Digite sua palavra-chave

post

A Influência da Liberação Miofascial Sobre a Flexibilidade nos Isquiotibiais em Mulheres Obesas

A Influência da Liberação Miofascial Sobre a Flexibilidade nos Isquiotibiais em Mulheres Obesas

O músculo esquelético tem como unidade estrutural a fibra muscular, que são células alongadas, formada de miofibrilas envolvidas por uma membrana chamada sarcolema. O filamento de actina, miosina, titina e nebulina são fatores essenciais para formação dos sarcômeros, que consiste a miofibrila. As fibras musculares são envolvidas por um tecido conjuntivo chamado de endomísio, denominados de fascículos por serem organizados em feixes e envolvidos por uma bainha conhecido como perimísio. O músculo como um todo se compõe de vários fascículos sendo envolvido pelo epimísio, que se associa a fáscia (GUYTON, 2001).

Os músculos Isquiotibiais (IT) se cruzam e influenciam nas articulações do quadril e do joelho, na região posterior da coxa. São eles: bíceps da coxa (porção longa e curta), semitendinoso e semimembranoso. O bíceps da coxa porção longa origina-se na faceta medial do túber isquiático. A porção curta nasce na faceta lateral e, distalmente, sendo assim delimita a lateral da fossa poplítea, e inserem-se na cabeça da fíbula. O semitendinoso nasce juntamente com a porção longa do bíceps, que cruza o semimembranáceo, e insere-se na parte superior da face medial da tíbia. O semimembranáceo origina-se na faceta lateral do túber isquiático, e insere-se na borda medial e à linha solear da tíbia (D’ANGELO e FATTINI, 2001).

O encurtamento ou retração de um músculo atribui-se a uma pequena diminuição do comprimento de uma unidade muscular, permanecendo saudável, resultando assim na limitação da amplitude de movimento (POLACHINI et al, 2005).

O maior índice do déficit de flexibilidade é causado pelas disfunções do movimento, que para avaliar essa mudança no comprimento e na extensibilidade muscular, é feita a mensuração de Amplitude de Movimento (ADM), no caso de obtenção de alteração do mesmo a funcionalidade do indivíduo será alterada, causando a disfunção (LIMA et al, 2006).

A flexibilidade das cápsulas articulares, ligamentos e tendões, vão diminuindo conforme a idade devido à queda de colágeno. Durante a vida ativa, os adultos perdem algo em torno de 8 a 10 centímetros na região lombar, no quadril e membros inferiores (SHEPHARD, 1998). Assim sendo, é considerada um componente vital para realização de movimentos e aptidão funcional do indivíduo (SPIRDUSO, 2005).

A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, formando membranas fibrosas separando os músculos entre si e os revestem, sendo o mais profundo do corpo. Entre suas funções de mobilidade e elasticidade, a fáscia permite o deslizar de uma estrutura sobre a outra. O sistema fascial é um mecanismo histológico, fisiológico e biomecânico protetor a resposta de um trauma. Quando há perda da flexibilidade, é formada uma fonte de tensão no restante do corpo. O colagéno torna-se denso e fibroso e a elastina perde a sua invulnerabilidade. Com o tempo, isso pode levar a má biomecânica muscular, desalinhamento estrutural, diminuição da tensão, resistência, amplitude articular e coordenação motora (MANHEIN, 2001).

A Liberação Miofascial (LM) é uma técnica realizada com mobilizações manuais sobre o tecido mole, facilita, entretanto, o estiramento na fáscia restrita. A pressão constante é aplicada sobre o tecido individualmente, após a manipulação entre 90-120 segundos, o tecido sofre alterações histológicas de comprimento, devido à plasticidade do tecido conjuntivo, permitindo a primeira versão a ser recuperada. A restauração de comprimento gera adaptações aos estímulos mecânicos da técnica, levando assim à quebra do espasmo muscular, ao aumento da circulação local, a diminuição da dor e aumento de ADM (BARNES,1997; DIXON, 2007).

