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Efeito da Eletroestimulação em Pacientes Internados na Unidade De Terapia Intensiva

Efeito da Eletroestimulação em Pacientes Internados na Unidade De Terapia Intensiva

1. INTRODUÇÃO

É importante entender que a atenção à saúde oferecida à população, representa tema de grande valor, isso porque, inúmeros cuidados devem ser oferecidos aos pacientes, especialmente, quando se encontram em Unidades de Terapia Intensiva, exigindo atenção contínua para que ocorre a recuperação de suas funções vitais.
Os modelos de atenção à saúde surgiram para oferecer melhores opções para o atendimento e cuidado dos pacientes que se encontram nas instituições de saúde, não havendo um modelo ideal, mas tentativas para melhorar os existentes.
Além dessa atenção que se espera através dos modelos apresentados, destacam os serviços de urgência e emergência que são disponibilizados nas instituições de saúde, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva, que representam uma área em que é preciso realizar cuidados específicos aos pacientes, de maneira rápida e precisa para evitar que sofram qualquer tipo de prejuízo.
No atendimento em Unidades de Terapia Intensiva, há inúmeras técnicas que são aplicadas pelos profissionais da saúde, visando trazer efeitos benéficos aos pacientes internados, destacando-se a eletroestimulação, que representa uma importante técnica, amplamente difundida e que pode contribuir muito para a recuperação do indivíduo.
Isto posto, realizou-se um estudo sobre o efeito da eletroestimulação em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva, com o objetivo de coletar fontes que confirmem os benefícios trazidos por esta técnica.
Aplicou-se metodologia bibliográfica para o desenvolvimento da pesquisa, que contou com uma série de etapas desenvolvidas a fim de se alcançar o objetivo proposto.
No desenvolvimento do trabalho foram apresentados aspectos sobre os modelos de atenção à saúde e serviços de urgência e emergência na Unidade de Terapia Intensiva, mas o estudo específico sobre o tema foi trazido na discussão e resultado, considerando-se o posicionamento dos autores consultados.

2. METÓDOS E TÉCNICAS DE PESQUISA

O presente estudo traz uma pesquisa sobre o efeito da eletroestimulação em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva, sendo consultados vários autores que muito contribuíram para a construção do texto final, entre eles destacam-se: Backes et. al. (2015), Pinheiro (2012), Godoy (2015), Sachette (2015) entre outros.
Foi utilizada pesquisa de natureza qualitativa, que depende da criatividade do pesquisador, constituída de três etapas básicas: redução, exibição e conclusão. A primeira refere-se ao processo de seleção de dados que serão utilizados no desenvolvimento da pesquisa, ocorrendo a escolha das fontes pertinentes e a organização das ideias. A exibição refere-se à organização dos dados, buscando comparar pontos semelhantes e diferentes entre as fontes obtidas, realizando-se a produção do texto. Por fim, a conclusão envolve a revisão do texto elaborado, sendo realizada a verificação das informações analisadas pelo pesquisador, de forma a identificar se os dados inseridos são confiáveis1.
Paralela à pesquisa de natureza qualitativa, foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica, que seguiu oito etapas: formulação do problema, elaboração do plano de trabalho, identificação das fontes, localização das fontes, leitura do material, fichamento das fontes, construção lógica do trabalho e redação do texto2.
Esta pesquisa é direcionada a profissionais da área de saúde e estudantes que tenham interesse em realizar pesquisas voltadas para a revisão de literatura realizada no desenvolvimento do trabalho.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 Modelos de atenção à saúde

