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Treino de Endurance e de Força na Musculatura  de Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Treino de Endurance e de Força na Musculatura de Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

INTRODUÇÃO

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é conceituada como uma doença respiratória que se distingue pela existência de bloqueio do fluxo aéreo e não sendo inteiramente reversível.

É normalmente evolutiva e encontra-se relacionada a uma reação irregular dos pulmões perante a permanente aspiração de partículas ou gases tóxicos, gerada essencialmente pelo tabagismo, além de associar-se a doenças respiratórias graves, desnutrição, entre outros.

Pressupõe-se que daqui a três anos essa patologia estará na quinta posição no ranking mundial. Ela é distinguida por duas complicações respiratórias: a bronquite e o enfisema pulmonar que, normalmente, estão relacionados.

O entendimento a respeito de sua fisiopatologia vem se modificando, por causa da elevada quantidade de pesquisas e análises a respeito da doença. Embora atinja preferencialmente o papel pulmonar, a DPOC possui reflexos multissistêmicos e demanda por um terapia completa, abarcando a complexidade da patologia.

Seus pacientes podem manifestar fraqueza muscular inspiratória e expiratória, o que atinge não somente a força pulmonar, porém ainda o fluxo expiratório. A fraqueza muscular inspiratória encontra-se associada à fadiga e restrição à atividade, e a disfunção muscular inspiratória forma uma relevante agente da hipoxemia.

Os treinos de endurance levam a um desenvolvimento funcional e alterações adaptativas nas composições de tais músculos. O diafragma é o músculo mais danificado, tornando-se reversível, o que reduz a zona de aposição e, por conseguinte, limita sua excursão.

Além do dano respiratório a DPOC demonstra alterações sistêmicas associadas, como: intolerância à atividade física, desordem muscular periférica, mudanças alimentares e exacerbações reincidentes refletindo em hospitalizações.

Além destes aspectos, a dispneia é o sinal essencial que ocasiona uma minimização das atividades cotidianas, desenvolvendo deste modo, o círculo vicioso onde os indivíduos realizam poucos exercícios e sentem mais cansaço.

Os treinos de endurance e força são apropriados para elevar a resistência e força muscular, simultaneamente. O primeiro incide na execução de atividades em esteiras e bicicletas ergométricas com pouca intensidade e por muito tempo e o segundo abrange atividades com peso/ carga altas e poucas repetições.

A reabilitação cardiorespiratória interfere de modo favorável na imutabilidade e desenvolvimento no estado clínico destes pacientes e elevação na sensação de maior qualidade de vida. Possibilitando também, um aprimoramento no desenvolvimento de exercícios físicos, majorando o limiar da dispneia e atenuando a sensação prematura de cansaço.

Diversas intervenções com recondicionamento pulmonar foram sugeridas nas últimas décadas. Sendo assim, o presente estudo justifica-se pela importância de se averiguar os benefícios de cada treino aeróbico e força apresentado nos artigos analisados no que concerne a sua efetividade e reflexo na capacidade funcional de pacientes portadores de DPOC.

Perante o exposto, este estudo possui como objetivo apresentar de que forma os treinos de endurance e de força refletem na musculatura de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo é uma revisão integrativa efetuada através de busca de artigos indexados no National Library of Medicine (MEDLINE), na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).

Os descritores empregados de forma associada foram: “treino de endurance”, “treino de força” e “DPOC” e seus termos correspondentes em inglês/Espanhol: “endurance training/entrenamiento de resistencia”, “strength training/entrenamiento de fuerza” e “COPD/EPOC”, objetivando adquirir uma extensa gama de pesquisas a respeito do tema.

Para a filtragem dos artigos, foi estabelecido como critério de inclusão, tratar-se de publicações em inglês, espanhol e português, divulgadas entre os anos de 2014 e 2017; Estar o artigo disponível  na íntegra, precisando o estudo referir-se especificamente a treinos de endurance e de força.

