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Avaliação Ergonômica do Trabalho: 5ª Vara de Família do Fórum de Nova Iguaçu

Avaliação Ergonômica do Trabalho: 5ª Vara de Família do Fórum de Nova Iguaçu

1. INTRODUÇÃO
Em uma publicação do Governo Federal, a relação entre adoecimento dos servidores públicos e suas condições de trabalhoé admitida quando se afirma que 24,7% das aposentadorias de servidores se devem a problemas de saúde decorrentes do trabalho¹.
Desta forma fomos realizar uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), para verificar as condições ergonômicas dos servidores públicos do Poder Judiciário que prestam serviços como assessores de gabinete da 5ª Vara de Família do Fórum de Nova Iguaçu e do Juiz em seu gabinete e sala de audiência nesta mesma Vara, pois quando se pensa em saúde do trabalhador vem logo a cabeça um trabalhador de linha de produção de uma fábrica ou indústria, pouco se pensa na qualidade de vida laboral de um servidor público, pois os benefícios de serem servidores do Poder Judiciário são muitos, mas nada tem a ver com saúde do trabalhador.
No Brasil, no início dos anos 1990, as lesões músculo-esqueléticas relacionadas ao trabalho representavam mais de 70% dos casos de afastamento reconhecidos pela Previdência Social, segundo Carneiro² e Martins & Duarte³.
Para reduzir o alto índice de afastamento, mas tendo como objetivo a saúde do trabalhador, se enfatiza avaliação, tratamento e prevenção da ocorrência de DORT4. Ao empregador cabe recorrer à análise ergonômica do trabalho para avaliar a adaptação das condições laborais às características psicofisiológicas do empregado³.  Nesse aspecto, a ergonomia e a fisioterapia assumem papel importante na otimização da relação homem-trabalho. O fisioterapeuta pode mostrar as empresas que, ao fornecer condições de conforto e segurança aos empregados,  obtem-se de forma associada um aumento de produtividade e melhora da qualidade, favorecendo a diminuição dos custos de produção5.
Há necessidade de uma avaliação contínua dos agentes que desencadeiam sintomas, lesões e doenças e das melhorias das condições de trabalho, procurando soluções para incrementar o equilíbrio da relação entre capaciade e demandas do trabalho6.
Com essa avaliação pode se definir as melhores opções de intervenção ergonômica para cada trabalhador.

2. OBJETIVO
Analisar a ergonomia e as posturas dos servidores do gabinete, da sala de audiência e do setor de assessores do gabinete da 5ª Vara de Família de Nova Iguaçu, durante as atividades laborais e propor soluções para minimizar os riscos ergonômicos.

3. METODOLOGIA
A análise foi feita mediante observação simples, por meio de registro fotográfico e vídeo, checklist de Couto, questionário auto aplicável de Couto e Cardoso chamado de Censo de Ergonomia onde os próprios servidores responderam e Corlet.

4. A EMPRESA
Analisamos o setor público do Tribunal de Justiça dos Estado do Rio de Janeiro, onde o posto de trabalho dos assessores de gabinete da 5ª Vara de Família do Fórum de Nova Iguaçu, o gabinete e a sala de audiência da mesma Vara.

4.1. DADOS GERAIS DA EMPRESA
O Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro tem Fórum espalhado por todo o estado, nas principais cidades.

5. DEMANDA ERGONÔMICA
A análise foi feita para orientação enquanto a utilização do material já encontrados nos postos de trabalho.

6. PROFISSIONAL SOLICITADO
Esta AET foi realizada por dois fisioterapeutas que estão concluindo a pós graduação de fisioterapia do trabalho.

7. DA VISITA
Na visita foram realizados registros fotográficos e de vídeos, para uma posterior avaliação detalhada, foram entregues questionários autoaplicáveis de Couto e Cardoso (Censo de ergonomia), onde os próprios servidores respondem as questões e o Corlet que também é respondido pelo mesmo. Foi realizado Checklist de couto, onde foi encontrado um baixo risco ergonômico, e acima de todas as ferramentas utilizadas está a observação visual. Todas estas ferramentas foram utilizadas para realizar a AET do setor dos assessores de gabinete, na sala de audiências e no próprio gabinete, onde trabalham o juiz e seu secretário.

