Micropigmentação Paramédica do Complexo Areolar em Mulheres Submetidas a Reconstrução Mamária devido ao Câncer de Mama
Introdução
Cada vez mais a imagem do corpo vem sendo mais projeta e se valorizando junto às sociedades, sobretudo ocidentais, principalmente através dos processos midiáticos, refletindo significantemente na rotina dos indivíduos, de homens e
essencialmente do público feminino. Nesta perspectiva, um dos procedimentos mais adotados no campo da estética na atualidade é a micropigmentação, onde se realiza por meio de um dispositivo conhecido por dermógrafo1
suas ações, dispondo-se acima da camada subepidérmica do tecido um recurso pictórico, podendo ser realizado no
delineamento lábios e dos olhos, além disso, tem sido eficiente na reconstrução estética da aréola mamária posteriormente a uma mastectomia.
Oriunda do Oriente, foi só no século XVIII, que a técnica de micropigmentação surgiu no mundo ocidental tendo seu princípio com a prática das tatuagens. Entende-se neste viés, que a micropigmentação paramédica se caracteriza sendo uma metodologia em que os profissionais de estética, de fisioterapia e de medicina juntos a especialização
em micropigmentação produzem uma nova ilustração da aréola, em decorrência de estar relacionado ao reconstruir de uma nova área de importante valor do corpo feminino; esta metodologia é tratada sendo uma técnica paramédica. Estudos têm mostrado que entre cinco casos de mulheres que tiveram câncer na mama, pelo menos uma se
submeteu ao processo de mastectomia, onde é comprovado a perda do CAM – Complexo Aréolo-Mamilar ou CAP Complexo Aréolo-Papilar. A maioria das pacientes, ao realizarem a MPA – Micropigmentação Paramédica da Aréola, quase sempre revelaram significativo melhoramento na maneira de como se passaram contemplar, isto é, passam demostrar uma concepção mais otimista, por exemplo, quanto sua autoimagem, largando totalmente a ideia que posteriormente a uma mastectomia, deteriora-se o encanto, a graciosidade, e sensualidade e a beleza, uma vez que se
entende que os seios sejam vistos sendo uma simbologia referente do aspecto feminino. Com isso, o aspecto físico feminino envolvendo às mamas de maneira direta se encontra relacionado significativamente à sensualidade e a ufania do belo. Também, os seios operacionalizam um quadro primário e social na maternidade, sendo algo bastante
importante ao público feminino. Além disso, há uma consideração quanto à estética corporal junto à esfera feminina, convertendo-se em um fator biopsicossocial sendo compartilhado junto ao seu agrupamento.
A técnica de micropigmentação visa o restabelecimento da qualidade de vida das pessoas, atuando no melhoramento do modo de vida do público feminino. Além disso, se propõe em melhorar o atenuar da sensação de incomodidade da característica que envolve à ausência de beleza, reconstruindo um desenho areolar frente às marcas resultantes do processo operatório, restabelecendo a esse público a autoestima e sobretudo uma nova possibilidade de recomeçar. De forma técnica compreende-se que a micropigmentação paramédica configura-se no inserir de pigmentos exteriores na parte subepidérmica do tecido humano mediante um dermógrafo em um período de aproximadamente 24 meses, entretanto, podendo durar mais tempo em consequência de se referir a uma região não muito expositiva. Mas, é importante destacar que o referido procedimento nunca deverá ser realizado em casos de diabetes, AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, trombose, leucemia, distúrbio na coagulação do sangue, artrite gotosa, pressão alta e em mulheres grávidas. A motivação para a construção deste artigo surgiu do ideário de descrever sobre à técnica de micropigmentação de aréolas em mulheres mastectomizadas, por se tratar de um método que pode ser
considerado recente no Ocidente, sendo bastante eficiente e, portanto, muito importante em casos de mulheres mastectomizadas. O referido assunto é importante, mas ainda diminutamente conhecido, uma vez que é algo recente na esfera da estética, assim, necessita vir a ser mais pesquisado a fim de ser mais pormenorizado e disseminado, de
maneira que venha ser mais conhecido sobretudo para às pessoas que necessitam desse tipo de tratamento.