As pesquisas que não satisfizeram aos critérios de inclusão mencionados e aquelas que se encontravam repetidas nas demais bases de dados foram descartadas, permanecendo somente a primeira versão detectada, assim como aquelas que não demonstravam em seu resumo ligação direta com o assunto. A seleção dos artigos foi efetuada após a leitura do título e resumo.

RESULTADOS

Na busca inicial, foram detectadas 572 artigos, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), que depois de uma avaliação detalhada, 16 se enquadravam nos critérios de inclusão. Na base de dados MEDLINE foram encontradas 22 pesquisas, todavia, 13 encontravam-se indexadas na LILACS, respectivamente. Sendo assim, atingiu-se uma amostra final de 35 pesquisas nesta revisão integrativa.

A organização temporal das publicações selecionadas demonstra que, foi encontrado apenas um artigo com ano de publicação de 2014, oito artigos foram publicados em 2015, quatorze artigos foram publicados em 2016 e Doze artigos foram selecionados no ano de 2017.

Em referência ao delineamento metodológico observou-se que seis artigos selecionados eram estudos de coorte, doze eram estudos de casos e controles, três eram ensaios clínicos controlados, apenas dois foram revisões sistemáticas, e doze foram avaliados como estudos descritivos.

Nos artigos observa-se que o tipo de intervenção variou entre treinamento de força e treinamento respiratório, fortalecimento de membros superiores e sessões com caminhadas na esteira.

Em referência aos assuntos mais abordados pelos artigos, prevaleceu-se a tolerância ao Exercício, reabilitação pulmonar, dispneia, teste de esforço e qualidade de vida.

DISCUSSÃO

O consumo energético elevado é decorrência da atividade imoderada da musculatura respiratória perante as mudanças do sistema respiratória proveniente da patologia. O tabagismo é um dos aspectos mais relevantes para o surgimento da doença obstrutiva crônica e o que se observa neste perfil de paciente quando submetido a um programa de endurance e força é o desenvolvimento da aptidão funcional com impacto positivo na obstrução das vias aéreas.

A tosse é o sinal mais observado e pode anteceder um bloqueio do fluxo aéreo. É normalmente produtiva e aproximadamente a metade dos pacientes citam como sinal o pigarro. Outro sinal bastante percebido é a dispneia, a qual é evolutiva, de início lento e restritiva quando a patologia se encontra em um estágio avançado. A dispneia possui reflexo imediato na qualidade de vida e é estimada como um dos marcadores prognósticos da DPOC.

Os mecanismos abrangidos na desordem muscular também são debatidos na literatura, admite-se que a inatividade e a inflamação sistêmica se encontram relacionados ao déficit da função muscular. Tal manifestação sistêmica encontra-se associada a pouca capacidade funcional da atividade, e, normalmente depois da fase aguda da patologia, os pacientes podem demorar até um ano para restabelecer a capacidade funcional antecedente.

Na DPOC, vários aspectos levam a um déficit relevante de massa muscular, que normalmente encontra-se relacionado à diminuição de peso. A minimização de fibras de grande capacidade aeróbia, bem como a minimização de força muscular de membros inferiores são, atrelados a outros fatores, elementos encarregados pela restrição à atividade em indivíduos com esta doença.

A força muscular encontra-se absolutamente associada à estabilização física, consequentemente, paciente com grande força muscular têm pouca suscetibilidade a quedas, e o cansaço demonstra reflexo no controle postural, porque o cansaço muscular promove uma redução da estrutura corporal do indivíduo.

Silva e Picanço analisaram indivíduos portadores de DPOC participantes de uma intervenção formada por treinos de endurance, 2 vezes na semana com sessões durando aproximadamente 60 minutos. Observou-se elevação expressiva da massa muscular e da força, minimização da gordura e elevação da distancia atingida através da execução do teste de caminha, com decorrente desenvolvimento nas atividades cotidianas e do condicionamento físico. Enquanto os pacientes que não participaram do treino proposto apresentaram pouca ou nenhuma mudanças nas variáveis analisadas.

O desenvolvimento da capacidade aeróbia, analisada geralmente por meio do teste de caminhada, foi comprovado pela elevação da distância percorrida e mínima percepção de dispneia na realização da atividade. Mesmo sem diferença expressiva, a elevação da distância percorrida é vista como uma variável relevante.

