cicatrizes pélvicas, muitas mulheres não recebem o tratamento adequado para sua condição devido à falta de conscientização e compreensão sobre a doença. Muitas mulheres podem preferir opções de tratamento que não envolvam medicamentos, especialmente se já estão tomando outros medicamentos para outras condições de saúde. A incorporação da cinesioterapia no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres é uma opção de tratamento não farmacológico. A cinesioterapia é uma opção de tratamento seguro e não invasivo que pode ajudar a aliviar a dor pélvica crônica em mulheres e melhorar a qualidade de vida. Além disso, a cinesioterapia em grupo pode fornecer suporte emocional e social, o que pode ser particularmente benéfico para mulheres que sofrem de dor pélvica crônica. Participar de um grupo de cinesioterapia pode ajudar as mulheres a se sentirem mais conectadas com outras pessoas que estão passando pela mesma experiência, fornece um ambiente de apoio e encorajamento e ajudar a aumentar a adesão ao tratamento. Pode ser uma opção eficaz e segura no tratamento da DPC em mulheres. No entanto, é necessário um maior número de estudos bem desenhados e confiantes para confirmar a eficácia dessa abordagem. Além disso, é importante considerar uma abordagem multidisciplinar para o tratamento da DPC, incluindo a colaboração entre médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde. Desse modo, o tema do presente estudo é intervenção fisioterapêutica através de cinesioterapia em mulheres com dor pélvica crônica. Tem-se por objetivo geral compreender como a cinesioterapia pode ser importante no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres e como ela pode ser executada em um plano de tratamento personalizado. Como objetivos específicos pretendem-se: Conceituar a dor pélvica crônica em mulheres e suas possíveis causas; Tratar do conceito de cinesioterapia; Compreender como a cinesioterapia pode ser usada para tratar a dor pélvica crônica em mulheres. A justificativa do presente estudo decorre do fato de que a dor pélvica crônica é um problema de saúde comum que pode afetar a qualidade de vida e a função sexual das mulheres. Nesse sentido, a cinesioterapia pode ajudar a reduzir a necessidade de medicamentos para a dor, o que pode ser benéfico para mulheres que desejam evitar os efeitos colaterais dos medicamentos ou reduzir sua exposição a substâncias químicas.

II – Materiais e Métodos

A metodologia do presente estudo se traduz numa pesquisa bibliográfica, qualitativa, realizada para identificar estudos relevantes que investigaram a eficácia da cinesioterapia no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres.