As mulheres são mais flexíveis anatomicamente e fisiologicamente do que os homens, devido a um fator anatômico predominante que permite ao corpo humano feminino uma maior amplitude de flexibilidade que é a diferença entre as regiões pélvicas, cuja menor profundidade da pelve e suas adaptações para a gravidez permitem maior grau de jogo articular (ALTER, 2001). Os hormônios também são fundamentais no aumento da flexibilidade das mulheres, devido à menor densidade dos tecidos provocada pelo estrógeno (responsável pelo menor desenvolvimento de massa muscular). Resultando o maior acúmulo de água e de polissacarídeos, havendo assim, menor atrito entre as fibras musculares, gerando maior elasticidade (SHIROMOTO et al, 2002).

A obesidade pode ser definida, de forma simplificada, como uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo consequência de balanço energético positivo e que acarreta repercussões à saúde segundo (WHO, 2011). A obesidade é considerada atualmente como um problema de saúde pública tanto na população jovem como na adulta. A obesidade pode iniciar em qualquer idade, desencadeada por fatores como o desmame precoce, a introdução inadequada de alimentos, distúrbios do comportamento alimentar e da relação familiar, especialmente nos períodos de aceleração do crescimento . ASSOSSIAÇÃO BRASILEIRA PARA ESTUDO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME METABÓLICA, (ABESO, 2011).

Segundo a (ABESO, 2011), há um aumento significativo da prevalência da obesidade em diversas populações do mundo, incluindo o Brasil. O problema do excesso de peso e da obesidade tem alcançado proporções epidêmicas no mundo todo. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde, analisando dados de 188 mil pessoas brasileiras em todas as idades, mostrou que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado rapidamente nos últimos anos, em todas as faixas etárias. Neste levantamento, 50% dos homens e 48% das mulheres se encontram com excesso de peso, sendo que 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres apresentam obesidade.

Segundo a (WHO, 2011) Índice de massa corporal (IMC) é um índice simples de peso para a altura que é comumente usado para classificar sobrepeso e obesidade em adultos. É definida como o peso da pessoa em quilos dividido pelo quadrado da sua altura em metros (kg / m 2 ). A definição da OMS é um IMC maior do que ou igual a 25 é sobrepeso e um IMC maior do que ou igual a 30 é a obesidade.

IMC fornece a medida de nível de população mais útil de sobrepeso e obesidade, uma vez que é o mesmo para ambos os sexos e para todas as idades de adultos. No entanto, deve ser considerado um guia, pois pode não correspondem ao mesmo nível de gordura em diferentes indivíduos.

Levantada IMC é um importante fator de risco para doenças não transmissíveis, tais como doenças cardiovasculares (doença cardíaca e acidente vascular cerebral, principalmente), que foram as principais causas de morte em 2012; diabetes; distúrbios musculoesqueléticos (especialmente osteoartrite – uma doença degenerativa altamente incapacitante das articulações); alguns tipos de câncer (endométrio, mama e cólon). O risco para estas doenças não transmissíveis aumenta, com o aumento do IMC.

Ainda segundo informações do site a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2011) a projeção para 2015 é ainda mais pessimista: 2,3 bilhões de pessoas com excesso de peso e 700 milhões de obesos. Indicando um aumento de 75% nos casos de obesidade em 10 anos. A maior taxa de obesidade ocorre em populações com maior grau de pobreza e menor nível educacional. Pode se explicar essa associação pela maior palatabilidade e pelo baixo custo de alimentos de grande densidade energética, como açúcar e gorduras.

O Brasil ocupa no ranking da OMS a 77ª posição, bem atrás dos campeões insulares da Micronésia no Pacífico Sul: Nauru, Ilhas Cook, Estados Federados da Micronésia e Tonga. Os Estados Unidos, apesar da notoriedade, ocupam a quinta posição e a Argentina é o país mais obeso na América do Sul, ficando em oitavo. (WHO, 2011).

Em 2010 o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram dois grandes levantamentos dos números do excesso de peso e obesidade no Brasil: o VIGITEL Brasil 2009: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. ABESO (2011).