A intolerância à atividade é manifestação frequente em indivíduos com DPOC. Mesmo que a restrição ventilatória colabore para tal estado, essa intolerância pode ser cominada também à desordem muscular esquelética. O emprego de alguns testes compostos por corrida e caminhada é tido como uma ferramenta adequada para analisar o papel respiratório, com o propósito de se aferir com mais exatidão a capacidade funcional do paciente.

Por esta razão, a atividade física é vista como uma conduta eficaz no recondicionamento respiratório, este que é um relevante programa multidisciplinar, formado por análise do paciente, treinamentos, ações educacionais, e suporte psicossocial, desenvolvendo a capacidade para a atividade, a qualidade de vida e atenuando o cansaço e a dispneia.

Lottermann, Sousa e Liz descreveram que pacientes portadores de DPOC que efetuavam intervenções de treino de endurance e força por três meses, quando confrontados a outro grupo sem a intervenção, manifestaram melhorias expressivas na tolerância ao exercício e que estes resultados positivos permaneceram por quase um ano depois de realizada a intervenção inicial.

O papel da fisioterapia é essencial para o recondicionamento respiratório e possui por meta atingir, basicamente, endurance e força muscular. A associação desses tipos de exercícios pode ser a melhor prática para tratar a desordem muscular periférica gerada pela DPOC.

Conceitua-se um programa de endurance como sessões de 20 a 30 minutos de atividades que podem ser compostas por bicicleta e/ou caminhada. A intensidade sugerida incide em 60% a 80% da carga máxima alcançada em teste incremental.

Todavia, determinadas evidências apresentam que a intensidade referida no parágrafo anterior, pela probabilidade de oportunizar treinamento superior ao limiar anaeróbio, gera efeitos mais eficazes do que atividades com pouca intensidade para pacientes com DPOC.

Essa associação é bastante tolerada por tais pacientes e demonstra resultados fisiológicos mais amplos. Os treinos de endurance se relacionam ao emprego do oxigênio no procedimento de produção de força durante o exercício físico, eles são sucessivos e extensos, efetuados geralmente por meio de corrida, ciclismo ou natação. Em tais treinos, privilegia-se mais a duração em detrimento da velocidade dos movimentos, podendo ser ajustados conforme cada paciente.

O recondicionamento respiratório vem sendo empregado com o propósito de desenvolver a capacidade funcional de indivíduos com patologia obstrutiva, vislumbrando impedir o surgimento de exacerbações e oportunizar desenvolvimento a longo prazo uma maior qualidade de vida. As ferramentas são empregadas como uma das formas para analisar a qualidade de vida destes indivíduos e como eles enfrentam a patologia no seu cotidiano.

Em uma pesquisa efetuada por Ramon et al com 30 pacientes apresentando DPOC, buscou-se analisar a efetividade dos treinos de endurance na tolerância aos exercícios e força muscular respiratória. Pelos resultados obtidos concluiu-se que tais atividades foram efetivas na elevação da distância percorrida quando realizado o teste de caminhada, da pressão inspiratória máxima e consequentemente da qualidade de vida.

Cabe enfatizar que o desenvolvimento da tolerância ao exercício apenas acontecerá com o treinamento de endurance. Gloeckl et al desenvolveram um estudo com cerca de 100 pacientes com DPOC, onde estes efetuavam somente fisioterapia respiratória, sem nenhuma atividade envolvendo esteira ou bicicleta. Os autores chegaram a conclusão de que não sobreveio alteração na distância percorrida depois da terapia.

As exacerbações da DPOC se demonstram como uma condição de suscetibilidade para o agravamento do quadro do paciente, e, por conseguinte uma elevação da morbimortalidade. Geralmente acontecem decorrentes de infecções, pneumonia e insuficiência cardiopulmonar, ou também por aspectos desconhecidos.

Os indivíduos com essa doença que participam de treinos de endurance e força demonstram minimização na presença de exacerbação e duração da internação, o que reflete beneficamente na evolução da patologia e na minimização dos gastos com saúde.

