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A Importância da Ergonomia Participativa na Prevenção dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

A Importância da Ergonomia Participativa na Prevenção dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

As organizações encontra-se sob um processo de reestruturação produtiva e organizacional. As modificações são cada vez mais frequentes e as transformações ocorridas no mercado requerem das empresas um modelo de gestão de produção eficiente e flexível, com habilidades e capacidade para produzir uma mistura de produtos de qualidade em lotes de produção com baixo custo e de diversos tamanhos, sendo esses atributos para sua sobrevivência (BUCZEK, 2004; FICHER 2000).

Muitos empregadores no que se refere ao trabalhador, seguem, ainda, os modelos tayloristas –fordistas, uma tarefa especifica em um posto especifico, para uma determinada pessoa (GUIMARÃES, 2001 apud BUCZEK, 2004). Dessa forma, segundo Fischer (2000), “a parcialização do trabalho, o número de atividades desempenhadas pelo operador se viu reduzida, enquanto que aumentou o número de movimentos repetitivos, automatizados e estressantes, realizados em tempos cada vez mais reduzido. A composição da tarefa se viu reduzida a uma parcela mínima de atividades o que não permite a participação por parte do trabalhador, pelo contrário, retira-lhe qualquer controle sobre o seu próprio processo de trabalho.” Levando, assim, o trabalhador a reprimir sua criatividade tornando-o um ser robotizado e insatisfeito. Ainda, sobre o sistema tayloristas-fordista, o colaborador, não dispõe de autonomia para intervir sobre as condições de seu ambiente de trabalho- organizacional, físico, afetivo-emocional. Baseado nesse sistema de produção, houve um crescimento considerável do número de empregados afastados por doenças ocupacionais e os índices de insatisfação em relação ao trabalho e à organização (FICHER, 2000).

Embora existam organizações que tem a concepção de que trabalho não é lazer, uma nova geração de empresas vem surgindo, cuja contrapartida reside na consideração dos fatores organizacionais e humanos nas questões de produção (FISCHER, 2000). Percebe-se esta situação pela procura da ergonomia, não somente para analisar o óbvio, ou propor soluções de melhorias rápidas, mas para ter uma visão ampla do processo com interesse geral, principalmente no colaborador como sujeito principal de uma intervenção ergonômica. Nesse contexto, os trabalhadores deveriam agregar valor pelo que sabem e pelas informações que podem repassar (KAPLAN; NORTON, 1997).

Para tanto, deve existir uma transformação cultural que busque melhorias na mentalidade das pessoas, essa que vai ter que permear desde o principal executivo da empresa ao mais simples funcionário, de forma a não haver desgaste precoce, nem fadiga, nem lesões de natureza ergonômica, como lombalgias, DORTS e outras. É imprescindível incentivar e oportunizar a participação dos trabalhadores. Nesse âmbito, as melhorias em postos de trabalho incluindo o ambiente (físico e social), o layout, o processo produtivo, os sistemas e a organização do trabalho, são importantes e posta em prática pela ergonomia, em especial, a macroergonomia (BUCZEK, 2004).

Segundo Hendrik (1993), a macroergonomia compreende a aplicação da interface humano-sistema a projetos de modificações de sistemas de produção para aumentar a segurança, o conforto e a eficiência do sistema- qualidade de vida.

Através do enfoque macroergonômico, destaca-se a ergonomia participativa que propõe a participação dos trabalhadores em todos os momentos de estudos e\ou intervenções ergonômicas. De acordo com Nagamachi (1995), “(…) se os atores na organização participam da tomada de decisões elas são capazes de experimentar a utilização de suas habilidades e discernimento. Como resultado, esse tipo de situação proporciona às pessoas um sentimento de comprometimento e responsabilidade com a organização”. A participação efetiva de todos os funcionários e partes das empresas envolvidos no processo de produção garante um maior entrosamento e, por conseguinte, permitindo alcançar um maior índice de sucesso nas adequações propostas para melhorar as condições do ambiente de trabalho (FOGLIATTO; GUIMARÃES, 1999). Para isso é necessário aplicar métodos e técnicas para a condução das mudanças.

Assim, o objetivo do presente estudo é verificar a contribuição do Censo de Ergonomia para o levantamento de dados necessários para a implementação da ergonomia participativa na prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, através de uma revisão de literatura.

ERGONOMIA: CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS

A ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem (VIEIRA, 2000; IIDA, 2005). Foi definida como “o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência” (RIO, 2001), ou ainda conforme, Baú (2002), é a disciplina cientifica que trata da interação entre os seres humanos e outros elementos do sistema, da adaptação de métodos, teorias e dados apropriados para o bem-estar do ser humano e sobretudo a performance dos sistemas.

