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Exercícios Aeróbios Associados a Alongamento Muscular: Repercussões na Qualidade de vida de Idosas

Exercícios Aeróbios Associados a Alongamento Muscular: Repercussões na Qualidade de vida de Idosas

O envelhecimento populacional é um processo observado em todos os continentes mundiais e vêm crescendo nas últimas décadas, deixando de ser um fenômeno exclusivo dos países desenvolvidos. Em 2010 a população que atingiu a faixa etária de 60 anos ou mais foi de 754,6 milhões de indivíduos (OMS, 2014; BURLÁ et al., 2013).
Segundo o IBGE em 2010 os idosos representavam aproximadamente 10,8% da população brasileira e as mulheres possuem uma expectativa de vida maior que os homens. Em 2060 o número de idosos no Brasil representará um quantitativo de 73,5 milhões de pessoas (IBGE, 2015).

A senescência é marcada por declínios fisiológicos e funcionais e podem influenciar no desempenho físico do idoso, comprometendo a força muscular, a flexibilidade, a capacidade funcional (BARROS et al., 2011; JAMBOSSI et al., 2011). Fatores intrínsecos como a redução da função músculo esquelética tendem a prejudicar o desempenho físico do idoso no seu cotidiano. Os déficits motores podem gerar quedas, alterações psicológicas e consequentemente a redução da qualidade de vida (NICOLUSSI, 2012; LACOURT, 2006).

De acordo com o estudo de SANTOS et al., 2013 a falta de inclusão social, de um bom relacionamento familiar e de fatores emocionais podem influenciar negativamente na qualidade de vida dos idosos.

Há evidências de que o sedentarismo compromete o desempenho físico e mental dos idosos e as atividades físicas proporcionam benefícios que melhoram a qualidade de vida (STIVAL et al. , 2014 ; GUTIERRES FILHO et al., 2014). As alterações decorrentes do envelhecimento podem afetar o equilíbrio, a capacidade funcional, desempenho cognitivo e aumento do risco de quedas. Desta forma, programas de atividade física, manutenção de uma vida ativa e saudável podem diminuir os malefícios que surgem com o avançar da idade. Esta condição permite ao idoso ter uma boa qualidade de vida (PEDRINELLI, 2009; NICOLUSSI, 2012).

Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos de um protocolo composto por exercícios aeróbios e alongamento muscular, sobre a qualidade de vida de mulheres idosas.

MATERIAIS E MÉTODOS

Desenho do Estudo

Ensaio clínico controlado não randomizado, Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da UFPE – de acordo com a Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, sob o nº 130.281.

População de Estudo

Foram recrutadas para participar do projeto mulheres idosas atendidas em Unidades de Saúde da Família do Recife e Região Metropolitana que expressaram a intenção de participar do estudo e concordaram com o termo de livre consentimento (TCLE).

Participaram do estudo, idosas de acordo com os critérios de inclusão: idade superior a 60 anos, ser do sexo feminino, parecer cardiológico recente para comprovar aptidão para a realização dos exercícios aeróbicos e apresentar compreensão dos comandos verbais para a execução dos testes e para a participação do programa de tratamento. Os critérios de exclusão foram: Apresentar déficits neurológicos prévios, realizar outras atividades físicas, ter alterações do sistema vestibular, ter doenças osteomioarticulares que interfiram na locomoção e marcha com auxilio de órteses.

As 36 idosas registradas no banco de dados, foram triadas, 9 voluntárias estavam de acordo com os critérios de exclusão e foram, portanto, excluídas da pesquisa. O grupo foi composto por 27 participantes.

As voluntárias formaram dois grupos de acordo com a ordem de comparecimento no departamento de fisioterapia, as primeiras formaram o Grupo Exercícios (GE) n= 14 e a lista de espera representou o Grupo Controle (GC) n= 13. Desta amostra, 12 não continuaram no projeto por motivos apresentados no fluxograma (Figura 1) e o número final foi de 15 voluntárias, 09 (GE) e 06 (GC).

