A Fisioterapia Respiratória no Transtorno do Espectro Autista
Introdução
Este estudo tem como objetivo analisar a importância da Fisioterapia Respiratória em Transtorno do Espectro Autista, fazendo uma análise na literatura sobre os benefícios que as manipulações respiratórias trazem à vida do autista. Portanto, todos os artigos selecionados descrevem a fisioterapia respiratória em crianças e o Transtorno do Espectro Autista como fundamentais no processo de reabilitação respiratória do paciente com autismo.
A fisioterapia respiratória é uma particularidade da fisioterapia que visa a precaução e a abordagem de praticamente todas as doenças que atingem o sistema respiratório, como a asma, bronquite, insuficiência respiratória etc. Tendo em vista que a fisioterapia respiratória deve ser constantemente realizada pelo fisioterapeuta em moradia, na clínica, no hospital ou no trabalho. Os exercícios respiratórios são da mesma maneira essenciais e importantes para recuperar a respiração e impulsionar, desta forma, os músculos ventilatórios. Além disso, a fisioterapia respiratória pode ser realizada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), até mesmo caso o paciente estiver entubado e respirando por aparelho.
A respiração é uma ação natural e automática do nosso corpo que consiste na troca de ar entre os pulmões e a atmosfera. No momento em que inalamos, o ar rico em oxigênio entra nos pulmões e é conduzido para as células do nosso corpo, onde é utilizado para gerar energia. O ato de expirar elimina o ar rico em dióxido de carbono, que é um resíduo fabricado pela respiração celular.
A respiração adequada é primordial para o desenvolvimento da criança, uma vez que ela provê oxigênio ao cérebro para concretizar importantes funções corporais. Por meio de uma respiração plena, a criança pode aprimorar a saúde física e emocional, a capacidade de concentração e possuir uma melhor execução cognitiva. Além disso, o fôlego adequado promove uma sensação de calma e relaxamento no corpo, assim como melhora a capacidade do sono, permitindo que a criança acorde mais relaxada e com maior resistência física para participar de atividades físicas por mais tempo.
Tendo em vista que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico danifica o organismo, acarretando em problemas respiratórios. O cérebro de um indivíduo autista tem várias células inflamatórias e o seu organismo é bem resistente à ação da vitamina D. Além de um distúrbio neurológico que afeta o neurodesenvolvimento, o qual gera alteração no comportamento, no convívio social e na comunicação, tendo como consequência alterações nas funções físicas e funcionais do cérebro, relacionadas ao desenvolvimento motor, cognitivo, da linguagem e do desempenho de cada criança.
A fisioterapia na abordagem a crianças com Espectro Autista é de suma importância, pois, por meio da fisioterapia e especialmente da respiratória, pode-se melhorar a função motora, sensorial e respiratória, possibilitar uma maior interação social e cognitiva, dando à criança com autismo uma melhor qualidade de vida.
Portanto, o alvo central da fisioterapia respiratória em crianças com Transtorno do Espectro Autista é obter uma boa função respiratória no paciente de forma terapêutica, possibilitando uma melhor qualidade de vida a esses indivíduos.
Materiais e Métodos
A metodologia escolhida para a composição desta pesquisa foi a análise da literatura sendo este um estudo bibliográfico. Para Marconi; Lakatos (2017), a pesquisa bibliográfica engloba toda bibliografia que já foi publicada referente ao tema da pesquisa, iniciando das publicações avulsas, de boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, as monografias, as teses, os artigos científicos impressos ou até mesmo os eletrônicos e inclusive os meios de comunicação oral, assim como rádio, gravações, filmes e os programas de televisão. Com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que já foi publicado.
A ferramenta da coleta dos dados se deu nas bases do levantamento bibliográfico através da coleta de dados nas bases dos bancos de dados do Pubmed e Scielo. Utilizando como fonte de pesquisa, os artigos, as monografias, identificadas em sites de revistas disponibilizadas nas bases de dados, se constatando a seleção, da categorização, da leitura e da análise dos textos selecionados e, enfim, a transcrição dos textos.
As palavras chaves utilizadas foram: Fisioterapia Respiratória. Autismo. Sistema Imunológico. Os artigos incluídos na análise precisaram que cumprir os seguintes critérios de inclusão: ter como modelo crianças com Transtorno de Espectro Autista e a Fisioterapia Respiratória, investigando a atuação do fisioterapeuta respiratório na reabilitação de crrianças autistas com dificuldades respiratórias e fatores imunológicos do pacientes com Transtornos de Espectro Autista.
Os critérios de exclusão foram: artigos que não apresentaram crianças com Transtorno do Espectro Autista, com comprometimento na função respiratória. Além dos, artigos incompletos ou em curso também foram excluídos.
