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Fisioterapia Aquática no Aumento da Força Muscular em Idosas

Fisioterapia Aquática no Aumento da Força Muscular em Idosas

justify1.0 INTRODUÇÃO

O processo de envelhecimento é um fenômeno de crescimento mundial. No Brasil, o crescimento da população idosa é uma realidade perene, atualmente são cotados 31,23 milhões de pessoas da geração de terceira idade, com cerca de 650 mil sendo incorporados á população anualmente. Porém, nas últimas quatro décadas, o país deixou um cenário de mortalidade, próprio de uma população jovenil, para um quadro de patologias hermético e oneroso, típico dos países longevos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para que um país possa ser considerado estruturalmente envelhecido é necessário que sua taxa de idosos, ou seja, com mais de 60 anos para países em desenvolvimento e acima de 65 anos para países desenvolvidos, ultrapassa 7% da população total.

O avançar da idade acarreta em diversas mudanças no organismo, conseqüência das alterações fisiológicas ocorridas como redução do teor de água no organismo que pode desencadear uma desidratação; o aumento da pressão arterial que leva ao aumento do risco de doenças cardiovasculares; a redução da massa muscular que pode desenvolver sarcopenia; a diminuição da capacidade respiratória; a redução da massa óssea que pode desenvolver um quadro de osteoporose; o aumento do tecido adiposo que pode propiciar ao desenvolvimento de obesidade, diabetes mellitus, entre outras doenças; e a diminuição da amplitude de movimento e de força muscular que pode discorrer em quedas, perdas de autonomia e problemas psicológicos.

Esse cenário de longevidade do Brasil faz com que seja necessário que tanto o sistema único de saúde (SUS) como os provedores de saúde particular estejam atentos á implantação de ações promotoras e preventivas de saúde, com atenção á prevalência das doenças crônicas / degenerativas que acometem os idosos de forma superior, com oferta de cuidado e tratamentos contínuos, onerando o sistema de saúde brasileiro. Um estudo longitudinal de saúde dos idosos do Brasil destaca que sete em cada dez idosos sofrem de ao menos uma doença crônica. A prioridade na atenção de saúde para esta fase da vida deve objetivar estratégias que possibilitem o alcance de uma vida mais saudável, além da monitorização de indicadores qualificados na avaliação da morbidade, do impacto da doença e/ou incapacidade na qualidade de vida dos idosos e de suas famílias. Dentre as medidas que podem contribuir e ofertar em um envelhecimento mais ativo e saudável pode-se selecionar o diagnóstico situacional das condições de vida dos idosos.

O envelhecimento pode ser entendido e abordado como um conglomerado de transformações estruturais desvantajosa ao organismo que se acumulam de forma progressiva, especificamente em função do avanço da idade, uma vez que essas alterações são amplas e vastas, contando com a parte morfológica, funcional e bioquímica. Carvalho defende que o envelhecimento transfigura os idosos mais frágeis e aumenta a probabilidade de adquirir doenças como artrite, diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, hipertensão, aumentando os fatores de risco para quedas e em casos mais graves ocasionando a perda da autonomia para realização das atividades de vida diária. Essas alterações lesam o desempenho de habilidades motoras, que assim dificultam a adaptação do indivíduo com o meio ambiente, desenvolvendo modificações de ordem psicológica e social.

Para um bom desempenho físico-mental, se faz necessário o estimulo e treino da força muscular. A mesma é diminuída ao decorrer da idade, porém fortalecida com a atividade física. O hábito de atividade física elabora e desenvolve elementos do corpo como também permitem a terceira idade em reconstruir vínculos com outros indivíduos de diversas faixas etárias, com amplas interações e estímulos mentais e físicos. Colabora na vivência e sensação de bem estar, plenitude, alegria, melhora da autoestima, motivação da vida, melhora da saúde em sua forma mais ampla, reafirmando o sentido existencial da vida e auxiliando na percepção de um futuro como uma história com muitas páginas a serem escritas e construídas, afastando a sensação de finitude próxima da vida. Fatores esses que, aliados, são os melhores mecanismos desenvolvidos quando se reflete em qualidade de vida global na terceira idade. Os efeitos no sistema musculoesquelético ocasionado pelo processo de envelhecimento são extremamente beneficiados pelo exercício físico que contribui na preservação da independência físico-funcional, prevenção e tratamento de doenças crônicas. O envelhecimento está associado à redução gradual da força e da função muscular, o que se deve, predominantemente, à redução do número de fibras musculares.