Para Iida (2005), a ergonomia procura adaptar o trabalho ao homem da melhor forma possível. Portanto, o estudo da ergonomia deve abranger diversos aspectos do comportamento do homem no trabalho e outros fatores importantes para o projeto de sistema de trabalho.

Ergonomia tem como objetivos: reduzir doenças ocupacionais, cansaço do trabalhador, possibilidade de erros, redução da carga de trabalho física e mental, acidentes de trabalho, ausências no trabalho e custos operacionais; e aumentar o conforto do trabalhador, produtividade e rentabilidade (COUTO, 2011).

Estes objetivos para serem atingidos necessitam, portanto, de um conhecimento da diversidade de fatores que são: o homem e suas características físicas, fisiológicas e psicológicas; a máquina que constituem todas as ferramentas, mobiliário, equipamento e instalações; o ambiente que contempla a temperatura, ruídos, vibrações, iluminação, cores, etc.; a informação que se refere ao sistema de transmissão das informações; a organização que constitui todos os elementos citados no sistema produtivo considerando monotonia, fadiga e falta de motivação na execução das tarefas; e também a segurança no trabalho (IIDA, 2005; GUÉRIN, 2001).

MACROERGONOMIA

A Ergonomia vem passando por fases, desde a sua oficialização, em 1949, e se ampliando através dos tempo, tais como os físico-perceptuais na 1ºfase, os físicos-ambientais na 2º fase, os cognitivos, relacionados com o processamento de informações, na 3º fase, e, atualmente, está na 4ºfase, a fase macro proposta por Hendrick (1993).

De acordo com Guimarães (2000), “a visão macro da ergonomia atual focaliza o homem, a organização, o ambiente e a máquina como um todo de um sistema mais amplo, deixando de se restringir a questões do posto de trabalho atuando, também, em nivel organizacional. Enfatiza as interações entre os contextos organizacional e psicosocial, vistas a melhor adequação dos processos e a concepção de novos sistemas. Assim, o papel de um macroergonomista em uma organização é ajudar esta organização a adaptar novas tecnologias, fornecendo informações aos projetistas de como as organizações e pessoas funcionam a fim de incorporar este tipo de conhecimento ao processo de projeto” (DRAY, 1985, p.522).

A macroergonomia tem por objetivo um estudo baseado na metodologia da ergonomia participativa, fator este que valoriza o colaborador e permite o envolvimento ativo do mesmo nas etapas da intervenção ergonômica (apreciação ergonômica; análise ou diagnose ergonômica; proposta de soluções ou projetação ergonômica; avaliação ou validação ergonômica) nos locais de trabalho (NAGAMACHI, 1995). Em consequência disso, ocorre a disseminação de tais conceitos por toda a empresa e a formação da consciência ergonômica. Com a participação dos empregados as demandas ergonômicas são mais facilmente identificáveis em comparação à simples observação (GUIMARÃES, 2000).

Além disso, ao ouvir estes há uma melhor interpretação e organização do diagnóstico da empresa. Conforme Guérin et al., (2001) a macroergonomia é uma das formas mais eficientes de conciliar as questões humanas de trabalho com as questões de sobrevivência da empresa no mundo atual.

ERGONOMIA PARTICIPATIVA E CENSO DE ERGONOMIA

A ergonomia participativa (EP) é considerada como a abordagem mais apropriada e mais aplicada dentro do contexto da macroergonomia, favorecendo assim, uma expectativa nessa fase atual da ergonomia.

De Acordo com Haines & Wilson (1998), “a ergonomia participativa é definida como uma estratégia envolvendo pessoas no planejamento e controle de uma parte significativa do seu trabalho, com conhecimento e capacidade de influenciar processos e seus resultados com o objetivo de atingir metas específicas suficiente associado com o controle problemas de ergonomia”.

A ergonomia participativa exerce uma função essencial sobre a ação ergonômica nos fatores organizacionais de uma empresa. Considerando-se participativa quando a abordagem se faz de baixo para cima tomando-se por base a hierarquia da empresa. Nada mais e nada menos do que a participação do trabalhador e sua visão sobre seu próprio trabalho (COHEN,1996). Nas últimas duas décadas, houve um crescimento gradual em muitos países pelo interesse no envolvimento dos trabalhadores na Ergonomia. Algumas revisões da literatura técnica internacional aponta uma tendência crescente de publicações relacionadas com estas intervenções em variados setores do ambiente laboral, dentre elas instituições NIOSH como o US, Inglaterra HSE e da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, a Ergonomia Participativa é citada como uma estratégia eficaz para a prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (RODRIGO, 2015).