O objetivo deste estudo está em examinar a significância e as vantagens da técnica de micropigmentação de aréolas na qualidade de vida e autoestima junto a mulheres que passaram por cirurgia de mastectomia, também descrever a ação impactante envolvendo o câncer mamário e a cirurgia de mastectomia na vida dessas mulheres. Também apontar a interrelação que se atrela à mastectomia, a sexualidade e a autoestima do público em questão, ainda expor a relevância e vantagens demandadas às mulheres mastectomizadas submetidas ao tratamento mediante à técnica de
micropigmentação de aréolas associado ao bem-estar.
Materiais e Métodos
O presente estudo tem sua construção mediante uma revisão de literatura, utilizando-se uma metodologia também dedutiva, isto é, uma pesquisa retrospectiva de documentos acadêmicos que foram publicados por diversos pesquisadores sobre a técnica de micropigmentação paramédica do complexo areolar em mulheres submetidas
a uma reconstrução mamária devido ao câncer de mama, tendo como escopo responder, por exemplo, problemas relacionados ao referente tema. Quanto as bases de dados, foi usado a começar de um estudo documental, ou seja, tendo como princípio documentações adquiridas mediante registros de domínio público, além de sites e
estudos bibliográficos, isto é, TCCs, livros e demais de dados informativos e estudos extraídos de bibliotecas virtuais, dentre outros. Nesta conjuntura, foram usadas por parâmetros de inclusão, 37 literaturas científicas que tratam da temática da pesquisa em questão. Também, utilizou-se outras fontes, por exemplo, de sites e livros. Adotou-se
por padrão de exclusão 18 literaturas, já que estas não tratavam de maneira congruente sobre a referente temática. Assim, da totalidade de 37 literaturas científicas estudadas, 19 tiveram os seus usos e 18 acabaram sendo excluídas.
O exame teve seu uso mediante um estudo de literaturas publicadas que da micropigmentação paramédica do complexo areolar em mulheres que foram submetidas a reconstrução mamária devido ao câncer de mama, sendo todas examinadas, sistematizadas, sinalizadas e aludidas, resultando no desenvolvimento dos resultados e
da discussão do presente artigo, em que a começar dos quais teve realizado a conclusão do referente artigo, dando resposta ao problema envolvendo a temática, além claramente de expor a objetividade do artigo em questão.
Resultados
Câncer
O câncer é uma patologia que sempre trouxe grande preocupação as pessoas e a população científica, sobretudo, a médica. Essa verdade, já revela uma cosmovisão multidisciplinar sobre o assunto em referência, uma vez que envolve diversas pesquisas científicas de diversas áreas de atuação. No âmbito da ciência oncológica no início do
século XX, houve na Europa e nos Estado Unidos da América – EUA uma atenção maior quanto um maior controle sobre o câncer.
“Nos últimos anos da década de 1910, opera-se uma importante transformação em relação ao controle do câncer na Europa e nos EUA. Ela diz respeito à intensificação da utilização da radioterapia como terapêutica específica para a doença. Surgida no final do século XIX a partir das descobertas no campo da química efetuadas pelo casal Curie, essa terapia por algum tempo foi vista com reservas pelos médicos e utilizada em pequena escala, associada,
principalmente, a problemas dermatológicos ou a ações paliativas de redução de tumores inoperáveis.”
Com o surgimento de novas tecnologias, principalmente, a partir da segunda década do século XX houve uma significativa melhora na utilização da radioterapia, além do surgimento de novos métodos no contexto oncológico de tratamento. Neste contexto, a utilização do CVC torna-se fundamental ao tratamento oncológico, pois possibilita a infusão sanguínea e medicações variadas. “A introdução de cateteres de longa duração para administração de quimioterápicos é uma técnica que começou a ser utilizada na década de 70. […] sua popularização ocorreu na década de 80”. No Brasil percebe-se a preocupação do controle do câncer, principalmente, a partir da metade do
século XX onde houve “uma mudança no perfil das enfermidades que acometem a população […] as doenças infecciosas e parasitárias deixaram de ser a principal causa de morte, sendo substituídas pelas doenças do aparelho circulatório e pelas neoplasias”.