Tratando-se de uma pesquisa, exploratória de caráter bibliográfico fundamentada em artigos científicos publicados sobre a fisioterapia respiratória no transtorno do espectro autista submetidas à fisioterapia respiratória. Portanto, este estudo trouxe como questão norteadora, “Qual a importância da fisioterapia respiratória no tratamento de crianças com Transtorno de Espectro Autista com crises respiratória”?
Para a triagem dos artigos foram colocados os seguintes critérios de escolha: Base de dados, modelo de análise, ano de publicação, compreensão da epígrafe e dos resumos que discorressem sobre o tema. Para exclusão, foram julgados artigos fora do período definido e aqueles cujos temas não atendiam ao conteúdo norteador do estudo ou não retrataram descrição com o escopo da pesquisa.
Todos os artigos escolhidos foram submetidos à uma minuciosa leitura, realizada em duas etapas: primeiro foi realizada a sinopse dos dados de indentificação e a separação do padrão e, logo em seguida, a análise do conteúdo dos artigos.
Nesta pesquisa foram examinados artigos e delimitados pde forma proporcional com os critérios de inclusão e exclusão. Dos 15 artigos escolhidos, 8 foram excluídos e foram incluídos 7 artigos como se pode observar na tabela a seguir:

Resultados
Os artigos foram colocados e expostos em forma de painel, para ajudar a leitura e a comparação entre eles, sendo colocados de forma específica com o título, os autores, o ano de publicação e os resultados, e em seguida a uma leitura minuciosa, 07 artigos foram nomeados e analisados nos conteúdos descritos na tabela 2.

Discursão
Conceito de Autismo
O autismo foi descrito como a manifestação de um espectro de um conjunto de distúrbios do desenvolvimento, pela primeira vez na psiquiatra Lorna Wing. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) como é atualmente classificado, é um estado do neurodesenvolvimento retratada por deficits regulares na comunicação e relação social em diversos âmbitos, além dos padrões limitados e frequentes deformas, interesses ou atividades.De acordo com Delowar & Ashad (2019) o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma manifestação atípica na conduta de algumas crianças. E um distúrbio que acomete o desenvolvimento do cérebro, restringindo a ação normal da aptidão comunicacional e a convivência social, acometendo ainda as concepções de atividades e gostos normais, provenientes de padrões de movimentos repetitivos e restritos.
De acordo com Vuong e Hsiao (2017) o TEA é definido conforme um dos mais severos transtornos do neurodesenvolvimento por causa do comprometimento da habilidade interativa, da comunicação social, da linguagem, além da existência de hábitos repetitivos, a seletividade alimentar e complicações gastrointestinais.
Conforme Santos e Vieira (2017) o Transtorno do Espectro Autista expõem três aspectos clínicos, o leve, o moderado e a o severo. Contudo no autismo severo, existem manifestações graves de deficit cognitivo, de motricidade e outras implicações que atingem a saúde e o dia a dia do sujeito.
Para Whitman (2022) as manifestações do TEA diversificam muito segundo a gravidade da condição autista, do nível do desenvolvimento e da sua idade cronológica, podendo aduzir sinais antes dos três anos de vida. Já segundo Vilar et al., (2019) a palavra autismo foi empregada pela primeira vez em 1906 por um psiquiatra que dedicou-se a investigar a ação do pensamentos em pacientes com esquizofrenia. Autismo vem da junção grega de autus e ismo que significa: “voltado para si mesmo”.
O Transtorno do Espectro Autista tem maior assiduidade no sexo masculino e exibem desordem do funcionamento em várias áreas, como exemplo o desenvolvimento alterado, a falta de atenção e a dificuldade de aprender através dos meios tradicionais. Autistas expõe empobrecimento no processo das emoções, o que influencia no identificação dos pensamentos e dos sentimentos de si mesmo e o dos demais (VILAR et al., 2019).
Conforme Melo et al., (2017) suas causas ainda são desconhecidas e seu diagnóstico costuma diversificar de grau leve a grave. Contudo alguns fatores podem ser associados ao vírus, as toxinas, as influências genéticas e a contaminação do ambiente , a intolerância imunológica, a desordens metabólicas ou até a anomalias nas bases e funções cerebrais. Desta forma são fundamentais ações específicas e precoces para otimizar o desenvolvimento da criança, atenuar os sintomas e aumentar as possibilidades terapêuticas.
Sistema Imunológico X Infecção Respiratória
A disfunção imunológica é uma conexão possível entre os fatores de perigo ambientais e o Transtorno do Espectro Autista. Para Nardone e Elliott (2017), os sintomas de desequilíbrios da função imune conforme as infecções frequentes e o acréscimo da prevalência das doenças autoimunes, foram assiduamente percebidos em crianças com TEA. Sem falar, nos estudos revisados por Lyall (2017) que reveleram que a ativação imune imaturo pode instigar negativamente certas ações do desenvolvimento neurológico, bem como o crescimento de neurônios por diversos mecanismos, incluindo a ênfase alterada de citocinas e quimiocinas.