III – Resultados

A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição clínica caracterizada por dor na região pélvica que persiste por menos seis meses. É uma condição comum que afeta muitas mulheres e pode ter várias causas. A dor pode ser constante ou intermitente e pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante a relação sexual, dor ao urinar e dor durante a menstruação (AZEVEDO-SILVA; ALVES; FERREIRA, 2018). A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição comum em mulheres, definida como dor na região pélvica persistente por pelo menos seis meses. Essa dor pode ser constante ou intermitente e pode afetar significativamente a qualidade de vida da mulher. É importante que as mulheres com dor pélvica crônica sejam avaliadas por um profissional de saúde para determinar a causa subjacente da dor e receber um tratamento adequado. A dor pélvica também pode ocorrer em homens. A dor pode ser contínua ou intermitente e pode ser acompanhada de outros sintomas, como desconforto durante a micção, dor durante a relação sexual e dor durante a menstruação (FITZGERALD; KOTARINOS, 2012). É um sintoma comum e pode ser resultado de diversas condições. A dor pélvica crônica, em particular, é uma doença debilitante e de alta prevalência, que impacta significativamente a qualidade de vida e produtividade das pessoas afetadas, além de gerar altos custos. É caracterizada por um desconforto na parte inferior do abdome, e é considerada separadamente da dor vaginal e da dor vulvar ou perineal (LATTHE ET AL., 2006). Uma das causas possíveis da dor pélvica crônica é a endometriose, que é uma doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, como nos ovários, trompas, ligamentos e outras estruturas pélvicas (XAVIER ET AL., 2005). A dor pélvica crônica pode ter várias causas, incluindo endometriose, complicações, distúrbios do trato urinário, lesões musculoesqueléticas e distúrbios gastrointestinais. Pode afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa e pode ser tratada com uma variedade de abordagens psiquiátricas, incluindo fisioterapia, medicação, cirurgia e terapia psicológica. É importante buscar tratamento para a dor pélvica crônica, pois pode ser um sintoma de uma condição subjacente mais grave (JARRELL, 2015). O diagnóstico da dor pélvica crônica geralmente envolve uma avaliação clínica detalhada, incluindo exames físicos, exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, além de exames ginecológicos e urológicos. O tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia, terapia comportamental, cirurgia e outras abordagens terapêuticas. O tratamento da DPC depende da causa subjacente da dor. O tratamento pode incluir medicamentos para aliviar a dor, terapia física, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, cirurgia. É importante consultar um profissional de saúde para um diagnóstico correto e para orientação sobre o tratamento adequado (KHANDWALA; KUMBHAT, 2017). Segundo a Royal College of Obstetricians and Gynecologists (2014), a dor pélvica crônica (DPC) é definida como uma dor na região pélvica, contínua ou intermitente, com pelo menos seis meses de duração, não associada exclusivamente ao período menstrual ou à relação sexual. A prevalência estimada da DPC é de 3,8% em mulheres de 15 a 73 anos, variando de 14 a 24% em mulheres na idade reprodutiva, com impacto direto na vida conjugal, social e profissional o que transforma a DPC em sério problema de saúde pública (FERREIRA ET AL., 2016). Tabela 1: Tabela referente a prevalência estimada de DPC. Geralmente, a DPC resulta de uma complexa interação entre os sistemas gastrintestinal, urinário, ginecológico, musculoesquelético, neurológico, psicológico, endócrino, e ainda com fatores socioculturais, sendo intensa o bastante para causar incapacidade funcional, redução da produtividade no trabalho, alterações emocionais, disfunções sexuais e exigir tratamento clínico ou cirúrgico (FERREIRA ET AL., 2016). Quando é possível constatar um diagnóstico específico, o tratamento também é específico, mas quando um diagnóstico específico não é identificado, o tratamento deve ser direcionado ao controle da dor, à manutenção das atividades diárias e melhora da qualidade de vida. Ainda que sem uma etiologia definida, após seis meses de duração, a dor não é mais simplesmente um sintoma, mas torna-se uma doença com sua própria fisiopatologia, exigindo um tratamento eficaz (PENNACCHI ET AL., 2013). Na presença de um estímulo doloroso, a primeira reação muscular é aumentar a tensão que pode progredir para espasmos e, consequentemente, para encurtamento muscular. A vista disso, algumas mulheres com DPC apresentam um padrão postural inadequado, que pode vir de uma adaptação na tentativa de aliviar a dor que é originada de outra fonte ou pode ser um evento primário, resultante do próprio estilo de vida sedentário. Qualquer que seja a origem poderá levar à tensão crônica e espasmos muscular, articular e ligamentar e consequente encurtamento muscular adaptativo que exacerbam ou perpetuam a dor, desencadeando a cinesiofobia que é o medo do movimento e da atividade física (FERREIRA ET AL., 2016).

