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A Eficácia da Carboxiterapia no Tratamento do Fibro Edema Gelóide

A Eficácia da Carboxiterapia no Tratamento do Fibro Edema Gelóide

Introdução

Com a evolução da humanidade o padrão de beleza sofreu diversas transformações, as quais, devido à intensa massificação dos meios de comunicação, um padrão de estética foi implantado, e a adiposidade, a irregularidade da pele, estrias e a flacidez são pouco aceitas pela sociedade. Atualmente, para alcançar o padrão de beleza, as mulheres, principalmente, sujeitam-se a uma série de procedimentos como, dietas restritivas, medicamentos, exercícios extenuantes e intervenções cirúrgicas, com intuito de aprimorar ou manter uma boa aparência estética.

De acordo com Guirro e Guirro (2004), diversos termos são utilizados para designar a celulite, contudo, a denominação fibro edema gelóide (FEG) tem-se demonstrado como conceito mais apropriado para descrever a patologia. Estes autores destacam que, durante o processo celulítico, ocorre uma alteração da substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo, gerando uma reação fibrótica consecutiva que, em graus avançados, pode evoluir para esclerose.

Afirmam ainda, que devido a essas alterações, ocorre uma compressão contínua do tecido conjuntivo, entre eles, terminações nervosas. Com este quadro histopatológico, compreende-se a aparência inestética na epiderme e a presença de dor à palpação. Assim, o fibro edema gelóide, devido ao fato de não estar dentre os parâmetros estéticos, ocasiona problemas de ordem psicossocial, gerados pela cobrança dos padrões estéticos atuais, pode também acarretar problemas álgicos nas partes acometidas e diminuição das atividades diárias.

O aparecimento do fibro edema gelóide tem se tornado um fato preocupante e por se tratar de uma afecção multifatorial para a obtenção de melhores resultados é necessária uma avaliação minuciosa desde a anamnese ao exame físico.

A fisioterapia dermatofuncional atua em seu tratamento utilizando diversos recursos, como: drenagem linfática manual, endermoterapia, eletroterapia e a carboxterapia, entre outros. (GUIRRO; GUIRRO, 2004).

A carboxiterapia é uma técnica invasiva que, para o tratamento do FEG, administra dióxido de carbono através de injeções subcutâneas, que servirão como estímulo para melhora da circulação e oxigenação dos tecidos das áreas afetadas. (PASCHOAL E CUNHA, 2012).

Diante das complicações físicas e psicológicas que a celulite traz às pessoas, prejudicando a estética e gerando uma desarmonia corporal, torna-se necessário investigar o uso da carboxiterapia nos tratamentos das disfunções estéticas como o FEG. O propósito deste artigo científico é organizar dados e evidências que contribuam com a tese da eficácia da carboxiterapia no tratamento do FEG e contribua com o conhecimento e aperfeiçoamento dos profissionais da fisioterapia dermato-funcional.

Materiais e Métodos

O presente estudo refere-se à uma revisão bibliográfica, que reuniu estudos relacionados a carboxiterapia e ao fibro edema gelóide últimos anos. A revisão usou como banco de dados o Google Acadêmico , o qual direcionou a pesquisa para os bancos de dados do Lilacs, Scielo, Id On Line Revista multidisciplinar e de Psicologia, livros na área da fisioterapia dermatofuncional  no período de 2004 a 2017.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Fisioterapia Dermato-Funcional

Desde meados de 1970 existem relatos de fisioterapeutas que atuavam na estética e por volta de 1990 foram publicados os primeiros estudos científicos na área da dermato-funcional. (PIRES DE CAMPOS, 1992).

A fisioterapia estética, devido ao seu enfoque na prática, da não exclusividade estética, mas também relacionada à função corporal como um todo, foi renomeada como fisioterapia dermato-funcional, e está cada vez mais em evidência. (TACANI; PIRES DE CAMPOS, 2004).