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Cálculo Amostral

Realizado por meio do software OpenEpi versão 2.3 a partir das diferenças entre médias dos escores para o índice geral do WHOQOL-BREF avaliados nos 10 primeiros indivíduos incluídos no estudo e alocados nos dois grupos em teste. Assim, foi calculado que seriam necessários 10 indivíduos, 05 em cada grupo, considerando um intervalo de confiança de 95% e um poder de 80%.

Coleta de Dados

Foi preenchida uma ficha de Anamnese contendo medidas de peso corporal (Kg), estatura (m), índice de massa corporal (IMC) e entrevista multidimensional avaliando os aspectos sociodemográficos (idade, escolaridade, estado civil, atividade laboral e nível sócio-econômico).

Avaliação Inicial:

WHOQOL-Bref – Utilizado para avaliar a qualidade de vida das mulheres idosas. Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde mantém as características psicométricas do original. O WHOQOL-bref consta de 26 questões, onde duas têm características gerais de qualidade de vida e as outras 24 são divididas em 4 domínios: domínio físico (7 itens), domínio psicológico (6 itens), domínio relações sociais (3 itens) e domínio meio ambiente (8 itens). As respostas para as questões do WHOQOL – bref são dadas em uma escala do tipo Likert de cinco pontos e o escore global varia de 26 a 130, sendo que quanto maior a pontuação melhor a qualidade de vida do indivíduo (MORENO et al., 2006; Murphy et al, 2000).

Programa de Intervenção:

As idosas foram alocadas em dois grupos por ordem de inclusão, seguindo sequência aleatória:

Grupo Exercício (GE) – As voluntárias deste grupo foram submetidas a exercícios de alongamento para a cadeia muscular anterior (músculos Peitorais, Abdominais e Quadríceps) e posterior (músculos paravertebrais, isquio-tibiais e tríceps sural). Cada etapa de alongamento nos músculos específicos foi repetida três vezes, mantendo-se a postura por 30 segundos (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005) seguido de exercícios aeróbios na modalidade de caminhada em esteira (ProAction BH Fitness) por 20 minutos. Cada sessão teve 1 hora de duração, duas vezes por semana, no período de 12 semanas respeitando 48 horas de repouso entre as sessões. As duas primeiras semanas foram de adaptação aos exercícios (AMERICAN COLLEGE SPORTS MEDICINE, 2003; OKUMA, 2003).

Grupo Controle (GC) – Este grupo não foi submetido a nenhum tratamento específico, mas recebeu orientações gerais de qualidade de vida, porém, após as reavaliações, o grupo recebeu a mesma intervenção do GE.

Alongamento muscular

Músculos Peitorais – Voluntária de pé, em frente à parede, membro superior estendido e com a mão apoiada, fixa na parede, promoveu uma rotação do tronco no sentido oposto ao braço de apoio, mantendo o cotovelo e punho em extensão, durante a expiração. Faz-se o lado oposto. Foram realizadas três vezes, mantendo-se a postura por 30 segundos em cada lado. (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005)

Músculo Quadríceps – Voluntária em decúbito lateral, o membro inferior, que estava em contato com a maca, ficou estendido e o membro inferior, que ficou em cima, passivamente realizou-se uma flexão do quadril e joelho. Após o termino do alongamento de um dos membros inicia-se no membro oposto, permanecendo na posição por 30 segundos e 3 repetições em cada membro inferior. Foram realizadas três vezes, mantendo-se a postura por 30 segundos em cada lado. (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005)

Músculos Paravertebrais – Voluntária inicia na posição quadrúpede, em seguida leva o corpo para trás sentando sobre os calcanhares, os braços ficarão alongados, estendidos para frente. A cada expiração tenta-se estender os braços ainda mais para frente. O contato das mãos com o colchonete não foi perdido. Permanece na posição por 30 segundos e 3 repetições. Foram realizadas três vezes, mantendo-se a postura por 30 segundos. (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005)