Conforme com Haims e Carayon (1998) e May e Schwoerer (1994), “a ergonomia participativa pode intervir de forma simultânea tanto nos fatores de riscos “ergonômicos” (físicos, ambientais e organizacionais) quanto os fatores de risco psicossociais, o que torna a EP uma forma de intervenção bastante eficaz no combate aos DORT.” De acordo com Smith e Carayon (1996) apud (BERNARDES, 2012), as seguintes características da ergonomia participativa atua na melhora dos aspectos psicossociais do trabalho e, sendo assim podem diminuir o risco de desenvolvimento dos DORTs como: treinamento do colaboradores, o envolvimento dos trabalhadores na tomada de decisão referente ao seu ambiente laboral e maior troca de informações entre os diversos níveis organizacionais.

Um dos principais fundamentos desta abordagem é a participação ativa dos trabalhadores, especialmente no processo de identificação de situações de dificuldade ou desconforto que ocorrem no ambiente laboral e a partir desta identificação surgem a sugestões de soluções de melhorias, permitindo disseminar seu conhecimento técnico da tarefa e assegurar um maior grau de aceitação das soluções propostas (GUIMARÃES, 2000).

Contudo, a qualidade e a quantidade de informações que o ergonomista consegue extrair do cenário do ambiente laboral é influenciado pelo tipo de abordagem do trabalhador. Sell (1986), levanta a questão do cuidado que os levantamentos executados no ambiente de trabalho devem possuir, de forma a não parecerem práticas autoritárias sendo disfarçadas como processos participativos.

Aliado a este fator encontra-se os efeitos da motivação dos empregados em participar, que é determinada pelo ambiente organizacional. Haines &Wilson (1998) sugerem que como a participação dos trabalhadores é um fator que deve ser intensamente promovido e vários requisitos influenciam este processo, o ergonomista poderia desempenhar um papel de facilitador do processo, atuando como consultor do grupo, como conselheiro técnico e como assistente na solução de problemas. Este fato deve-se à visão que o ergonomista possui da situação de trabalho.

O Censo de Ergonomia ou Ergonômico trata-se de uma ferramenta construída à base de questionário, através da qual o trabalhador expressa sua percepção a respeito do posto de trabalho e da atividade que executa. Os objetivos proposto por esta ferramenta são: investigar os principais tipos de desconforto (fadiga, choque, formigamento, dor etc), bem como a classificação do que se sente (leve, moderado ou intenso) e relacioná-los ou não com o trabalho; obter dos trabalhadores sua visão sobre possíveis melhorias nas condições de trabalho; detectar situações de trabalho causadoras de lesões ou afastamentos relacionados à condição de ergonomia do trabalho e mapear diversas áreas da empresa quanto à prevalência de problemas ergonômicos (COUTO; CARDOSO,2001).

De acordo com Couto e Cardoso (2001), o Censo Ergonômico é composto por uma ilustração do corpo humano, dividida em pescoço, braços, coluna, quadril e pernas, no qual o funcionário aponta o local de maior desconforto e dor. As questões estão relacionadas com cada área anatômica e auxiliam para verificar se os trabalhadores sentem dores ou desconforto nos últimos seis meses ou em menos tempo, e se a dor/ desconforto é atual.

DISTÚRBIOS OSTEOMUSCULARES RELACIONADOS AO TRABALHO

Os Distúrbios Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são quadros clínicos consequentes de distúrbios orgânicos ou funcionais resultantes de fadiga localizada e afecções que envolvem os músculos, tendões, ligamentos, fáscias, sinóvias e nervos, de forma isolada ou associada, provocadas por processo crônico, desenvolvido por atividades executadas durante o trabalho (LANDGRAF et al., 2002).

Em relação aos DORT, predomina o consenso de origem multifatorial, no qual diversos fatores de risco cooperam para o desenvolvimento desses distúrbios. Sendo assim, os fatores de risco associados ao desenvolvimento e/ou exacerbação dos DORT incluem fatores biomecânicos, organizacionais, psicossociais, ambientais e, ainda fatores individuais não relacionados ao trabalho (COUTO, 2007).

Prescindindo-se de uma análise sobre as manifestações clínicas e incapacidades laborativas, as doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo vêm, sem dúvida, assumindo um caráter epidêmico, sendo algumas de suas patologias crônicas e redicivantes, que se revigoram precocemente a partir da adoção de uma simples retomada de movimentos repetitivos, a exemplo das LER (Lesões por esforço repetitivo)/DORT, as quais geram uma incapacidade para a vida que não se resume apenas ao ambiente de trabalho (SALIM, 2003).