Geralmente, a DPC resulta de uma complexa interação entre os sistemas gastrintestinal, urinário, ginecológico, musculoesquelético, neurológico, psicológico, 3,8% [NOME DA CATEGORIA] 96,2% 0% 15 A 73 ANOS 8 endócrino, e ainda com fatores socioculturais, sendo intensa o bastante para causar incapacidade funcional, redução da produtividade no trabalho, alterações emocionais, disfunções sexuais e exigir tratamento clínico ou cirúrgico (FERREIRA ET AL., 2016). Quando é possível constatar um diagnóstico específico, o tratamento também é específico, mas quando um diagnóstico específico não é identificado, o tratamento deve ser direcionado ao controle da dor, à manutenção das atividades diárias e melhora da qualidade de vida. Ainda que sem uma etiologia definida, após seis meses de duração, a dor não é mais simplesmente um sintoma, mas torna-se uma doença com sua própria fisiopatologia, exigindo um tratamento eficaz (PENNACCHI ET AL., 2013). Na presença de um estímulo doloroso, a primeira reação muscular é aumentar a tensão que pode progredir para espasmos e, consequentemente, para encurtamento muscular. A vista disso, algumas mulheres com DPC apresentam um padrão postural inadequado, que pode vir de uma adaptação na tentativa de aliviar a dor que é originada de outra fonte ou pode ser um evento primário, resultante do próprio estilo de vida sedentário. Qualquer que seja a origem poderá levar à tensão crônica e espasmos muscular, articular e ligamentar e consequente encurtamento muscular adaptativo que exacerbam ou perpetuam a dor, desencadeando a cinesiofobia que é o medo do movimento e da atividade física (FERREIRA ET AL., 2016).

O envolvimento do sistema musculoesquelético no surgimento e na persistência da DPC está sendo cada vez mais demonstrada na literatura científica. Há fortes evidências que indicam que até 85% dos pacientes com DPC apresentam disfunções do sistema musculoesquelético, incluindo mudanças posturais como hiperlordose lombar, hiperextensão de joelho e anteriorização da pelve, bem como mudanças nos músculos do assoalho pélvico, como espasmos e síndrome do piriforme (PENNACCHI ET AL., 2013).

Mulheres com DPC, muitas vezes, apresentam um padrão postural inadequado, que pode vir a ser uma tentativa de aliviar a dor ou pode ser um evento resultante do estilo de vida sedentário. Qualquer que seja a origem poderá levar à tensão crônica muscular, articular e ligamentar que exacerba a dor. Os desequilíbrios, tensionamento e encurtamento de cadeias musculares (anteriores, posteriores e cruzadas), agravam a hiperlordose lombar, hiperextensão de joelho, Antero versão pélvica e causam a síndrome dolorosa miofascial com pontos-gatilhos no iliopsoas, quadrado lombar e músculos rotadores externos e músculos adutores do quadril. São frequentemente encontradas disfunções musculares nos músculos abdominais, glúteo máximo e médio, quadríceps, isquiotibiais, tensor da fáscia lata, piriforme e tríceps sural (FERREIRA ET AL., 2016).

Conceito de cinesioterapia

A palavra “cinesioterapia” vem do grego “kinesis”, que significa “movimento”, e “therapeia”, que significa “tratamento” (GOLVEIA; JARDIM; MARTINS, 2013). A cinesioterapia é uma abordagem terapêutica amplamente utilizada na fisioterapia para tratar uma variedade de condições, incluindo dor pélvica crônica. Envolve o uso de exercícios específicos para melhorar a função muscular e reduzir a dor. Em mulheres com dor pélvica crônica, a cinesioterapia pode incluir exercícios de fortalecimento muscular para os músculos do assoalho pélvico, exercícios seguidos e técnicas de alongamento muscular (FITZGERALD; KOTARINOS, 2003).

Essa técnica pode ser realizada individualmente ou em grupo, dependendo da necessidade do paciente e do objetivo do tratamento. Um estudo comparou os efeitos da hidro cinesioterapia e da cinesioterapia na qualidade de vida de pacientes com fibromialgia e concluiu que ambas as técnicas foram eficazes na melhora da qualidade de vida dos pacientes (VILELA-JUNIO; SOARES; MACIEL, 2017).

A cinesioterapia pode ser usada no tratamento de uma ampla variedade de condições, incluindo dores musculoesqueléticas, lesões esportivas, distúrbios neuromusculares e reabilitação pós-cirúrgica. É uma abordagem não invasiva e pode ser uma alternativa ou complementar a outras formas de tratamento, como medicamentos ou cirurgia. O fisioterapeuta é o profissional habilitado a prescrever e orientar a execução dos exercícios de cinesioterapia de acordo com as necessidades individuais do paciente (GOLVEIA; JARDIM; MARTINS, 2013).

