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Os Benefícios da Musicoterapia para Indivíduos com Parkinson

Os Benefícios da Musicoterapia para Indivíduos com Parkinson

1 INTRODUÇÃO

A doença de Parkinson (DP) é considerada um dos distúrbios do movimento que mais afeta pessoas idosas. Pode ser considerada como a segunda doença neurodegenerativa mais comum, onde aproximadamente 1% a 2% da população mundial com mais de 65 anos é acometida pela doença. No Brasil, cerca de 200.000 pessoas sofrem com a doença e a prevalência estimada é de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes. (FUKUNAGA, 2014)

Apresenta-se como uma patologia incapacitante com comprometimento motor progressivo, definida como uma doença crônico-degenerativa do sistema nervoso central que afeta os neurônios dopaminérgicos da substância negra, resultando em redução da dopamina na via nigroestriatal. Essa minoração contribui com atrofia e definhamento dos gânglios da base, resultando em algumas alterações motoras, sendo as principais: bradicinesia, rigidez muscular, instabilidade postural, tremores em repouso, além de distúrbios cognitivos. (O’SULLIVAN, 2016)

Segundo Correa Yamashita (2012), a fisioterapia é amplamente utilizada no processo de reabilitação na MP, pois a realização de exercícios mantém a musculatura ativa e preserva o controle motor, baseado em movimentos funcionais, melhorando o equilíbrio e a marcha.

Deve-se notar que a mobilidade é muito prejudicada na DP, de modo que os pacientes têm dificuldade em se movimentar com segurança. Os pesquisadores focam a eficácia da fisioterapia no alívio do equilíbrio, controle motor e qualidade de vida aos portadores dessa patologia. (FRAGNANI, 2016)

Associado a isso, a musicoterapia surge como forma terapêutica, constituindo um promissor campo de pesquisa na área da saúde com resultados convincentes no tratamento de doenças com comprometimento motor, como a DP. Que utiliza a música para facilitar e gerar comunicação, aprendizagem, mobilização, inter-relação, expressão, organização, abrangendo outros alvos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, emocionais, cognitivas e sociais do indivíduo. (TORRES, 2014)

Diante do exposto, o objetivo deste artigo foi descrever os principais benefícios, efeitos e influências da musicoterapia no tratamento auxiliar da doença de Parkinson.

O presente trabalho justifica-se pelo interesse da investigadora pelo estudo da temática, onde, através da música, os portadores de Parkinson possam entrar em contato com as suas memórias e as suas emoções, percebê-las e expressá-las, no âmbito da sua atividade motora e possibilidades cognitivas. Além disso, por ser um recurso terapêutico subutilizado na prática clínica dos profissionais fisioterapeutas, manifestou-se o desejo de estudar os benefícios no tratamento da DP.

O que torna este estudo relevante é que profissionais qualificados devem ser capacitados para prestar novos cuidados assistenciais aos pacientes com DP, buscando melhorar sua qualidade de vida. Colaborar para um atendimento mais possível e humanizado e, antepondo as deficiências desses pacientes em suas condições específicas. Além de promover a disseminação de informações para acadêmicos e profissionais por meio da produção de novas evidências científicas na área.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Histórico, conceito e diagnóstico da doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença crônica, progressiva e degenerativa do sistema nervoso central que afeta os neurônios dopaminérgicos da substância negra, levando a uma redução da dopamina na via nigrostritiva. Foi descrita pela primeira vez em 1817 por James Parkinson, no ensaio intitulado “An Essay On The Shaking Palsy” (Ensaio clínico sobre agitação palsy), postura que, classicamente, está associada a alterações funcionais dos gânglios da base. (SEER et al., 2016)

A dopamina é um importante neurotransmissor responsável pelas funções do sistema endócrino, das emoções, das funções cognitivas e do sistema motor. Adicionalmente, a redução da dopamina prejudica a excitabilidade estriatal e a liberação de outros neurotransmissores, o que produz um efeito severo no sistema extrapiramidal levando a déficits na coordenação e na atividade muscular, explicando o padrão de manifestações motoras progressivas que se iniciam insidiosamente. No sistema dopaminérgico estão ligados a diversas doenças neurodegenerativas, entre elas a DP. (ARRUDA, 2018)

Embora a doença seja amplamente descrita na literatura, a etiologia da DP ainda não está bem estabelecida, o que a define como idiopática. Aparentemente, tem natureza multifatorial, pois há evidências de que o surgimento da doença é resultado da interação de fatores genéticos, neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitotoxicidade. O aparecimento desses sinais é provavelmente de origem neuroquímica. É secundária a uma degeneração dos neurônios da substância negra que enviam seus axônios para o núcleo caudado e o putâmen.

