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A Atuação da Fisioterapia Dermatofuncional em Tratamentos Pós Câncer de Mama

A Atuação da Fisioterapia Dermatofuncional em Tratamentos Pós Câncer de Mama

INTRODUÇÃO

Atualmente o diagnóstico do câncer de mama traz uma explosão de sentimentos como medo da cirurgia, do tratamento, de metástases e principalmente da perda da mama e da morte, fragilizando assim a existência feminina.

A mastectomia, representa para a mulher mudanças em sua autoimagem, no relacionamento com o próprio corpo, na sexualidade e nas relações sociais. Tais transformações solicitam um ambiente que proporcione trocas de experiências e vivências e um espaço de acolhimento.

A mulher deve receber informações sobre dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre diferentes etapas de recuperação, de como será realizada a cirurgia, cuidados com o braço homolateral, exercícios de recuperação da capacidade funcional e sobre outros tratamentos como quimioterapia, ou radioterapia ou outros.

Este tema tem grande importância, por analisar uma temática atual, que envolve o câncer de mama, que, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (2022), o câncer de mama, dentre as neoplasias malignas, tem sido o responsável pelos maiores índices de mortalidade no mundo, tornando-se uma das grandes preocupações em saúde pública, no que diz respeito à saúde da mulher.

A pesquisa tem relevância por discutir os elementos do tratamento do câncer de mama, que envolve uma gama de complicações que podem ser minimizadas pelo atendimento Fisioterápico, sendo que segundo Barbosa (2016) no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama representa uma das primeiras causas de óbitos em mulheres. Ele afeta profundamente a mulher nas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, pelo fato de ser considerado como uma doença que a médio ou longo prazo, resulta em mutilação da mama e pode levar a morte.

O estudo pode contribuir por direcionar a atuação da Fisioterapia no pós-operatório do câncer de mama, que envolve diversas formas de tratamento, e aplicações de técnicas fisioterápicas, que buscam dar qualidade de vida à mulher no pós-operatório de câncer de mama.

A fisioterapia dermatofuncional é uma área altamente especializada que desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida de pacientes que enfrentam os desafios físicos e emocionais decorrentes do tratamento do câncer. O câncer e seus tratamentos frequentemente deixam sequelas na pele, no sistema linfático e nos tecidos conjuntivos, impactando a funcionalidade e a estética dos pacientes.

Neste artigo, explora-se a atuação da fisioterapia dermatofuncional como uma abordagem terapêutica valiosa no manejo das complicações dermatológicas e funcionais após o tratamento do câncer, destaca-se as principais áreas de intervenção dessa disciplina, os benefícios proporcionados aos pacientes e a importância de uma equipe multidisciplinar no cuidado integral dos sobreviventes de câncer, ao compreender-se como a fisioterapia dermatofuncional pode desempenhar um papel significativo na recuperação e na qualidade de vida dos pacientes pós-câncer, estaremos contribuindo para uma abordagem mais abrangente e eficaz no enfrentamento dessa doença desafiadora.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo de cunho qualitativo se caracteriza de forma inicial pela coleta de referenciais teóricos, para construção da literatura de base, com a discussão das ideias acerca da temática e análise dos fatos na verificação dos conceitos teóricos, seguindo-se pela verificação e confrontação das respectivas definições.

Realizou-se uma revisão bibliográfica no período de setembro a novembro de 2023, sendo consultadas as bases de dados (Bireme, Scielo, Lilacs) e fontes primárias, que abordam a temática pesquisada.

RESULTADOS

Realizou-se o levantamento nas bases de dados, nos quais foram selecionados 30 referenciais que foram utilizadas na base teórica.

DISCUSSÃO

Cada dia mais pessoas vão ao fisioterapeuta para tratar a pele, associando a estética à saúde e aderindo assim à Fisioterapia Dermatofuncional, que permite eliminar cicatrizes, acne, rugas, flacidez, estrias e celulite, entre outras alterações cutâneas. Este ramo da Fisioterapia teve um grande boom nos últimos anos, embora os profissionais já trabalhem nesta linha há mais de 15 anos. A pele é o maior órgão do nosso corpo, medindo aproximadamente dois metros quadrados de comprimento, que funciona como uma barreira protetora que isola o corpo, e à qual nem sempre foi dada a atenção necessária.