A fisioterapia dermato-funcional vem ganhando cada vez mais campo devido à grande procura para tratar patologias associadas à estética. Atuando em pré e pós cirurgias plásticas, no fibro edema gelóide, lipodistrofia localizada, flacidez, queimaduras, cicatriz hipertrófica, linfedema, estrias, entre outras. (MILLANI, 2006). A fim de melhor definir a área de atuação do fisioterapeuta dermato-funcional, o acórdão 394/2011, disciplina a atividade do fisioterapeuta no exercício da especialidade de Fisioterapeuta Dermatofuncional.

Conforme Meyer, et al (2005), dentro dos recursos utilizados na fisioterapia dermato-funcional para tratar as disfunções estéticas estão a endermologia, eletroterapia, massoterapia, termoterapia, drenagem linfática, entre outros.

Pele

O corpo dos seres humanos é coberto pelo sistema tegumentar, formado pela pele e algumas estruturas acessórias. A pele apresenta diversas funções, entre elas, proteção contra atritos e lesões, perda de água, absorção da radiação ultravioleta para a síntese de vitamina D, percepção sensorial como o tato, a dor e a temperatura, entre outras. (CAMPOS et al, 2016).

Por se tratar da parte mais externa do corpo, a pele funciona também como um reflexo do que se passa internamente, revelando desequilíbrios e manifestando necessidades do organismo. Além das suas funções biológicas, tem ainda um importante papel na aparência física, estando integralmente associada à percepção da idade e a beleza estética dos indivíduos. (DIAS e ARMADA, 2008).

De acordo com Junqueira e Carneiro (2013), o sistema tegumentar é composto pela pele e seus anexos, sendo considerado o maior órgão do corpo humano. A pele é constituída por duas camadas, uma externa, a epiderme, e uma porção mais profunda, formada por tecido conjuntivo, a derme. Abaixo da derme, situa-se a hipoderme, que embora tenha a mesma origem e morfologia da derme, segundo alguns autores, não faz parte da pele, serve apenas de união com os órgãos subjacentes.( FITZPATRICK, AELING, 2000)

A epiderme é descrita por OBAGI (2004) como a primeira camada da pele, tendo origem do ectoderma e sendo constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. As células mais abundantes nesse tecido são os queratinócitos, porém apresenta outros três tipos de células: melanócitos, as células de Langerhans e as células de Merkel. Estas são organizadas em camadas, denominadas de estrato córneo, estrato lúcido, estrato granular, estrato espinhoso e a camada basal. Estas descrições da epiderme correspondem ao tipo encontrado em pele espessa. Na pele fina, a epiderme é mais simples, não apresentando com frequência a camada granulosa e lúcida, além de apresentar uma camada córnea muito reduzida.

A derme é formada por tecido conjuntivo e fica localizada abaixo da epiderme dando sustentação à camada superficial e a suprindo de nutrientes. (BAUMANN, 2004). No entendimento de JUNQUEIRA e CARNEIRO (2013), a derme é subdividida em derme papilar, mais superficial, e derme reticular, mais profunda. A derme papilar é delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma papilas dérmicas. Possui fibrilas de colágeno, que contribuem para prender a derme na epiderme. Abaixo da camada papilar, encontra-se a camada reticular, sendo a maior e mais espessa camada da derme, com fibras colágenas e elásticas responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele.

Além dos vasos sanguíneos, linfáticos e dos nervos também são encontradas na derme, estruturas derivadas da epiderme, pelos e unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas.

No decorrer da vida humana, a pele passa por inúmeras transformações e alterações. Umas destas, é o fibro edema gelóide, que se refere a uma desordem metabólica localizada no tecido subcutâneo, que ocasiona alterações na forma do corpo, desencadeando modificações na derme, na microcirculação e nos adipócitos.

Fibro Edema Gelóide

O fibro edema gelóide, popularmente conhecido como ´´celulite´´, é uma modificação que se apresenta na pele de maneira indesejada esteticamente e acomete milhares de pessoas no mundo (MACHADO et al, 2009).