Neste contexto, surge uma maior atenção no controle e tratamento do câncer. Diante disso, O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) com a parceria a Política Nacional de Atenção Oncológica do Ministério da Saúde (Portaria GM/MS 2.439/2005), tem buscando por meio de diversas ações uma conscientização popular sobre o problema oncológico. O Sistema Único de Saúde (SUS) com sua ênfase aos direitos do cidadão a saúde, busca diante da pessoa com câncer um atendimento que ultrapasse o mero assistencialismo, mas que contemple sua integralidade. Isso “equivale a enxergar além da patologia, percebendo necessidades específicas”, nesse contexto a
multidisciplinaridade surge como uma profícua metodologia no tratamento oncológico
Oncologia
Também conhecida como cancerologia ou cancrologia, a oncologia tem sua especificação médica nos cancros e suas maneiras de desenvolvimento no corpo a fim de diagnósticos, explicações sobre a origem do câncer, além de possíveis tratamentos. “O câncer é um problema de saúde pública no Brasil e a Política Nacional de Atenção Oncológica foi proposta como estratégia para ações integradas de controle das neoplasias malignas”. Sua complexidade exige a uma equipe multidisciplinar altamente capaz para lidar com os diversos entraves, que podem surgir durante o tratamento oncológico. O profissional da medicina que trata do câncer é denominado oncologista
clínico, que possui a participação de outros profissionais da saúde numa concepção multidisciplinar como, o psicólogo, o radioterapeuta, o cirurgião, o radiologista, o nutricionista, o fisioterapeuta, o assistente social, dentre outros profissionais da saúde. Isso se deve a complexidade da molesta e suas diferentes abordagens terapêuticas,
porque cada tipo de câncer tem seu tratamento específico: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e outras inúmeras possibilidades. Muitas vezes é necessária a combinação de vários tratamentos.
Câncer ou enfermidades oncológicas são denominações utilizadas para descrever um grupo de doenças que se caracterizam pela anormalidade das células e sua divisão excessiva. Existe uma grande variedade de tipos de câncer. Por exemplo o carcinoma, que surge nos tecidos epiteliais; o sarcoma, que ocorre nas estruturas de tecidos conectivos, como ossos e músculos; a leucemia que se origina na medula óssea e afeta o sangue; o melanoma que é um câncer de pele; e muitos outros.
O tratamento oncológico é sempre individualizado e é importante observar as necessidades e possibilidades terapêuticas de cada paciente com câncer. Pode ter intenção curativa ou paliativa (alívio dos sintomas objetivando uma melhora da sobrevida e da qualidade de vida). Mas sempre é um tratamento complexo, de dores não apenas física, mas também a mente do paciente, gerando anomalias psicológicas aos indivíduos. Diante disso, surge o ramo da psico-oncologia que através de sua abordagem psicológica busca abrandar os efeitos traumáticos do câncer no paciente.
A Psico-Oncologia surgiu a partir da necessidade do acompanhamento psicológico ao paciente com câncer, a sua família e à equipe que o acompanha. O papel do psicólogo em oncologia propõe o apoio psicossocial e psicoterapêutico diante do impacto do diagnóstico e de suas consequências e mostra a possibilidade de auxílio para melhor enfrentamento e qualidade de vida do doente e de seus familiares.
O câncer geralmente é relacionado morte, e, portanto, acarreta consequências além da própria patologia, o que só piora o quadro do paciente. O câncer tem sido considerado uma doença crônica, que dentre muitos males pode incluir os de ordem psicossomáticos. Entre esses males estão: a “baixa autoestima, o desejo suicida, o medo,
o pânico, transtornos interpessoais, e a depressão”. Essas moléstias agregadas ao processo oncológico do paciente, contribuem para o abatimento do paciente, o que demanda a ajuda de profissionais mais voltados para as relações sociais. Quanto o surgimento e desenvolvimento: Alguns tipos de câncer costumam evoluir de forma silenciosa até se tornarem sintomáticos e diagnosticáveis, podendo levar ao óbito rapidamente. Por isso, o ciclo da doença é uma das etapas evolutivas fundamentais a ser considerada a fim de que se entenda o desdobramento e a repercussão da doença no indivíduo e na família.
