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Fisioterapia respiratória ajuda o bebê a respirar melhor

Fisioterapia respiratória ajuda o bebê a respirar melhor

Se você tem um filho com menos de três anos, provavelmente já enfrentou dificuldades para eliminar a secreção que se forma com as doenças respiratórias, tão comuns nesta época do ano. Em muitos casos, apenas a limpeza com soro fisiológico e inalação já resolvem. Mas há quadros em que a secreção se acumula e acaba obstruindo as vias aéreas e, consequentemente, dificultando a respiração das crianças. Para estes casos, a fisioterapia respiratória pode ser uma grande aliada. Nunca ouviu falar? Não se culpe. A maioria dos pais desconhece este segmento milagroso da fisioterapia. “Quando indico a técnica no consultório, a grande maioria dos pais nunca ouviu falar. Mas, depois que conhecem o trabalho destes profissionais, aprovam em 100% dos casos”, afirma Marcelo Reibscheid, pediatra da UTI Neonatal do Hospital São Luiz.

A indicação depende muito da linha do pediatra, mas de forma geral, a fisioterapia respiratória é recomendada para os quadros em que o bebê ou a criança apresente algum tipo de desconforto respiratório, normalmente causado por infecções como bronquiolites e pneumonias, ou mesmo uma gripe mais forte, que ocasiona um acúmulo de secreção que a criança normalmente não consegue eliminar sozinha. “Por meio de exercícios respiratórios e manobras de desobstrução brônquicas o fisioterapeuta facilita a entrada do ar, melhora a oxigenação e a eliminação das secreções. São exercícios realizados pelas mãos do especialista ou por meio de aparelhos vibratórios que auxiliam na drenagem das secreções e sua posterior eliminação”, explica Juliana Martins Pardal, especialista em Fisioterapia Pediátrica pelo Instituto da Criança HC/FMUSP.

Quando não é possível eliminar a secreção apenas com as manobras fisioterapêuticas, é necessário aspirar as vias aéreas, o que corta o coração dos pais, mas é um santo remédio. “Não é um procedimento doloroso, mas causa um certo desconforto por se tratar da introdução de uma sonda nasotraqueal nas narinas da criança. A sonda é flexível , fina e o procedimento é rápido. Incomoda, mas os benefícios são grandes”, garante Juliana.

Quando a fisioterapia respiratória é necessária

É normal que os pais fiquem em dúvida se a secreção que aparece no nariz dos filhos é apenas reflexo de um resfriado ou se pode evoluir para algo mais sério. Por isso, é importante observar alguns sinais que indicam a necessidade da fisioterapia respiratória. “Os pais devem ficar atentos se perceberem que a criança está com dificuldade para respirar, muitas vezes ficando ofegante e com desconforto geral”, explica Marcelo Reibscheid. “Além disso, o acúmulo de secreção pode levar a quadros bacterianos secundários (otites, sinusite, pneumonia) e até engasgos com vômitos”, acrescenta o pediatra. “A secreção acumulada leva a uma respiração ruidosa, dificultando a oxigenação. Tudo isso faz com que a criança respire mais rápido e fique mais cansada , como os pais costumam relatar. Nessa hora, a realização da fisioterapia respiratória ajuda muito, evitando piora do quadro respiratório e possíveis internações”, complementa Juliana.

As manobras só podem ser feitas por fisioterapeutas especializados em pediatria, mas Juliana dá algumas dicas de condutas que os pais podem ter em casa para ajudar os filhos a respirar melhor. “A principal orientação que deixamos com os pais é a lavagem das vias aéreas com soro fisiológico, inalação e a continuidade do tratamento indicado pelo pediatra responsável pela criança. Esses cuidados são responsáveis pelo sucesso e pela melhora do quadro clínico da criança”, afirma a fisioterapeuta.

Na hora de escolher o profissional que irá cuidar do seu filho, peça indicação ao seu pediatra ou a alguém de confiança, cujo filho já tenha sido tratado anteriormente com sucesso. E preste atenção nos detalhes. “O fisioterapeuta deverá ter seu próprio material de trabalho e tudo precisa ser descartável”, alerta Marcelo Reibscheid. “Higiene nos aparelhos de uso comum e a utilização de equipamentos de proteção individual – como máscaras, avental e luvas – garantem a segurança do paciente e do próprio fisioterapeuta, além de evitar contaminações”, acrescenta Juliana.

 

Fonte: Revista Crescer



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