Músculos Abdominais – Voluntária em decúbito dorsal, com as pernas em extensão e bem afastadas uma da outra, com uma toalha dobrada sob a coluna lombar. Os braços apoiados no chão acima da cabeça (em posição de “v”), mantendo esta posição, inspira profundamente de forma que o abdome chegue a se elevar, mantendo a inspiração por 5 segundos. (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005)

Músculos Ísquios-tibiais e Tríceps sural – Voluntária em decúbito dorsal, com os joelhos fletidos. Passa uma faixa em torno de um dos pés, estendendo o joelho e puxando a faixa para si, levantando a perna o máximo que conseguir, sem substituição do movimento, durante a expiração. Permanecendo na posição por 30 segundos e 3 repetições. Foram realizadas três vezes, mantendo-se a postura por 30 segundos. (ARNOLD, 2007; TRIBESS, 2005)

Exercício Aeróbio
Foram realizados exercícios aeróbios na modalidade de caminhada em esteira (ProAction BH Fitness). As duas primeiras semanas foram de adaptação aos exercícios, sendo realizado na primeira semana 6 minutos de caminhadas em esteiras com uma intensidade de 2 km/h, na segunda semana passaram a realizar 12 minutos com intensidade de 2 a 5,5 km/h, da terceira a décima segunda semana foram realizadas 20 minutos de caminhadas com intensidade constante de 5,5 km/h (AMERICAN COLLEGE SPORTS MEDICINE, 2003; OKUMA, 2003).

Reavaliação:

Ao término das 12 semanas, as voluntárias do GE e GC foram reavaliadas seguindo o protocolo da avaliação inicial (Questionário WHOQOL-BREF e Anamnese). Após a reavaliação o GC realizou as intervenções específicas (exercícios aeróbicos e alongamentos musculares).

ANÁLISE DOS DADOS

Os dados foram tabulados no pacote estatístico SPSS versão 20.0. Foi aplicado o teste Mann-Whitney para análises da comparabilidade das variáveis e análises pré e pós-testes intergrupos. Considerando-se nível de significância para p<0,05 e os resultados estão apresentados como média ± desvio padrão nos dados paramétricos e em mediana nos não paramétricos.

RESULTADOS

Caracterização da Amostra

As características das voluntárias de cada grupo (GE e GC) são descritas na tabela 1. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação à idade (p= 1,00) e IMC (p= 0,86), mostrando homogeneidade da amostra estudada.

TABELA 1. Características dos indivíduos estudados por grupo:

TOTAL GRUPO
EXERCÍCIO
GRUPO
CONTROLE
VALOR p*
IDADE 66, 13 ± 3, 81 66,44 ± 4,64 65,67 ± 2,66 1,00
IMC 27, 14 ± 4,69 27,40 ± 5,18 26,75 ± 4,29 0,86
Variáveis Descritivas: Idade (em anos) e índice de massa corpórea – IMC (Kg/m²)
Apresentados em média ± desvio padrão (DP). ‘Teste Mann – Whitney’

Homogeneidade das variáveis

Todas as variáveis estudadas apresentaram homogeneidade após análise das Avaliações dos grupos. Resultados descritos na tabela 2.

TABELA 2: Característica das Variáveis Dependentes estudadas:

GRUPO
EXERCÍCIO
GRUPO
CONTROLE
VALOR p*
QV-tot 20,89 ± 3, 58 20,83 ± 3,02 0,95
QV-DS 11 ± 2,29 10,66 ± 2,42 0,86
QV-DF 25,78 ± 6,95 24,83 ± 5 0,60
QV-MA 25,22 ± 4,27 24,66 ± 4,92 0,60
QV-DP 21,22 ± 4,02 23,17 ± 1,72 0,33
Variáveis Dependentes: Qualidade de vida (Escore total, domínio social (DS), domínio físico (DF),
Domínio meio ambiente (DMA) e domínio psicológico (DP) do WHOQOL-BREF. Apresentados em
Media + desvio padrão (DP). *Teste Mann-Whitney.