8. MACRO ERGONOMIA

8.1. VALORES DA EMPRESA
– Conhecimento atualizado;
– Ética;
– Objetividade;
– Melhoria contínua;
– Foco no usuário;
– Busca de conciliação para solução de conflitos;
– Comprometimento;
– Transparência7;

8.2. FILOSOFIA
Desenvolver continuamente as melhores práticas de gestão para que as unidades organizacionais do PJERJ e seus respectivos magistrados e servidores cumpram a missão, a fim de alcançar a visão estabelecida7.

8.3. A EMPRESA PRODUZ
Resolver os conflitos de interesses em tempo adequado a sua natureza.

8.4. PÚBLICO ALVO
Toda população que necessite resolver judicialmente qualquer problema e encontrar suas soluções de acordo com a Lei.

9. ESTRUTURA FUNCIONAL DA EMPRESA NOS SETORES AVALIADOS

9.1. QUANTITATIVO DE TRABALHADORES
São 4 (quatro) assessores de gabinete, 1 (um) secretário de juiz, 1 (um) estagiário e 1(um) juiz.

9.2. LISTA DE FUNÇÕES
Estagiário: marcar audiências e realizar observação das funções dos demais servidores para aprendizado.
Assessores de gabinete: atividades relacionadas ao assessoramento dos magistrados, tais como exame de autos e papéis; pesquisa de doutrina, legislação e jurisprudência; redação de minutas de despachos e decisões; recepção e atendimento de partes e advogados.
Secretário de juiz: auxiliar a preparação dos autos para audiÊncia e formação de sentença.
Juiz: membro do poder judicial, que tem autoridade e poder para julgar e sentenciar.

9.3. POSTO DE TRABALHO AVALIADO
Foram avaliados o setor de assessores de gabinete, o gabinete e a sala de audiência da 5ª Vara de Família do Fórum de Nova Iguaçu.

9.4. CARGA HORÁRIA
7 (sete) horas diárias.

9.5. CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL
Logo que se entra no setor vemos 5 (cinco) postos de trabalho equipados por mesa com gaveteiro, cadeira com rodízio, computador (monitor, gabinete, teclado e mouse). Estas mesas são organizadas de formas diferentes, estando uma de frente para a parede, três de frente para porta e uma para a janela. Tem um armário grande para organização dos processos, ao lado dele uma mesa grande para apoio de documentos, impressora e telefone. No canto próximo a janela tem uma geladeria pequena, e um armário com microondas, sanduicheira, cafeteira e alguns itens alimentícios guardados.

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No gabinete vemos dois postos de trabalho contendo mesa com gaveteiro, cadeira com rodízio, computador, sendo estes postos organizados um lateralmente em relação a entrada e um de frente. Existem duas prateleiras na parede a direita com livros.
Na sala de audiência existe uma mesa grande com quatro cadeiras para as partes e os advogados, duas cadeiras proximas a porta para observação da audiência e um tablado acarpetado onde fica uma mesa grande com as cadeiras com rodízio e espaldar longo para o juiz, o promotor e o assistente/digitador, ficam nesta mesa a impressora, um telefone, computador e o juiz adaptou uma mesa para notebook para apoio dos processoa que precisa ler por problemas de visão e de coluna, o mesmo ainda utiliza um encosto chamado “dr. Coluna” para apoio da oluna na cadeira. O local é pequeno para as três cadeiras e o carpete atrapalha o deslizamento do rodizio, conforme mostra na foto abaixo.

10. SETOR

10.1. A DESCRIÇÃO DA TAREFA E BIOMECÂNCIA FUNCIONAL DO SETOR
Em relação ao mobiliário, observou-se que as mesas utilizadas não oferecem possibilidae de regulagem de altura do seu tampo, sendo portanto inadequadas para uso de pessoes de porte mais alto ou mais baixo. O mesmo ocorre com as mesas utilizadas para apoio dos computadores e seus teclados são pequenas para o fim a que se destinam, impedem o apoio de braços e punhos. Também levam os usuários a manter a cabeça para o alto ou para baixo, já que o monitor, salvo exceções, se encontra mais alto ou mais baixo do que a altura adequada para seu usuário. A maioria das cadeiras tem ajustes para altura do assento. Porém deixam de ser reguladas pelo usuário. Devido a falta de espaço por causa do gaveteiro lateral impedindo a movimentação livre das pernas e pés. Os servidores permanecem a maior parte do período de trabalho sentados, com o corpo curvado para frente, os braços sobre a mesa manipulando processos, livros, lendo, escrevendo, analisando, decidindo ou digitando.
Esse é o quadro: indivíduo sentado, com os pés sem apoio ou as pernas sem movimentação livre, as costas e o pescoço arqueados para frente, a cabeça arqueada para cima ou para frente (dependendo da altura da mesa ou do monitor). Além desses fatores, os indivíduos estão envolvidos em tarefas de alta responsabilidade, para ser executada em curto espaço de tempo.