Esses exercícios terapêuticos podem incluir alongamentos, fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio e coordenação, entre outros. Eles são geralmente projetados de acordo com as necessidades individuais do paciente, com o objetivo de restaurar o movimento normal e a função muscular afetada pela lesão ou condição (CLARK ET AL., 2001).

A cinesioterapia também pode envolver o uso de biofeedback para ajudar as mulheres a melhorar a coordenação muscular e a consciência corporal. Estudos sugerem que a cinesioterapia pode ser eficaz no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres e pode ajudar a melhorar a função sexual, reduzir a dor durante a relação sexual e melhorar a qualidade de vida. Além disso, a cinesioterapia pode ser utilizada em conjunto com outras técnicas fisioterapêuticas, como a terapia manual, a eletroterapia e a hidroterapia, para otimizar os resultados do tratamento. A cinesioterapia pode ser realizada em diversas situações, como em idosos, clínicas e hospitais, e pode ser realizada em casa com orientação adequada. Os exercícios podem ser ajustados e modificados ao longo do tempo, conforme o progresso do paciente (BARBOSA ET AL., 2016).

É importante que a cinesioterapia seja prescrita e concomitante por um fisioterapeuta habilitado e experiente, para que seja realizado um tratamento seguro e eficaz. É fundamental que o paciente siga as orientações do fisioterapeuta e se comprometa com o tratamento para alcançar os melhores resultados possíveis (OLIVEIRA; FERREIRA; DRIUSSO, 2014).

De acordo com As-Sanie et al., (2012), a cinesioterapia pode trazer diversos benefícios para os pacientes, incluindo:
– Melhora da função muscular e da mobilidade articular;
– Aumento da força e resistência muscular;
– Redução da dor e da inflamação;
 – Melhora do equilíbrio e da coordenação motora;
– Prevenção de lesões futuras;
– Melhora da postura e da respiração;
– Melhora da qualidade de vida.

Conforme a Sociedade Internacional de Dor Pélvica (2012), estudos recentes têm destacado a importância da cinesioterapia em grupo para o tratamento da dor pélvica crônica em mulheres, pois isso pode fornecer suporte emocional e social, além de promover a adesão ao tratamento. A fisioterapia é uma opção de tratamento seguro e não invasivo para dor pélvica crônica em mulheres, e pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e a função sexual desses pacientes. É importante que as mulheres com dor pélvica crônica busquem atendimento médico adequado e sigam as orientações de tratamento de um profissional de saúde qualificado.

A cinesioterapia no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres

No seu estudo, Mann et al., (2009) associa o sedentarismo à deficiência do sistema musculoesquelético e relaciona a inatividade física com a dor, quando afirma que a realização de exercícios físicos está inversamente relacionada com a duração da dor, incidência e episódios dela. Em concordância, Mata Diz et al., (2016) confirma que as diretrizes de tratamento de dor crônica citam o exercício como componente do tratamento, podendo ser incluídos exercícios de alongamento, fortalecimento e treinamento de resistência. Em seu estudo, Loving, Thomsen, Jaszczak, Nordling (2014) expõem que mulheres com DPC podem apresentar hipertonia e diminuição da capacidade de relaxamento dos músculos do assoalho pélvico e outras mulheres também com DPC podem apresentar fraqueza da musculatura do assoalho pélvico.

Bradley, Rawlins e Brinker (2017) referem que, em pacientes com DPC, a correção postural e restauração da flexibilidade muscular são necessárias para reduzir a recorrência do padrão de tensão passiva ao longo do tronco inferior, da cintura pélvica e do quadril, portanto o paciente se beneficia da aprendizagem do alinhamento postural correto. Sendo assim, acreditam que o tratamento para DPC envolve a restauração do comprimento muscular de grupos musculares que são tipicamente encurtados, incluindo os músculos abdominais, quadrado lombar, extensores lombares, rotadores externos, adutores do quadril, flexores do quadril, extensores do quadril, isquiotibiais e flexores plantares (GONÇALVES; BARROS; BAHAMONDES, 2017).