1. Qualidade de vida Escore Total (QV-Tot)

Na relação intergrupos, foi observada uma melhora significativa da qualidade de vida do GE observando a análise do índice geral do Whoqol-bref (p=0,005) quando comparado ao GC. (Figura 2).

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Figura 2. Comparação entre o grupo exercício e o grupo controle em relação aos dados do índice geral do WHOQOL-bref. * Teste Mann-Whitney (p = 0,005).

2. Qualidade de vida Domínio Social (QV- DS)

Foi observado um aumento significativo (p = 0,012) no escore do domínio social no GE quando comparado ao GC, constatando uma melhora na qualidade de vida do GE na análise deste domínio.

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Figura 3. Comparação entre o grupo exercício e o grupo controle em relação aos dados do WHOQOL-bref Domínio Social. * Teste Mann-Whitney (p = 0,012).

3. Qualidade de vida Domínio Meio Ambiente (QV- MA)

No domínio meio ambiente não foi observada diferença significativa entre os dois grupos.

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Figura 4. Comparação entre o grupo exercício e o grupo controle em relação aos dados do WHOQOL-bref Domínio Meio Ambiente (QV- MA). Teste Mann-Whitney (p = 0,32).

4. Qualidade de vida Domínio Físico (QV-DF)

Na comparação intergrupos do domínio físico pode-se observar uma diferença significativa entre os escores do GE e GC (p=0,012).

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Figura 5. Comparação entre o grupo exercício e o grupo controle em relação aos dados do WHOQOL-bref Domínio físico. * Teste Mann-Whitney (p = 0,012).

5. Qualidade de vida Domínio Psicológico (QV-DP)

A análise intergrupo do domínio psicológico identificou uma diferença significativa do GE em relação ao GC (p=0,02).

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Figura 6. Comparação entre o grupo exercício e o grupo controle em relação aos dados do WHOQOL-bref Domínio Psicológico. * Teste Mann-Whitney (p = 0,02).

DISCUSSÃO

O presente estudo demonstrou melhora da qualidade de vida das idosas participantes do GE após o período de realização dos exercícios. Ao serem comparados os grupos, observamos que o grupo exercício apresentou maiores valores nos escores da qualidade de vida quando analisados o valor total, o domínio social, o domínio físico e o domínio psicológico em relação ao grupo controle, o que corrobora com os resultados encontrados por STIVAL et al., 2014; ROSSI JUNIOR et al., 2009. Não foram observadas mudanças significativas no domínio meio ambiente do WHOQOL- BREF na análise intergrupos corroborando com os estudos de SONATI, 2014 e MAZO et al., 2005, esse achado pode ser relacionado com a pouca escolaridade e baixa renda financeira das voluntárias, esta conclusão tem relevância devido aos achados em estudos que correlacionam um maior escore no domínio meio ambiente com um melhor nível socioeconômico (ALEXANDRE, T.S. et al., 2009).

Diversos estudos têm elucidado a necessidade da realização de atividades físicas para um envelhecimento saudável e com melhor qualidade de vida. Foram encontrados resultados que validam os achados no presente estudo, segundo MAZO et al., 2005 existe uma associação positiva entre qualidade de vida e exercícios físicos. Manter uma boa capacidade funcional e independência física são fatores que contribuem positivamente na melhora da qualidade de vida da população idosa (MACIEL, 2010). PEREIRA JUNIOR et al., 2010 apresenta como uma das conclusões de seu estudo que a atividade física é fundamental para a manutenção do bem estar físico, aumenta a segurança e a motivação nas atividades rotineiras.

O presente estudo utilizou exercícios aeróbios e de alongamento musculares em sua metodologia e obteve benefícios semelhantes na analise da qualidade de vida quando comparado ao estudo de CUNHA, 2009 o qual utilizou exercícios de solo e aquáticos. A revisão de literatura proposta por CAPUTO, 2014 confirma os resultados encontrados anteriormente e fortalece a necessidade de realizar atividades físicas em idosas, embora no seu estudo elas apresentassem osteoporose.