Os indícios e sintomas das alergias são as causas mais comuns de respostas excessiva e desequilibradas do sistema imunológico a elementos estranhos ao organismo. A ocorrência do autismo e das alergias está crescendo de forma acelerada. Até 2021, conforme a literatura 30% da população mundial, ou seja, 2 bilhões de sujeitos sofrem de alguma alergia. Em relação ao autismo, os autores apontam uma ocorrência que difere de 1/68 a 1/100, com superioridade no sexo masculino de 4/1, o que retrata um acréscimo de grandes quantidades considerando que em 1980 a prevalência do autismo era de uma a cada 10000 crianças (MOSTAFA 2017, P. 261).
52% dos autistas tem sintomas e sinais alergicos, o que confere 10% em relação à população; a combinação com os processos alérgicos, de forma alimentar e respiratória, assim como rinite alérgica e asma tem sido distinguida. A asma é mais predominante em pacientes com Desordem do Espectro Autista (26,7%) do que em outros grupos. (7,3%). 30% dos autistas têm em seu histórico familiar de alergia. (O’ BRYANT T. 2018, PP 206).
Alergias são 5X mais frequentes em crianças autistas do que em outras. As doenças alérgicas sucedem como uma resposta exorbitante do sistema imunológico posteriormente a exposição aos agentes alérgenos. Essas alergias podem diversificar segundo os agentes que foram responsáveis pela alergia em seguida a inalação, ocasionando dificuldades respiratórias, assim como rinite e a asma.
O sistema imunológico, em colaboração com outros sistemas, possui papel essencial em verificar as ações fisiológicas normais e anormais, verificando possíveis danos, com o alvo central de conservar a homeostase do corpo humano, que é a principal defesa do organismo contrário a patógenos. Desta forma, compreende-se que um dos maiores agentes causadores de alergia respiratória são o pólen, o mofo, os insetos, assim como os ácaros e as baratas, ou os alérgenos de animais, conforme os pelos, as penas, a saliva, a transmissão de vírus e a propagação de fungos e de bactérias. Acarretando assim em secreções devido a alergia e prejudicando o cotidiano da criança, especialmente a autista.
Fisioterapia Respiratória
Portanto, cuidados devem ser tomados, assim como as abordagens da fisioterapia respiratória pediátrico, que por meio desta se facilita a saída da secreção, permitindo que o bebê ou criança respirem de uma forma melhor, com menos esforço, diminuindo a tosse e a falta de ar, ou a asma respiratória e permitindo assim uma melhor qualidade do sono e na alimentação. “ Promovendo, assim uma abertura das vias áreas inferiores do pulmão que, muitas vezes se fecham devido à inflamação dos brônquios, a fisioterapia feita de forma precoce, ou seja, no começo dos sintomas, previne e combate o uso de corticoides inalatórios ou antibióticos, seja oral ou injetavel”
De acordo com as autoras Serafim e Rosa (2017), a fisioterapia respiratória tem como intuito a eliminação de secreções das vias aéreas,diminuindo a obstrução dos brônquios e a força das vias aéreas, possibilitando as trocas gasosas e reduzindo o ofício respiratório. Na esfera respiratória, o tratamento envolve o uso de sistemas usuais, como a drenagem postural, a vibração manual e a mecânica e os parâmetros ventilatórios com a meta de remover a secreção do brônquio, melhorar a ventilação pulmonar e harmonizar o padrão respiratório da criança
Segundo França et al., (2017) a fisioterapia respiratória tem uma função fundamental na conservação das vias aéreas, evitando complicações, através das manobras e dos posicionamentos.
Portanto conforme Arero (2018), diversos métodos e técnicas da fisioterapia podem ser adotadas conforme uma maneira de intervenções para que se alcancem resultados positivos no tratatemento da função respiratória de crianças autistas.
Terapia de Expansão Pulmonar
Segundo Faustino (2017) o sistema respiratório constitui-se em um par de pulmões e muitos órgãos que levam o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Órgãos são as cavidades nasais, boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos, pulmões e músculos da respiração.