A abordagem de exercícios de treinamento do assoalho pélvico também é necessária, pois a direção e o tônus das fibras da musculatura do assoalho pélvico dependem do posicionamento dos seus locais de origem e inserção, portanto uma alteração postural, como por exemplo, a hiperlordose lombar ou alterações no posicionamento do sacro e cóccix pode alterar a flexibilidade desses músculos, reduzindo sua eficiência e ocasionando fraqueza, tensão e sintomas como urgência, frequência e dispareunia (MIRANDA; SCHOR; GIRÃO, 2009). .

É importante ressaltar a relevância de uma avaliação musculoesquelética que possibilite a detecção precoce de alterações no sistema musculoesquelético, pois se pode encontrar sintomatologias diferentes entre as mulheres com DPC (MONTENEGRO ET AL., 2008).

Visando solucionar a correlação existente entre as possíveis alterações posturais que exacerbam ou perpetuam a DPC, a cinesioterapia é uma técnica compreendida por exercícios que agem na região pélvica e proximidades e na prevenção de alterações posturais, buscando uma harmonia da coluna que é o eixo de sustentação do corpo, com o reequilíbrio das curvaturas fisiológicas, exigindo um esforço muscular, gerando flexibilidade, mobilidade articular, consciência corporal, reeducação da respiração e, consequente, redução da dor (SAXENA ET AL., 2017).

A execução dos exercícios regularmente reduz as disfunções musculares possivelmente presentes no corpo da mulher com DPC, habituando essa mulher a atividades que precisam ir contra as posturas de proteção da dor e reduzindo a dor na necessidade de realizar tais atividades no dia a dia, o que pode ser observado na prática clínica com a melhora perceptível da execução dos exercícios em cada atendimento e na análise da dor máxima experimentada durante a semana em cada diário da dor. Tendo em vista que muitos pacientes com doenças crônicas se tornam dependentes de um tratamento contínuo, o protocolo de cinesioterapia é composto por exercícios de fácil compreensão, visando o aprendizado do público-alvo e a manutenção dos ganhos obtidos nos atendimentos após a alta (MIRANDA; SCHOR; GIRÃO, 2009).

Além disso, o tratamento em grupo é um método eficaz, pois possibilita a melhora da capacidade funcional do indivíduo e proporciona um meio para que cada um compreenda suas incapacidades, perceba que elas são comuns a outras pessoas e que podem deixar de ser incapacitantes. A terapia em grupo também favorece o contato social e melhora a autoestima dos pacientes, contribuindo para a melhora da qualidade de vida (TILL; WAHL; AS-SANIE, 2017).

O termo cinesiofobia é utilizado para definir o medo do movimento e da atividade física, que pode resultar no comportamento quieto, resultando ao longo do tempo, em desuso e em incapacidade funcional. Um dos instrumentos mais utilizados para avaliar a cinesiofobia é a Escala Tampa para Cinesiofobia que consiste em um questionário de 17 questões que associam a intensidade da dor à prática de exercícios e ao medo do movimento. A Escala Tampa para Cinesiofobia foi aplicada no primeiro e no último atendimento com o objetivo de verificar a repercussão da intervenção com protocolo de cinesioterapia no grau de cinesiofobia das participantes. A utilização dessa escala é importante pois permite analisar a progressão das pacientes com relação ao medo do movimento. Os resultados mostram redução do escore total das pacientes após a os atendimentos com o protocolo de cinesioterapia (SIQUEIRA ET AL., 2007).

A prática da cinesioterapia em grupo não aumenta ou reduz imediatamente a intensidade da dor de mulheres com DPC. Além disso, a prática da cinesioterapia em grupo também pode reduzir a intensidade da dor tardia e o grau de cinesiofobia de mulheres com DPC. Para isso, faz-se necessária a utilização de um protocolo de exercícios adequado para as possíveis alterações musculoesqueléticas encontradas nesse perfil de paciente.

