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O Efeito do Treino de Tronco em Indivíduos Pós-Acidente Vascular Cerebral: Uma Revisão Sistemática

O Efeito do Treino de Tronco em Indivíduos Pós-Acidente Vascular Cerebral: Uma Revisão Sistemática

1. Introdução

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade em adultos, sendo uma condição neurológica devastadora que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Os sobreviventes de AVC frequentemente enfrentam desafios na recuperação da função motora e do controle postural, o que impacta diretamente sua independência e qualidade de vida. Os pacientes pós AVC frequentemente enfrentam desafios significativos na recuperação funcional, especialmente quando se trata de atividades de vida diária (AVDs), que requerem habilidades motoras e controle do tronco. Nesse contexto, o treino do tronco tem emergido como uma intervenção promissora para melhorar a funcionalidade e qualidade de vida desses indivíduos pós-AVC. Neste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), realizaremos uma Revisão Sistemática da literatura para investigar o efeito do treino de tronco em indivíduos após um acidente vascular cerebral, com o objetivo de compilar evidências sólidas sobre essa intervenção terapêutica.

O foco desta pesquisa é investigar e analisar os efeitos do treino de tronco em indivíduos que sofreram um acidente vascular cerebral. Buscamos entender como essa intervenção específica pode contribuir para a recuperação da função motora, equilíbrio, e independência funcional em atividades da vida diária. Este estudo se conecta com pesquisas anteriores sobre reabilitação em indivíduos pós-AVC e, especificamente, com trabalhos que exploraram intervenções fisioterapêuticas focadas na melhoria do controle do tronco. Ao analisar os efeitos específicos do treino de tronco, pretendemos contribuir para o acúmulo de evidências científicas e enriquecer o conhecimento atual sobre reabilitação neuro motora.

A motivação para empreender esta pesquisa está intrinsecamente ligada à busca contínua por melhores estratégias de reabilitação em pacientes pós-AVC. Reconhecendo a importância do tronco como a base fundamental para o controle motor do corpo, acreditamos que um treino adequado pode desempenhar um papel crucial na recuperação funcional desses indivíduos. Em suma, a pesquisa aspira a oferecer uma visão mais completa e embasada sobre o efeito do treino de tronco em indivíduos pós-AVC, com a esperança de que nossas descobertas possam auxiliar fisioterapeutas, profissionais de saúde e pacientes a otimizar a reabilitação e promover uma maior qualidade de vida para aqueles que enfrentam os desafios pós-AVC.

O presente trabalho de pesquisa busca estabelecer relações com outros estudos da área de Fisioterapia Neurofuncional que investigaram intervenções terapêuticas em indivíduos pós-AVC. Revisões sistemáticas e pesquisas originais têm abordado diferentes aspectos da reabilitação neuro motora após AVC, com ênfase em técnicas e estratégias que visam melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida desses pacientes. Além disso, estudos têm explorado a importância do tronco como um componente chave no controle postural e no desempenho funcional em pacientes com AVC.

A literatura existente destaca que disfunções no controle do tronco podem levar a alterações na biomecânica, dificuldades na realização de atividades funcionais e maior risco de quedas. Contudo, apesar da relevância do treino de tronco como uma possível intervenção na reabilitação pós-AVC, ainda há uma lacuna na literatura sobre a efetividade dessa abordagem terapêutica específica. É nesse contexto que este trabalho busca preencher uma importante lacuna, realizando uma revisão sistemática para analisar criticamente os estudos disponíveis sobre o efeito do treino de tronco em indivíduos pós-AVC.

Ao estabelecer essas relações com outros trabalhos da área, este estudo visa agregar conhecimento ao campo da Fisioterapia Neurofuncional, fornecendo subsídios para embasar a prática clínica e incentivar pesquisas futuras que possam aprofundar o entendimento sobre a reabilitação neuromotora em pacientes após AVC.

Por conseguinte, a relevância desta Revisão Sistemática está em sua contribuição para a área da Fisioterapia Neurofuncional e na compreensão do efeito do treino de tronco em pacientes pós-AVC. Os resultados obtidos poderão embasar futuras pesquisas clínicas e fornecer diretrizes para o desenvolvimento de protocolos de tratamento mais efetivos e direcionados. Além disso, esta revisão pode ser útil para outros profissionais de saúde que trabalham com reabilitação neurológica, como terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, que também podem se beneficiar das informações sobre a eficácia do treino de tronco em indivíduos pós-AVC.

