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Fisioterapia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal: Cuidado Centrado no Paciente e na Família

Fisioterapia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal: Cuidado Centrado no Paciente e na Família

Melhorias recentes na assistência neonatal fizeram com que se elevassem as taxas de sobrevivência de bebês de risco, principalmente dos prematuros. As taxas de sobrevivência são de 98,9% entre 32 e 34 semanas de gestação, 93,6% para bebês nascidos entre 27 e 31 semanas de gestação e 70% em recém-nascidos extremamente prematuros, antes das 27 semanas. Apesar das recentes melhorias, dados têm demonstrado evidências do impacto negativo de estímulos abundantes ambientais nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) Neonatais, como experiências extremas de dor e estresse, resultando em disfunção no desenvolvimento neurológico a longo prazo (incluindo problemas cognitivos, de linguagem, de percepção visual, déficits sensoriais, de aprendizado e motor). Estratégias estão sendo pensadas e desenvolvidas pela comunidade técnico/científica para uma proteção precoce no cérebro humano em desenvolvimento. O elemento-chave do cuidado neonatal recente está centrado na família e no bebê.
O modelo do cuidado individualizado e avaliação do desenvolvimento do recém nascido (Newborn Individualized Developmental Care and Assessment Program – NIDCAP) fortalece a ideia da existência de uma forte ligação entre o bebê/família/equipe, e a fisioterapia entra aqui, buscando a proteção do desenvolvimento cerebral desse bebê.

Aspectos não farmacológicos como: a melhora do ambiente da UTI Neonatal, cuidados com o cérebro e com o seu desenvolvimento, são estratégias destinadas a impedir o impacto prejudicial da entrada sensorial demasiada de procedimentos para o cérebro do recém-nascido. O fisioterapeuta é muito importante neste processo. Em 2005, a Rede de Pesquisa Europeia em Cuidados Primários ao Desenvolvimento (European Research Network on Early Developmental Care) sugeriu procedimentos que foram considerados princípios de cuidado ao recém-nascido e sua família nas UTIs Neonatais.

São eles:
1) Acesso 24 horas dos pais na UTI;
2) Apoio psicológico aos pais (empoderar a família nesse cuidado);
3) Gerenciamento da dor/desconforto do neonato;
4) Controle ambiental (luz, ruídos, etc.);
5) Orientação postural e exercícios (posicionar o neonato na incubadora, promovendo a flexão, a atividade mão/boca, orientação da linha média, alinhamento esquelético, promover estado de calma e conforto, entre outros);
6) Contato pele a pele (como mamãe canguru);
7) Apoio à alimentação e lactação; 8) Proteção do sono (papel importante no desenvolvimento cerebral).

Cada vez mais, os estudos para a melhoria das UTI neonatais implicam em evidências científicas, principalmente no que se refere ao cuidado individualizado do paciente e da sua família, com o principal objetivo de proteção cerebral deste sujeito que está em pleno desenvolvimento. Recomenda-se o incremento de programas centrado na família e no paciente, considerando a prática fisioterapêutica baseadas em evidências.



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