O diagnóstico sempre é doloroso para o paciente e seus familiares, em que geralmente ocorre o abatimento de todos. Mas alguns elementos são significantes ao inevitável processo de referência, onde “dois aspectos devem ser considerados: o início e o curso da doença. O início […] pode ser agudo, o que dificulta o reajustamento familiar em um tempo curto de tempo; ou gradual, o que permite à família se organizar com tempo prolongado”16. Diante desses elementos, com o devido tratamento o paciente poderá ter a patologia controlada, ou não, em que é comum alternâncias do comportamento do paciente tanto físico como emocional.
Tipos de câncer
O processo oncológico pode ser de ordem maligna ou benigna, sendo que o tumor benigno dificilmente culmina no óbito da pessoa. De acordo com o Ministério da Saúde “atualmente, existem mais de 100 tipos de câncer na literatura médica mundial […] que correspondem aos vários tipos de células presentes no corpo humano”.
Vejamos a seguir os casos mais comuns de câncer e algumas de suas características:
Câncer anal, Câncer da bexiga, Câncer de boca, Câncer colorretal, Câncer do colo do útero, Câncer do esôfago. Câncer do estômago, Câncer do fígado, Câncer infantil, Câncer de laringe, Leucemia, Linfoma de Hodgkin, Linfoma não-Hodgkin, Câncer de mama, Câncer do ovário, Câncer de pâncreas, Câncer de pele melanoma, Câncer de pele não melanoma, Câncer, do pênis, Câncer de próstata, Câncer do pulmão, Câncer do testículo, Tumores de
Ewing. Cada tipo de câncer traz sintomas e necessita de tratamentos específicos, conforme cada caso. Se o câncer tiver início em tecidos epiteliais, como a pele ou mucosas, é conhecido como carcinoma. Se começar em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens, é chamado de sarcoma. Outra característica que diferencia os diversos tipos de câncer existentes são a velocidade de multiplicação das células doentes e a capacidade que elas têm de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, fenômeno conhecido como metástase.
No tratamento em qualquer dos casos referenciados, dentre outros; o paciente deverá ter a assistência não apenas no âmbito físico e técnico/instrumental, mas psicológico/emocional, juntamente com sua família.
Discussão
O processo de mastectomia
Quanto aos procedimentos operatórios, têm sido bastante indicadas a mastectomia e operações tradicionais da mama. Interessante destacar que as mulheres submetidas à técnica de mastectomia têm como escolher em realizar o reconstituir imediato da mama ou mesmo fazer o referido procedimento em um outro momento. Em situações onde a mulher realiza o tratamento operatório da neoplasia maligna, é comum a ocorrência, junto à perda do órgão, de fatores impactantes de ordens, física, psicológica, emocional e sexuais, acabando por comprometer o bem-estar da mulher, também existe complicações relacionadas à cicatriz patológica, efeito mutilador, estético, dificuldades nas realizações do dia a dia depois da cirurgia, além da rotina da realização de novos exames, processo terapêutico e os efeitos que se desenvolvem logo à seguir ou mais tarde. Nessa concepção, as pacientes que passam pelo processo de
mastectomia têm como serem favorecidas mediante a reconstituição mamária por meio do SUS, já que existe um regramento jurídico (Lei 12.802/2013) que assegura o referente procedimento de maneira gratuita e segura.
Existe diversas classes de mastectomia, por exemplo, a simples, onde são extraídas às glândulas mamárias e realizada a aponeurose muscular do peito em sua parte mais acentuada. Outra mastectomia bastante importante é a preventiva, ela envolve a extração da mama a fim da prevenção, sendo recomendada em situações onde
a paciente já sofreu de um tumor maligno na mama, buscando com isso, a prevenção de uma nova ocorrência, também quando a paciente mostra alto risco de desenvolvimento do câncer. Há também a radical, onde é extraído completamente a glândula mamária, além da musculatura do peito e os gânglios linfáticos.