No Brasil, de acordo com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), o DORT, têm sido uma das principais causas de afastamento ao trabalho, além de lesões que podem ser causadas pelo uso biomecanicamente inadequada das estruturas osteomusculares e do tecido conjuntivo que resultam em dor, queda do rendimento no ambiente laboral, fadiga e incapacidade temporária, ocasionando o comprometimento da saúde e altos custos a empresa e a sociedade. Nessa perspectiva, visando a garantia da qualidade física e psíquica dos colaboradores no desenvolvimento de suas funções laborativas, o Ministério do Trabalho e Emprego, fundamentado na norma regulamentadora de nº17 (NR17) que diz respeito a ergonomia, desenvolveu parâmetros ergonômicos com o objetivo de adequar as condições do ambiente laboral as características psicofisiológicas dos trabalhadores, oferecendo um ambiente de conforto, de prevenção a acidentes e doenças, para que posam executar suas atividades com o máximo de eficiência (BRASIL – MINISTÉRIO DO TRABALHO, 2002).

O Anexo II do Decreto nº 3.048/99 que regulamenta a Previdência Social, aduz que a etiologia ocupacional faz relação de algumas doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo a fatores anti- ergonômicos, como: inflexibilidade e alta intensidade, execução de grande quantidade de movimentos repetitivos em alta velocidade, sobrecarga de determinados grupos musculares, posturas estáticas por longos períodos, ausência de controle sobre ritmo de trabalho, ausência de pausas, exigência de produtividade, transporte e carregamento de peso excessivo, entre outras condições difíceis de trabalho (BRASIL – DECRETO Nº 3.048, 1999).

Estes fatores anti-ergonômicos no ambiente de trabalho são apontados como um dos causadores do aumento de casos de DORT nas organizações de trabalho (BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

Ainda, de acordo com Couto (2011), surgiram mudanças sociais, não sendo mais tolerável para as empresas apresentarem doenças relacionadas às condições ergonômicas inadequadas, e que as mesmas terão que colocar a ergonomia e a prevenção desses transtornos como parte do negócio, se quiserem competir e sobreviver nos tempos atuais.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo de Revisão de Literatura, realizado através do levantamento de publicações científicas disponibilizadas nas bases de dados eletrônicas como, LILACS (Literatura Latino Americana de Ciências da Saúde), MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), SCIELO (Scientific Electonic Librany Online), Bireme (Biblioteca virtual em saúde), Revista da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), Versila Biblioteca Virtual, Repositório Institucional da UFSC (RI UFSC) e Google Acadêmico, além de leitura de livros com conteúdo pertinentes ao tema escolhido. As pesquisas bibliográficas foram realizadas durante o período de maio a julho de 2016.

Como critério de busca foram utilizados os referidos descritores: ergonomia, ergonomia participativa, intervenção ergonômica, Distúrbios osteomuscular Relacionados ao trabalho (DORTs); macroergonomia; Censo de Ergonomia.
Para a análise dos dados, os artigos selecionados foram considerados quanto ao seu conteúdo, sendo então extraídas informações específicas e relevantes de cada estudo: inicialmente, os artigos foram classificados quanto a: autor, ano de publicação e tipo de estudo; posteriormente, foi realizada a comparação entre as publicações, para verificar os pontos em comum e as divergências.

RESULTADOS

Acerca do tema contribuição do Censo de Ergonomia para o levantamento de dados necessários para a implementação da Ergonomia Participativa na prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, foram selecionados sete estudos. Como a quantidade de estudos existentes na área é pequena referente a esse tema, optou-se descrever partes dos estudos encontrados individualmente.

O estudo realizado por Lourinho (2011), teve como objetivo analisar e comparar as condições ergonômicas e posturais de diferentes setores de produção de uma empresa calçadista. Como metodologia realizou uma análise da postura e sobrecarga biomecânica dos trabalhadores. Foram avaliados 50 trabalhadores dos setores de corte, preparação, pesponto, montagem e acabamento. Foram coletados dados referentes à idade, gênero, tempo de trabalho na empresa e aplicado o questionário Censo de Ergonomia.

A análise dos resultados revelou que 80% dos trabalhadores relataram desconforto osteomuscular, sendo que houve maior prevalência de desconforto nos membros superiores, coluna e membros inferiores, respectivamente em todos os setores, exceto no setor de pesponto onde houve maior prevalência de desconforto na coluna, membros superiores e membros inferiores, respectivamente. No que diz respeito à prevalência de dor osteomuscular, 40 (80%) dos funcionários reportaram dor, sendo que 36 (90%) indicaram que a dor era relacionada ao trabalho.

O estudo desenvolvido por Silva (2013), teve como objetivo identificar as prioridades de ações e os fatores que influenciam nas dificuldades relatadas pelos operários do ramo metalúrgico no polo industrial de Manaus, foram também levantadas informações relacionadas a jornada de trabalho, organização, método e fatores cognitivos. A amostra da população foram de 25 funcionários. No setor identificado como potencial de risco para diagnostico prévio foram aplicados os questionários do Censo de ergonomia.