A função de barreira protetora da pele a torna mais exposta a qualquer fricção, queda ou ferimento, que pode deixar cicatriz. Estas cicatrizes podem ter consequências, como alterações de sensibilidade ou hipersensibilidade, que podem causar perda de elasticidade e levar a limitações de mobilidade ou mesmo dor.

Embora a maior procura pela Fisioterapia Dermatofuncional esteja associada aos tratamentos estéticos corporais, os fisioterapeutas também abordam a recuperação após intervenções de outras especialidades médicas e após acidentes, atuando no tratamento de cicatrizes, conseguindo desaparecer quase completamente na maioria dos casos. Também no tratamento de edemas e linfedemas, auxiliando os pacientes no manejo do membro afetado.

A Fisioterapia Dermatofuncional atende condições dermatológicas (cicatrizes, hematomas, queimaduras, dermatites, acne…), vasculares (celulite, linfedema, lipedema, varizes, pernas cansadas…), bem como processos de envelhecimento (rugas, flacidez muscular/dérmica, gordura localizada, excesso de peso, celulite…). Também a abordagem pré e pós-cirúrgica em cirurgias (estéticas, plásticas e outras: mastectomias, cirurgias de mão, reconstruções, cirurgias abdominais e torácicas, cirurgias craniomandibulares, lipoaspirações…), onde a Fisioterapia é responsável pela recuperação funcional não só de do ponto de vista músculo-esquelético, mas atua também noutros tecidos, como a pele e o tecido conjuntivo e subcutâneo (tratamento de cicatrizes, redução de edema e inflamação, recuperação da mobilidade e do tónus articular), muscular, melhoria do tecido conjuntivo.

Na Fisioterapia Dermatofuncional, as principais técnicas utilizadas pelos fisioterapeutas são terapia manual, ultrassom, eletroterapia de alta e média frequência, endermologia, radiofrequência, laserterapia e crioterapia, drenagem linfática, pressoterapia e depressoterapia, laser, cavitação e ondas de choque, exercício terapêutico facial e corporal.

A neoplasia de mama é a doença que tem o maior índice em mulheres entre 40 e 60 anos de idade. Em fase primaria apresenta se em uma extensão menor não causa dor e as probabilidades de mover os gânglios das axilas são menores quando não realizado regularmente exames preventivos esse tumor pode crescer o volume desses gânglios mais próximos; com a evolução da doença propriamente dita o tumor cresce podendo ser palpáveis com as mãos usando as pontas dos dedos, podendo comprometer os músculos. Em alguns casos com a progressão da doença surgem úlceras decorrente dessa neoplasia, as células cancerígenas migram pra outras regiões e acometem outros órgãos e podendo vim determinar metástase. (OLIVEIRA et al., 2011).

De acordo com Instituto Nacional do Câncer (2014) o câncer de mama, dentre as neoplasias malignas, tem sido o responsável pelos maiores índices de mortalidade no mundo, tornando-se uma das grandes preocupações em saúde pública, no que diz respeito à saúde da mulher. A Sociedade Americana de Câncer estimou para o ano 2015, aproximadamente mais de um milhão de novos casos em todo o mundo.

Segundo Barbosa (2014) no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama representa uma das primeiras causas de óbitos em mulheres, principalmente na região Sul. O câncer de mama afeta profundamente a mulher nas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, pelo fato de ser considerado como uma doença que a médio ou longo prazo, resulta em mutilação da mama e pode levar a morte.

Para Barbosa (2014) o câncer de mama consiste em um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células têm a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.

De acordo com Barbosa (2014) o câncer de mama ou carcinoma mamário é o resultado de multiplicações desordenadas de determinadas células que se reproduzem em grande velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas que podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar metástases. Este tipo de câncer aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame.

Para Barbosa (2014) os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer.

De acordo com Barbosa (2014) a radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol.

Uma em cada oito mulheres desenvolve câncer de mama, sendo a principal causa de mortalidade por câncer em mulheres. Não apresenta causa única específica, acredita se que 90% a 95% deles sejam esporádicos (não familiares) e decorram de mutações somáticas, que se verificam durante a vida, e que 5% a 10% sejam hereditários (familiares), devido a mutações nucleotídicas perpetuadas na linhagem familiar pelas células germinativas, que confere suscetibilidade ao câncer de mama (OLIVEIRA et al., 2011).