As transformações psicológicas, mentais, emocionais vividos no processo de longevidade são extensas. Para que esse impacto seja tolerado de forma saudável, é preciso desenvolver capacidade funcional com melhora da autonomia, auto-satisfação, participação na atuação nos mais variados contextos sociais e de elaboração de novos significados para a vida, tanto na terceira/quarta idade, além de incentivar e prevenir, o cuidado e a atenção integral á saúde. A Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS) defendem que a atividade física é uma das melhores opções na saúde para as pessoas em processo de envelhecimento. Afirma que há contribuição tanto para a melhora da flexibilidade e da força, quanto para o aumento da perspectiva de vida, minimizando os efeitos degenerativos provocados pelo envelhecimento, permitindo ao idoso manter uma melhor qualidade de vida ativa.

O ato de envelhecer também acarreta em quedas. Elas podem ser entendidas como uma situação singular ocorrida com qualquer indivíduo em qualquer idade. Porém, são mais comuns durante a terceira idade tendo essa alta freqüência ocasionada pelo processo de perda de massa muscular, problemas de equilíbrio e visão.

O ato de envelhecer também acarreta em quedas. Elas podem ser entendidas como uma situação singular ocorrida com qualquer indivíduo em qualquer idade. Porém, são mais comuns durante a terceira idade tendo essa alta freqüência ocasionada pelo processo de perda de massa muscular, problemas de equilíbrio e visão. As mesmas são consideradas um problema de saúde pública da geriatria no Brasil, uma vez que, às alterações do sistema sensorial e motor, decorrem com instabilidade postural, decorrendo á uma tendência superior de quedas, gerando assim, aumento da morbidade e mortalidade. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca que existem dois fatores desencadeantes de quedas nos idosos: os fatores intrínsecos e extrínsecos. Os fatores intrínsecos estão diretamente conectados as alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento, aos efeitos colaterais causados por fármacos. Já os fatores extrínsecos incluem os fatores relacionados com o as características sociais e características ambientais que trazem novos desafios à população idosa. Devido á todas essas transformações e adaptações de equilíbrio e o receio de queda que os idosos possuem, há uma alteração indesejada na autoconfiança, o que repercute negativamente na quantidade de atividade física diária, no nível de aptidão física e no envolvimento das atividades de vida diária (AVD), contribuindo para o isolamento social e aumento da dependência dos familiares, conseqüentemente diminuição da autonomia. Os idosos mais susceptíveis a quedas são aqueles que apresentam alguma enfermidade/ patologia, especialmente as que levam as alterações da mobilidade, equilíbrio e controle postural, sendo a ocorrência de quedas diretamente proporcional ao grau de incapacidade funcional. Estudos realizados nas últimas décadas com ênfase aos últimos cinco anos, afirmam que pode ser considerada, após os 50 anos de vida, a taxa de declínio da força muscular é de aproximadamente 8% á 15% por década. Além disso, homens e mulheres exibem o mesmo padrão de diminuição da força durante o envelhecimento. Mas vale ressaltar que o corpo da mulher reage ao processo de envelhecer de acordo com fatores da menopausa, enquanto o corpo masculino responde de forma mais gradual. O envelhecimento também promove alterações relevantes no processo hormonal que terá conseqüência na diminuição da massa muscular, e esse é um dos principais fatores de diferença entre sexo feminino e masculino. Para as idosas, o climatério evidencia um longo período de declínio nos hormônios sexuais, que culmina na menopausa quando os ovários param de produzir estrogênio. Atualmente, existem evidencias importantes e crescentes sobre a função dos hormônios ovarianos na mediação do comportamento e da função cerebral, revelando que não há diferenças importantes entre a forma como o cérebro feminino e masculino envelhecem.

Sendo assim, como um recurso terapêutico importante e eficaz, temos que o treinamento físico realizado no ambiente aquático é utilizado para minimizar os efeitos deletérios gerados pelo envelhecimento, de modo que, as propriedades físicas da água são capazes de colaborar diretamente na redução do impacto da sobrecarga articular proporcionado pelo beneficio da viscosidade e do empuxo que promovem essa redução como aumento de força muscular, melhora da propriocepção e equilíbrio. Esses fatores proporcionam a realização de exercícios com execução de excelência aliado á um baixo risco de lesões musculoesqueléticas, minimizando o risco de quedas na população idosa.