De acordo com Freitas (2008) existem duas maneiras de expandir e contrair os pulmões: a primeira fazendo o movimento do diafragma para baixo e para cima, e a segunda realizando o alongamento ou o encurtamento da cavidade torácica, e avolumando e esmorecendo as costelas ao aumentar e diminuir o diâmetro ântero-posteriores da cavidade torácica, durante o repouso, a respiração habitualmente acontece quase integralmente por causa do primeiro desses dois mecanismos, ou seja, movimentando o diafragma, o autor igualmente afirma que entrementes a inspiração, a contração do diafragma puxa para baixo a área inferior dos pulmões, portanto durante a expiração, o diafragma relaxa, e o estratamento elástico dos pulmões, da parede torácica e das bases abdominais comprime os pulmões. Para Napólis (2012) a expansão pulmonar pode ser classificada através da deslocação visto no tórax, no momento de uma invasão inspiratória e expiratória.
Segundo Azeredo (1984) a terapia de expansão pulmonar tem como intuito central desenvolver o tamanho pulmonar, através do aumento do nível da compressão transpulmonar, que acontece tanto pela redução da pressão pleural ou pela extensão na pressão intra-alveolar. Sendo assim, pacientes com ventilação espontânea (VE) ou sob Ventilação Mecânica, por meio da ação dos músculos respiratórios ou do uso de dispositivos ou intrumentos que causem pressões positivas intra-alveolares, podem se favorecer dos impactos positivos da expansão pulmonar. Portanto, conforme o autor supra citado as terapias de expansão pulmonar objetivam precaver e regenerar as disfunções pulmonares que achem-se associadas à atenuação ou carência de volumes e aptidões pulmonares.
Lima et al., (2014) explica que os meios terapêuticos para expansão ou reexpansão pulmonar surgiram pela conveniência de se acautelar ou tratar o enfraquecimento de volume pulmonar.
Portanto, conforme França et al (2012), a terapia de expansão pulmonar tem o alvo de desenvolver o volume pulmonar por meio da extensão do grau de pressão transpulmonar, seja pela diminuição da pressão pleural ou pelo aumento na compressão intra alveolar. Ou seja, pacientes em ventilação espontânea ou sob ventilação mecânica, por ocorrência dos músculos respiratórios ou uso de aparelhos ou equipamentos que provoquem pressões positivas intra-alveolares, podem favorecer dos efeitos positivos da expansão pulmonar.
Ventilação não Invasiva
A ventilação mecânica tem importância significativa no cuidado dos pacientes criticamente enfermos e mostrou um avanço na abordagem dos pacientes com insuficiência respiratória, sendo tida como um dos principais recursos de alicerce à vida aplicados nas Unidade de Terapia Intensivas e em tipos de cirurgias.
Segundo Turrin (2011) o método, realizado por um ventilador, monitora o volume e a acumulação dos gases dados ao paciente, assim como a expiração deles. Objetivando portanto à conservação da ventilação em pacientes que se encontram impossibilitados de respirar de forma espontânea.
Piccin (2010) O ventilador é um instrumento que coloca uma combinação de ar e oxigênio dentro dos pulmões dos sujeitos críticos se apresentarem impossibilitados de respirar de forma natural ou caso realize parcialmente. Sendo assim, a ventilação mecânica concebe-se no emprego, de maneira invasiva ou não, por uma máquina que modifica, parcial ou completamente, a ação ventilatória do paciente.
Consequentemente, conforme Gonzaga (2007) a ventilação não invasiva (VNI) surge como uma alternativa para reduzir essas complicações. Entende-se, portanto, que a ventilação mecânica tem sofrido contínua evolução a fim de oferecer aos pacientes um tratamento mais eficaz, com maior qualidade, com menos efeitos colaterais e o menos invasivo possível. Os ventiladores não invasivos foram um dos maiores progressos nos ventiladores nas últimas duas décadas. Consiste na aplicação de pressão positiva na via aérea do paciente, por meio de máscaras pessoais, nasais e orofaríngeas ou outras interfaces, sem o uso de duto endotraqueal ou traqueostomia, o objetivo é prevenir ou atenuar as complicações relacionadas à ventilação.
Ainda segundo Gonzaga (2007) normalmente, a ventilação não invasiva é indicada para pacientes críticos com Insuficiência Respiratória Aguda, para auxiliar no desmame da ventilação mecânica invasiva e como fonte de expansão pulmonar durante a Fisioterapia (NAVA, 2013, p. 1367 ). De acordo com os resultados deste estudo, concluiu-se que apesar das limitações achadas, a fisioterapia respiratória proporciona uma melhor qualidade de vida aos pacientes com transtornos do espectro autista, melhorando seu quadro respiratório pulmonar.
Agradecimentos
A Deus em primeiro lugar, a todos os professores e a(ao) coordenador(a) da Especialização, que deforma direta e indireta contribuiram para minha especialização em Unidade de Terapia Semi Intensiva Neonatal e Pediátrica. Aos meus familiares e amigos.
Referências Bibliográficas
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ARTIGO PUBLICADO EM 26/03/2026
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