Os casos de início súbito dos sintomas são raros, e nesses casos o tremor de repouso ocorre inicialmente em cerca de 50% dos pacientes, diminuindo ou desaparecendo com o início do movimento, acometendo preferencialmente os membros. Em sua forma mais conhecida, toca os dedos, tendo como característica “contar dinheiro”. (SCALZO, 2017)

A bradicinesia é o sinal que mais serve para diferenciar a doença de Parkinson de outras desordens motoras. Correspondem a uma lentidão de movimentos, sobretudo automáticos, com uma pobreza geral de movimentos. Na instabilidade postural, os pacientes apresentam dificuldades crescentes durante atividades dinâmicas desestabilizadoras, como: alcance funcional, marcha e rotação. (DELISA, 2014)

A marcha parkinsoniana apresenta-se com passos curtos, rápidos e puxados, sem a participação dos movimentos dos braços, sendo principalmente decorrente do aumento da cifose torácica com flexão dos joelhos, onde o corpo adota uma postura que favorece a anteriorização do centro de gravidade (CABRAL, 2015, p.117).

Junto com as principais manifestações da patologia, pode-se observar outros sinais motores, como déficits no planejamento e aprendizado motor, alterações na marcha e o fenômeno do bloqueio. (O’SULLIVAN, 2013)

Estudos mostram que sua ocorrência pode estar ligada a fatores genéticos quando sua manifestação é relativamente precoce, por volta da terceira ou quarta década de vida, e também devido a fatores ambientais, como exposição a agrotóxicos e outras substâncias químicas. Assim, é uma patologia universal, independente de classe social e raça, que acomete homens e mulheres entre 55 e 65 anos, porém, é mais comum em homens (NASCIMENTO, 2015).

Segundo Christofoletti et al. (2016), o tratamento deve ser individualizado e composto por uma equipe multidisciplinar, pois cada paciente possui um quadro único de sinais, sintomas, resposta medicamentosa, necessidades profissionais e psicossociais que devem ser levados em consideração.

Dentre esses profissionais, o fisioterapeuta tem papel fundamental no controle dos sintomas da DP, onde graças a recursos e técnicas como PNF, hidroterapia, mecanoterapia e fisioterapia, consegue retardar a evolução dos sintomas e melhorar a mobilidade, força muscular, equilíbrio e com isso proporcionar uma melhor qualidade de vida aos portadores desta patologia. (SANTOS et al., 2017)

Portanto, percebe-se a importância do trabalho multidisciplinar, com foco em fisioterapia, que busca alternativas e meios em sua metodologia de trabalho para desenvolver cuidados direcionados a esses pacientes, com o objetivo de torná-los o mais independentes possível por meio de exercícios que mantenham a musculatura ativa e preservem a mobilidade, baseada em movimentos funcionais, melhora o equilíbrio e a marcha, proporcionando também uma melhor qualidade de vida para essas pessoas.

2.2 Musicoterapia e Parkinson

Segundo Oliveira (2015), a música é um meio de comunicação e expressão universal e possui diferenças, entre as quais estão o ritmo e os instrumentos. E mesmo na antiguidade, quando a doença era tratada como algo sobrenatural e maligno, a música era usada como fonte de cura.

A primeira menção à “musicoterapia”, do médico O’Neil Kane (1914), da American Medical Association (AMA), descreve o uso do fonógrafo para “acalmar e distrair pacientes” durante operações cirúrgicas. Fundadora da National Therapeutics Society em Nova York, Eva Vescelius, presumiu que todo hospital, prisão e asilo teria no futuro um setor de música, ficando famosa pelo que previu: “Quando o valor terapêutico da música for compreendido e reconhecido, ela será considerada necessária no tratamento de doenças quanto a água, ar e alimentos.” (CAMPBELL, 2014)

Sabe-se que a música é um fato cultural integrado a todas as atividades humanas. Utilizado como recurso na área da saúde desde a antiguidade. Na Grécia antiga, Apolo, um dos deuses da mitologia grega, era considerado o senhor da música porque tocava sua lira para curar os enfermos. Naquela época, a importância da música se dava por sua estrutura musical que possuía ordem, harmonia e equilíbrio. Para os gregos, essas três características fundamentavam o equilíbrio do ser humano e seu uso sistemático tinha o poder de prevenir e curar doenças. (BARANOW, 2017)

No campo da saúde, o valor terapêutico da música reside na sua capacidade de produzir efeitos no ser humano nos níveis somático, psicológico, social, cognitivo e espiritual. Do ponto de vista científico, a musicoterapia é um ramo da ciência que estuda o complexo humano-sonoro, e seus inerentes elementos terapêuticos e diagnósticos: improvisação, recriação, composição e auditivo. (FERNÁNDEZ, 2015)