Para Corrêa et al (2008), o fibro edema gelóide trata-se de uma afecção do tecido conjuntivo subcutâneo caracterizado por edema não inflamatório com consequente polimerização da substância fundamental, ocasionando fibroses que podem ser dolorosas e se manifestam em forma de nódulos ou placas de extensão e localização variadas.

Para Ulrich apud Borges (2006), o FEG pode ser classificado em graus de severidade, sendo eles: grau I ou brando, só é visível por meio da compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária. Grau II ou moderado, as depressões ocasionadas pela celulite são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos. Grau III ou grave, o acometimento tecidual pode ser observado com o indivíduo em qualquer posição. Grau IV – apresenta as mesmas características do grau 3, porém com nódulos palpáveis, visíveis e dolorosos, aderência nos níveis profundos e aparecimento de um ondulado na superfície da pele.

No tecido adiposo, existem fibras ao redor da célula que se ligam à musculatura situada abaixo e que separam as células adipócitas em grupos. Nas mulheres essas fibras são retas e perpendiculares à pele permitindo que quando haja um aumento dessas células, a gordura se projete para a pele formando depressões. Nos homens as fibras são oblíquas e quando a gordura aumenta é formada para baixo em direção ao músculo ao contrário do que acontece nas mulheres. (CARDOSO, 2002).

A etiologia do FEG pode ser caracterizada como multifatorial, sendo subdividida em fatores predisponentes, tais como a genética, sexo e desequilíbrio hormonal. Fatores determinantes que envolvem o estresse, tabagismo, sedentarismo, desequilíbrios glandulares, alterações metabólicas, maus hábitos alimentares, disfunção hepática, além dos fatores condicionantes como o aumento da pressão capilar e dificuldade para a reabsorção linfática. (GUIRRO & GUIRRO, 2002).

De acordo com Machado et al (2009) o FEG pode se localizar em diversas regiões do corpo, existindo uma predileção para a porção superior das coxas, interna e externamente, a porção interna dos joelhos, região abdominal, região glútea e porção superior e anterior dos braços.

Por se tratar de um distúrbio estético de etiologia multifatorial, vários são os tratamentos propostos para o fibro edema gelóide, o que envolve uma equipe multidisciplinar,  em que os bons resultados são obtidos quando os procedimentos e recursos são integrados. Com este âmbito, tem-se a carboxiterapia, uma técnica promissora no tratamento do fibro edema gelóide.

Carboxiterapia

Segundo Lopes (2005), a carboxiterapia é uma técnica definida como a administração de gás carbônico medicinal ou dióxido de carbono, através de injeções hipodérmicas no tecido subcutâneo diretamente nas áreas a serem tratadas.

A carboxiterapia teve sua origem na França, onde na década de 30, era empregada inicialmente como balneoterapia sob forma de água carbonada em piscinas termais. (SILVA, 2002).

Estes banhos melhoravam a sintomatologia em portadores de doenças inflamatórias e isquêmicas, por proporcionar o aumento da circulação local. Posteriormente, verificou-se que a infiltração percutânea de CO2 no tecido subcutâneo, através de agulhas, não só melhorava a circulação sanguínea nos tecidos isquêmicos, como aumentava a concentração local do oxigênio. (COSTA, 2011).

Para a aplicação da técnica utiliza-se um equipamento próprio, com gás carbônico medicinal com 99% de pureza, cujo fluxo e o volume totais injetados durante o tratamento encontram-se entre: 20 e 80 ml/ min de fluxos de infusão e volume total administrado entre 600 ml e 1 litro. (STOUCCHERO e TOURNIEUX, 2006).

De acordo com o estudo de CORRÊA et al (2008) a carboxiterapia deve ser realizada com fluxo de infusão entre 40 a 80ml/min e volumes totais administrados por sessão de 400 a 800ml por minuto. O mesmo fluxo e volume de gás carbônico injetado foi experimentado, com bons resultados, no estudo de Pacheco, 2011.