Para melhorar o atendimento aos pacientes em unidades de saúde, foram criados modelos de atenção à saúde, tendo por base estudos que perduraram por várias décadas.
Há cinco elementos básicos que forma os sistemas de serviço de saúde, a prestação da atenção, que se volta para o modelo assistencial; organização de recursos, desenvolvimento de recursos de saúde, versando sobre a infraestrutura de recursos materiais, humanos e tecnológicos; apoio econômico, referente ao financiamento; gestão. Cada elemento elencado é considerado alvo de intervenção que é foco das políticas de saúde, visando sanar os problemas identificados. 3
Conforme se observa, a atenção à saúde é um dos componentes fundamentais dos sistemas de serviços de saúde e foram vários os modelos elaborados, cada qual focando um ponto e apresentando falhas que foram, gradativamente, sendo sanadas e novos modelos criados, sempre se buscando um modelo ideal para atender não só os pacientes, mas também os profissionais da saúde.
É relevante esclarecer o que representa um modelo assistencial de atenção à saúde, trazendo as palavras a seguir: “O modelo assistencial diz respeito ao modo como são organizadas, em uma dada sociedade, as ações de atenção à saúde, envolvendo os aspectos tecnológicos e assistenciais”4.
Através do modelo assistencial de atenção à saúde é possível articular vários recursos necessários para um atendimento de qualidade, sejam eles físicos, tecnológicos ou mesmo, humanos que são disponibilizados para solucionar os problemas de saúde da coletividade5.
Merece destaque a definição apresentada para os modelos assistenciais de saúde, que os trata como a associação de técnicas e tecnologias que visam sanar problemas, atendendo às exigências da sociedade, relacionadas à saúde individual e coletiva, sendo uma racionalidade, uma lógica que direciona a ação necessária para se atender as necessidades sociais6.
Percebe-se que os modelos de atenção à saúde representam a utilização de técnicas e tecnologias para atingir um objetivo específico, que é o atendimento às necessidades dos pacientes no reestabelecimento de sua saúde, sendo preciso organização e planejamento das ações, além da utilização de instrumentos necessários, que contribuam para satisfazer as necessidades dos mesmos.
Pode-se dizer que os modelos assistenciais de saúde que existem são baseados tanto na doença especificamente, quanto nas tecnologias disponíveis para o tratamento, não cabendo mencionar que exista um certo ou errado, mas diferentes modelos que se adequam a realidade de cada indivíduo.
Dentre os modelos assistenciais de atenção à saúde destacam-se dois por serem mais utilizados: assistencial sanitarista e o médico-assistencial privatista. O primeiro se refere a Saúde Pública e tem por base promover campanhas e programas relacionados com o Ministério da Saúde, com o objetivo de conscientizar a população acerca da importância da prevenção de doenças7.
O modelo médico-assistencial privatista, por sua vez é o predominante no Brasil, mas ele possui várias falhas e, portanto, não atende de maneira satisfatória as necessidades de saúde da população, destacando-se como um dos problemas do mesmo, os conflitos existentes com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)8.
É importante observar que o SUS foi introduzido pela Constituição Federal de 1988 e para seu sucesso, são necessárias ações políticas baseadas na redução de desigualdades, bem como cooperação intersetorial e participação efetiva dos indivíduos, assim, a produção social da saúde, competindo ao referido órgão, atender um estado de saúde que se mantém em constante mudança, havendo acumulação e desacumulação de recursos de poder, valores ou de conhecimento.9
Pode-se dizer, com isso que a aplicação de determinados métodos pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida, tornando mais eficientes as ações sociais, deixando-se de aplicar enfoques mecanicistas e priorizando habilidades profissionais criativas e inovadoras.
O modelo predominante, ou seja, médico-assistencial privatista traz em seu bojo a ideia de que os pacientes procuram os serviços de saúde por sua vontade, apresentando origens filantrópicas voltadas para o atendimento de uma demanda que é espontânea10.
Independente do modelo, todos buscam a promoção à saúde da população, através de um atendimento satisfatório, que colabore para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar de todos, destacando-se o que dispõe o Ministério da Saúde, que esclarece que um estado completo de bem-estar, físico, mental e social só é atingido através da identificação e satisfação dos desejos e necessidades dos indivíduos.11
Conforme se observa na citação acima, o Ministério da Saúde trata a promoção à saúde como uma questão voltada para qualquer área e não especificamente da saúde, o que se deve ao fato de ser tema de interesse coletivo e não individual.
Há de se observar ainda o papel estratégico da atenção básica à saúde no SUS, apresentando alta capacidade de resolver problemas, estando o sistema de saúde diretamente ligado à população, sendo um lugar de acolhimento para esta última.