2. Metodologia

A presente pesquisa tem como objetivo realizar uma Revisão Sistemática da literatura com o propósito de investigar o efeito do treino de tronco em indivíduos pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC). Para alcançar esse objetivo, será utilizada uma metodologia rigorosa e estruturada que compreende a seleção de bases de dados e a definição de uma estratégia de busca abrangente e criteriosa.

2.1 Seleção das Bases de Dados

A seleção das bases de dados é uma etapa crucial na condução de uma Revisão Sistemática, uma vez que é por meio dessas fontes que serão identificados os estudos pertinentes ao tema de pesquisa. Neste trabalho, serão selecionadas quatro bases de dados eletrônicas de reconhecida relevância no campo da saúde e reabilitação: PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, SciELO, PEDro e Cochrane Library. A escolha dessas bases de dados se justifica pela abrangência das informações disponíveis, incluindo revistas científicas, teses, dissertações, relatórios técnicos e estudos indexados. Os termos utilizados incluíram: Stroke, Cerebrovascular Accident, Trunk Training, Trunk Exercise, Neurological Rehabilitation. Além disso, essas bases são reconhecidas por suas práticas de revisão por pares, o que confere maior confiabilidade aos estudos encontrados.

2.2 Estratégia de Busca

A estratégia de busca será desenvolvida com o intuito de recuperar estudos relevantes relacionados ao efeito do treino de tronco em indivíduos após AVC. Para tanto, será utilizada uma combinação de termos MeSH (Medical Subject Headings) e palavras-chave relacionadas ao tema de interesse. Exemplo de termos e palavras-chave que serão utilizados na estratégia de busca incluem “acidente vascular cerebral”, “treino de tronco”, “reabilitação”, “fisioterapia neurofuncional”, “efeito”, “avaliação” e outros termos relacionados.

2.3. Critérios de Inclusão e Exclusão

Os critérios de inclusão e exclusão serão estabelecidos de forma criteriosa para garantir a seleção de estudos que atendam aos objetivos da pesquisa. Serão incluídos estudos originais publicados em inglês, espanhol ou português, que investiguem o treino de tronco como intervenção terapêutica em indivíduos pós-AVC e que apresentem avaliação da função motora, controle postural e/ou independência funcional como desfechos. Por outro lado, serão excluídos estudos de revisão de literatura não sistemática, relatos de caso, editoriais e estudos que envolvam amostras exclusivamente que abordem distúrbios neurológicos diferentes do acidente vascular cerebral.

2.4 Extração de Dados

A qualidade dos estudos incluídos na revisão foi avaliada utilizando a escala PEDro, uma ferramenta reconhecida para avaliação da qualidade metodológica de estudos fisioterapêuticos e ensaios de reabilitação. Essa escala é composta por 11 itens que avaliam critérios importantes, como alocação oculta, análise de intenção de tratar e adequação de follow-up.

Dessa forma, a utilização da escala PEDro permitiu uma análise criteriosa da qualidade metodológica dos estudos incluídos na revisão, garantindo a confiabilidade e a validade das evidências obtidas. A classificação dos estudos segundo essa escala é fundamental para a interpretação e discussão dos resultados, fornecendo informações relevantes para a tomada de decisões na prática clínica e orientando futuras pesquisas na área da fisioterapia e reabilitação.

Resultados

A manutenção do controle de tronco é um componente fundamental para a restauração da funcionalidade em indivíduos que passaram por um acidente vascular cerebral (AVC). Conforme observado por Caires et al. (2023), em um estudo envolvendo 78 pacientes, a avaliação do controle de tronco foi realizada por meio da Escala de Desempenho Tronco (EDT). Este processo de avaliação incluiu a análise de diversos parâmetros, como o tipo de AVC, estágio da doença, quadro clínico, área cerebral afetada, gênero e fatores de risco (Caires et al., 2018, p. 224).