Essa resistência ocasionada pela viscosidade é gerada pela atração molecular no meio líquido, que quando exposta ao movimento, é responsável pelo suporte ofertado á terceira idade durante a fisioterapia aquática. Dessa maneira, haverá uma melhora do equilíbrio dentro da água, o que acarretará em uma melhora também fora da água. Durante a prática da atividade fisioterápica aquática, ocorrem com que os idosos não visualizem seus movimentos de forma realística e adequada, isso ocorre em decorrência da refração que causa uma distorção na visualização dos movimentos executados. Esse fato se justifica com a diminuição da atenção necessária para execução dos exercícios, gerando um treino de equilíbrio mais intenso, devido parte da visão ser dispensada.

Evidências comprovam que a fisioterapia aquática é eficaz no controle e tratamento dos fatores de risco das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como a hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade e inatividade na população idosa. A elaboração de atividades que possam ser acessíveis as necessidades dos idosos é um grande desafio pela limitação da quantidade de atividades, desestimulando os mesmos. Para isso, além da fisioterapia convencional, a fisioterapia aquática adere todos os elementos essenciais, apresentando inúmeras vantagens como a melhora da força muscular, ganho da amplitude do movimento (ADM), redução de espasmos musculares e dores, redução de impacto sobre a musculatura, além de contribuir com todos os elementos citados em melhoria de autoconfiança, socialização e qualidade de vida.

Os exercícios de fisioterapia aquática têm um papel imperioso na prevenção, manutenção e melhora da funcionalidade do idoso. Os elementos que compõe a prática são favoráveis a toda competências do corpo humano da terceira idade, como por exemplo, a água aquecida quando associada com os exercícios fisioterapêuticos, concede suporte e reduz o estresse biomecânico nos músculos e articulações, melhora da circulação sanguínea bem como do retorno venoso, aumento da amplitude articular, aumento da força muscular, limitação temporária do nível de dor, melhora da capacidade funcional, psíquica e social, bem como evolução da auto-estima, autoconfiança e ufania. A fisioterapia aquática tem grande indicação há mais de dez décadas para essa por discorrer em um ambiente seguro, proporcionando a segurança imprescindível ao risco de quedas e fraturas e projeção de boa adesão ao tratamento.

Todavia, são iniciais na literatura estudos com protocolos de intervenção aquática que apresentem parâmetros bem definidos como profundidade, tempo de intervenção, temperatura da água e intensidade dos exercícios. O que dificulta a reprodutibilidade e a aplicabilidade na prática clínica. Ainda se faz essencial o recrutamento de novos estudos atualizados nesse parâmetro. Assim, torna-se pertinente o desenvolvimento de ensaios clínicos controlados randomizados, com protocolo de intervenção bem delineado e fundamentado nos princípios científicos da hidrostática, hidrodinâmica, termodinâmica e fisiologia do exercício aquático, a fim de garantir segurança à saúde dos pacientes com DCNT, bem como efetividade e reprodutibilidade do protocolo proposto.

Além dos inúmeros benefícios gerados para a saúde física e mental dos indivíduos longevos, o investimento da saúde publica em proporcionar á fisioterapia aquática a essa categoria, reduz potencialmente os gastos com internações, cirurgias e medicamentos controlados. Dessa forma e com base no exposto acima, há alta relevância da exploração deste tema como alternativa para proporcionar uma velhice ativa, o objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos de um programa de fisioterapia aquática na amplitude de movimento em mulheres idosas.

2.0 OBJETIVOS

2.1 Objetivos Gerais

Compreender quais são os impactos da fisioterapia aquática no aumento da força muscular em idosas.

2.2 Objetivos Específicos

Analisar os efeitos dos programas de Fisioterapia Aquática em idosas que se baseia em indicadores de equilíbrio, risco de quedas, qualidade de vida relacionada com a saúde na população idosa, melhora na amplitude de movimento.