3.2 Serviços de urgência e emergência na Unidade de Terapia Intensiva

Sabe-se que o sistema de saúde brasileiro é deficitário e há uma série de situações que demandam atenção especial, principalmente, a prestação de serviços de urgência e emergência na Unidade de Terapia Intensiva, que precisam ser realizados de forma rápida e com qualidade, para que não haja prejuízos para os pacientes.
O estudo da assistência à saúde que é prestada em unidades de terapia intensiva, demandam atendimento de urgência e emergência, sendo um desafio para os profissionais da saúde, o que se amplia quando o estudo se volta para a qualidade da prestação desse serviço, por ser baixa em relação ao esperado12.
Uma questão muito debatida entre os profissionais da área de saúde, tem por base a divergência no fluxo de pacientes atendidos nas instituições de saúde, destacando-se a sobrecarga voltada aos atendimentos que ocorrem de urgência e emergência, o que se reflete no cotidiano destas instituições que cotidianamente encontram-se lotados13.
Conforme se verifica há uma sobrecarga nos atendimentos relacionados a casos de urgência e emergência nas Unidades de Terapia Intensiva, motivados, especialmente, pelo aumento da violência nas cidades e busca-se minimizar esse problema para melhor atender aos pacientes, visando colaborar para seu reestabelecimento e recuperação, o que gera a necessidade de ações bem organizadas, melhor estrutura e disponibilização de maior número de leitos.
Nota-se que a prestação da atenção à saúde precisa envolver serviços complexos, que atendam os diferentes níveis de atenção, sejam primários, secundários ou terciários, oferecendo-se cuidados indispensáveis para a manutenção da saúde, utilizando-se técnicas e conhecimentos específicos14.
Para melhor compreensão do tema é preciso compreender o conceito de Unidade de Terapia Intensiva, destacando-se a ideia de que ela representa um setor de grande importância, que recebe pacientes que precisam de atendimento diferenciado em virtude da gravidade de seu problema, necessitando de cuidado intensivo e recursos variados para sua recuperação gradativa15.
Pacientes que se encontram em estado crítico, caracterizando casos de urgência e emergência são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva, visando uma observação integral e procedimentos necessários para manutenção das funções básicas da vida, além de oferecer um cuidado especial e tratamento a necessidades fundamentais de cada paciente16.
Ressalte-se que o atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva tem melhorado gradativamente devido ao uso de tecnologias avançadas descobertas nas últimas décadas, que tem sido aliado no cuidado dos pacientes. Os autores consideram ainda a importância da identificação do risco de cada paciente em virtude da doença que o acometeu, o que pode tornar mais eficaz o atendimento, além de viabilizar a adoção de medidas dentro do tempo esperado, prevenindo eventos que agravem ainda mais a situação do indivíduo.17
Unidades de Terapia Intensiva foram criadas para oferecer maiores recursos tecnológicos e qualificação do cuidado em saúde e assim atender uma demanda que passa por momentos de elevada gravidade, precisando de uma atenção específica e contínua para estabilizar suas condições e proporcionar não só sua recuperação, mas principalmente, sua sobrevivência18.
Em se tratando de Unidade de Terapia Intensiva, afirma-se a importância de se concentrar uma equipe multiprofissional, devidamente capacitada, competente e experiente para oferecer toda a atenção que o paciente precisa. Trata-se de um serviço que tem base na internação de pacientes em situação de urgência e emergência, exigindo cuidados específicos e especializados, além de permanentes19.
Vale descrever o ambiente da Unidade de Terapia Intensiva representa um local que objetiva a assistência a pacientes em estado grave e instável, mantendo-se internado, geralmente, em longos períodos, exigindo tratamento de elevada complexidade e necessitando de suporte tecnológico e informatizado.20
Existem características específicas inerentes às Unidades de Terapia Intensiva, destacando-se o acesso que é restrito, além da obrigatoriedade de um cuidado contínuo, oferecendo assistência direta ininterrupta, exigindo um perfil técnico diferenciado da equipe de profissionais que atuam neste contexto21.
A Unidade de Terapia Intensiva existe nos hospitais com o objetivo de acolher e cuidar de pacientes em estado grave que apresentam chances de sobrevida, mas que precisam de um monitoramento integral e atenção mais específica e complexa, equivalendo a um percentual de sete a quinze por cento dos leitos nos hospitais22.
Observa-se que as Unidades de Terapia Intensiva buscam recuperar a normalidade das funções vitais dos pacientes e para tanto, é preciso um acompanhamento e cuidado contínuo e integral, profissionais capacitados e equipamentos que auxiliem o paciente durante o tratamento.