Além disso, a flexibilidade também desempenha papel importante na manutenção da saúde, assim como no desempenho físico. (BASSEY, 1998).

Por outro aspecto, a falta de flexibilidade ao longo da vida pode permitir instalação lenta e progressiva de encurtamentos musculares, o que limitará a amplitude de movimento das articulações, o que vai ocasionar má postura, dores lombares, hérnia de disco, entre outros problemas, bem como ainda interferir no andamento normal da vida ao reduzir a capacidade de trabalho e levar ao envelhecimento sem qualidade. (RAUCHBACH, 2005)

Tendo em vista, a influência da flexibilidade sobre o músculo esquelético, este estudo tem como objetivo avaliar a ação da técnica de liberação miofascial como uma ferramenta facilitadora no incremento do arco de movimento para a função da articulação coxo-femoral, quando realizado sobre os isquiotibiais.

Materiais e Métodos

O presente estudo foi realizado com 20 indivíduos do sexo feminino, obesas, sedentárias e não praticantes de atividade de flexibilidade, sem sintomatologia de lesão no aparelho locomotor e lesões no Sistema Nervoso Central.

Foi realizado o teste sentar e alcançar com o objetivo de avaliar a flexibilidade dos membros inferiores. O procedimento foi feito com os indivíduos sentados sobre a região isquiática, 10 cm a frente do encosto da cadeira, com um joelho fletido a 90º e o outro que era mensurado ficava estendido com a articulação tibio-társica a 90º. Os membros superiores ficaram em extensão, onde uma mão é colocada sobre a outra, a ponta dos dedos médios se coincidindo e as palmas das mãos voltadas para baixo. O indivíduo se inclinava lentamente mantendo a coluna ereta e a cabeça alinhada, alcançando a maior distância possível em direção aos pés. O resultado obtido correspondia à distância em centímetros das pontas dos dedos até o nível da planta do pé (RIKLI e JONES, 2008)

A mensuração da distância acima do pé foi adotada como negativa, indicando insuficiência para tocá-los, ou seja, um encurtamento, e aquelas além dos pés foram registrados como positivas. Atribuiu-se o valor zero quando o indivíduo tocava a superfície de apoio, ou seja, o hálux.

No GLA foram realizadas duas sessões por semana de LM seguindo de alongamento durante 2 semanas e 1 dia. Com o indivíduo em Decúbito Ventral (DV), a parte posterior da coxa foi dividida em três partes para executar a LM, técnica em J longo de forma profunda desde sua inserção até sua origem. Teve a duração de 1 minuto cada região, totalizando 3 minutos de LM.

O alongamento passivo foi realizado três séries de 30 segundos intercalados com 30 segundos de intervalo.

No GA foram executadas duas sessões por semana de alongamento passivo durante 2 semanas e 1 dia. Com indivíduo em Decúbito Dorsal (DD), foi realizado de forma lenta, constante e gradual três séries de 30 segundos intercalados com 30 segundos de intervalo em cada sessão.

Resultados

Na Tabela 1, verificam-se os valores da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade de cada indivíduo no Membro Inferior Direito (MID) do grupo de Liberação Miofascial e alongamento GLA.

Tabela 1: Resultados da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade do MID do GLA.

Indivíduos Avaliação Inicial Avaliação Final Ganho de Flexibilidade
1   5 17 10
2 – 3 4 7
3 – 9 10 19
4   -15 5 20
5 8 17 9
6 -20 9 29
7 -13 7 20
8 -12 5 17
9 -14 20 34
10 -8 11 19
Média -8,1 10,5 18,4

Observa-se que comparando a avaliação inicial e final obtém-se um ganho, a exemplo do indivíduo 4 em relação ao indivíduo 1.

O gráfico 1 representa a média dos indivíduos de cada sessão, na avaliação do antes e depois no MID do GLA.

influencia-liberacao-miofascial-flexibilidade-isquiotibiais-mulheres-obesas-1

Gráfico 1 – Média das sessões do antes e depois no MID do GLA.