3.0 MATERIAIS E MÉTODOS

O formato deste estudo é de revisão bibliográfica construída de 2013 á 2022. Foram considerados artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando pesquisas periódicas pelas bases de dados nacionais e internacionais como: Bireme, Lilacs, Medline, Scielo, e Pubmed entre os anos de 2013 á 2022. Para a análise, utilizaram-se os descritores: fisioterapia aquática em idosas, equilíbrio, queda em idosos, amplitude de movimento articular, força muscular. Utilizando os operadores booleanos “and” ou “or”. Na perspectiva analítica, optou-se pela realização de um estudo com base em: análise prospectiva, longitudinal. Os critérios de inclusão adotados para a seleção de materiais bibliográficos foram: publicações científicas; apresentar abordagens a respeito da fisioterapia aquática na prevenção de quedas na terceira idade ou de suas características; apresentar abordagens sobre envelhecimento; apresentar fatores relacionados a reabilitação aquática em mulheres idosas; apresentar data de publicação os anos de 2013 á 2022. E excluídos aqueles que apresentavam informações que não se encaixavam no estudo.

4.0 RESULTADOS

Um estudo epidemiológico de corte transversal, realizado em uma UBASF no Município de Fortaleza-CE, verificou uma variação da amplitude de movimento (ADM) por meio do teste de fleximetria, antes, durante e após o programa de intervenção aquático em dezesseis idosas. Constatou que ocorreu um aumento significativo da ADM em todas as articulações e seus respectivos eixos de movimentos avaliados. De modo á concluir que a atividade desempenhada pelos indivíduos, possivelmente, cooperou retilineamente para os resultados obtidos. Esse achado é relevante, pois confirma as expectativas geradas pelo disposto dos exercícios de grande amplitude em meio líquido (água) e as indicações encontradas na literatura, baseadas em experiências clínicas. Estudos que auxiliaram essa pesquisa com 16 idosas, avaliaram a flexibilidade utilizando a mesma metodologia como retorno á um programa de exercícios físicos treinados no solo, adaptado e organizado através de exercícios respiratórios, de alongamento, força muscular, de coordenação motora e equilíbrio, denominado programa de exercícios gerais e o ambiente aquático se mantêm com significativo benefício quando comparado ao solo.

Já no estudo de Yazawa et al. (2019), foi realizado atividades aquática com um grupo de mulheres idosas e exercícios no solo com outro grupo de mulheres. Para essa análise, as mulheres selecionadas tinham idade entre 50 á 72 anos, e foram divididas em dois grupos controles. Esse estudo pode contribuir para a constatação que a amplitude de movimento de flexão e extensão do ombro e do quadril apresentaram ganho maior ao grupo submetido ao programa aquático.

Em um experimento realizado por Rizzi et al. (2015), objetivou-se avaliar sobre a flexibilidade e a força muscular de mulheres idosas sedentárias durante três etapas. A primeira, antes do início do programa, no qual foi chamado de pré treinamento. A outra, durante o programa, constituída por quatro semanas seguintes após o pré treinamento. E por fim, o término do programa, que foram após oito semanas, sendo logo após o segundo período do estudo. Desse modo, foi evidenciado que as atividades de hidrocinesioterapia são relevantes e eficientes para a flexibilidade dos indivíduos componentes da amostra, com diminuição linear observada no teste de sentar e alcançar, em que as médias apresentadas foram de redução nos três momentos.

Candeloro e Caromano (2017) delinearam uma atividade de hidroterapia em idosas em períodos distintos de tempo. Nesse estudo, pode-se verificar que a atividade se mostrou eficiente para a flexibilidade, com diminuição da distância punho-tornozelo no teste de flexão anterior do tronco e na distância dedo-dedo no teste de envergadura. Os resultados nesse amostra podem ser explicados e demonstrados pelos efeitos terapêuticos gerados pelo empuxo e temperatura da água. Uma vez que, as propriedades físicas e a água aquecida, são capazes de proporcionar alívio da dor, do espasmo muscular e relaxamento, e contribuir para manutenção ou aumento da amplitude de movimentação das articulações.

Jakaitis (2017) discorre e afirma que o empuxo é um fator capaz de auxiliar o movimento, conseqüentemente melhorar a amplitude do mesmo. O programa proposto nesse estudo demonstrou a importância na produção e significância na melhora da flexibilidade muscular de mulheres idosas, sedentárias, confirmando os achados da literatura científica. Porém, se faz necessário o destaque sobre esse estudo em suas limitações. Foram estudados apenas indivíduos do sexo feminino, devido à facilidade de acesso e adesão das mesmas. Embora o tempo de treinamento tenha sido restrito e a pesquisa desenvolvida com um grupo pequeno de mulheres idosas sedentárias, sem presença de complicações clínicas, este trabalho traz uma contribuição vasta, ao propor um protocolo de exercícios aquáticos de fácil aplicabilidade clínica que aperfeiçoa o ganho da amplitude de movimento das principais articulações dos membros inferiores.