O aparelho liga-se a um cilindro de aço ou alumínio por meio de um regulador de pressão de CO2 e é injetado por sonda com uma agulha de insulina (BORGES, 2010; STOUCCHERO e TOURNIEUX, 2006).

De acordo com Scorza e Borges (2008), os efeitos fisiológicos da carboxiterapia envolvem: o estímulo circulatório sanguíneo que ocorre devido à ação do CO2 sobre a microcirculação vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilatação e aumento da drenagem linfática.

A afinidade da hemoglobina pelo oxigênio depende do pH do meio, a acidez estimula a liberação de oxigênio diminuindo assim esta afinidade. O aumento da concentração de dióxido de carbono no meio, também abaixa a afinidade por oxigênio. (SCORZA; BORGES, 2008). O efeito Bohr, na carboxiterapia é o efeito principal sendo que ele atua na microcirculação vascular do tecido conectivo, promovendo assim, uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática (PACHECO, 2011).

Segundo Brandi, et al (2001), o gás carbônico não causa efeitos adversos ou secundários no tecido conectivo e estrutura nervosa, pois a quantidade utilizada é inferior a produzida pelo organismo. Entretanto, são contraindicados os pacientes com urticária, acne ativa, infecção local, herpes, distúrbios psiquiátricos, doença cardíacas ou pulmonares e grávidas. Bandeira (2013), também considera a carboxiterapia uma técnica segura, entretanto deve-se atentar para algumas contraindicações, como: infarto agudo do miocárdio, angina instável, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, tromboflebite aguda, gangrena, infecções localizadas, epilepsia, insuficiência respiratória, insuficiência renal, gravidez, distúrbios psiquiátricos.

As principais prerrogativas do uso da carboxiterapia são: FEG, estrias, gordura localizada, flacidez cutânea, alopécia, rugas e olheiras. Também podendo ser utilizada no pós-operatório da lipoaspiração, como forma de ajuda na recuperação do metabolismo celular. (SCORZA; BORGES, 2008).

Resultados e Discussão

O tecido epitelial compreende 16% do peso total de um indivíduo, podendo ser considerado o maior órgão do corpo humano. Ele origina-se dos folhetos ectodérmicos e mesodérmicos. Apresenta estrutura de tecidos de várias naturezas que se adéquam para o desempenho de suas funções. Na pele observam-se mudanças desde o nascimento até a velhice como resultado das mudanças das condições ambientais. (JUNQUEIRA E CARNEIRO, 2013).

A carboxiterapia é uma técnica aplicada no tratamento das irregularidades do tecido cutâneo e pesquisas demonstram melhora na pressão parcial de oxigênio tecidual, da perfusão tecidual, e também, de parâmetros locais de circulação. Diante disto, a carboxiterapia vem sendo aplicada para o tratamento de arteriopatias, psoríase, úlceras, varizes e na redução de adiposidades localizadas. Estas pesquisas também fazem referências aos resultados positivos obtidos com a aplicação de gás carbônico sobre o fibro edema gelóide. (ALINE, 2009).

Segundo Miranda e Carmo (2012), os efeitos alcançados pela carboxiterapia são em decorrência da ação vasomotora do gás carbônico que atua, sobretudo, na microcirculação vascular do tecido conectivo, ocasionando uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática.

No experimento científico de Brandi et al (2004), a carboxiterapia foi utilizada em 48 mulheres com idade de 24 a 51 anos de idade que apresentavam gordura localizada em coxa, joelho ou abdômen. Com o objetivo de avaliar a eficácia da carboxiterapia na diminuição do tecido adiposo. Os resultados apontaram uma redução na circunferência das partes submetidas à injeção subcutânea do gás carbônico, sendo relatado também o efeito indireto da técnica na melhora da microcirculação e na ação lipolítica.