A análise dos resultados revelou que o corpo como um todo foi considerado, e que o maior índice de desconforto está relacionado aos membros superiores direito, sendo constatado que durante o processo operacional que esses são os segmentos mais sobrecarregados e que possivelmente podem ser acometidos de patologias relacionadas ao desgaste muscular.

Durante a aplicação do questionário foi aberto espaço para que o colaborador pudesse informar quais as situações em seus postos de trabalhos ou atividades que, na opinião dele, contém dificuldades importantes que causam fadiga. Tendo como resultados, (13) funcionários responderam a realização do retrabalho\ (5) organização do posto de trabalho\ 3) transporte de material\ (2) levantamento de peso\ (2) realização de embalagens manuais. Foi observado também que os trabalhadores puderam sugerir como poderiam ser minimizados os problemas desses postos de trabalho ou dessas atividades ou tarefas.

No estudo feito por Luiz (2012), teve como proposta avaliar a adequação do ambiente da creche abordando a psicologia e a ergonomia. Um dos métodos utilizado no estudo foi a aplicação de questionários visando a identificação das eventuais inadequações do ambiente. O questionário aplicado incluiu perguntas objetivas e abertas, divididas em duas partes: uma mais pessoal, com detalhes sobre a rotina de trabalho do usuário; e outra mais técnica, composta pelo Censo de Ergonomia. A amostra foi composta por 15 funcionários. A análise especifica dos resultados referentes ao censo de ergonomia revelou desconfortos causados nos membros. A coluna e o ombro, seguidos do pescoço, do quadril e do joelho aparecem como os membros que mais causam desconfortos e 75% dos colaboradores relacionam este com o seu trabalho atual. Para estes funcionários, a dor é a maior sensação de desconforto. O formigamento e o cansaço também são consideráveis. Duas auxiliares de sala apontam esse desconforto como muito forte e a maioria dos funcionários sente durante a jornada normal um aumento desse incômodo.

Quando questionados sobre a possibilidade de já terem realizado tratamento médico, a maioria responde que nunca fez, contudo, a maior parte dos funcionários pratica atividades físicas por mais de uma vez na semana. Quando contestados quanto as situações que contém dificuldade e que causam dor, fadiga e/ou desconforto, se obteve uma série de informações que permeiam a movimentação intensa e o longo período em que estes permanecem sentados.

Estudo realizado por Quemelo et al(2009), teve como objetivo registrar a prevalência dos casos de afastamentos devido as LER/DORT, avaliar os sintomas de dor, desconforto e fadiga, bem como, a avaliação da postura dos trabalhadores em empresas calçadistas da cidade de Franca/SP.A pesquisa foi realizada em quatro empresas relatadas como sendo a empresa 1, a empresa 2, a empresa 3, e a empresa 4.Observou-se ainda que foram coletados os dados demográficos e ocupacionais, como idade, sexo, categoria profissional, tempo de trabalho, horas trabalhadas por semana de 39 trabalhadores, sendo 26 do sexo masculino e 13 do sexo feminino.

Foram avaliados (10) funcionários na empresa 1, 2 e 3 e (9) trabalhadores na empresa 4, nos seguintes setores: montagem, corte, modelagem, pesponto e acabamento. A respeito dos sintomas músculo esqueléticos, como dor, desconforto e fadiga, foram analisados através de questionário de ergonomia já padronizada no Censo de Ergonomia. Observou-se na empresa 1, o resultado das respostas do questionário Censo de Ergonomia, seis funcionários sentem dor ou desconforto em alguma parte do corpo, dos quais, cinco pensam que a dor está relacionada com sua atividade de jornada de trabalho. Na empresa 2, o referente ao Censo de Ergonomia, nove funcionários sentem dor ou desconforto e pensam estar relacionados com sua atividade da jornada de trabalho. Na empresa 3, em relação ao Censo de ergonomia, seis funcionários relatam sentir dor ou algum desconforto e, destes, cinco pensam estar relacionado com sua atividade da jornada de trabalho. Na empresa 4, o Censo de Ergonômico, apontou que sete funcionários sentem alguma dor ou desconforto e, destes, cinco acham estar relacionado com a atividade da jornada do trabalho.

Os resultados desse censo, a localização da dor relatada por cada funcionário questionado foi significante nas regiões dos membros superiores (mãos, punhos, cotovelos, ombros) e coluna (costas), porém de menor incidência em membros inferiores (pés, joelhos, pernas e quadril).

