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Análise Ergonômica dos Postos de Trabalho em um Salão de Beleza: Equipe de Manicures/Pedicures

Análise Ergonômica dos Postos de Trabalho em um Salão de Beleza: Equipe de Manicures/Pedicures

1.1 – Caracterização do problema

O setor de higiene pessoal e beleza é um dos que mais cresce no Brasil. Dados da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel) registraram um crescimento de 78% no número de novos salões de beleza abertos no país entre o ano de 2005 e 20101.

Com a expansão do setor cresce também o cuidado com as relações de trabalho, saúde e qualidade de vida dos profissionais que nele atuam, com destaque para os serviços de manicure e pedicure, um dos mais requisitados.

Os profissionais dessa área estão frequentemente expostos a riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos que podem comprometer sua saúde, capacidade laborativa e consequente performance. Entre os riscos mais comuns estão: permanência em postura estática e/ou inadequada prolongada, execução de movimentos repetitivos, exposição a agentes infecciosos, produtos químicos, vapores e ruídos, posto de trabalho ergonomicamente inadequado, jornada de trabalho extensa, cobranças por produtividade, entre outros2, 3. Tais riscos podem contribuir para o surgimento das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORTs) ou ainda transtornos de ordem mental como o estresse ocupacional3, 4.

Devido ao seu grande potencial incapacitante as LER/ DORTs constituem uma das principais causas de absenteísmo dos trabalhadores afetados, impactando negativamente sobre as organizações. As principais perdas estão relacionadas à redução da produtividade e ao aumento dos custos empresariais com afastamentos para tratamento de saúde4. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que as LER/DORT são a segunda causa de afastamento do trabalho no Brasil e os custos com acidentes de trabalho e doenças ocupacionais giram em torno de R$ 12,5 bilhões/ano (incluídos os custos segurados e os não segurados) para as empresas5. Da mesma forma é cada vez maior o número de trabalhadores afastados devido ao estresse ocupacional6.

Diante disso, o investimento das instituições em medidas preventivas tem aumentado, sobretudo, através das intervenções ergonômicas.

A ergonomia estuda os diversos fatores que influem no desempenho do sistema produtivo tendo como principais objetivos reduzir as consequências nocivas (a fadiga, o estresse, os erros e os acidentes) sobre os trabalhadores e proporcionar segurança, satisfação e saúde, aumentando assim a eficiência dos mesmos7.

A atuação ergonômica abrange: identificação dos fatores de risco no trabalho através de avaliação subjetiva e objetiva, adequação dos postos de trabalho através de modificação de equipamentos, ferramentas e mobiliário, propostas de organização do serviço com programação de turnos, treinamentos, rodízio de tarefas, inserção de pausas, implementação de programas de conscientização dos trabalhadores através de material informativo, palestras e “workshops” e prevenção das doenças ocupacionais através de orientações posturais e da prática da ginástica laboral7.

Diversos estudos sugerem que as intervenções ergonômicas são eficazes na redução de sintomas e incidência das LER/DORT, na melhora da qualidade de vida no trabalho, na redução do estresse e no aumento da produtividade em diversos ambientes de trabalho. No entanto, a influência sobre os profissionais do setor de higiene pessoal e beleza ainda não está bem documentada8-11.

1.2 – Justificativa

A ergonomia, através de suas intervenções, tem beneficiado a interação homem-ambiente de trabalho, aumentando significativamente a eficiência do sistema produtivo. Neste sentido, pode contribuir para o desenvolvimento do setor de higiene pessoal e beleza, um dos que mais cresce no país, porém, pouco explorado.

2.0 – OBJETIVOS

2.1 – Objetivo Geral

O presente trabalho tem como objetivo identificar os riscos ergonômicos presentes nos salões de beleza e suas consequências sobre a saúde e qualidade de vida no trabalho das manicures e pedicures.

2.2 – Objetivos Específicos

– Direcionar olhar crítico/ergonômico para possíveis locais/atividades de maiores riscos ergonômicos;
– Realizar a análise ergonômica deste ambiente;
– Descrever os problemas encontrados a partir da Análise Ergonômica de Trabalho (AET);
– Sugerir possíveis encaminhamentos de soluções.

3.0 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

É incontestável que o homem passa a maior parte de sua vida no ambiente de trabalho, e, devido a isto não se pode negar a sua influência na saúde do trabalhador. É constante a preocupação quanto à segurança, conforto e eficiência do sistema visando proporcionar melhorias tanto para a qualidade e produtividade, quanto para a saúde de quem trabalha. Neste sentido, tem-se a aplicação da ergonomia, envolvendo aspectos do bem estar físico, mental e da humanização do trabalho12.

4.0 – MATERIAS E MÉTODOS

4.1 – Área de Estudo

A análise do presente estudo foi realizada em um salão de beleza localizado na Avenida 28 de Setembro, localizado no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro. 

4.2 – População de Estudo

Dono do salão e 4 manicures.

4.3 – Período de Referência

As entrevistas foram realizadas todas no dia 22/10/2013, sendo realizados os registros fotográficos e em vídeo também neste mesmo dia, no turno da manhã.

4.4 – Delineamento da Pesquisa

Trata-se de estudo qualitativo, descritivo, observacional e transversal.