Segundo pesquisas, a musicoterapia auxilia as pessoas com DP de várias maneiras: a orientar-se, mesmo quando aspectos como mudança de tempo e espaço; relaxar e recuperar, em caso de insegurança ou ansiedade devido à DP; expressar-se melhor, em caso de dificuldades na fala ou na escrita; potencializar as funções físicas e mentais afetadas; fortalecer a autonomia pessoal; por meio da música, dar-se reconhecimento, tornar-se sujeito do seu sofrimento, percebendo como administrá-lo, integrando assim corpo, alma, espírito. (CÔRTE, 2017)

A partir de então, a música configura-se como o tratamento adequado, principalmente no caso dos idosos, seja para promover sua sociabilidade ou para aflorar sua criatividade musical. Se diz também que a musicoterapia é uma terapia autoexpressiva que atua justamente nas funções cognitivas. Verifica-se que a pessoa em tratamento musicoterapêutico fica particularmente sensibilizada, tocada em sua instância psíquica pelo meio sonoro musical, resultado que talvez não pudesse ser obtido de forma rápida e decisiva apenas com palavras. (MARQUES, 2013)

Nesta perspectiva, a musicoterapia é vista pelos doentes de Parkinson como uma terapia de resiliência que lhes permite organizar a sua mente, corpo e coração, reintegrar a sua identidade sonoro-musical e colocá-los na posição de maestros das suas próprias vidas. Nesse sentido, a música é uma intervenção para promover a saúde e prevenir lesões nos níveis físico, mental e social. (SANTOS, 2017)

3 METODOLOGIA

Nesta pesquisa adotará como estratégia metodológica, a revisão bibliográfica. Optou-se por utilizar a revisão narrativa que é um dos tipos de revisão de literatura, pela possibilidade de acesso às experiências de autores que já pesquisaram sobre o assunto, segundo Silva et al. (2015), a revisão narrativa não é imparcial porque permite o relato de outros trabalhos, a partir da compreensão do pesquisador sobre como os outros fizeram.

Artigos científicos sobre a temática foram acessados nas bases de dados eletrônicos por intermédio da internet, no Google acadêmico, “Scientific Electronic Library Online” (SCIELO) nos últimos 10 anos, utilizando como descritores as palavras-chave: música e cérebro, Doença de Parkinson.

O método de pesquisa Análise de Conteúdo foi baseado no trabalho de BARDIN (2014, p. 280) e tem as seguintes fases para a sua condução: a) organização da análise; b) codificação; c) categorização; d) tratamento dos resultados, inferência e a interpretação dos resultados.

A base de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências Sociais e da Saúde), Scielo (Scientific Eletronic Library OnLine) serviram como instrumento para coleta de dados.

Houve o comprometimento em citar os autores utilizados no estudo respeitando a norma brasileira regulamentadora (NBR 6023) que dispõe sobre os elementos a serem incluídos e orienta a compilação e produção de referências. Os dados coletados foram utilizados exclusivamente com finalidade científica.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O ano de publicação dos artigos variou de 2013 a 2018, portanto, são estudos recentes. Quanto aos objetivos, destacam-se os principais: avaliar a qualidade de vida de pacientes institucionalizados antes e após a intervenção de musicoterapia; analisar a eficácia da associação de musicoterapia na melhora do equilíbrio em pessoas com DP. É possível perceber, através da análise do objetivo, que as preocupações dos autores estão ligadas à importância das práticas de musicoterapia, no tratamento de portadores de doença de Parkinson.

Segundo Pires et al. (2014), no curso da doença de Parkinson, as alterações motoras afetam a postura, as transferências, a marcha e o equilíbrio, levando a quedas constantes, comprometimento do desempenho das atividades, isolamento social e perda da autonomia.

Em relação à musicoterapia, Côrte; Neto (2017) lembra que essa prática, como base científica, foi projetada como tal apenas no final do século XX, mas está em plena expansão no século atual, e estuda os efeitos preventivos e terapêuticos da música nas pessoas.

Ainda, conforme autores acima citados, a musicoterapia formou-se há alguns anos como um campo de pesquisa significativamente favorável, em suas inúmeras linhas teóricas, e tem ajudado práticas com resultados efetivos no tratamento de doenças que comprometem a capacidade cognitiva do indivíduo. Dentre as patologias que se agravam no idoso está a doença de Parkinson, que tem sido alvo de diversos estudos, com foco no tratamento com musicoterapia.