Estudos apontam que a mastectomia pode resultar em complicações no âmbito sexual, ou seja, a retirada de uma parte ou mesmo da totalidade da mama, poderá levar a mulher a sentir não desejada, dentre outros aspectos, portanto, passar pelo processo de mastectomia geralmente é algo muito torturante e traumático, sendo bastante difícil para mulher. Esse procedimento também repercute estreitamente na estética feminina seja a total ou mesmo a parcial, uma vez que acaba tornando essa área do corpo desconforme. É um fato comprovado que a mama é uma área do corpo da mulher de muita significância para sua identidade, sua retirada culmina de forma negativa na estética do
corpo feminino. A Lei 12.802/2013 aponta claramente o dever quanto a realização da operação de reconstrução mamária através do SUS, em situações envolvendo o processo de mutilação em consequência do tratamento de câncer a fim da disposição relacionado a ocasião da reparação da mama. Assim, a referente Lei aponta no inciso I, que, em situações havendo possibilidades, a ação da reconstrução da mama deverá ser realizada de maneira imediata logo após os procedimentos cirúrgicos, também no inciso II, é descrito contrariamente, a paciente deverá ser levada a fim que venha ter acompanhamento e lhe sendo assegurado o direito de passar por esse processo logo que haver possibilidades clínicas. Assim, a objetivação elementar da reconstrução da mama, está em promover não apenas o reabilitar físico da mulher, mas estético, distanciando a paciente da estigmatização cancerígena e da mutilação.
A técnica de micropigmentação areolar
Compreende-se que a técnica de micropigmentação paramédica caracteriza-se por meio de ações consideradas inovadoras oriunda da conceituação envolvendo a tatuagem, referindo-se ao inserir de tintas de diversas cores no tecido humano, diferindo-se no fato que essa maquiagem possui o escopo estético e não artístico como é visto na aplicação das tatuagens. Com isso, pode-se restaurar ou mesmo refazer as complexidades mamárias posteriores ao procedimento de mastectomia. Nesta conjuntura, entende-se ainda que a micropigmentação em questão é uma técnica que profissionais em estética, fisioterapeuta e médico especializados no processo de micropigmentação realizam a reprodução de uma nova ilustração da aréola, devido estar relacionado na reparação de uma área do corpo bastante importante para a paciente. A micropigmentação é feito por uma esteticista, onde se usa uma pigmentação
igual ao tecido, junto a materiais estéreis e mantenimento asséptico no momento em que é realizado a micropigmentação. Esta ação possui uma resposta bastante natural tornando até mesmo certas cicatrizes culminantes nas operações reparadoras não percebíveis, já que a técnica tridimensional – 3D possibilita um resultado relativo à textura e a profundez do desenho feito. Assim, pondo o processamento em contraponto com a restauração do mamilo, o benefício envolve a realidade que o processo de micropigmentação não é uma metodologia cirúrgica, isto é, é menos invasiva. Também, se utiliza anestesia tópica na região do procedimento aplicado, e não de anestésicos junto a agulhas, tornando a ameaça infecciosa bem diminuta, seguindo criteriosamente o pós-procedimento orientado pelo profissional responsável pelo procedimento.
Técnica de aplicação da micropigmentação
Quanto à técnica de aplicação da micropigmentação, o preencher da parte central da aréola tem sua realização utilizando-se de agulhas de circulares tendo as mesmas três extremidades aguçadas, a fim que ocorra o preenchimento em molde gradiente e agulhas de formato linear ou em círculo. Tendo também, cinco extremidades agudas destinado ao preenchimento da aréola, entretanto, não delineado em sua circunferência, as mesmas precisam realizar o preenchimento mediante um posicionamento de cerca de 45º por meio de movimentações ligeiras tendo o começo no exterior da borda, percorrendo em sentido central viabilizando um efeito opaco e permanente. O pigmento que deve ser utilizado no procedimento terá de ser preterido observando a tonalidade da pele, sendo devidamente analisado quanto ao tópico lateralmente à aréola. Quanto ao quantitativo, precisa-se vir a ser disposto somente em uma oportunidade, buscando a prevenção da constituição das tonalidades diferentes, e a parte interior contornando o bico precisa ser mais cristalina para formar uma ilusão projetável.