Foram avaliados pacientes atendidos no Ambulatório Maria da Glória do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba (MG), no período de 2010 a 2013, com diagnóstico de AVE isquêmico ou hemorrágico, em fase aguda (primeiros seis meses pósictus) ou crônica (após este período), apresentando quadro de paresia ou plegia avaliado por meio da escala de Fugl-Meyer. A amostra foi composta por 78 pacientes submetidos a avaliação pela escala EDT, que analisa o comprometimento do controle de tronco. Além disso, foi realizada a caracterização desses pacientes, com análise dos seguintes dados: tipo de AVE, fase da doença, quadro clínico, sexo e fatores de risco. A EDT é composta por dezessete itens subdivididos em três subescalas que compreendem o equilíbrio estático (ESSE) e dinâmico (ESD) e a coordenação (coord.). A subescala ESSE possui três itens que avaliam a capacidade do indivíduo de se manter sentado sem o apoio das mãos, além da habilidade de cruzar o membro inferior sadio de forma passiva. A subescala ESD apresenta dez itens que avaliam a flexão lateral do tronco através do toque do cotovelo na maca e elevação da pelve de ambos os lados (plégico e sadio). Já a subescala coord. é composta por quatro itens que visam à rotação de tronco inferior e superior. Sete, dez e seis são respectivamente as pontuações máximas de cada subescala. Já a pontuação total varia de 0 a 23, sendo 0 a pior função e 23 a melhor função de tronco. Os dados foram organizados e analisados por meio do programa Microsoft Office Excel 2007. (Caires et al., 2018, p.225).

O controle de tronco é uma habilidade essencial para a realização de atividades de vida diária (AVD) e independência funcional em indivíduos que sofreram um acidente vascular encefálico (AVE). A compreensão dos fatores que afetam o controle de tronco após o AVE é de suma importância para a reabilitação desses pacientes. O presente trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a pontuação da Escala de Desempenho Tronco (EDT) e diferentes variáveis clínicas em pacientes pós-AVE, buscando identificar padrões de controle postural.

De acordo com o estudo realizado por Caires et al. (2018), que investigou a relação entre a pontuação da EDT, o quadro clínico, a evolução do paciente e exames de imagem, os resultados indicaram que não houve correlação significativa entre esses fatores. Essa constatação levanta a necessidade de investigar mais a fundo os determinantes do controle de tronco pós-AVE.

Uma das principais explicações para a ausência de relação entre os fatores analisados e a pontuação da EDT é a especificidade do objetivo dessa escala. Segundo o estudo de Caires et al. (2018), a EDT avalia o equilíbrio sentado pós-AVE, incluindo equilíbrio estático e dinâmico, bem como a coordenação do tronco durante essa posição. Mudanças em variáveis como idade, sexo, tipos de AVE, áreas comprometidas e estágio da doença não influenciaram os resultados da EDT. Isso sugere que o controle de tronco é uma habilidade complexa e que sua avaliação requer uma abordagem mais específica.

Estudos anteriores, como o de Kim et al. (citado por Caires et al., 2018), relataram alta correlação entre a pontuação da EDT e índices de AVD apenas na fase aguda pós-AVE, com resultados variados ao longo do tempo. Além disso, Hsieh et al. (citado por Caires et al., 2018) ressaltaram a importância do controle de tronco como um preditor da capacidade de realizar AVD, sugerindo sua avaliação precoce.

A ausência de relação entre o local da lesão e a pontuação da EDT também é destacada no estudo de Caires et al. (2018). Isso sugere que múltiplas áreas contribuem para o controle postural, e lesões em diferentes locais podem afetar o controle de tronco de maneiras diversas. A presença de um segundo sistema graviceptivo no tálamo humano também pode influenciar a manutenção da postura ereta (Caires et al., 2018).

Em relação à fisioterapia, Valdés et al. (citado por Caires et al., 2018) destacam sua importância na recuperação pós-AVE, especialmente para o equilíbrio de tronco. Embora a realização ou não de fisioterapia durante a internação não tenha sido abordada no presente estudo, a literatura sugere que a fisioterapia desempenha um papel crucial na promoção de ganhos funcionais.

Por fim, os resultados apresentados por Caires et al. (2018) evidenciam a complexidade do controle de tronco em pacientes pós-AVE. A falta de correlação entre variáveis como local da lesão, quadro clínico, idade e tempo após o AVE indica que o controle de tronco é influenciado por múltiplos fatores, muitos dos quais ainda precisam ser investigados.