4. DISCUSSÃO E RESULTADOS

Alguns autores compartilham das mesmas ideias sobre as necessidades especiais que os pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva precisam, devendo receber vários cuidados que evitem o agravamento do problema que motivou sua internação. 23 24
Diversos profissionais integram a equipe multifuncional que precisa fazer parte das Unidades de Terapia Intensiva, para que unam seus conhecimentos teóricos e práticos em prol do paciente, visando o reestabelecimento de suas plenas condições de saúde e o retorno para a vida em sociedade. 25
Nos centros de Unidades de Terapia Intensiva há uma série de pacientes que precisam de procedimentos e tratamentos específicos para sua recuperação, destacando-se casos em que é necessária a eletroestimulação, enquanto recurso capaz de trazer resultados muito favoráveis do tratamento de doenças que impedem ou dificultam o paciente de contrair a musculatura voluntariamente. 26
Entende-se por eletroestimulação a aplicação de uma carga elétrica por meio de eletrodos que são colocados sobre os músculos alvo, motivando-os a contraírem o músculo esquelético, comumente utilizada em casos em que os pacientes apresentam limitações na realização de exercícios ativos, o que tem gerado benefícios consideráveis, estimulando a força muscular e a qualidade de vida. 27
Há autores que defendem a ideia de que a eletroestimulação é um mecanismo que auxilia na atividade e prevenção da perda da força muscular em pacientes que se encontram em situações críticas, especialmente os internados em Unidades de Terapia Intensiva, recomendando-se a aplicação deste procedimento diariamente, durante um período de 55 minutos, por todo o período de internação. 28
A eletroestimulação provoca um efeito agudo sistêmico na microcirculação dos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva, inclusive, gerando redução do tempo de internação e do desmame da ventilação mecânica, o que pode ser verificado através de estudos práticos realizados por alguns autores29, que acrescentam inclusive o uso da eletroestimulação para auxiliar o exercício ativo e a mobilização dos pacientes internados e acamados30.
Em pesquisa realizada aplicando a eletroestimulação em oito pacientes, apontou-se os seguintes critérios estabelecidos para a realização do procedimento: tempo on de 13 segundos; tempo off de 27 segundos; frequência de 1,5 segundos de subida de pulso; variação automática da duração do pulso, de acordo com o aparelho dentro de cada ciclo de estimulação, com uma faixa de 0,05 a 0,3 ms e ainda, intensidade máxima que o paciente suporta31.
Existem divergências entre os autores sobre a aplicação da eletroestimulação em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva, principalmente em relação à modulação do aparelho e ao tempo de sua aplicação. Isto posto, foi elaborada uma tabela para ressaltar tais divergências:

Fonte32

Destaca-se a importância da eletroestimulação, especialmente no que tange à musculatura, tendo como benefício principal sua aplicação independentemente da cooperação do paciente, além de sua capacidade de promover respostas musculares eficientes, preservando a massa muscular e o condicionamento físico33 34.
A eletroestimulação aplicada em pacientes críticos internados em Unidade de Terapia Intensiva gera uma resposta muito benéfica, por ser um método reconhecido clinicamente, que leva ao crescimento do músculo esquelético, da força e capacidade de resistência dos pacientes, sendo considerada um caminho realmente promissor para se evitar a perda da massa muscular35.
Destacam-se estudos trazidos a partir de uma pesquisa realizada com 16 pacientes que apresentavam doença hemiplégica e tiveram diminuição da hipertonia na musculatura antagonista, verificada após período de trinta minutos da aplicação da eletroestimulação, além de ser constatada melhora significativa na amplitude do movimento36.
Por sua vez, há autores que tratam a eletroestimulação como um método de reabilitação, capaz de auxiliar o crescimento do músculo esquelético, sendo amplamente difundida tanto prática, quanto teoricamente, considerando-se o quadro do paciente e a situação das Unidades de Terapia Intensiva, que buscam uma reabilitação precoce dos pacientes para reduzir ao máximo sua permanência na internação37.
Destaca-se o posicionamento de estudiosos que consideram a eletroestimulação como elemento extremamente benéfico e promissor quando aplicada em pacientes críticos na Unidade de Terapia Intensiva que precisam preservar a massa muscular e a força, mas há controvérsias sobre os benefícios trazidos por esta técnica quando aplicada em pacientes que apresentam a forma aguda de doenças, especialmente quando afetam a musculatura respiratória e periférica38.
Em função dos benefícios trazidos pela eletroestimulação, pode-se observar que houve maior popularização dessa técnica entre os profissionais da área de saúde, conquistando vários clientes pelo interesse de sua aplicação em processos de reabilitação39.
Adverte-se sobre a importância de a técnica da eletroestimulação ser aplicada por profissional devidamente capacitado, principalmente no período de internação da Unidade de Terapia Intensiva, para que os benefícios esperados sejam alcançados de forma satisfatória e para tanto, é preciso que essa técnica seja aplicada por profissionais que tenham experiência e conhecimentos amplos e não por estagiários e profissionais que desconhecem a aplicação adequada deste procedimento40.
Os efeitos da eletroestimulação em pacientes críticos internados na Unidade de Terapia Intensivo ainda são difíceis de pontuar, podendo-se considerar a existência de poucas evidências sobre esta questão. O autor explica que os estudos encontrados sobre o tema apontam como principais benefícios da eletroestimulação as seguintes: “melhora na força muscular periférica, capacidade de exercício, funcionalidade ou espessura de perda da camada muscular, em pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva”41, mas é preciso a realização de novos estudos para que os benefícios descritos sejam realmente comprovados, e não deixem dúvidas junto aos profissionais da área de saúde.
No mesmo sentido se posicionam os autores que defendem a ideia de que a eletroestimulação pode trazer efeitos muito benéficos para pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva, mas é preciso que novos estudos sejam desenvolvidos para reforçar e deixar ainda mais clara a vantagem desta técnica42.