Estudo desenvolvido por Rosa (2012), o objetivo do trabalho foi avaliar a situação ergonômica das linhas de produção através da visão dos colaboradores a respeito do posto de trabalho para que ocorra uma abordagem precoce da equipe de saúde evitando futuras lesões, absenteísmo, afastamentos e como ferramenta para gerenciamento da questão ergonômica da empresa apontando e quantificando as principais queixas músculo esqueléticas. No total foram entrevistados 233 profissionais da linha de produção chocolate wafer de uma fábrica do gênero alimentício de Curitiba. Na amostra havia 108 indivíduos do sexo masculino, que representam 46,3% dos entrevistados e 125 indivíduos do sexo feminino, que representam 53,7%. A média de idade foi de aproximadamente 40 anos de idade. Observou-se também que, 138 funcionários ou 59% apresentaram queixas e destes 93 funcionários ou 67,39% atribuíram as queixas ao trabalho, 45 ou 19,3% funcionários negaram ter queixas e 50 funcionários ou 21,45% deixaram em branco se tinham ou não queixas. O turno que mais apresentou queixas foi o 2º turno ficando com percentual de 27,1 % do total de casos descritos. Nestes postos de trabalho os grupos musculares mais exigidos foram dos membros superiores principalmente o ombro.

As análises dos resultados revelaram também que o desconforto mais relacionado foi “dor “que corresponde a 35% das queixas. Conclui-se também que o nível de desconforto mais relacionado foi moderado que correspondeu a 65% das queixas; 74% dos trabalhadores afirmam que a queixa piora durante o trabalho; 56% dos colaboradores, informaram que apresentam tempo de lesão superior há 6 meses, e que os colaboradores com queixa, relatam que durante a noite (21%), fim de semana (21%) e revezamento 18%) apresenta equidade quando estão nestas situações de conforto.

O estudo do autor Silva (2014), teve como objetivo identificar a prevalência de sintomas osteomusculares em operadores de máquina de colheita florestal, das três unidades da empresa de base. Para identificação da região anatômica, exposta ao risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, utilizaram-se o censo de ergonomia. O estudo envolveu 105 operadores de máquinas de colheita florestal. Todos os trabalhadores eram do gênero masculino e com idade variando entre 21 e 66 anos. A prevalência de sintomatologia musculoesquelética encontrada foi de 62,9%, o que corresponde a 66 operadores de máquina da colheita florestal. Dos 66 operadores de máquina de colheita que apresentaram queixas musculoesqueléticas, 39 eram operadores de harvester (59,0%) e 27 de forwarder (41,0%). O estudo abordou a ocorrência de dor ou desconforto musculoesquelético nos últimos 12 meses. Nesse período, observou-se que 38,0% dos trabalhadores queixaram desses sintomas nos pulsos e nas mãos, 29,5% nas costas, parte inferior (coluna lombar), 29,5% nos ombros, 16,2% no pescoço, 10,5% na parte superior das costas, 10,5% nos tornozelos/pés, 8,6% nos joelhos e 3,9% nos quadris/coxas. A prevalência de sintomatologia musculoesquelética encontrada pode ser considerada alta, pois em todas as unidades estudadas mais de 50,0% dos operadores apresentaram queixas.

De modo geral, os operadores de harvester apresentaram maior porcentagem de queixas osteomusculares (59%) quando comparados com os operadores de Forwarder. No entanto, independentemente da máquina utilizada pelo operador, observou-se que os sintomas osteomusculares podem aparecer concomitantemente em uma ou mais regiões corporais. Foi perguntado aos trabalhadores se, nos últimos sete dias, tiveram qualquer problema como dor e, ou, desconforto. A maior parte dos trabalhadores (63,9%) respondeu que sim, sendo os pulsos e as mãos as regiões anatômicas mais citadas (17,1%), seguidas dos ombros (14,3%) e quadris/coxas (12,4%).

O estudo revelou que 36,0% dos trabalhadores apresentaram dor e desconforto em três ou mais articulações corporais, 14,5% em apenas uma articulação e 12,4% em duas articulações. Os desconfortos musculoesqueléticos citados pelos operadores foram cansaço, formigamento, sensação de peso, choques, estalos e limitação de movimento. Dos trabalhadores que afirmaram sentir dor e, ou, desconforto, 87,9% acreditavam que esses sintomas estavam relacionados com o trabalho que desempenhavam na empresa.

Constatou-se que também a maior parte dos trabalhadores (68,2%) apresentava esses sintomas há mais de seis meses. Em relação à intensidade dos sintomas, observou-se que 55,0% dos trabalhadores consideravam-nos leves ou muitos leves; os demais (45,0%), de moderados a muito fortes.