Diante dessas problemáticas estratégias de prevenção, secundária e terciária utilizadas pelo enfermeiro têm sido utilizadas com o objetivo de prevenir o avanço dessa enfermidade quando diagnosticada e tratá-las precocemente e para que dessa forma venha minimizar seus efeitos na população, assegurando, a cada mulher, um padrão de vida adequado à manutenção da sua saúde. Além dessas ações, os profissionais de enfermagem que trabalham em serviços do nível primário de atenção à saúde têm a responsabilidade de repassar informações e orientações quanto ao Autoexame das Mamas para as mulheres (ALVES, 2011).

O desenvolvimento do câncer de mama ocorre pelas questões de hábitos reprodutivos, estilo de vida, interação de fatores genéticos e até mesmo o meio ambiente. O câncer é causado pela multiplicação desordenada das células mamarias formando um tumor maligno e se diagnosticado em fase inicial tem chances de cura (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2017).

Para Ferreira e Manede (2013) a mastectomia é um dos possíveis tratamentos para a maioria das mulheres com câncer de mama. Ao submeter-se à retirada da mama ou parte dela, certamente, a mulher estará passando por uma grande mudança, vivenciando assim, um compromisso físico, emocional e social.

Para Ferreira e Manede (2013) a mastectomia é um dos possíveis tratamentos para a maioria das mulheres com câncer de mama. Ao submeter-se à retirada da mama ou parte dela, certamente, a mulher estará passando por uma grande mudança, vivenciando assim, um compromisso físico, emocional e social.

Segundo Sebastian (2012) a mastectomia é um procedimento cirúrgico agressivo acompanhado de conseqüências traumatizantes nas experiências de vida e saúde da mulher. Desde o diagnóstico de câncer e a possibilidade de mastectomia são geradas incertezas, medos e ansiedades. Ocorrem seqüelas psicológicas que podem ser mais graves que a própria deformidade deixada pela mastectomia. Portanto, sistematizar o conhecimento produzido acerca dos cuidados destas mulheres pode contribuir para a instrumentalização de profissionais que atuam nessa área.

De acordo com Barbosa (2014) a cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia.

Para Pereira et. al. (2016) o preparo pré-operatório, tendo em vista a especificidade dessa doença e seus efeitos psicológicos, comumente, é bastante precário e a mulher vai para o centro cirúrgico sem saber o que irá acontecer consigo, se será retirado apenas o nódulo, uma área maior ou toda a sua mama; se precisará de tratamento posterior e quais cuidados precisará ter, ou seja, ela enfrenta a mastectomia sem o preparo bio-psico-sócio-espiritual necessário,que é fundamental para a diminuição de suas preocupações.

A mulher deve receber informações sobre dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre diferentes etapas de recuperação, de como será realizada a cirurgia, cuidados com o braço homolateral, exercícios de recuperação da capacidade funcional e sobre outros tratamentos como quimioterapia, ou radioterapia ou outros.

De acordo com Instituto Nacional do Câncer (2014) o câncer de mama, dentre as neoplasias malignas, tem sido o responsável pelos maiores índices de mortalidade no mundo, tornando-se uma das grandes preocupações em saúde pública, no que diz respeito à saúde da mulher. A Sociedade Americana de Câncer estimou para o ano 2015, aproximadamente mais de um milhão de novos casos em todo o mundo.

Segundo Barbosa (2014) no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama representa uma das primeiras causas de óbitos em mulheres, principalmente na região Sul. O câncer de mama afeta profundamente a mulher nas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, pelo fato de ser considerado como uma doença que a médio ou longo prazo, resulta em mutilação da mama e pode levar a morte.

Para Barbosa (2014) o câncer de mama consiste em um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células têm a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.

De acordo com Barbosa (2014) o câncer de mama ou carcinoma mamário é o resultado de multiplicações desordenadas de determinadas células que se reproduzem em grande velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas que podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar metástases. Este tipo de câncer aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame.

Para Barbosa (2014) os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer.

De acordo com Barbosa (2014) a radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol.

Uma em cada oito mulheres desenvolve câncer de mama, sendo a principal causa de mortalidade por câncer em mulheres. Não apresenta causa única específica, acredita-se que 90% a 95% deles sejam esporádicos (não familiares) e decorram de mutações somáticas, que se verificam durante a vida, e que 5% a 10% sejam hereditários (familiares), devido a mutações nucleotídicas perpetuadas na linhagem familiar pelas células germinativas, que confere suscetibilidade ao câncer de mama (OLIVEIRA et al., 2011).