Acredita-se que a elevação da quantidade de exacerbações encontra-se inteiramente associado à severidade da doença e com redução da atividade respiratória; desse modo, a exacerbação precisa ser detectada e tratada precocemente de maneira que o paciente possua o menor déficit funcional possível.

Para uma terapia adequada é preciso perseverança nas mudanças de hábitos, e a atuação em treinos de endurance e força para que se obtenha impactos positivos na qualidade de vida a curto e longo prazo.

Sarlabous et al. averiguaram os benefícios de um programa composto por exercícios respiratórios, alongamentos e musculatura acessória da inspiração, assim como treino de endurance de cerca de 30 minutos na esteira, por um mês e meio em um grupo de 60 pacientes com DPOC. Nessa pesquisa de campo foi percebida expressiva minimização dos níveis pressóricos em repouso, essencialmente em participantes que também apresentaram hipertensão arterial, enquanto em sujeitos sem comorbidades esses resultados foram discretos.

Pesquisa prévia de Miranda et al. também apresentou sujeitos com DPOC com grave tolerância ao exercício e pouca força muscular respiratória, na avaliação anterior a intervenção proposta, manifestaram desenvolvimento mais proeminente nos exercícios para capacidade funcional e máxima de exercício, assim como na qualidade de vida depois das atividades. Deste modo, estes pacientes são vistos como mais suscetíveis ao treinamento físico.

Diversas pesquisas vêm sendo efetuadas com o propósito de desenvolver a performance e reduzir o esforço muscular respiratório de indivíduos com DPOC. Deste modo, as atividades físicas e a VNI podem decorrer em desenvolvimento da aptidão funcional e minimização da percepção de dispneia nestes pacientes; além do mais, esses treinamentos podem levar a uma elevação nos níveis das enzimas aeróbias melhorando o papel dos músculos trabalhados.

A literatura pesquisada apresenta que a ventilação mecânica ajuda no emprego de altas intensidades nos treinos de endurance. A performance atingida pelos pacientes permite efeitos positivos na tolerância à atividade.

Treinos de maior intensidade são os mais sugeridos por apresentarem maiores efeitos fisiológicos e precisa ser sempre ressaltado ao paciente. Todavia, existem pessoas que não suportam cargas mais elevadas de exercício. Para indivíduos com esse perfil o treino intervalado é sugerido, por promover uma alternância de atividades com alta e pouca intensidade.

Em outra pesquisa randomizada, Silva et al. analisaram indivíduos com DPOC por cerca de 2 meses, executando um treinamento de força com intensidade elevada, focado sobretudo nos membros inferiores. Diante dos resultados chegou-se a conclusão de que, além do desenvolvimento da forca muscular periférica, os participantes da amostra submetidos ao treinamento proposto alcançaram desenvolvimento expressivo no sistema respiratório.

Cebollero et al observaram as consequências da CPAP (7,5-10 cmH2O) na mecânica respiratório e dispneia ao se fazer o emprego de exercícios de endurance com bicicleta. Observou-se um desenvolvimento expressivo em grande parte dos pacientes participantes do estudo. Tais pesquisas sugerem que a CPAP atenua a dispneia possivelmente por minimizar a hiperinsuflação presente, beneficiando o papel da musculatura respiratória.

O reflexo do BiPAP® na mecânica respiratória e na tolerância à atividade física em portadores de DPOC expõe que os indivíduos sob o suporte ventilatórios por cerca de duas horas, por aproximadamente uma semana, manifestaram expressivo repouso muscular respiratório, desenvolvimento da tolerância ao exercício. Efeitos idênticos foram observados em outras pesquisas, os quais cominaram a elevação da força pulmonar ao repouso gerado pela VNI.

Ruas et a, que constataram que os treinos aeróbicos levam a um desenvolvimento funcional e mudanças adequativas nas composições de tais músculos. Pesquisas citadas pelos autores que confrontaram intervenções de recondicionamento com e sem combinação com exercícios de força muscular apresentaram maiores efeitos na PImáx nos participantes que efetuaram as atividades concomitantemente.