A tabela 2 mostra os valores da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade de cada indivíduo no Membro Inferior Esquerdo (MIE) do GLA.

Tabela 2 – Resultados da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade no MIE do GLA.

Indivíduos Avaliação Inicial Avaliação Final Ganho de Flexibilidade
1 1 9 8
2 -12 7 5
3 -17 -14 3
4 -10 -3 8
5 4 9 5
6 6 10 4
7 -6 5 11
8 -5 3 8
9 7 18 11
10 3 9 6
Média -2,9 5,3 6,9

De acordo com os dados da tabela 2, verifica-se que o indivíduo 10 foi quem obteve melhor resultado em comparação a média do grupo.

O gráfico 2 mostra a avaliação do antes e depois no MIE do GLA.

influencia-liberacao-miofascial-flexibilidade-isquiotibiais-mulheres-obesas-2

Gráfico 2 – Média das sessões do antes e depois no MIE do GLA.

No gráfico 2 o ponto 0, significa que o indivíduo alcançou a superfície de apoio, ou seja, o hálux.

É constatado na tabela 3 os valores da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade de cada indivíduo no MID do grupo de alongamento GA.

Tabela 3 – Resultados da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade no MID do GA.

Indivíduos Avaliação Inicial Avaliação Final Ganho de Flexibilidade
1 1 9 8
2 -12 7 5
3 -17 -14 3
4 -10 -3 8
5 4 9 5
6 6 10 4
7 -6 5 11
8 -5 3 8
9 7 18 11
10 3 9 6
Média -2,9 5,3 6,9

Nota-se que comparando a avaliação inicial e final obteve-se um ganho de 8cm como apresenta o indivíduo 1 e de 11cm como o 7.

O gráfico 3 mostra a avaliação do antes e depois no MID do GA.

influencia-liberacao-miofascial-flexibilidade-isquiotibiais-mulheres-obesas-3

O gráfico 3 mostra a avaliação do antes e depois no MID do GA.

O gráfico 3 mostra que os indivíduos não alcançaram a superfície de apoio, ou seja, o hálux. Os valores negativos ao índice de encurtamento, o quanto falta para alcançar a superfície de apoio. Na tabela IV são analisados os valores da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade de cada indivíduo no MIE do GA.

Tabela 4 – Resultados da avaliação inicial, avaliação final e o ganho de flexibilidade no MIE do GA.

Indivíduos Avaliação Inicial Avaliação Final Ganho de Flexibilidade
1 1 8 7
2 -13 -8 5
3 -15 -6 9
4 -9 -3 6
5 3 12 9
6 2 11 9
7 -9 1 8
8 -2 6 8
9 -5 4 9
10 -10 2 8
Média -5,7 2,7 7,8

Segundo os dados da tabela 4, verifica-se que o indivíduo 5 foi quem obteve um dos melhore resultado em relação ao indivíduo 2.

O gráfico 4 mostra a avaliação do antes e depois no MIE do GA.

influencia-liberacao-miofascial-flexibilidade-isquiotibiais-mulheres-obesas-4

Gráfico 4 – Média das sessões do antes e depois no MIE do GA.

O gráfico 4 mostra que os indivíduos não alcançaram a superfície de apoio, ou seja, o hálux. Os valores negativos ao índice de encurtamento, o quanto falta para alcançar a superfície de apoio, os valores positivos correspondem à ultrapassagem do ponto de apoio.

Discussão

As maiores causas de disfunções de movimento são as mudanças que ocorrem no comprimento e na extensão dos músculos. Segundo Pinfildi et al. (2004), a musculatura isquiotibial é uma das mais encurtadas devido a falta de alongamento. Dessa forma, foram selecionadas pessoas na qual não tinham experiência na atualidade em qualquer tipo de programas de alongamento muscular ou qualquer tipo de prática de alongamento, e assim, se apresentavam como sedentárias.