A melhora na qualidade de vida após programa de intervenção está de acordo com os achados no trabalho de BARROS et al., 2011 que realizou exercícios resistidos e de alongamento muscular 2 vezes em um período de 10 meses. PERALES et al., 2014 observaram que a prática de atividade física moderada ou vigorosa tem influencia benéfica sobre a qualidade de vida dos idosos.

PEREIRA JUNIOR et al., 2010 observaram a influência da realização de exercícios de caminhadas, alongamentos musculares e dança em dois grupos distintos que realizavam os exercícios três vezes por semana durante seis meses. A partir desta pesquisa eles obtiveram melhora na auto-valorização e motivação pessoal, proporcionando uma maior segurança nas atividades do dia a dia, além dos benefícios físicos.

No estudo de MAZO et al., 2005 foi utilizado o Whoqol-bref abreviado para análise da qualidade de vida e o objetivo foi realizar a associação da qualidade de vida com a atividade física. Os resultados da pesquisa confirmam o presente estudo, pois os domínios físicos e psicológicos apresentaram melhora significativa quando comparado com o grupo controle. Esta constatação fortalece a relação do exercício físico com a qualidade de vida do idoso, embora no estudo de MAZO et al., 2005 o domínio meio ambiente e social não apresentaram resultados significativos. Na pesquisa atual foi constatada a mesma situação, embora no domínio social verificou-se associação positiva com atividade física.

PRADO et al., 2010 também afirmam que a realização de exercícios resistidos por cinco semanas obtiveram melhora nos domínios físico e psicológico das idosas participantes do estudo. Porém, apresentou uma baixa eficácia nos domínios social e meio ambiente devido ao pequeno tempo de intervenção e o pouco tempo para as voluntarias se socializarem.

De acordo com ROSSI JUNIOR et al., 2009 a prática de hidroginástica apresenta efeitos benéficos em relação a qualidade de vida do idoso. Em sua pesquisa foi utilizado o Woqol-bref e todos os domínios apresentaram diferenças estatisticamente significativa em relação ao grupo que realizava atividade física e as sedentárias. Apesar de a intervenção ser diferente do presente estudo, as conclusões corroboram no que se refere aos benefícios da atividade física na qualidade de vida das idosas.

A literatura apresenta ampla variedade de estudos que relacionam a qualidade de vida e a atividade física, o que favorece o interesse nesta linha de pesquisa. A metodologia apresenta protocolos, em sua maioria eficazes, para a melhora dos domínios da qualidade de vida, porém as intervenções utilizadas não são homogêneas e dificultam a consolidação dos melhores exercícios para os benefícios nas alterações físicas, funcionais e da qualidade de vida de idosas.

Os exercícios aeróbios e os alongamentos musculares são de fácil aplicabilidade no dia a dia das idosas e favorecem a melhora da qualidade de vida. Poucos estudos tendem a utilizar essas intervenções em suas pesquisas, outro fator limitante deste estudo foi a perda amostral. Para maior evidência dos efeitos estudados seria ideal a realização de pesquisa envolvendo um maior número de voluntárias.

CONCLUSÃO

Os exercícios aeróbicos associados aos alongamentos musculares são intervenções de fácil aplicabilidade, aumentam o bem estar das idosas em relação a sua qualidade de vida e tem importância relevante na redução das alterações advindas do envelhecimento. Foi observado que a melhora nos domínios físico, social, psicológico e escore total do Whoqol-Bref tem relação com a realização de atividades físicas, pois no grupo que não realizou intervenção (GC) não foi observada nenhuma melhora das variáveis estudadas.

Portanto, novas pesquisas podem ser realizadas para fortalecer a linha de estudo apresentada e beneficiar efetivamente a qualidade de vida de mulheres idosas.

REFERÊNCIAS

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