Analisando as características dos sintomas osteomusculares, constatou-se que 86,4% dos trabalhadores apresentavam melhoria dos sintomas por meio do repouso. Desses, 30,3% disseram que o período noturno, os finais de semana e as férias promoviam a melhoria dos sintomas; 21,2% citaram o período noturno e os demais trabalhadores afetados apontaram outros motivos que aliviam os sintomas osteomusculares. O aparecimento de queixas osteomusculares está diretamente relacionado com o tempo de trabalho na função. Observou-se que o tempo de trabalho na função, de 1 a 5 anos, tem a maior porcentagem de operadores de máquina (37,9%) com queixas de dores e, ou, desconforto. No período de 5 a 10 anos, as queixas tendem a declinar (24,2%), e acima de 10 anos a porcentagem de queixas começa a elevar-se novamente (33,4%).

O estudo De Martins (2011), teve como objetivo observar o efeito de um programa de exercícios físicos e de orientações posturais e ergonômicas nas queixas osteomusculares e na satisfação no trabalho de escriturários atuantes em instituição hospitalar e verificar a existência de associações entre essas duas variáveis. Como metodologia realizou a pesquisa no setor de Recursos Humanos (RH) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – HCFMRP-USP.

A amostra final estudada foi constituída por 11 escriturários que trabalham no setor de RH do hospital. Os critérios de seleção da amostra foram: trabalhar como escriturário ou oficial administrativo no setor de RH do HCFMRP-USP; não estar realizando fisioterapia ou algum tipo de tratamento para lesões musculoesqueléticas; ter disponibilidade de horário para participar do programa e aceitar participar da pesquisa.

O estudo foi realizado em três fases de execução. O Censo de ergonomia foi aplicado na primeira fase, esta consistiu-se na aplicação dos instrumentos de coleta de dados e análise ergonômica do local de trabalho. Foram aplicados novamente os questionários da primeira fase com a finalidade de reavaliar e verificar possíveis alterações dos resultados obtidos antes da aplicação dos programas de exercícios de alongamento e das orientações posturais e ergonômicas. Como resultados verificou-se que, antes do programa de exercícios e orientações, as queixas em pescoço, coluna e ombro foram as mais citadas entre os sujeitos, apresentadas na frequência de 20.5%, 17.9% e 15.3%, respectivamente.

Após a intervenção, teve-se que houve redução em apenas no número de queixas em coluna e ombro. As sugestões de melhorias relatadas foram adequar o mobiliário, realizar exercícios laborais e rodízio de tarefas. Essa análise evidenciou que a queixa de desconforto/dor relatada ocorre devido à permanência do trabalhador em longos períodos sentados, adotando postura estática da coluna vertebral e dos ombros, mobiliários inadequados e ausência de pausas bem estabelecidas.

DISCUSSÃO

Diferentes métodos e ferramentas têm sido empregados na prática da ergonomia participativa. Alguns podem ser aplicados para envolver vários níveis da organização na análise, introdução e implementação de soluções ergonômicas. Qualquer que seja o método escolhido, o fator mais importante é que os colaboradores estejam envolvidos, visto que eles devem ser aqueles que mais se beneficiem das mudanças promovidas pela ergonomia (IMADA & NORO, 1986). Uma das ferramentas adotada em todos os estudos supracitados foi a aplicação do Censo de ergonomia, cujos principais objetivos foram: identificar a sintomatologia musculoesquelética nos trabalhadores e eventuais inadequações do ambiente de trabalho.

De acordo com Serranheira (2010), “a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos dos DORTs pode ser um valioso contributo para a sua prevenção no sentido de determinar quais os fatores de risco (ex.: fatores relacionados com a atividade, fatores individuais e fatores psicossociais/organizacionais) e quais as dimensões de cada fator (ex.: intensidade, duração, frequência) relevantes em cada situação de trabalho (ex.: relações dose-efeito e dose-resposta) que podem contribuir para a sua génese.” Ainda nesse contexto, investigar a existência de possíveis fatores de risco para DORT nos ambientes de trabalho, ou exigir e supervisionar essa investigação, é a primeira medida para a prevenção. Queixas relatadas por parte dos funcionários, que não necessariamente precisam estar envolvidas a um diagnóstico de DORT, é um indicador da existência de risco. Essas queixas podem ser de dores, fadiga, de stress, etc (SERRANHEIRA, 2010).

A análise dos dados da aplicação do censo de ergonomia, de todos os artigos supracitados, revelou que nos trabalhadores a prevalência de sintomatologia musculoesquelética encontrada foi de dor ou desconforto, seguidas de fadiga, formigamento e choque. Observou-se também nos resultados que os trabalhadores relataram sentir desconforto osteomuscular, sendo que houve um maior índice de desconforto primeiramente nos membros superiores e na sequência coluna e membros inferiores.