Correa et al (2008), analisaram a eficácia da carboxiterapia na redução do fibro edema gelóide em um estudo piloto, em que 10 indivíduos do sexo feminino, que apresentavam FEG na região de glúteos, foram submetidas a 10 sessões de tratamento consecutivas, realizadas 2 vezes por semana. Após a reavaliação final, observou-se melhora nos graus de predominância da FEG, de II e III, para I e II. Também foi verificado uma diminuição na área de abrangência do fibro edema gelóide.

Em ensaio clínico randomizado, realizado por Pacheco (2011), seis mulheres com idade entre 20 e 40 anos, sedentárias, caucasianas e com FEG grau III ou IV que tiveram seus diâmetros dimensionados através de registros fotográficos dos nódulos, estes foram submetidos à tabulação gráfica por meio do software AutoCAD para analisar o diâmetro do FEG. As voluntarias foram submetidas à nove sessões de carboxiterapia, sendo realizadas duas sessões por semana durante 30 minutos cada, na região posterior da coxa, com o objetivo de averiguar a eficiência da carboxiterapia como tratamento da FEG. Foram avaliados o diâmetro  do FEG e a perimetria da coxa esquerda e direita. Concluiu-se que houve diminuição no grau da FEG de grau IV para III e da perimetria da circunferência em ambas as coxas, porém, não houve redução significativa do diâmetro da FEG. Por contar com um número amostral reduzido a conclusão se fez ineficiente, apesar dos bons resultados.

Em uma pesquisa experimental Lee (2010), contou com número amostral de 101 mulheres e 10 homens, com idade variando entre 20 e 50 anos separadas em grupos etários, realizando no mínimo cinco sessões de 30 minutos cada, entre uma e duas semanas, sem terapias combinadas, para avaliar a aplicabilidade da carboxiterapia como tratamento estético da gordura localizada e da FEG. Foi relatado que o uso da carboxiterapia obteve resultados significativos na redução de medidas em região abdominal e coxa com conseqüente perda de peso nas mulheres e não houve resultados significativos nos homens. O estudo não relata redução do grau da FEG bem como, diminuição do seu diâmetro. Conclui que a carboxiterapia é segura e eficaz para o tratamento estético da lipodistrofia ginóide.

 Considerações Finais

O cuidado com o corpo e com a aparência estética tornou-se uma preocupação constante para as pessoas nos dias atuais. Nos últimos anos, o padrão de beleza sofreu várias mutações e a tendência de padrão estético mudou. Com isso, os profissionais atuantes nessa área buscaram novas terapias para suprir a necessidade de um público mais exigente.

 A carboxiterapia se destaca com eficiência no tratamento da FEG, pois esta alteração estética está diretamente associada à estase linfática e à diminuição da drenagem linfática. A ação do gás carbônico é, sobretudo, na microcirculação vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática. No tecido celulítico há um mau funcionamento das células adipócitas, que retém um maior teor de lipídios. A ação farmacológica do CO2 sobre o tecido é basicamente a potencialização do efeito Bohr, devido à tendência do oxigênio de deixar a corrente sanguínea quando a concentração de CO2 aumenta, resultando em maior quantidade de O2 disponível para o tecido, causando redução da quantidade de tecido adiposo.

Dentre os vários tratamentos conhecidos na estética, a carboxiterapia se sobressai devido a sua rapidez em resultados. Além de a técnica ser minimamente invasiva, o gás CO2 não é prejudicial à saúde e sua absorção é rápida no organismo.

Verificou-se ainda, que a técnica é considerada um recurso seguro, sem efeitos adversos ou complicações importantes, tanto locais, como sistêmica, visto que o produto comumente utilizado (CO2) possui cerca de 99% de pureza, próprio para uso terapêutico.

Conclui-se que a carboxiterapia possui respaldo na literatura para seu uso seguro e com garantia de bons resultados em várias áreas da medicina estética e da fisioterapia dermato-funcional, produzindo resultados de excelência no tratamento do fibro edema gelóide.

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Artigo publicado em: 25/02/2021



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