Ao utilizar uma tonalidade mais escurecida junto à uma agulha circular contendo três pontas, obtém-se um resultado da área basilar junto ao bico mamário, sobretudo se utilizar outro instrumento contendo cinco pontas abauladas tendo tonalidades rosadas, heterogeneizando-se os tons rosa e marrom. O projetar do bico atinge um anel em sua volta recriando rajas na totalidade do seio tendo uma tonalidade claramente bege e agulha de cinco pontas abauladas. A micropigmentação de aréolas da mama é um processo que exige bastante atenção para que se venha obter uma excelente restauração, assim não se deve esfregar ou coçar a área depois de ser realizada a micropigmentação. Também, deve ser evitado praias, piscina no período de cerca de quinze dias, além de
não tomar banhos demasiadamente quente por aproximadamente dez dia. Por fim, estar em exposição aos raios solares e utilizar determinada pomada orientada pelo profissional responsável pela micropigmentação.
Assim, é bastante visível os cuidados envolvendo a referente técnica apontada, sendo, portanto, determinante a capacitação técnica de quem a realiza a fim que possa ocorrer o mais profícuo processamento envolvendo a micropigmentação. Observando-se a exigência de saberes referentes a fisiologia do tecido humano, a adoção de dispositivos de caráter individual demandados à integral operacionalização, para que venha ser realizado todo o processamento e o atenda inúmeros métodos que são processados com o intuito que se desenvolva com êxito a resposta final. Entretanto, não se fazendo todas as pré-exigências necessária a fim de uma profícua execução da
micropigmentação, a resposta final poderá ser insatisfatória, resultando em graves concomitâncias de cunho psicológico e até mesmo influenciando negativamente, sobretudo na autoestima das pessoas. Com isso, é importante destacar que a paciente e profissional responsável pelo procedimento de micropigmentação, precisam estar
atentos e respeitar os regramentos relacionados à biossegurança, e nunca se desapercebendo da boa utilização de IPI – Equipamentos de Proteção Individual, e de utensílios usados na esterilização junto ao descartar adequado de todos os utensílios utilizados no processo. A fim que ocorra um excelente resultado, é preciso que a referente técnica venha ser realizada mediante profissionais plenamente capacitados/habilitados, que apliquem a técnica em questão corretamente para se obter uma resposta real, uma vez que algumas pacientes buscam resgatar a aparência de antes
da mastectomia, além disso, algumas mulheres preferem um desenho menor, tendo um tom distinto.
A micropigmentação junto à autoestima das mulheres
A aplicação da técnica de micropigmentação em mulheres que foram submetidas a mastectomia, procura produzir a arte de uma nova aréola adotada na reparação de estruturações que sofreram danos. Isto é, coopera junto ao sentimento de autoestima, como também na confiança da paciente. É uma ação elegida entre os cirurgiões, uma
vez que resulta em profícuas respostas estéticas, onde não há riscos, é uma técnica, portanto, segura, onde não há dores em consequência do procedimento. Estudos têm apontado que a maioria do público feminino submetido ao processo de micropigmentação paramédica, também foi submetido ao processo de mastectomia, além da implantação de próteses siliconadas, é buscaram à técnica de micropigmentação com a intenção de adquirir a harmonia da aréola. A referida técnica, tem como um dos seus elementares objetivos oferecer contentamento a mulher, concedendo-a a autoestima, o bem-estar social e possibilitando que ela venha se sentir satisfeita com ela
mesma.