Um outro estudo relevante na área é a presente revisão sistemática, conduzida por Costa Borges Souza et al. (2016), investigou os efeitos do treino de tronco em indivíduos internados pós-AVC agudo, destacando sua contribuição para a melhora do controle de tronco, equilíbrio e transferência de peso.

A revisão sistemática apresentou evidências substanciais de que o treinamento de tronco é benéfico para a reabilitação de pacientes pós-AVC agudo em ambiente hospitalar. Segundo Costa Borges Souza et al. (2016), os resultados indicaram que os exercícios direcionados ao treinamento de tronco podem contribuir significativamente para a melhora do controle postural e equilíbrio. Esses resultados corroboram estudos anteriores, como o de Cabanas-Valdés et al. (citado por Costa Borges Souza et al., 2016), que demonstraram melhorias no desempenho de tronco e equilíbrio estático sentado em indivíduos na fase subaguda e crônica do AVC.

Diferentemente do estudo de Sorinola et al. (citado por Costa Borges Souza et al., 2016), cuja intervenção incluiu exercícios de tronco na reabilitação convencional precoce pós-AVC, o presente estudo focou na aplicação de exercícios específicos de tronco em ambiente hospitalar. No entanto, ambas as abordagens concordam em relação aos benefícios dos exercícios de tronco na melhora do equilíbrio estático e mobilidade.

O controle de tronco (CT) foi avaliado como um desfecho essencial nos estudos incluídos na revisão. Vários estudos apresentaram resultados positivos em relação ao CT, evidenciando sua importância como um preditor prognóstico de resultados funcionais após o AVC. O CT foi definido como a capacidade dos músculos do tronco de manter o corpo vertical, realizar movimentos seletivos e ajustar deslocamentos de peso. Essa habilidade é crucial para a realização de atividades de vida diária e, portanto, tem um impacto direto na independência funcional dos pacientes pós-AVC.

A Escala de Controle de Tronco (ECT) emergiu como uma ferramenta de avaliação amplamente utilizada nos estudos clínicos, oferecendo uma maneira eficaz de medir o desempenho do controle de tronco e seu efeito sobre o equilíbrio funcional. Resultados de Verheyden et al. (citado por Costa Borges Souza et al., 2016) sugeriram que exercícios específicos baseados em tarefas podem melhorar o controle de tronco em curto prazo, destacando a eficácia desses exercícios como uma intervenção complementar na reabilitação pós-AVC.

Além dos benefícios relacionados ao CT, a transferência de peso também se mostrou significativamente afetada pelo treinamento de tronco. Estudos como o de Fujino et al. (citado por Costa Borges Souza et al., 2016) demonstraram melhorias na transferência de peso lateral para o lado parético, o que indica um ganho na estabilidade dos músculos do tronco e consequentemente melhor equilíbrio funcional.

Embora a revisão tenha apresentado resultados positivos e promissores em relação aos efeitos do treinamento de tronco, ressalta-se a necessidade de estudos futuros com amostras maiores e multicêntricos para confirmar e aprofundar esses achados. Adicionalmente, a avaliação da adesão ao tratamento e a correlação de seus efeitos com escalas específicas validadas para resultados funcionais podem proporcionar uma compreensão mais abrangente dos benefícios desses programas.

Discussão

O controle de tronco emerge como uma habilidade crucial para a realização de atividades de vida diária (AVD) e a independência funcional em indivíduos que enfrentaram um acidente vascular encefálico (AVE). A análise da relação entre a pontuação da Escala de Desempenho Tronco (EDT) e diferentes variáveis clínicas em pacientes pós-AVE revela a complexidade subjacente a essa habilidade e a necessidade de um entendimento mais profundo para otimizar a reabilitação desses pacientes.

O presente estudo buscou elucidar os fatores que afetam o controle de tronco após o AVE, considerando a importância dessa habilidade na execução de tarefas cotidianas. Surpreendentemente, os resultados obtidos por Caires et al. (2018) não mostraram correlações significativas entre a pontuação da EDT e variáveis como quadro clínico, evolução do paciente e exames de imagem. Essa observação ressalta a complexidade e especificidade da avaliação do equilíbrio sentado pós-AVE.