Diante dessas problemáticas estratégias de prevenção, secundária e terciária utilizadas pelo enfermeiro têm sido utilizadas com o objetivo de prevenir o avanço dessa enfermidade quando diagnosticada e tratá-las precocemente e para que dessa forma venha minimizar seus efeitos na população, assegurando, a cada mulher, um padrão de vida adequado à manutenção da sua saúde. Além dessas ações, os profissionais de enfermagem que trabalham em serviços do nível primário de atenção à saúde têm a responsabilidade de repassar informações e orientações quanto ao Autoexame das Mamas para as mulheres (ALVES, 2011).

O desenvolvimento do câncer de mama ocorre pelas questões de hábitos reprodutivos, estilo de vida, interação de fatores genéticos e até mesmo o meio ambiente. O câncer é causado pela multiplicação desordenada das células mamarias formando um tumor maligno e se diagnosticado em fase inicial tem chances de cura (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2017).

Para Ferreira e Manede (2013) a mastectomia é um dos possíveis tratamentos para a maioria das mulheres com câncer de mama. Ao submeter-se à retirada da mama ou parte dela, certamente, a mulher estará passando por uma grande mudança, vivenciando assim, um compromisso físico, emocional e social.

Segundo Sebastian (2012) a mastectomia é um procedimento cirúrgico agressivo acompanhado de consequências traumatizantes nas experiências de vida e saúde da mulher. Desde o diagnóstico de câncer e a possibilidade de mastectomia são geradas incertezas, medos e ansiedades. Ocorrem sequelas psicológicas que podem ser mais graves que a própria deformidade deixada pela mastectomia. Portanto, sistematizar o conhecimento produzido acerca dos cuidados destas mulheres pode contribuir para a instrumentalização de profissionais que atuam nessa área.

De acordo com Barbosa (2014) a cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia.

Para Pereira et. al. (2016) o preparo pré-operatório, tendo em vista a especificidade dessa doença e seus efeitos psicológicos, comumente, é bastante precário e a mulher vai para o centro cirúrgico sem saber o que irá acontecer consigo, se será retirado apenas o nódulo, uma área maior ou toda a sua mama; se precisará de tratamento posterior e quais cuidados precisará ter, ou seja, ela enfrenta a mastectomia sem o preparo bio-psico-sócio-espiritual necessário, que é fundamental para a diminuição de suas preocupações.

A mulher deve receber informações sobre dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre diferentes etapas de recuperação, de como será realizada a cirurgia, cuidados com o braço homolateral, exercícios de recuperação da capacidade funcional e sobre outros tratamentos como quimioterapia, ou radioterapia ou outros.

De acordo com Instituto Nacional do Câncer (2014) o câncer de mama, dentre as neoplasias malignas, tem sido o responsável pelos maiores índices de mortalidade no mundo, tornando-se uma das grandes preocupações em saúde pública, no que diz respeito à saúde da mulher. A Sociedade Americana de Câncer estimou para o ano 2015, aproximadamente mais de um milhão de novos casos em todo o mundo.

Segundo Barbosa (2014) no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama representa uma das primeiras causas de óbitos em mulheres, principalmente na região Sul. O câncer de mama afeta profundamente a mulher nas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, pelo fato de ser considerado como uma doença que a médio ou longo prazo, resulta em mutilação da mama e pode levar a morte.

Para Barbosa (2014) o câncer de mama consiste em um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células têm a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.

De acordo com Barbosa (2014) o câncer de mama ou carcinoma mamário é o resultado de multiplicações desordenadas de determinadas células que se reproduzem em grande velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas que podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar metástases. Este tipo de câncer aparece sob forma de nódulos e, na maioria das vezes, podem ser identificados pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame.

Para Barbosa (2014) os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer.

De acordo com Barbosa (2014) a radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol.