Uma intervenção composta por exercícios aeróbios e resistidos de elevada intensidade por aproximadamente três meses, abrangendo bicicleta, corrida e treinamento resistido, produziu grande elevação da força muscular de pacientes, quando confrontado ao treino de pouca intensidade. Além do mais, observou-se desenvolvimento expressivo na instabilidade da frequência cardíaca apenas depois das atividades de alta intensidade.

Em outro estudo com a mesma finalidade, durante três meses com treinamento resistido foi bastante tolerado por indivíduos que apresentavam DPOC, gerando resultados expressivos na elevação da força muscular e na capacidade funcional, além de refletir na tonicidade muscular.

Isto sugere que exercícios resistidos podem refletir nas atividades diárias, aumentando a qualidade de vida e saúde de indivíduos com DPOC. A elevação da força muscular alcançada com a atividade resistida apresenta-se eficaz no restabelecimento da força e na atrofia dos músculos, danos estes que podem cooperar para a intolerância ao esforço.

Uma pesquisa que buscou analisar as vantagens do treino resistido no que concerne ao ganho de força e na aptidão funcional em portadores de DPOC moderada apresentou que, mesmo a parte funcional não demonstrando diferença expressiva quando comparado ao grupo controle, o treino de força apresentou-se relevante no recondicionamento do paciente, fazendo-se bem tolerado e derivando na elevação da força muscular.

Outras pesquisas também confirmaram reflexo positivo do treino de endurance nos músculos inspiratórios e expiratórios no que tange a respeito da tolerância ao exercício. Como por exemplo, Gloeckl et al que desenvolveram um treinamento de força em portadores de DPOC com restrição ao fluxo aéreo, e averiguaram uma elevação da força muscular em todas as atividades propostas na intervenção.

A literatura apresenta que o VO2 máximo demonstra associação com a aferição do desempenho máximo de atividade no teste cardiorespiratório de esforço, sem distinções na aferição do VO2 entre os testes sugeridos.

Outra modalidade muito empregado para otimizar o treino de força de portadores de DPOC é a estimulação elétrica muscular. A intervenção incide em adequar a intensidade, frequência e força da onda. A intensidade encontra-se associada diretamente à força de contração. Pode ser empregado separadamente ou combinada com atividades convencionais.

Emtner et al analisaram as vantagens geradas pela estimulação elétrica em intervenções de recondicionamento para portadores de DPOC grave e chegaram a conclusão de que os resultados do grupo que fez utilização da estimulação elétrica, se expuseram bastante acima estatisticamente no que se refere à capacidade pulmonar e à minimização da percepção de dispneia.

Deste modo, a atividade física pode ser vista como uma ação eficaz no recondicionamento respiratório e, dentre os tipos de treino, o de endurance pode retroceder os danos funcionais; todavia, demonstra pouco ou nenhum reflexo na minimização da fadiga e atrofia muscular.

Nessa acepção, o treino de força quando combinado ao de endurance se apresenta como a opção ideal quando se vislumbra o recondicionamento respiratório de portadores de DPOC.

CONCLUSÃO

A DPOC normalmente promove danos na tolerância ao exercício. Pode-se constatar por meio de tais pesquisas que a utilização da VNI como um instrumento acessório ao condicionamento físico apresenta maiores vantagens na minimização da dispneia e na elevação da tolerância à atividade física em indivíduos com DPOC grave.

Mediante a avaliação dos artigos pode-se expor que os treinos de endurance se apresentam relevantes no desenvolvimento da capacidade funcional, redução do cansaço muscular e do descondicionamento do paciente, e que por meio de atividades que envolviam caminhada averiguou-se desenvolvimento da resistência pulmonar nos mesmos.

Além disso, o treino de endurance quando combinado ao treino de força, faz com que os pacientes manifestem melhorias expressivas na tolerância ao exercício, elevação da distância percorrida quando realizado o teste de caminhada em esteira ergométrica, da pressão inspiratória máxima e expressiva minimização dos níveis pressóricos em repouso.



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