A causa fundamental da obesidade e excesso de peso é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. Globalmente, houve um aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos que são ricos em gordura; e um aumento na inatividade física, devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, mudando os modos de transporte, e crescente urbanização. (WHO, 2011).

As mudanças nos padrões alimentares e de atividade física são muitas vezes o resultado de mudanças ambientais e sociais associados ao desenvolvimento e à falta de políticas de apoio em setores como saúde, agricultura, transportes, urbanismo, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição, marketing e educação. (WHO, 2011).
O resultado obtido pelo presente estudo mostra maiores ganhos de flexibilidade no GLA. A técnica da LM reativa a memória da fáscia, fazendo com que os tecidos tenham feedback necessários para os músculos alcançarem novamente sua flexibilidade e elasticidade, permanecendo assim por mais tempo. Além de possibilitar relaxamento muscular, melhora na circulação e regeneração articular (LEITE et al, 2008).

A LM resultou positivamente no grupo na qual foi aplicada, favorecendo o estudo, trazendo benefícios como citado e até o momento não apresentando indícios contrários. Dessa forma, possibilita o GLA exemplificar a importância da utilização da LM no tratamento e prevenção de problemas que possam se acometer as estruturas musculoesqueléticas.

O estudo foi realizado com indivíduos sedentários ou não praticantes de alongamento diários, fator causador da frouxidão tecidual e aderência da fibra. Origina-se primariamente na fáscia e sua não liberação implica em significativa perda da flexibilidade (BERTOLUCCI, 2006). A flexibilidade depende diretamente desse alongamento por ser sua valência física e essa flexibilidade é a amplitude máxima das articulações.

O protocolo de alongamento passivo realizado com a duração de 30 segundos obteve ganhos de flexibilidade, propiciando a ativação do órgão tendinoso de Golgi (THACKER et al, 2003). Porém, foi constatado que a não realização diária, faz com que a musculatura volte ao encurtamento do mesmo. É primordial para manter a flexibilidade alongar ao menos uma vez por semana (MAGNUSSON et al, 1998).

As afirmações de Bandy et al (1997) foram conclusivas no que se diz respeito a GA, pois o protocolo de GLA foi realizado de forma lenta, constante e gradual e o alongamento proposto foi satisfatório ao evitar a hipotrofia sarcomeral.

Conclusão

Os resultados encontrados após as cinco sessões apresentaram que a liberação miofascial influenciou na fáscia, reativando sua memória, alterando assim a flexibilidade articular para um efeito prolongado em relação ao Grupo de Alongamento.

Em relação, à obesidade o IMC, é um método internacionalmente adotado para classificação do estudo nutricional não avaliando a composição corporal separando e diferenciando massa gorda e massa magra, sua adoção como único padrão de avaliação pode ocasionar avaliações irreais e um diagnóstico incorreto, em consequência onde pode provocar uma leitura clínica equivocada. Dessa forma, a avaliação da composição corporal em indivíduos que se encontram com sobre peso, obesidade e obesidade mórbida deveram ser acompanhadas e assistidas visando intervenções clínicas e terapêuticas corretas.

Para futuros estudos, sugere-se a realização de novos experimentos somente com a liberação miofascial para avaliar a eficácia desta técnica isoladamente e buscar aplicações do IMC ajustado pela massa gorda nessa população.

Agradecimentos

Gostaria de agradecer pelas glórias que Deus fez e faz em minha vida. Minha família que é meu equilíbrio. Minha mãe Sra. Rilma Leandro que acredita e confia em meu potencial, aos meus irmãos Frederico e Felipe Leandro que sempre me apoiaram e são meus melhores amigos, a minha noiva Clécia Alves que é um presente de Deus em minha vida e meu porto seguro.

Referências

[1]  Guyton, A. C. Tratado de Fisiologia Humana. Guanabara Koogan, 12. Ed. 2011.,

[2] D’angelo, J.; Fattini, C. Anatomia humana sistêmica e segmentar. São Paulo: Atheneu, 2001. 209

[3] Polachini, L. O.; Fusazaki, L.; Tamaso, M.; Tellini, G. G.; Masiero, D. Estudo Comparativo entre três Métodos de avaliação do encurtamento de musculatura posterior de coxa. Rev. Bras. Fisioter. Vol.9, no2, 2005. 187-193.