O câncer é uma doença que afeta a vida de uma pessoa. Envolve a modificação do curso natural da vida do indivíduo em suas atividades diárias, como trabalho, relacionamentos e papéis familiares. Envolve também alto nível de estresse psicológico que se manifesta na forma de ansiedade e / ou depressão e está relacionado principalmente à incerteza quanto ao diagnóstico, agressividade do tratamento, falta de controle social e pessoal e deterioração física progressiva. Provoca reações assustadas e inacreditáveis, bem como sentimentos de medo e ansiedade. (FARINHAS et al. 2013)

O câncer tem um significado negativo em nossa sociedade, pois está associado à morte, dor e sofrimento. É por isso que tem um impacto tão forte na subjetividade das pessoas. As respostas dos indivíduos serão variáveis porque dependem de como o assunto é impactado. Nem todas as pessoas vão reagir da mesma maneira; isso depende da personalidade básica do sujeito e dos recursos psíquicos de que dispõe.

A maioria dos pacientes com câncer passa por um processo psicológico adaptativo denominado “luto oncológico”, que consiste em um conjunto de etapas pelas quais passam durante os meses seguintes ao diagnóstico. Este processo permite ao paciente estruturar uma resposta aos desafios que terá de enfrentar. Tanto o paciente quanto sua família devem ser acompanhados para aceitar e elaborar essa realidade. É sobre eles serem capazes de superar a surpresa e o impacto, ensinando-os a conviver com uma nova imagem corporal, um lugar diferente no seu ambiente social, familiar, cultural e de trabalho. (FARINHAS et al. 2013)

A família é quem deve acompanhar o doente sem perder o seu mundo, é quem deve aprender a ver aquele ente querido nas situações difíceis e angustiantes, bem como desfrutar da sua recuperação. Após esse impacto, mudanças acontecem em todos os membros da família: o equilíbrio existente começa a se quebrar e, ao mesmo tempo, passa a levar em conta que a família é quem sustenta o familiar doente. A família também é o suporte da equipe profissional para a recuperação e contenção nos eventos após o primeiro momento da doença. (FARINHAS et al. 2013)

A família é obrigada a renegociar papéis e funções que o doente até então vinha desempenhando. A negociação vai depender da importância dos papéis e funções desempenhados pelo paciente, e da flexibilidade para mudanças, tanto da família quanto do paciente. Também é muito importante cuidar do cuidador para que ele não vacile em sua tarefa.

A remoção cirúrgica dos gânglios linfáticos aumenta o risco de desenvolver um tipo de inchaço que geralmente está localizado nos braços ou pernas e é chamado de linfedema. Dependendo da cirurgia e do tratamento recebido, entre 10 e 30 por cento das mulheres acabam desenvolvendo. (RAMOS et al, 2022)

As quimioterapias, especialmente uma classe de medicamentos chamados taxanos, costumam causar danos aos nervos das mãos e dos pés, chamados de neuropatias periféricas. Eles danificam os nervos periféricos, o que afeta o equilíbrio, ou o sistema vestibular, e o controle motor fino. Este último é responsável por habilidades como segurar uma caneta ou digitar no computador. Os distúrbios do equilíbrio também representam um grande risco de quedas, o que em pessoas com 65 anos ou mais tende a ser uma das principais causas de incapacidade. Por outro lado, os taxanos e outros tipos de medicamentos chamados antraciclinas também podem danificar o coração, às vezes levando à insuficiência cardíaca. (RAMOS et al, 2022)

Hoje, a quantidade de radiação que as mulheres recebem durante a terapia é menor do que há anos, mas continua problemática. A radiação salva vidas, mas também causa efeitos colaterais graves que podem durar anos após o tratamento. Os tecidos na área irradiada ou a área exposta à radiação tornam-se mais rígidos, fibróticos ou duros com o tempo. Isso abrange todos os tecidos da região, incluindo, às vezes, o coração e todos os músculos e ligamentos presentes no tórax.

À medida que os tecidos endurecem, os pacientes podem apresentar redução do movimento, o que pode limitar sua capacidade de participar de atividades esportivas, trabalhar, realizar tarefas domésticas e até mesmo tomar banho ou vestir-se. Ele pode tornar difíceis até tarefas simples, como vestir uma blusa de mangas compridas ou um blazer. (RAMOS et al, 2022)

A remoção de um grande número de gânglios linfáticos, a realização de cirurgias altamente invasivas e o sobrepeso ou obesidade são fatores que aumentam o risco de efeitos colaterais posteriores, como o linfedema. O problema com esses fatores de risco é que não existe um número mágico: não existe um número exato de linfonodos, nem um peso específico que nos diga alguma coisa. Na verdade, nem todas as mulheres que se submetem a cirurgias agressivas desenvolvem linfedema, mas mesmo as que se submetem a mastectomia, a cirurgia menos invasiva, podem desenvolvê-lo. (RAMOS et al, 2022)