Um dos principais fundamentos da Ergonomia Participativa é a envolvimento ativo dos trabalhadores, especialmente no processo de identificação de situações de dificuldade ou desconforto que ocorrem no ambiente laboral e a partir desta identificação surgem a sugestões de soluções de melhorias, permitindo disseminar seu conhecimento técnico da tarefa e assegurar um maior grau de aceitação das soluções propostas (GUIMARÃES, 2000).

Além disso, ao ouvir estes há uma melhor interpretação e organização do diagnóstico da organização. Com essas participações as demandas ergonômicas são mais facilmente identificáveis em comparação à simples observação das condições do ambiente laboral (GUIMARAES, 2000). No geral, os resultados da aplicação do censo dos estudos relatados acima, mostrou que os trabalhadores afirmaram sentir dor ou desconforto e acreditavam que esses sintomas estejam relacionados com o trabalho que desempenham na empresa.

Observou-se também nos estudos dos autores Silva (2003), Luiz (2012) e Martins (2011), que através do censo de ergonomia os trabalhadores sugeriram melhorias para as condições de trabalho que atuam. É imprescindível incentivar e oportunizar a participação dos trabalhadores. Nesse âmbito, as melhorias em postos de trabalho incluindo o ambiente (físico e social), o layout, o processo produtivo, os sistemas e a organização do trabalho, são necessárias e colocadas em prática pela ergonomia (GUIMARÃES, 2001).

Ainda nesse contexto, a compreensão do trabalho do homem é fundamental para conceber as situações nas quais o trabalhador tem domínio: para seu equilíbrio físico, mental e psíquico e para a melhoria do sistema (ULBRICHT et al, 1998).

O artigo do autor Rosa (2012), teve como objetivo avaliar a situação ergonômica das linhas de produção através da visão dos trabalhadores a respeito do posto de trabalho para que ocorra uma abordagem precoce da equipe de saúde evitando futuras lesões e como ferramenta para gerenciamento da questão ergonômica da empresa apontando e quantificando as principais queixas músculo esqueléticas. Sendo assim, o Censo de ergonomia foi aplicado para servir como ponto de partida para a análise e como um parâmetro inicial de coleta de dados, avaliando as principais queixas musculoesqueléticas e as inadequações do ambiente de trabalho.

Para o Serviço de Medicina de saúde ocupacional este Censo permite uma abordagem muito precoce de condições de trabalho desfavoráveis, uma vez que bem antes os sinais de desconforto, dificuldade, cansaço e dor ao realizar as suas atividades laborais o trabalhador costuma apresentar esses sinais, bem antes de ocorrerem lesões e afastamento. Outros profissionais do SESMT (Serviço Especializado de Medicina do Trabalho) pode aplicar o questionário, estes são devidamente habilitados na questão ergonômica, tais como fisioterapeuta, enfermeiro do trabalho ou terapeuta ocupacional; porém deve adotar a característica de sigilo profissional, transmitindo esse compromisso ao trabalhador, antes de o mesmo preencher o questionário. O estudo estatístico dessa ferramenta produz dados importantes para o gerenciamento ergonômico da empresa (COUTO; CARDOSO, 2001).

Apesar dos artigos selecionados não fizeram menção ou não explicitaram de forma clara quanto a existência de uma implementação da Ergonomia Participativa após o levantamento estatístico dos dados do Censo de Ergonomia, esta ferramenta mostrou-se útil para a prática da EP, ao contar com a participação dos trabalhadores para levantar dados de possíveis fatores de riscos para DORT e suas dimensões no ambiente em que atuam, como também permitiu espaço para que os mesmos sugerissem melhorias para as condições de trabalho.

CONCLUSÃO

Vimos que de acordo com os tópicos apresentados no presente estudo, pode-se compreender e valorizar a importância da participação dos trabalhadores nos processos de melhorias para seus próprios benefícios, de acordo alguns autores: são eles os conhecedores das situações reais de seus postos de trabalho.

Portanto, a ergonomia participativa é um método eficaz e importante na prevenção de DORT, pois investiga tanto os fatores de riscos ergonômicos quantos os fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, contando com a participação dos trabalhadores nas etapas das intervenções ergonômicas e faz uso de métodos e ferramentas que auxiliam na identificação e avaliação desses riscos.

Esta revisão sugere que outras revisões de literatura poderiam ser realizadas, abordando as dificuldades potenciais relacionadas à abordagem participativa, pois assim como a Ergonomia Participativa oferece diversas vantagens, na literatura cientifica já foram muito mencionadas às dificuldades relacionadas a este método da macroergonomia.

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