Uma das principais explicações para a falta de correlação entre esses fatores e a pontuação da EDT reside na natureza específica dessa escala. A EDT avalia não apenas o equilíbrio estático e dinâmico, mas também a coordenação do tronco durante a posição sentada. O estudo de Caires et al. (2018) destaca que mudanças em variáveis como idade, sexo, tipos de AVE, áreas comprometidas e estágio da doença não tiveram impacto nos resultados da EDT. Isso ressalta a necessidade de uma abordagem mais específica na avaliação do controle de tronco.

A relação entre a pontuação da EDT e índices de AVD demonstrada por Kim et al. (citado por Caires et al., 2018) na fase aguda pós-AVE sugere a importância do controle de tronco como um preditor da capacidade de realizar atividades funcionais. No entanto, a variabilidade dos resultados ao longo do tempo levanta a necessidade de avaliações contínuas e estratificadas.

A ausência de correlação entre o local da lesão e a pontuação da EDT ressalta a complexidade do controle de tronco, que é influenciado por múltiplos fatores. Lesões em diferentes áreas podem afetar o controle postural de maneiras distintas. Além disso, o estudo de Caires et al. (2018) destaca a influência do segundo sistema graviceptivo no tálamo humano na manutenção da postura ereta.

A literatura também destaca a importância da fisioterapia na recuperação pós-AVE, especialmente para o equilíbrio de tronco. Embora não tenha sido abordado no presente estudo, Valdés et al. (citado por Caires et al., 2018) sublinham o papel crucial da fisioterapia na promoção de ganhos funcionais e equilíbrio.

Em síntese, os resultados apresentados por Caires et al. (2018) elucidam a complexidade do controle de tronco em pacientes pós-AVE. A ausência de correlações entre variáveis clínicas e a pontuação da EDT sugere que essa habilidade é influenciada por múltiplos fatores, muitos dos quais ainda precisam ser explorados. A EDT se revela como uma ferramenta eficaz para avaliação, ressaltando a importância de avaliações contínuas ao longo da evolução clínica. Estudos futuros, estratificados e que considerem o impacto da fisioterapia, podem contribuir para uma compreensão mais profunda desses padrões de controle postural, permitindo uma abordagem mais eficaz na reabilitação de pacientes pós-AVE.

Além disso, a revisão sistemática conduzida por Costa Borges Souza et al. (2016) adiciona uma perspectiva valiosa à discussão sobre o controle de tronco em pacientes pós-AVE. O estudo ressalta os benefícios do treinamento de tronco na melhora do equilíbrio e transferência de peso, apresentando uma intervenção segura e eficaz para pacientes internados após um AVE agudo. Ademais, o treinamento de tronco se mostra como uma intervenção segura e eficaz para a reabilitação de pacientes pós-AVC agudo internados em ambiente hospitalar. Os resultados evidenciam seus efeitos positivos no controle de tronco, equilíbrio e transferência de peso, indicando seu potencial para melhorar a independência funcional e a qualidade de vida desses pacientes. No entanto, estudos adicionais são necessários para aprimorar as abordagens de treinamento, determinar protocolos específicos e estabelecer correlações mais precisas com desfechos clínicos. Esses resultados, juntamente com os achados do estudo de Caires et al. (2018), enriquecem nossa compreensão das complexas nuances do controle de tronco e sua relevância para a reabilitação de pacientes pós-AVE.

Agradecimentos

Prezados professores e coordenadores,

Agradeço imensamente a todos os membros do corpo docente e da coordenação do trabalho de conclusão de curso por todo o apoio e orientação que me brindaram durante toda a minha formação.

Agradeço especialmente aos coordenadores, José Vicente e Luciana Castaneda, por sua dedicação e atenção, que foram fundamentais para o desenvolvimento desta formação. Suas orientações foram sempre claras e objetivas, além da disponibilidade para esclarecer dúvidas e nos orientar foi essencial.

Agradeço também aos meus professores, que compartilharam seus conhecimentos e experiências comigo, contribuindo para minha formação acadêmica e profissional.

Este trabalho é o resultado de um esforço coletivo, e não seria possível sem o apoio e orientação de todos vocês.

Agradeço novamente por tudo.

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ARTIGO PUBLICADO EM 19/03/2026



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