Muitos desses efeitos colaterais podem ser evitados ou tratados com eficácia, mas apenas se forem tomadas medidas a tempo. Um modelo de atendimento que demonstrou substancialmente sua eficácia é o modelo de vigilância prospectiva. Este método defende uma revisão antes da cirurgia de câncer como ponto de partida e acompanhamento regular após a cirurgia e tratamento médico. Por meio dessa revisão inicial, quaisquer deficiências ou desvantagens que possam interferir na eficácia do tratamento médico, como a incapacidade de adotar a posição necessária para receber radiação, podem ser resolvidas antes de iniciar o tratamento do câncer.

Desta forma, as medições feitas nesta visita podem ser usadas como referência para análises subsequentes. Porém, esse tipo de atendimento ainda não é padronizado, mas muitos dos fisioterapeutas que atendem pacientes que já superaram o câncer de mama esperam que um dia o sejam. Assim, assim como as pessoas tendem a fazer algumas visitas anuais ao dentista para exames preventivos, as pacientes com câncer de mama podem ir a um fisioterapeuta para avaliar seu estado de recuperação. O monitoramento regular dos pacientes após a cirurgia e tratamentos médicos permite a detecção precoce de qualquer problema menor antes que se torne sério. (RAMOS et al, 2022)

Os fisioterapeutas desempenham um papel importante no tratamento dos efeitos colaterais que podem surgir após o tratamento do câncer. Esses profissionais são especialistas em movimento e estão bem qualificados para tratar déficits de força, movimento e equilíbrio.

Isso inclui a recuperação das funções corporais após o tratamento do câncer de mama. Na verdade, vários estudos observaram os benefícios da atividade física após esse tipo de tratamento e descobriram que o risco de desenvolver linfedema diminui com o exercício.

O papel do fisioterapeuta também é decisivo no tratamento do linfedema, e a verdade é que muitos se especializam no tratamento: são terapeutas credenciados para tratar o linfedema. Para tratar o linfedema, esses especialistas prescrevem exercícios e aplicam massagens específicas, bandagens compressivas e cintas. (RAMOS et al, 2022)

É importante o retorno das 2,8 milhões de mulheres americanas afetadas pelo câncer de mama às suas atividades anteriores. E a intervenção precoce e o seguimento continuado indicados pelo modelo de vigilância prospectiva podem devolver a essas mulheres algo muito importante para elas: suas vidas. (RAMOS et al, 2022)

A fisioterapia ocupa um lugar importante no plano terapêutico global da mulher mastectomizada, tanto para prevenir complicações quanto para tratar as que surgem e manter as melhorias alcançadas. A sobrevida prolongada tem mostrado a necessidade dessas mulheres passarem por uma reabilitação; Faceta essencial nos programas terapêuticos, que é concebida como o conjunto de atividades a serem desenvolvidas com pacientes que necessitam de tratamento para o câncer de mama, que visa realocá-los na sociedade com o máximo de prerrogativas e integridade suficiente para que recuperem todos. faculdades na fase de “cura”. (RAMOS et al, 2022)

Superados os incômodos pós-operatórios imediatos, dar-se-ão início aos programas de reabilitação física, que deverão ser iniciados 24-48 horas após a cirurgia, a fim de se obter uma recuperação precoce das funções motoras afetadas pela dissecção axilar.

O teste Constant permitiu que cortes avaliativos fossem feitos em momentos diferentes. Essas avaliações incluíram a exploração da amplitude de movimento ativa por meio da goniometria, avaliação da omalgia, funcionalidade articular e força muscular: no início (primeira avaliação), ao final das 10 e 20 sessões (segunda e terceira avaliação) e a quarta avaliação, um ano após o término do tratamento institucional, mas os pacientes continuaram em casa e cumpriram as orientações físicas e as medidas supervisionadas periodicamente. (RAMOS et al, 2022)

As sessões de fisioterapia, as medidas domiciliares devem ser continuadas, consistindo em cuidados gerais com os membros (com base nas orientações físicas) e manutenção da correção postural. A cinesioterapia pode ser prescrita dependendo das necessidades. A adesão ao programa terapêutico domiciliar pelas mulheres investigadas e os benefícios alcançados fala a favor da necessidade de consistência no tratamento para atingir os efeitos desejados. (RAMOS et al, 2022)