10.2. PARECER TENICO ERGONÔMICO DOS POSTOS DE TRABALHO DO SETOR

Estagiário:

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Mesa:
– Possui cor clara e não é reflexiva;
– Não possui quina-viva, tem altura de 71 centímetros, tem 1,19m de largura e de profundidade 75 cm.
– A mesa em relação ao trabalhador não está compatível devido à cadeira estar quebrada.
– Na parte posterior da mesa encontra-se um emaranhado de fios pendurados, sugere-se a arrumação dos fios.
– Sobre a mesa, muito material desorganizado, sugere-se que use somente o necessário e o restante seja guardado em armário que se encontra no mesmo ambiente.
– Não possui apoio de pé para devido descanso, em contrapartida, apoia perfeitamente os pés no chão.
– Mesa possui um gaveteiro acoplado na parte inferior do tampo da mesa, ao lado direito, fazendo com que o espaço para a movimentação das pernas diminua.
– Na parte interna, a mesa possui uma tábua para sustentação da própria impossibilitando a extensão das pernas.

Cadeira:
– A cadeira não possui material transpirável.
– Assento com cantos arredondados e costuras nas laterais.
– Apoios para os braços não possuem regulagem de altura.
– Trabalhador encontra-se com retificação da região lombar, hiperflexão de tronco e flexão de cervical devido a cadeira estar com a regulagem do encosto quebrada. Isso faz com que o trabalhador adote uma postura antálgica e sobrecarregue todas as outras articulações do corpo.
– Cadeira com 05 rodízios e giratória;
– Regulagem de altura;
– Regulagem de inclinação do encosto;

Monitor:
– Possui regulagem de altura e de inclinação;
– Encontra-se desalinhado ao trabalhador devido à regulagem da cadeira que está danificada.

Teclado:
– Teclado macio, e não possui apoio ergonômico para os punhos. Sugere-se a aquisição do equipamento para melhor conforto do funcionário.

Mouse:
– Não possui mousepad ergonômico. Sugere-se a aquisição do equipamento para o melhor conforto do funcionário.

Organização:
– Acúmulo de processos sobre as mesas dificultando a limpeza.
– Excesso de materiais e objetos existentes sobre a mesa, limitando o espaço.
– Excesso de fios sob a mesa, proporcionando condição insegura, podendo gerar acidentes.

Assessora:

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Mesa:
– Possui cor clara e não é reflexiva;
– Não possui quina-viva, tem altura de 71 centímetros, tem 1,19m de largura e de profundidade 75 cm.
– A mesa em relação ao trabalhador está compatível.
– Sobre a mesa, muito material desorganizado, sugere-se que use somente o necessário e o restante seja guardado em armário que se encontra no mesmo ambiente.
– Não possui apoio de pé para devido descanso, ficando com as pernas penduradas.
– Mesa possui um gaveteiro acoplado na parte inferior do tampo da mesa, ao lado direito, fazendo com que o espaço para a movimentação das pernas diminua.
– Na parte interna, a mesa possui uma tábua para sustentação da própria impossibilitando a extensão das pernas.

Cadeira:
– A cadeira não possui material transpirável.
– Assento com cantos arredondados e costuras nas laterais.
– Apoios para os braços possuem regulagem de altura.
– Cadeira com 05 rodízios e giratória;
– Regulagem de altura;
– Regulagem de inclinação do encosto;

Monitor:
– Possui regulagem de altura e de inclinação;
– Encontra-se acima da altura recomendável para conforto da coluna cervical.
– Monitor encontra-se distante da trabalhadora, forçando-a a flexionar o tronco para a leitura dos processos.

Teclado:
– Teclado macio, e não possui apoio ergonômico para os punhos. Sugere-se a aquisição do equipamento para melhor conforto do funcionário.

Mouse:
– Deveria estar alinhado na mesma altura e lateralmente ao teclado.
– Não possui mousepad ergonômico. Sugere-se a aquisição do equipamento para o melhor conforto do funcionário.

