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Doença de Legg Calve Perthes

Doença de Legg Calve Perthes

Conceito
Doença autolimitante, caracterizada pela necrose avascular idiopática da cabeça do fêmur, parcial ou total.

Etiologia
Interrupção do suprimento sangüíneo para epífise óssea de origens diversas.

Patogênese
Necrose avascular da cabeça do fêmur, ou seja, a deficiência sangüínea leva à parada temporária do crescimento do núcleo ósseo. Contudo, a cartilagem continua crescendo para suprir o espaço articular. Quando a ossificação é retomada, ocorre fratura subcondral e isto determina : – espasmos musculares, luxação anterior. A  necrose pode se estender até placa de crescimento, causando fusão e encurtamento membro ( impotência glúteo médio ).

Estágios
necrose óssea /  revascularização /  reosificação  / deformidade residual

Diagnóstico
Marcha claudicante de origem antálgica, sem história prévia de traumatismo.
Dor  anterior  na coxa e no joelho de caráter difuso.
Diminuição amplitude de movimento.
O membro afetado tende assumir uma posição de rotação e abdução, bem evidente na coxo – femural. Isto ocorre devido as contraturas e/ou espasmos musculares.

Fases das imagens radiológicas
1- Cessação do crescimento da epífise femural
2- Fraturassubcondral
3- Reabsorção
4- Fragmentação e depois  reossificação

Classificação
1- Caterral:
Grupo I – acometimento apenas da parte anterior da epífise
Grupo II – integridade da porção lateral epífise
Grupo III – acometimento da porção lateral epífise
Grupo IV – envolvimento total

2- Salter Thompson
Grupo I – integridade da porção lateral epífise femural, ou seja, menos da metade da epífise está comprometida.
Grupo II – quando há envolvimento da porção lateral, ou seja, mas da metade do epífise está comprometida.

Diagnóstico diferencial

A clínica é insuficiente para diferenciar e estabelecer um diagnóstico. A Artrografia, cintilografia e a ressonância são necessários para descartar a existência de uma sinovite transitória,  artrite séptica e artrite reumatóide.

Tratamento
Consiste em obter e manter a mobilidade  das articulações envolvidas no complexo do quadril e prover a manutenção  da cabeça do femural dentro do acetábulo.
Eliminar as cargas do quadril.
O tratamento cirúrgico pode ser necessário para retomar a revascularização ou ressecção da cabeça femural necrosada ( artrodese, artroplastia ).

Tratamento fisioterápico

– Alongamento e fortalecimento dos MMII. Manter a cabeça fêmur em contato com acetábulo para que a reossificação seja melhor possível. Eliminar as cargas nesta articulação, poupá-la .
– Evitar deformidades e contraturas – a cabeça do fêmur tem que ficar o mais esférica e congruente possível
– Sempre diminuir carga e deixar a cabeça do fêmur mais concêntrica no acetábulo.
– Durante a fase aguda onde as dores e a diminuição da amplitude de movimentos estão presentes, se faz necessário repouso e até tração cutânea crânio/caudal ,em casa, para aumenta espaço articular e evitar o atrito.
– Posição adequada do membro acometido é rotação interna com abdução.

Bibliografia

Dimeglio, A. Orthopedic pediatrique quotidienne. Montpellier : sauramps medical, 1988.

Hebert, S. K., Xavier, R.. Ortopedia  Pediátrica: Um texto básico. Portro Alegre : artes médicas, 1992.

Macnicol, M.F.. Results of a 25 year screeening programme  for neonatal hip instability. J Bone Joint Surg., v. 72-b, n.6, p.1047,1990.

Pavlik, A. Stirrups as na aid in the treatment of congenital dysplasias of the hip in children. J Pediatr. Orthop., v.9, n.2, p. 157-159, 1989.



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