A atuação da fisioterapia dermatofuncional em tratamentos pós câncer de mama desempenha um papel fundamental na recuperação física e emocional das pacientes. O câncer de mama é uma das formas mais comuns da doença entre as mulheres, e o tratamento, que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias hormonais, frequentemente deixa sequelas que afetam a funcionalidade e a estética da região mamária. Nesse contexto, a fisioterapia dermatofuncional se destaca como uma abordagem terapêutica dedicada a minimizar essas sequelas e promover a qualidade de vida das pacientes. (RAMOS et al, 2022)

Uma das principais áreas de atuação da fisioterapia dermatofuncional no tratamento pós câncer de mama é a reabilitação linfática. A cirurgia e a radioterapia podem danificar o sistema linfático, levando ao desenvolvimento de linfedema, um inchaço doloroso e debilitante. Os fisioterapeutas dermatofuncionais são treinados para realizar drenagem linfática manual, que ajuda a reduzir o edema e melhorar a circulação linfática, aliviando o desconforto das pacientes. (RAMOS et al, 2022)

A fisioterapia dermatofuncional também trabalha na reabilitação da mobilidade e da função da região mamária após a cirurgia, seja ela uma mastectomia total ou parcial. Isso inclui a recuperação da amplitude de movimento dos membros superiores, a prevenção de aderências e contraturas, e a melhoria da cicatrização. Técnicas de massagem, exercícios terapêuticos e orientações posturais são utilizados para alcançar esses objetivos. (RAMOS et al, 2022)

Os aspectos estéticos também são abordados pela fisioterapia dermatofuncional, ajudando as pacientes a reconquistarem a autoestima e a confiança em sua imagem corporal. O uso de técnicas como a microfisioterapia e o uso de produtos específicos pode auxiliar na melhoria da textura da pele, na redução de fibroses e na diminuição de cicatrizes. (RAMOS et al, 2022)

A fisioterapia dermatofuncional também presta um importante suporte emocional às pacientes pós câncer de mama, a abordagem holística da fisioterapia considera não apenas o corpo, mas também a mente e as emoções das pacientes, promovendo um ambiente de cuidado integral. (RAMOS et al, 2022)

A atuação da fisioterapia dermatofuncional em tratamentos pós câncer de mama é essencial para a recuperação completa das pacientes, ajudando a minimizar as sequelas físicas e emocionais do tratamento. Com uma abordagem personalizada e cuidadosamente adaptada às necessidades individuais, os fisioterapeutas dermatofuncionais desempenham um papel crucial na jornada de recuperação das mulheres que enfrentaram essa doença desafiadora. (RAMOS et al, 2022)

CONCLUSÃO
A atuação da fisioterapia dermatofuncional em tratamentos pós câncer de mama demonstrou ser uma peça fundamental na jornada de recuperação das pacientes, o câncer de mama não é apenas uma batalha física, mas também emocional, e as sequelas físicas deixadas pelos tratamentos podem afetar profundamente a qualidade de vida e a autoestima das mulheres que enfrentam essa doença desafiadora.

Ao longo deste artigo, explorou-se as múltiplas facetas da fisioterapia dermatofuncional no contexto pós-câncer de mama, desde a reabilitação linfática até a recuperação da mobilidade e a melhoria da estética, verificou-se o papel crucial desempenhado pela fisioterapia dermatofuncional na promoção da saúde mental e emocional das pacientes, contribuindo para a reconstrução da autoimagem e da autoconfiança.

É evidente que a fisioterapia dermatofuncional não é apenas uma abordagem terapêutica, mas sim um componente essencial e integral do cuidado pós-câncer de mama. Sua atuação abrangente, que leva em consideração tanto as necessidades físicas quanto as emocionais das pacientes, resulta em uma recuperação mais completa e satisfatória.

Portanto, conclui-se que a fisioterapia dermatofuncional desempenha um papel significativo na promoção da qualidade de vida e do bem-estar das mulheres que sobrevivem ao câncer de mama, sua abordagem holística, aliada ao conhecimento e expertise dos fisioterapeutas especializados, contribui para que as pacientes possam retomar suas vidas com confiança, resiliência e alegria, mostrando que a esperança e a cura estão ao alcance de todas as sobreviventes de câncer de mama.

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ARTIGO PUBLICADO EM  21/08/2025



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