[4] Lima, R. C. M.; Pessoa, B. F.; Martins, B. L. T.; Freitas, D. B. N. Análise da durabilidade do efeito do alongamento muscular dos isquiotibiais em duas formas de intervenção. Acta fisiatrica. 2006, 13(1):32-38.

[5] Shephard, R. J. Aging and exercise. Encyclopedia of Sports Medicine and Science. Internet Society for Sport Science, 1998. Disponível em: http://sportsci.org

[6] Spirduso, W. W. Dimensões físicas do envelhecimento. Barueri, SP: Manole, 2005.

[7] Shiromoto, C. E.; Filho, A. O.; Bertolini, S. M. G. Implicações da prática de exercícios resistidos sobre a flexibilidade. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 13, n. 1, p. 55-62, set. 2002.

[8] MANHEIN, C. The Miofascial Release Manual. Thorofare, NJ: Editora Slack Incorporated; 2001.

[9] Barnes, J. Upledger, J. R.; Vredevoogd, J. Myofascial Release, myofascial release seminars, Paoli, PA; 1997. Craniosacral therapy. Seattle: Eastland Press; 1983.

[10] Dixon, M. W. Massagem Miofascial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007. Anatomia e Fisiologia dos Músculos; p. 13-25.

[11] Alter, M. J. Ciência da Flexibilidade. 2ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.

[12] WHO – World Health Organization. Estimated overweight & obesity show. Males 2000, 2002, 2005, 2010 2011. I n: WHO Global Infobase. Disponível em https://apps.who.int/infobase/. Acesso em Dezembro de 2014.

[13] ABESO – Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.  Outubro 2010 e 2011 –. Atualização das diretrizes para o tratamento Farmacológico da obesidade e do sobrepeso. Disponível em: 29 Jan 2015. Acessado em: http://www.anad.org.br/profissionais/images/VI_Diretrizes_Bras_Hipertens_RDHA_6485.pdf

[14] Bassey EJ. Longitudinal changes in selected physical capabilities: muscle strength, flexibility and body size. Age Ageing. 1998;27(Suppl 3):12-6.

[15] Rauchbach R. A cidade envelhece. In: Kruchelski S, Rauchbach R, orgs. Curitibativa: gestão nas cidades voltada à promoção da atividade física, esporte, saúde e lazer. Acervo da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer; 2005. p. 85-105.

[16] Rikli, R. E.; Jones, J. C. Teste de Aptidão Física para Idosos. Human Kinetics. (Tradução de Sonia Regina de Castro Bidutte), Manole, São Paulo, 2008.

[17] Pinfildi, C. E.; Prado, R. P.; Liebano, R. E. Efeito do alongamento estático após diatermia de ondas curtas versus alongamento estático nos músculos isquiotibiais em mulheres sedentárias. Fisioter Bras. 2004;5:119-24.

[18] Leite, J. A. M.; Matutino, R. R. B.; Aragão, J. H. D. Efeito da Liberação Miofascial dos Isquiotibiais na Amplitude do Movimento do Quadril. Rev Terapia manual. 2008 Mai-Jun;6(25):154-158.

[19] Bertolucci, L. F. Reorganização Muscular Manual (RMM) na Dor Crônica Musculoesquelética. Rev do Centro de Estudos da Dor. 2006;1:10-24.

[20] Thacker, S. B.; GilcHrist, J.; Stroup, D. F.; Kimsey, C. D. The impact of stretching on sports injury risk: a systematic review of the literature. Med Sci Sports Exerc. 2003; 36:371-8.

[21] Magnusson, S. P.; Aagard, P.; Simonsen, E.; Bojsen-moller, F. A biomechanical evaluation of cyclic and static stretch in human skeletal muscle. Int J Sports Med. 1998;19:310-6.



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.