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Atuação Fisioterapêutica na Mielite Transversa: Revisão Literária

Atuação Fisioterapêutica na Mielite Transversa: Revisão Literária

INTRODUÇÃO

O objeto pesquisado neste estudo refere-se: a relatar à Atuação Fisioterapêutica na Mielite Transversa Aguda – (MTA) com o objetivo de apontar as principais condutas estabelecidas pelo Fisioterapeuta no tratamento da MTA, afim de selecionar as principais e mais recomendáveis para à reabilitação cinético-funcional. Relaciona-se a este estudo, pesquisas de estudo de caso que abordam, qual à influência do tratamento fisioterapêutico, traz à recuperação do paciente com MTA. Assunto esse bem mais encontrado em pesquisas via – Net. Motivo pelo qual, chamou-me a atenção selecionar as melhores condutas à serem utilizadas na reabilitação cinético-funcional do paciente com MTA.
A Mielite Transversa Aguda – MTA, é uma doença de característica Inflamatória Desmielinizante Aguda, que acomete o Sistema Nervoso Central – (SNC) na região da Medula Espinal. Traz como manifestação Clinica à perda variada de Graus de Força Muscular, geralmente em Membros Inferiores – (MMII) o que promove, à um quadro de fraqueza, alterações sensoriais e autonômicas que podem perdurar por horas ou semanas. A MTA, é de difícil diagnóstico uma vez que que pode ser oriunda de Patologias do SNC, como à Esclerose Múltipla – (EM) ou de manifestação multisistêmica, decorrida por Lúpus Eritematoso Sistemático – (LES). Sendo que, não descarta-se uma probabilidade Idiopática isolada (TARTAGLINO, et al, 1996 / KIN K., / ADAMS, 1998 / BARRAZA, et al, 2003 / KRISHNAN, et al, 2004 / LIN PH, et al, / MASOOD, et al, 2006 / KAHLOON, et al, 2007).
Anualmente incidem sobre a MTA, uma faixa de 1,4 à 4,6 por milhão de novos casos na população, sem se distanciar de Países como à Europa, América, África e Ásia, não havendo distinção em raças e gêneros (ADAMS, 1998 / MATSUI, et al, 2002 / ROMERO R., 2005 / KAHLOON, 2007).
A MTA, patologicamente traz danos às Substâncias Branca e Cinzenta da Medula Espinal, decorridos da desmielinização e necrose. Para alguns casos, segundo a necropsia, encontrou-se a presença de linfócitos nas peri-vascularizações da medula (TARTAGLINO, et al, 1996 / ADAMS, et al, 1998 / BARRAZA, et al 2003). Para Masood, et al, poderia advir de um processo autoimune, prévio de uma infecção viral, atribuída ao Epstein-Barr Citomegalovírus, encontrado em pacientes onde a imunidade possa estar comprometida pela infecção de herpes simples, rubéola, varicela, mononucleose infecciosa ou sarampo. Acredita-se também poder ser desenvolvida após vacinação por Tétano, Coqueluche ou Difteria, outros autores defendem provir de uma apresentação inicial de uma leucemia Linfoblástica Aguda (ROWLAND LP., 1997 / ADAMS, et al, 1998 / MATSUI, et al, / VASCONCELLOS LFR., et al, 2002 / ROMERO R., 2005).
Podemos dividir a MTA em dois grupos, à manifestação completa se dá quando há inflamação idiopática da medula, o que gera perda da função simetricamente moderada ou grave e à parcial, quando definimos perda assimétrica e suave das funções da medula (SCOTT, 2007). Clinicamente a MTA apresenta um início abrupto que altera o sistema autonômico da medula espinal, que reflete na perda da sensibilidade e da motricidade bilateral. Não apresenta compressão ou agrega-se com outra patologia neurológica, o que nesse ponto facilita à um diagnóstico por exclusão (TARTAGLINO, et al, 1996 / ADAMS, 1998 / JOAQUIM, 2007). Segundo Bruna, et al, 2006, afirma que entre 80 e 94% dos pacientes, apresentam disfunção da bexiga dentre os distúrbios sensitivos, 50% tornam-se incapazes de caminhar, 60% dos pacientes apresentam febre na fase aguda da doença. Relata ainda, 1/3 dos pacientes possuem uma boa recuperação com permanência de uma pequena sequela. Mais 1/3 deles apresentam baixo grau de incapacidade. E mais 1/3 – final apresentam uma sequela que gera de fato uma incapacidade (MATSUI, et al, 2002, / BARRAZA, et al, 2003, / MASOOD, / KAHLOON, et al, / BRUNA, et al, 2006).
Um prognóstico positivo é apontado nos acometimentos aos mais jovens, que apresentam uma progressão mais subaguda dos sintomas, no sistema sensorial e motor, e contem-se dentro de dias ou semanas, quando também a função da coluna posterior e os reflexos profundos são mantidos, o contribui para uma recuperação mais facilmente. No prognóstico grave temos dores nas costas como um sintoma inicial, um iniciar mais agudo com evolução rápida dos sintomas em poucas horas e disfunção neurológica grave, distúrbio sensorial em vários níveis da coluna, incontinência urinária, e falta de recuperação após três meses do choque medular. O bom resultado é aquele em que o paciente apresenta marcha normal, sintomas urinários leves, com mínimos sinais sensoriais e do próprio neurônio motor superior, regulado há uma leve espasticidade, porém com marcha independente. Com sinais de urgência e/ou constipação, de alguns sistemas. O ruim é quando gera, inabilidade para andar ou distúrbio severo na marcha, ausência do controle do esfíncter e déficit sensorial. Isto é de valor prognóstico no que diz respeito ao desenvolvimento de tónus muscular, e consequentemente para o planejamento de um bom tratamento (KAMONSEKI, et al, 2010).