Na pesquisa de Pires et al. (2014), foi realizado um protocolo de cuidados associado à musicoterapia, nomeadamente no que diz respeito aos sinais auditivos musicais, onde se verificou uma melhoria da marcha, como comprimento do passo e velocidade, foi observado. Constatou-se neste estudo que a estimulação com pistas auditivas na doença de Parkinson foi descrita como potencialmente mais benéfica na melhora das características da marcha, como comprimento e velocidade do passo, em pessoas com doença de Parkinson.

Yamashita et al. (2014) assevera o estímulo auditivo rítmico utiliza ritmos externos de música, metrônomo ou canto para auxiliar os pacientes na marcha (ritmo, velocidade e comprimento dos passos), linguagem, controle da atividade motora, aspectos cognitivos e qualidade de vida e seus efeitos mostraram aumento entendimento. Assim, os autores apontam que a música e seus componentes são utilizados por um profissional capacitado, individualmente ou em grupo de pacientes, para atingir objetivos terapêuticos físicos, mentais, cognitivos, emocionais e sociais.

Em conjunto com esses resultados, no estudo de Fragnani et al. (2016), os pesquisadores relatam que a combinação de musicoterapia e fisioterapia, utilizadas na rotina de intervenção única, é eficaz em melhorar a mobilidade funcional e o equilíbrio e, portanto, melhorar a capacidade de realizar atividades da vida diária em pacientes com Mal de Parkinson.

Sobre os resultados encontrados nos estudos analisados, Mozer; Oliveira; Portella (2015) relata em seu estudo que após uma reavaliação relacionada à qualidade de vida de idosos institucionalizados, o uso de musicoterapia e atividades terapêuticas colaboraram positivamente com a qualidade de vida.

Semelhante a esse resultado, no estudo de Fragnani et al. (2016), refere-se que a musicoterapia desempenha um papel decisivo ao nível da melhoria da atenção, memória e concentração, e que a fisioterapia tem desempenhado um papel importante no treino da marcha, o que se reflete numa melhoria da função cognitiva.

Esses autores afirmam que a musicoterapia em combinação com exercícios terapêuticos tem grande possibilidade de salvar e ajudar a manter a qualidade de vida do idoso, atuando no âmbito da prevenção e reabilitação, pois permite ao ser humano se comunicar com o movimento e com suas emoções. É percebido no contexto científico como um novo objeto de conhecimento, que pode atuar em diversas áreas do bem-estar e saúde do indivíduo, melhorando a qualidade de vida, através do uso correto de elementos musicais como melodia e sonoridade, ritmo, interpretados por profissional qualificado.

Ainda segundo os autores supracitados, concluíram que a musicoterapia e os exercícios terapêuticos colaboraram positivamente nas seguintes áreas analisadas: características físicas, capacidade funcional, vitalidade, características emocionais e sociais.

Pires et al. (2014) relatam em seu estudo, sobre os efeitos do uso de pistas auditivas associadas à fisioterapia em um grupo de pessoas com doença de Parkinson, em relação ao equilíbrio e marcha, que a execução de exercícios em grupo em combinação com o uso de instrumentos musicais estímulos, estimula a interação social, aliviando as características psicológicas negativas associadas à deficiência física.

Ao analisar os resultados encontrados nos estudos aplicados, percebe-se a relevância e a necessidade da aplicação de práticas e métodos multidisciplinares em pacientes com doença de Parkinson. Diante dessas práticas, destaca-se a musicoterapia que, quando realizada por profissionais capacitados, podem proporcionar benefícios no equilíbrio, na marcha e nas habilidades cognitivas, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo principal deste estudo foi identificar os efeitos da musicoterapia em pessoas com doença de Parkinson. Portanto, observou-se nos estudos analisados encontraram-se respostas satisfatórias e significativas em relação ao da doença, equilíbrio, cognição e autonomia funcional.

Foi possível deduzir que a musicoterapia, como método terapêutico, no tratamento e manutenção de diversas condições patológicas como a doença de Parkinson trazem resultados benéficos, em termos de melhora do equilíbrio, e estado cognitivo, e consequentemente uma melhor qualidade de vida.

Por fim admite-se que métodos como a musicoterapia podem ser cada vez mais utilizados como possíveis recursos no tratamento da doença de Parkinson. Também é fundamental treinar e qualificar continuamente os profissionais envolvidos nesse processo.

Sugere-se a realização de mais estudos que abordem o tema de forma mais aprofundada, sob o ângulo das novas descobertas, com o objetivo de aprimorar cada vez mais a prática profissional nessa área.

REFERÊNCIAS

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ARTIGO PUBLICADO EM 23/10/2025



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