Importante ressaltar que a questão marital é essencial para que a paciente venha ser restruturada, já que a mastectomia altera inegavelmente a figura feminina, tendo, portanto, interferência em sua autoconfiança, bem-estar social e autoestima. Com isso, pode-se afirmar a importância do parceiro no referido período de feminidade, atratividade e de sexualidade reduzida. Assim, entende-se também que a técnica de micropigmentação tem sua aplicação, não somente objetivando-se a fatores presentes na estética, mas em relação a reconstrução, ou seja, paramédica. A mesma vem sendo bastante usada pelo público feminino que passaram por mastectomias que buscaram ter um quadro parecido e mais natural adequado a mama ou mamas ausentes, atenuando o sentimento de perda. Nesta conjuntura, entende-se ser comum que essas pacientes mastectomizadas recusem a realização da reparação mamilar por meio de ações cirúrgicas mediante a enxertia em decorrência da ameaça de morte do tecido, assim, a micropigmentação chegou sendo uma excelente alternativa para esse público.
Conclusão
Conclui-se que o câncer mamário tem resultado em uma significante parte de mortes decorrente de neoplasias junto ao público feminino, independentemente de classe social, resultando de imensa inquietação, por exemplo, para o SUS. Foi observado que esse tipo de câncer muito comum nas mulheres, tem sido visto com imenso temor, uma vez que o seio é um órgão que possui bastante valor no corpo da mulher, por exemplo, quanto à sexualidade e a identidade, portanto, muito significativo para o bem-estar social. Mesmo sendo uma forma de tratamento bastante eficiente no combate dessa neoplasia, é fato verídico que o procedimento envolvendo à mastectomia age agressivamente, além de mutilador afetando a mulher, pois o seio possui um sentido envolvendo, dentre outros aspectos, sua feminilidade. Com isso, sua privação influencia essencialmente no âmbito estético feminino e interfere, também de maneira contrária em sua autoestima, em sua feminilidade, sexualidade e sociabilidade da mulher. Percebe-se que com a extração mamária, existem mulheres que sofrem com a perda do complexo da areolar da mamila, indicando ser ainda mais nevrálgico, já que o mesmo somente poderá vir a ser reparado esteticamente, ou seja, não possuirá as mesmas atuações anteriores.
Foi evidenciado que o almejado através da reconstrução mamária é somente o reabilitar puramente estético, extraindo da figura feminina o traumatismo cancerígeno e de mutilação. Importante destacar, que esse público que se submete à mastectomia detém o benefício de possuírem mediante o serviço do SUS o direito de terem a mama
ou mamas reparadas, por meio do regramento da Lei 12.802/2013 que assegura ao referido público tal procedimento de maneira gratuita. Entende-se que em alguns casos, há mulheres que frente à retirada da mama, não vê tal fato sendo o final de sua intimidade e sexualidade junto ao seu companheiro, entretanto, para muitas mulheres a perda mamária pode significar o rompimento da vida sexual. Tal realidade pode ser explicada, pelo fato que para a mulher sua vida sexual é agredida, o que não está relacionado somente à relação sexual, já que a sexualidade está atrelada a inúmeros elementos, por exemplo: anelo, imagem própria, bem-estar social, sensualidade, o aceitar de seu próprio corpo e sobretudo, a identidade feminina.
Foi descrito que a técnica de micropigmentação areolar é bastante significante, uma vez que está relacionado ao bem-estar feminino e a autoestima da mulher, que foram subtraídos frente à mastectomia. Assim, na atualidade mesmo não sendo tão popular, a micropigmentação vem tendo destaque sendo um processo envolvendo ações que tem oportunizado várias vantagens na qualidade de vida do público feminino em questão, uma vez que ajuda na reparação da estética feminina, restabelecendo a qualidade de vida e a autoestima, tornando possível que ela venha se sentir de novo admirável por si mesma e preparada para se pôr normalmente no seio da sociedade.
Agradecimentos
Agradeço minha família e pacientes pela confiança.
Referências bibliográficas
CALDERAN, Arlete Pierina et al. Ensino e aprendizagem de química a partir da temática “tintas para tatuagem”. 2017. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/handle/1/13710>. Acesso em: 02 de fevereiro de 2023.