IV – Discussão

A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição clínica caracterizada por dor na região pélvica que persiste por pelo menos seis meses. Esta é uma condição comum que afeta muitas mulheres e pode ter uma variedade de causas. A dor pode ser persistente ou intermitente e pode ser acompanhada por outros sintomas, como dispareunia, dor ao urinar e dor menstrual. O diagnóstico de dor pélvica crônica geralmente envolve uma avaliação clínica detalhada, incluindo exame físico, exames laboratoriais e estudos de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Exceto para exames ginecológicos e urológicos. O tratamento pode incluir medicamentos, fisioterapia, terapia comportamental, cirurgia e outros tratamentos.

Bradley, Rawlins e Brinker (2017) relataram que em pacientes com DPC, a correção postural e a restauração da flexibilidade muscular são necessárias para reduzir a recorrência de padrões de tensão passiva ao longo da parte inferior do tronco, cintura pélvica e quadris, para que os pacientes possam se beneficiar do aprendizado Beneficie-se do alinhamento postural correto.

A terapia por exercícios é um tratamento amplamente utilizado na fisioterapia para uma variedade de condições, incluindo dor pélvica crônica. Envolve o uso de exercícios específicos para melhorar a função muscular e reduzir a dor. Para mulheres com dor pélvica crônica, a terapia de exercícios pode incluir exercícios de fortalecimento muscular para os músculos do assoalho pélvico, exercícios de acompanhamento e técnicas de alongamento muscular.

Para tratar da correlação existente entre as alterações posturais que podem exacerbar ou persistir na DPC, a terapia por exercícios é uma técnica que inclui movimentos na região pélvica e ao redor dela e previne alterações posturais que buscam a harmonia com a coluna vertebral, eixo pélvico que sustenta o corpo, reequilibrando de curvatura fisiológica, requer força muscular, produz flexibilidade, mobilidade articular, consciência corporal, reeducação respiratória e, assim, reduz a dor (SAXENA et al., 2017).

A terapia com exercícios pode ser usada para tratar uma variedade de condições, incluindo dor musculoesquelética, lesões esportivas, distúrbios neuromusculares e reabilitação pós-operatória. É um método não invasivo que pode substituir ou complementar outras formas de tratamento, como medicamentos ou cirurgia. Fisioterapeutas são profissionais qualificados para desenvolver e direcionar a execução de exercícios terapêuticos de acordo com as necessidades individuais dos pacientes (GOLVEIA; JARDIM; MARTINS, 2013).

V – Conclusão

A cinesioterapia é uma técnica terapêutica que visa ajudar o paciente a recuperar o movimento normal de determinadas partes do corpo, como músculos e articulações. É um conjunto de exercícios terapêuticos que podem ser realizados com orientação de um fisioterapeuta, com o objetivo de fortalecer e alongar os músculos, melhorar a flexibilidade e movimentação do corpo, aliviar a dor, prevenir lesões e melhorar a qualidade de vida.

A cinesioterapia é uma ciência que abrange o tratamento dos sistemas neuro musculoesquelético e circulatório através do movimento ou do exercício, podendo ser utilizada em diversas condições de saúde, como lesões musculares, fraturas, doenças cardíacas, pulmonares, neurológicas, entre outras.

É importante destacar que a cinesioterapia é uma técnica terapêutica que sempre deve ser realizada sob a orientação e acompanhamento de um fisioterapeuta, que irá avaliar as necessidades individuais do paciente, prescrever os exercícios adequados e monitorar o progresso do tratamento. Portanto, ao buscar tratamento fisioterapêutico, é fundamental procurar um profissional capacitado para garantir a eficácia e segurança do tratamento.

Pode-se concluir que a cinesioterapia pode ser uma opção eficaz no tratamento da dor pélvica crônica em mulheres, podendo ser realizada individualmente ou em grupo, sempre sob orientação de um profissional capacitado. Outras abordagens terapêuticas também podem ser associadas para potencializar o alívio dos sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

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ARTIGO PUBLICADO EM 31/07/2025



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