5. CONCLUSÃO

A saúde é tema que gera profundos debates e ao longo da história, várias tentativas para melhorar está área foram realizadas por estudiosos que buscam constantemente sanar as deficiências encontradas, surgindo então modelos de atenção à saúde para melhor aplicar a arte de cuidar, o que ficou claro por meio dos autores apresentados.
Este estudo permitiu que o objetivo proposto fosse alcançado, ou seja, foram coletadas fontes que confirmaram os benefícios trazidos pela eletroestimulação a pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva. Dentre as vantagens dessa técnica para pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva foram destacados efeitos como a contração do músculo esquelético minimizando as limitações na realização de exercícios ativos, aumento da força muscular e qualidade de vida, redução do tempo de internação e desmame da ventilação mecânica, preservação da massa muscular e condicionamento físico entre outros.
Frisou-se que os serviços e urgência e emergência realizados na Unidade de Terapia Intensiva são constantes e exigem uma equipe multiprofissional capacitada e preparada para lidar com situações variadas, buscando-se técnicas que auxiliem no tratamento e recuperação precoce dos pacientes, para que retomem sua rotina social.
Ficou claro que a eletroestimulação é uma técnica que tem sido expandida devido aos efeitos benéficos que podem ser identificados no tratamento de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva, mas é preciso que estudos sejam realizados para que novas comprovações desses efeitos se proliferem e mais profissionais a apliquem, estimulando melhoria na saúde do paciente.
Certamente, a busca de conhecimentos técnicos e práticos, bem como a troca de experiências entre os diferentes profissionais, pode contribuir muito para a prática do cuidado na área de saúde, especialmente em casos em que o paciente se encontra internado em Unidade de Terapia Intensiva e precisa de cuidado integral.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2008.
  2. Idem.
  3. PAIM, Jairnilson Silva. Modelos de Atenção e Vigilância da Saúde. In ROUQUAYROL,MZ & ALMEIDA FILHO,N – Epidemiologia & Saúde, Rio de Janeiro, MEDSI, 2003, 6 ed, p. 71.
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  5. Idem.
  6. PAIM, Jairnilson Silva. Modelos de Atenção e Vigilância da Saúde. In ROUQUAYROL,MZ & ALMEIDA FILHO,N – Epidemiologia & Saúde, Rio de Janeiro, MEDSI, 2003, 6 ed, p. 71.
  7. Idem
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  9. Idem, p. 241.
  10. PAIM, Jairnilson Silva. Modelos de Atenção e Vigilância da Saúde. In ROUQUAYROL,MZ & ALMEIDA FILHO,N – Epidemiologia & Saúde, Rio de Janeiro, MEDSI, 2003, 6 ed, p. 57-71.
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  12. MENDES, Antonio da Cruz Gouveia. Avaliação da qualidade da assistência de urgência e emergência: uma abordagem por triangulação de métodos. Recife: Fundação Oswaldo Cruz, 2009.
  13. OLIVEIRA, Magda Lúcia Félix de. Determinantes da utilização dos serviços de urgência/emergência em Maringá. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, v. 1, n. 1, p. 123-128, 1. sem. 2002, p. 123-124.
  14. GODOY, Fernanda da Silva Floter. Organização do trabalho em uma unidade de urgência: percepção dos enfermeiros a partir da implantação do acolhimento com avaliação e classificação de risco. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2010, p. 37.
  15. SILVEIRA, Aline Márcia Cunha da. A busca pela humanização na Unidade de Terapia Intensiva Adulta. Brasília: Centro Universitário de Brasília, 2007, p. 11.
  16. Idem.
  17. SILVA, Maria Claudia Moreira da; SOUSA, Regina Marcia Cardoso de; PADILHA, Katia Grillo. Fatores associados ao óbito e a readmissão em Unidade de Terapia Intensiva. 4Rev. Latino-Am. Enfermagem jul.-ago. 2011;19(4).
  18. MACEDO, Cátia. Efeitos da utilização da prancha ortostática em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI): Uma revisão de literatura. Brasília: Unidade Católica de Brasília, 2014, p. 6.
  19. BARBOSA, Monika Elena Catingueira. Fisioterapia Respiratória em UTI adulto: Efetividade e Habilitação profissional. Goiânia: Faculdade Ávila, 2013.
  20. BACKES, Marli Terezinha Stein; ERDMANN, Alacoque Lorenzini; BÜSCHER, Andreas. O ambiente vivo, dinâmico e complexo de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva. Rev. Latino-Am. Enfermagem. Forthcoming 2015, p. 2.
  21. TONINI, Tanise Finamor Ferreira. O controle de infecção hospitalar em Unidade de Terapia Intensiva: percepção de enfermeiros. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2013.
  22. CUCHI, Maristela. Humanização em Unidades de Terapia Intensiva: avaliação da percepção do profissional de um hospital público em Mato Grosso. Sorriso: Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva-SOBRATI, 2009.
  23. SILVEIRA, Aline Márcia Cunha da. A busca pela humanização na Unidade de Terapia Intensiva Adulta. Brasília: Centro Universitário de Brasília, 2007.
  24. OLIVEIRA, Jozélia dos Santos. Mobilização precoce em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI): uma revisão de literatura. Brasília: Universidade Católica de Brasília, 2014.
  25. Idem.
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  27. TORQUATO, Joana Maccarini. Efeitos da mobilização motora precoce em pacientes em ventilação mecânica. Criciúma: Universidade do Extremo Sul Catarinense, 2012.
  28. MIRANDA, Flávio Eduardo Machado da Hora. Eletroestimulação em doentes críticos: uma revisão sistemática. Revista Pesquisa em Fisioterapia, Salvador, 2013 Jul;3(1): 79-91.
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  30. MIRANDA, Flávio Eduardo Machado da Hora. Eletroestimulação em doentes críticos: uma revisão sistemática. Revista Pesquisa em Fisioterapia, Salvador, 2013 Jul;3(1): 79-91.
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  42. CARVALHO, Michelle Patricia Nobre Maklouf; BARROZO, Amanda Faria. Mobilização precoce no paciente crítico internado em Unidade de Terapia Intensiva. Vol.8,n.3,pp.66-71(Set-Nov2014).


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