Segundo Simonceli (2013), o envelhecimento está associado e diretamente proporcional à perda gradual de massa muscular, força, potência e flexibilidade. Esse argumento e fato contribuem para o entendimento sobre a ocorrência da diminuição da mobilidade, agilidade e funcionalidade do idoso, o que está relacionado com a perda de equilíbrio e diminuição de acuidade. Em todos os estudos apresentados, se pode observar uma melhora significativa na força muscular e potência da maioria dos músculos avaliados nas idosas que praticaram fisioterapia aquática, tendo como um fator importante a resistência que a água promove durante a realização dos movimentos.

Tahara e Santiago (2016) reforçam que a fisioterapia aquática é fundamental para promover á melhora do equilíbrio postural. Essa tese é defendida pelo suporte ofertado da água ao permitir uma maior independência na manutenção do próprio corpo e de suas posturas, fazendo com que os idosos possam sentir menos medo de se movimentar e conseqüentemente, se machucar. Os exercícios na água diminuem o tempo de queda, colaborando assim, em um tempo superior para os indivíduos detectarem desajustes posturais.

5.0 DISCUSSÃO

Com todos os estudos e programas apresentados sobre fisioterapia aquática nas idosas, pode-se observar que o composto de exercícios resistidos, realizados de forma sistematizada e progressiva foi efetivo e relevante para potencializar a força muscular gerado nos membros superiores e inferiores, bem como na a qualidade de vida oferecida á essa geração, mesmo as que possuem Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Conclui nessa abordagem que, esta modalidade terapêutica é uma excelente alternativa ao modelo tradicional realizado fora da água, uma vez que as propriedades físicas do ambiente aquático são capazes e comprovados em promover redução da sobrecarga articular, estabilização dos movimentos e reeducação muscular, ocasionando no benefício também do baixo risco de quedas e lesões musculoesqueléticas.

Todos os exercícios terapêuticos que foram realizados no meio aquático foram capazes de prevenir, manter, retardar e melhorar as disfunções físicas e psicológicas do envelhecimento apresentado em idosas de diferentes Estados, idades, etnias, vivências distintas familiares e sociais. Este fato decorre por que as vantagens da prática se encontram tanto no meio físico, quanto mental. Essa população idosa se beneficia de questões como a impulsão do meio, que diminui a carga sobre as articulações, permitindo a efetividade de atividades que em solo seriam de extrema dificuldade. Assim, os principais efeitos da fisioterapia aquática que podem ser evidenciados são a diminuição da dor, aumento ou manutenção das amplitudes articulares, aumento da força muscular, aumento da saúde cardiovascular, manutenção do peso corporal, promoção do relaxamento, promoção de atividades funcionais, melhoria do equilíbrio, melhoria da capacidade vital, promoção da socialização e recreação. O suporte que a água oferece possibilita independência na manutenção de posturas, colaborando com que os idosos tenham melhores condições de movimento.

Além de todos os benefícios, não se pode anular que os estudos apresentam um aumento do equilíbrio após os programas de fisioterapia aquática e reafirmam que há redução no risco de quedas, uma vez que também previnem os efeitos indesejados decorrentes de quedas como escoriações leves, limitações na mobilidade, perda da independência funcional que pode ocasionar em um isolamento social. Todos esses elementos são capazes de gerar um ciclo vicioso de restrição voluntária de suas práticas diárias que comprometem seriamente a qualidade de vida. A conclusão da literatura científica se baseia no estímulo das reações de equilíbrio, na promoção e no aumento do mesmo e na prevenção das quedas em idosos.

Além do engajamento e adesão de mulheres na terceira idade em atividades físicas, que não objetiva, unicamente, a aquisição e manutenção de desempenhos físicos, mas bem como do aspecto relacionado com a psique humana, proporcionando melhorias na autoconfiança, promovendo a socialização e qualidade de vida. Dessa maneira, a fisioterapia aquática é um recurso amplamente indicado para a melhora da aptidão física e aspectos psicossociais para esta população.

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