Organização:
– Acúmulo de processos sobre as mesas dificultando a limpeza.
– Excesso de materiais e objetos existentes sobre a mesa, limitando o espaço.

Assessora:

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Mesa:
– Possui cor clara e não é reflexiva;
– Não possui quina-viva, tem altura de 71 centímetros, tem 1,19m de largura e de profundidade 75 cm.
– A mesa em relação ao trabalhador está compatível.
– Na parte posterior da mesa encontra-se um emaranhado de fios pendurados, sugere-se a organização dos fios.
– Sobre a mesa, muito material desorganizado, sugere-se que use somente o necessário e o restante seja guardado em armário e prateleiras que se encontram no mesmo ambiente.
– Possui apoio de pé improvisado para descanso dos membros inferiores, em contrapartida, trabalhadora não apoia os pés de maneira correta, pois o apoio não possui a altura recomendável.
– Mesa possui um gaveteiro acoplado na parte inferior do tampo da mesa, ao lado direito, fazendo com que o espaço para a movimentação das pernas diminua.
– Na parte interna, a mesa possui uma tábua para sustentação da própria impossibilitando a extensão das pernas.

Cadeira:
– A cadeira não possui material transpirável.
– Assento com cantos arredondados.
– Assento com regulagem muito a frente, forçando a trabalhadora a ficar com o corpo mais afastado do encosto da cadeira e ainda faz uso de apoio para o tronco de maneira equivocada.
– Apoios para os braços possuem regulagem de altura.
– Não faz apoio correto do tronco por fazer uso de um descanso para o tronco de maneira incorreta.
– Cadeira com 05 rodízios e giratória;
– Regulagem de altura;
– Regulagem de inclinação do encosto;

Monitor:
– Possui regulagem de altura e de inclinação;
– Encontra-se distante do trabalhador e abaixo da altura recomendável.

Teclado:
– Teclado macio, e não possui apoio ergonômico para os punhos. Sugere-se a aquisição do equipamento para melhor conforto do funcionário.

Mouse:
– Não possui mousepad ergonômico. Sugere-se a aquisição do equipamento para o melhor conforto do funcionário.

Organização:
– Acúmulo de processos sobre as mesas dificultando a limpeza.
– Excesso de materiais e objetos existentes sobre a mesa, limitando o espaço.
– Excesso de fios sob a mesa, proporcionando condição insegura, podendo gerar acidentes.

Juiz:

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Mesa:
– Possui cor clara e não é reflexiva;
– Não possui quina-viva, tem altura de 71 centímetros, tem 1,19m de largura e de profundidade 75 cm;
– A mesa em relação ao trabalhador está compatível;
– Não possui apoio de pé para devido descanso, ficando com as pernas penduradas;
– Na parte interna, a mesa possui uma tábua para sustentação da própria impossibilitando a extensão das pernas;
– Trabalhador faz uso de equipamento improvisado para facilitação da leitura dos processos devido a problemas oftalmológicos, leitura sempre muito próxima dos olhos;

Cadeira:
– A cadeira não possui material transpirável;
– Assento com cantos arredondados;
– Apoios para os braços não possuem regulagem de altura;
– Cadeira com 05 rodízios e giratória;
– Regulagem de altura;
– Regulagem de inclinação do encosto;

Piso:
– Piso da sala é acarpetado, dificultando o deslizamento da cadeira para movimentação do usuário;
– Tablado curto para a ocupação de 3 (três) cadeiras;

Monitor:
– Não faz uso;

Teclado:
– Não faz uso;

Mouse:
Não faz uso;

Podem-se sugerir mudanças nos postos de trabalho  fim de minimizar os fatores de riscos para DORT e favorecer a melhora da qualidade de vida dos funcionários. Apesar do risco ergonômico analisado ser improvável pelo checklist de Couto, vários fatores de risco foram observados, como regulagem de cadeia e posicionamento do monitor. Alguns servidores (digitador/assessor de juiz) posicionam-se lateralmente ao monitor mantendo o tronco rodado. As cadeiras utilizadas no setor, apesar de serem ajustáveis, estavam todas reguladas incorretamente em relação a altura e encosto do assento. A utilização errada gerou posturas inadequadas de membros inferiores, como flexão excessiva de quadril ou falta de suporte para os pés. Já o uso inadequado do apoio para braços impedia a aproximação do tronco a mesa gerando flexão prejudicial do ombro.