METODOLOGIA

A metodologia de pesquisa utilizada neste estudo é a revisão bibliográfica, Adotando a inclusão bibliográfica de artigos de décadas passadas, devido à escassez de novas pesquisas mais recentes. O enfoque principal foi relatar as condutas fisioterapêuticas mais utilizadas na reabilitação cinético-funcional dos pacientes acometidos com Mielite Transversa Aguda – MTA.
A listagem das condutas, bem como os objetivos cinéticos-funcionais mais utilizados, foram fixados por técnica de categoria de análise, que segundo Bardim, 1977 “consiste em descobrir os núcleos de sentido que compõem uma comunicação e cuja presença ou frequência de aparição pode significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido” (BARDIM, 1977).

Obtenção dos Artigos:

Foram realizadas buscas através dos Descritores em Ciências da Saúde – DeCS, para pesquisas em Língua Estrangeira – (Inglês). Que atende-se aos seguintes critérios de inclusão: – adotar uma abordagem teórica sistêmica em relação aos efeitos terapêuticos, e – incluíssem condutas mais utilizadas na Fisioterapia Neurofuncional. Foi incluída à pesquisa via – Net, através do uso de dados do Google – Acadêmico, com a indexação das palavras-chaves: (Fisioterapia, Reabilitação e Mielite Transversa).

RESULTADO E DISCUSSÃO

Os exercícios propostos trazem o foco de aperfeiçoamento do movimento Biomêcanico e melhora da performance cinético-funcional. Teve-se em comum entre todas as condutas, a escolha de fortalecimento dos mesmos grupos musculares. Bem como a mesma preocupação em manter e/ou readquirir os movimentos de cintura-pélvica e os de cintura escapular, quando estes estavam envolvidos no caso. Torna-se absoluta também a preocupação de todos os terapeutas, sobre as condutas que previnam o comprometimento respiratório e à manutenção de uma boa funcionalidade do tronco.

Destaca-se dentro dos objetivos:

Ao paciente com sequelas de lesão medular, deve-se inicialmente obter habilidades de movimentar-se ao leito, em suas transferências de posição. Para tanto à ele incide aprender estratégias, adaptações, e técnicas para essa tarefa (UMPHRED, 1994).
Facilitar à trocar de decúbito de prono para supino, reerguer-se e manter-se de pé, são tarefas mais essenciais nessa fase, além de gerar máxima independência. Trabalhos as reações de endireitamento favorecem à busca por um bom posicionamento, o que ajuda na organização agonista e antagonista muscular. O que contribui para a organização das reações de equilíbrio e desiquilíbrio, o gera coordenação de resposta motora e ajustes posturais (DESANTANA, 2005).
Todo trabalho no sistema de sensibilidade e particularmente o de propriocepção, traz uma relevância imprescindível, ao paciente com uma lesão incompleta, pois o prepara para a aquisição de uma deambulação mais funcional, e deve ser sempre enfatizado na recuperação funcional após uma lesão ao nível medular. Nessa fase, um programa de exercícios passivos e auto-assistidos, para gerar amplitude de movimento, é um tratamento mais efetivo. O alongamento que mais surti efeito é o leve e mantido, afim de que as fibras colágenas se alonguem progressivamente. Exercícios ativos e resistidos devem ser feitos com pesos ou manualmente (UMPHRED, 1994).
Para os pacientes que apresentam espasticidade será preciso tratamentos mais frequentes, cuja a prevenção de contraturas incluirá mobilizações para o alinhamento adequado da articulação, técnicas como sustentação de peso e exercícios funcionais (UMPHRED, 2004).
A marcha é um “fim” de fundamental importância, uma vez que é através dela que ocorre nossa locomoção. A esse estágio é de suma importância saber que para ela ocorrer, incidem vários outros aspectos, principalmente de indivíduos vindo do uso diário de uma cadeira de rodas, o que fomenta um maior desejo do mesmo a recuperar sua independência (BAER & DURWARD, 2001). Uma vez que, incide sobre ele uma carga de fatores externos que acaba influenciando no seu estado final dos esforços na reabilitação (SCHNEIDER, 1994).

Os objetivos propostos são:

[…] “ – Melhorar e manter a ADM com alongamentos passivos e ativos, priorizando os músculos dos membros inferiores (ísquios tibiais, tríceps sural, tibial anterior, adutores e abdutores de quadril) prevenindo contraturas e deformidades, com auxílio da bola suíça e o feijão;
– Manter e melhorar a força muscular com fortalecimento isométrico e isotônico de membros superiores e tronco, utilizando halteres, bastão, bola suíça;
– Promover mobilidade da cintura pélvica, escapular e de tronco com mobilizações com uso da bola suíça, bastão;
– Prevenir atrofia muscular por desuso de membros superiores com fortalecimentos utilizando as diagonais de Kabat e bola suíça;
– Promover descarga de peso e transferência de peso, de membros superiores e inferiores se possível;
– Minimizar e prevenir que a escoliose aumente seu grau com exercícios de alongamento do lado côncavo e fortalecimento do lado convexo, utilizando bola suíça, bastão e manobras passivas;
– Favorecer as reações de endireitamento e equilíbrio, provocando o desequilíbrio, e realizando tomada de peso em membros superiores;
– Facilitar as mudanças de posturas;
– Promover alinhamento biomecânico buscando normalizar o tônus, para a melhora da postura;
– Ganhar mobilidade da caixa torácica, melhorando a mecânica respiratória com a TEMP – (Terapia Expiratória Manual Passiva), estimulação diafragmática e cinesioterapia respiratória; ”

Protocolo de Conduta Fisioterapêutica:

[…] “ • Exercícios de movimentação passiva ou ativo-assistida para as articulações de MMSS e MMII, evoluindo para movimentação ativa;
• Alongamentos passivos e mantidos, com 3 séries de 40 segundos para músculos encurtados;
• Dissociação de cintura pélvica;
• Fortalecimento de toda a musculatura de MMII;
• Fortalecimento dos músculos abdominais;
• Exercícios de ponte simples e sensibilizada;
• Exercícios de dissociação de cintura pélvica com resistência do terapeuta, 2 séries de 20 repetições;
• Exercícios de rolar bilateralmente, com auxílio de dissociação de cintura pélvica, numa frequência de 6 vezes;
• Exercícios de ponte simples, 2 séries de 8 repetições;
• Exercícios do Método Bobath: rolar bilateralmente, sentar no tablado;
• Exercícios de equilíbrio na bola terapêutica;
• Exercícios para coordenação motora de MMSS, refletindo atividades diárias;
• Treino de sentar e levantar do tablado;
• Treino de coordenação motora de MMSS e MMII;
• Exercícios de equilíbrio estático na posição sentada e bípede;
• Treino de marcha nas barras paralelas;
• Treino de marcha em área livre e plana sem auxílio;
• Terapia na mesa ortostática: com descarga de peso corporal sobre os MMII. ”



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