SOUZA, Bruna Nascimento de. A micropigmentação das aréolas em mulheres mastectomizadas. Tecnologia em Cosmetologia e Estética-Tubarão, 2019. Disponível em: <https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstream.pdf>. Acesso em: 03 de fevereiro de 2023.
SEVERIANO, Francine Aparecida Sedorko. RECONSTRUÇÃO AREOLAR POR MICROPIGMENTAÇÃO PARAMÉDICA PÓS-MASTECTOMIA. Revista IberoAmericana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 8, n. 8, p. 305-312, 2022.
GUIMARÃES, Deise Mirian et al. Uso da micropigmentação como método de camuflagem para cicatriz de estrias. Revista Fisioterapia Brasil, v. 20, n. 3, 2019.
YAMAMOTO, Crystina Aoki et al. Revisão integrativa sobre monitoramento de Programas de Controle do Câncer de Mama. 2018. Disponível em:<https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/25752>. Acesso em: 10 de março de 2023.
TEIXEIRA, Luiz Antonio. O controle do câncer no Brasil na primeira metade do século XX. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v. 17, p. 13-31, 2010. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/hcsm/>. Acesso em: 09 de março de 2023.
ALCÂNTARA, Dandara Costa et al. Cateter central de inserção periférica: contribuições para a enfermagem oncológica. 2019. Disponível em: <https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/6346>. Acesso 22 de março de 2023.
CHAVES, Carolina Perez. Perfil oncológico dos pacientes que realizaram PET/CT no INCA entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2015. 2017. Disponível em: <https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/10212>. Acesso em: 22 de março de 2023.
PEROTTONI, Anelise. Política de atenção oncológica no Brasil: uma revisão bibliográfica. 2018. Disponível em:
<https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/184323>. Acesso em: 18 de março de 2023.
JACOBY, Jésica Tamara et al. Uso de pré, pró e simbióticos como coadjuvantes no tratamento do câncer colorretal. Clinical and Biomedical Research, v. 37, n. 3, 2017.
DA SILVA, Carine Sousa et al. PSICOLOGIA E CÂNCER: UM OLHAR MULTI DISCIPLINAR. [TESTE] Gep News, v. 1, n. 2, p. 64-68, 2017.
BEZERRA, Ana Karoliny Alves. Humanização do tratamento oncológico custo da dor–necessidade de avanços humanos e tecnológicos no tratamento do câncer. 2019. Disponível em: <https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/14660> Acesso em: 25 de março de 2023.
SANTOS, Beatriz dos. Benefícios da prática do exercício físico para indivíduos com depressão e ansiedade. 2021. Disponível em: <http://dspace.unirb.edu.br/xmlui/handle/123456789/295>. Acesso em: 21 de
março de 2023.
DA SILVA FERREIRA, Gabrielly Mayara; CAVALCANTE, Daniele Mejia. A skaúde psíquica dos cuidadores familiares de pacientes acometidos com câncer. REVISTA CIÊNCIA AMAZÔNIDA, v. 1, n. 2, 2017.
DE OLIVEIRA, Milena Edite Case et al. Atraso na primeira consulta após percepção dos sinais/sintomas de câncer de mama. Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, v. 8, n. 4, p. 819-826, 2020.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instituto Nacional de Câncer. Portaria GM/MS Nº 2.439 de 8 de dezembro de 2005. Institui a Política Nacional de Atenção Oncológica: promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão. Diário Oficial da União 2005; 9 dez. Disponível em: <http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Legislacao/portaria_2439.pdf>. Acesso em 12 de março de 2023.
MOLLINAR, Alexia Bárbara Porto et al. Cirurgia Oncoplástica e reconstitutiva da mama: análise acerca dos direitos do paciente no âmbito do SUS. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 8, p. 54485-54503, 2020.
FERRAZ, Beatriz Baptistella Faustino; DA SILVA OLIVEIRA, Leila Barroso. A Importância da Humanização na Assistência de Enfermagem em Mulheres Submetidas à Cirurgia de Mastectomia. Epitaya E-books, v. 1, n. 23, p. 83-102, 2022.
ARTIGO PUBLICADO EM 03/04/2025
Sem comentários