11. CARACTERIZAÇÃO CONFORTO AMBIENTAL
O ambiente tem temperatura e iluminação agradáveis, possibilitando um bom rendimento funcional, pois os servidores trabalham com material de responsabilidade, porém sem muita cobrança e tem a possibilidade de alterar as posições a hora que quiserem.

11.1 PARECER TÉCNICO ERGONÔMICO SOBRE O CONFORTO AMBIENTAL
O conforto ambiental está adequado porém requer mais organização dos postos de trabalho.

Tabela 1.1 Desconforto

Área do corpo Quantidade de servidores Intensidade
Leve Moderada Forte
Pescoço 4 3 1 0
Cervical 3 1 2 0
Dorsal 1 0 1 0
Torácica 3 1 2 0
Lombar 5 3 2 0
Quadril 2 1 1 0
Ombros 2 1 0 1
Braços 2 1 1 0
Cotovelos 2 1 1 0
Antebraço 1 1 0 0
Punhos 1 1 0 0
Mãos 1 2 0 0
Coxas 1 1 0 0
Joelhos 3 1 2 0
Panturrilhas 1 1 0 0
Tornozelos 2 1 1 0
Pés 1 1 0 0

E assim de acordo com a tabela acima encontramos a maior queixa em algia lombra, seguida da região do pescoço, sendo em uma intensidade leve durante o horário de trabalho e aliviando com o repouso a noite. A única queixa de algia forte é no ombro, algia esta que foi relatada por uma lesão fora do trabalho, porém o ato de digitar e manusear os processos podem agravar a lesão. Mas em geral foram relatados desconfortos leves em toda região da coluna vertebral e joelhos.

11.2. ORIENTAÇÕES ERGONÔMICAS
No que se refere a organização do trabalho, apesar de a demanda laboral não ser extenuante requer atenção constante para a realização de tarefas mentais e de digitação. Orientações aos funcionários em relação a necessidade de pausas e organização das tarefas diárias tornam-se necessárias a fim de evitar DORT por esforço estático e repetitividade.
Em relação ao posto de trabalho as propostas de intervenção foram alterações nos seguintes fatotes:
– Aquisição de material: suporte para documentos; suporte para os pés se necessário.
– Distribuição dos equipamentos: orientações para os funcionários distribuirem em sua área de trabalho os equipamentos de forma a evitar posturas inadequadas. Posicionar os objetos mais utilizados próximos e os menos utilizados mais distantes, evitando rotações de tronco ou cervical para utilizá-los.
– Regulagem da cadeira: orientação para regulagem correta de cadeira, na qual os cotovelos não devem estar fletidos a mais de 90 graus nem os ombros elevados; o tronco deve estar livre para alcançar a mesa; os pés e os joelhos não devem estar comprimidos em sua face posterior, de modo que a circulação fique livre. A regulagem da altura da cadeira deve ser tal que o funcionário possa alcançar o mouse ou o teclado sem realizar flexão excessiva ou elevação dos ombros.
É importante salienta que tais sugestões de mudanças são de baixo ou nenhum custo para o empregador.

12. CONCLUSÃO
Com esta avaliação concluimos que os setores de trabalho não geram grandes riscos ergonômicos, porém está sendo mal utilizado por falta de orientação quanto a utilização dos equipamentos e organização dos mesmos, e orientação quanto aos riscos de sua má utilização.

REFERÊNCIAS
1 – Boletim Eletrônico para Servidores do governo Federal, n4, 15 de julho de 2003.
2 – Carneiro SR. O custo das LER. Rev Proteção 1997; (70); 74 -7.
3 – Martins CO, Duarte MF. Efeitos da ginástica laboral rm servidores da Reitoria da UFSC. Rev Bras Cienc Mov. 2000; 84; 7-13.
4 – Buckle P. Ergonomics and musculoskeletal disorders: overview. Occup Med. 2005;55 (3); 164 -7.
5 – Abrahão JI. Reestruturação produtiva e variabilidade do trabalho: uma abordagem da ergonomia. Psicol Teor Pesq. 2000; 16(1): 49-54.
6 – Bellusci SM e Frida MF. Envelhecimento funcional e condições de trabalho em servidores forenses.  Rev. Saúde Pública, 1999; 33 (6); 602-9.
7 – Site Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. www.tj.rj.gov.br



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