4.5 – Definição de Variáveis

– Pouca cooperação por parte do dono do salão em falar sobre a estrutura de trabalho oferecida às funcionárias;
– Contradição entre os relatos do dono do salão e os das funcionárias, durante as entrevistas, em relação ao fornecimento e obrigatoriedade do  uso de EPIs;
– Falta de conhecimento claro sobre base salarial e porcentagem da comissão, por parte das funcionárias;

4.6 – Método de Coleta de Dados

Após a escolha do tema, foi realizada uma pesquisa bibliográfica para levantar informações e fornecer a base de sustentação a respeito do tema abordado, através de pesquisas em diversas fontes como sites da web, artigos, teses e livros especializados.

Em etapas posteriores, foi realizada pesquisa de campo em salão de beleza, localizado em Vila Isabel, Rio de Janeiro, onde foi realizada entrevista inicial com o dono do salão (Apêndice A) a partir de questões de esclarecimento geral sobre o local, políticas de trabalho, organização das tarefas, entre outras informações de grande relevância para o entendimento sobre o ambiente de trabalho a ser analisado. Também foram realizadas entrevistas com as quatro manicures (Apêndice B) a partir de questões idênticas de esclarecimento geral sobre o local, políticas de trabalho, organização das tarefas, além de outras sobre acontecimentos pessoais, possíveis acidentes de trabalho ou afastamentos por motivo de problemas de saúde. Logo em seguida a entrevista, foi aplicado questionário “Escala de avaliação de desconforto”, de CORLETT (Anexo A), que consiste em um diagrama do corpo humano com cinco possibilidades de classificação de intensidade da dor, ou ausência da mesma. A partir da correlação entre as partes e o grau de dor sentido seria possível compreender a ligação entre trabalho, demanda de determinados segmentos corporais durante a jornada de trabalho e possíveis consequências deste uso prolongado. Também disponibilizamos espaço para que relatassem livremente suas opiniões sobre o trabalho.

Além da aplicação do questionário, foram realizados registros fotográficos e em vídeo do espaço e das atividades realizadas durante a jornada de trabalho, no  período da manhã. Com base nos registros fotográficos foram escolhidas as posturas de maior prevalência assumidas pelas manicures durante a realização de suas atividades e aplicada a ferramenta RULA (Rapid Upper Limb Assessment). A RULA (Anexo B) é um método observacional, de classificação postural, desenvolvido para a investigação ergonômica de postos de trabalho, podendo identificar o esforço muscular que está associado à postura de trabalho assumida e às forças aplicadas na realização de atividades estáticas ou repetitivas que possam contribuir para o desenvolvimento de fadiga muscular localizada. É um instrumento de análise que, não necessitando de equipamentos sofisticados, permite obter uma rápida avaliação das posturas assumidas pelo trabalhador, das forças exercidas, da repetitividade e das cargas externas sentidas pelo organismo. O método RULA utiliza um sistema de códigos, com os quais dá origem a uma lista categorizada de ações, indicadores de um nível de intervenção suscetível de reduzir o risco de lesões provocado pela carga física imposta ao indivíduo.

4.7 – Método de Análise de Dados

A partir dos dados coletados através de questionário especifico para avaliação do desconforto e dos registros fotográficos e em vídeo, para avaliação dos riscos ergonômicos, foi realizado trabalho de correlação entre as informações obtidas nas entrevistas.

4.8 – Considerações Éticas

A presente pesquisa está de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, e seus participantes foram totalmente informados, verbalmente e por escrito, sobre os procedimentos da mesma, concordando em participar do estudo. Para tanto, foi elaborado Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, datado e assinado por todos os participantes da presente pesquisa (Anexo C).

5.0- RESULTADOS E DISCUSSÃO

Inicialmente, foi realizada entrevista informal com o dono salão e, posteriormente, foram entrevistadas 4 indivíduos, manicures do sexo feminino, destras, faixa etária entre 29 e 45 anos, com média de 38 anos de idade, sendo 1 gestante. A jornada de trabalho das funcionárias corresponde a 10 horas diárias, de 9:00h às 18:00h, de terça-feira a sábado.

O ambiente de trabalho (Apêndice C) possui espaço próprio dentro do salão, medindo 2m X 1m, de maneira a  acomodar quatro cadeiras profissionais para as manicures, lado a lado, com pequeno espaço entre as mesmas, além de quatro cadeiras para acomodar as clientes, localizadas logo a frente das anteriormente citadas, sendo o espaço entre estas e aquelas também bastante reduzido. Da mesma forma, as cadeiras das clientes são alocadas lado a lado, com pequeno espaço entre as mesmas. O espaço é único, não havendo divisórias entre os postos de trabalho de manicures, cabeleireiros, recepção ou outro, o que torna ambiente propício a poluição sonora, dificuldades de comunicação verbal entre os funcionários e clientes (mistura dos sons das conversas + ruídos dos equipamentos utilizados em postos adjacentes). Também propicia de acordo com o observado e também relatado pelas próprias funcionárias, invasão da fumaça produzida em atividades dos cabeleireiros nos postos de trabalho das manicures, causando, ainda de acordo com os relatos, “forte odor e ardência nos olhos” SIC. Como medida paliativa, foi instalado ventilador em direção a porta do estabelecimento a fim de direcionar a fumaça para fora do mesmo, com as portas abertas para permitir que a ação se dê. Devido a este último fato observado, também foi observada insatisfação das funcionárias com relação à temperatura elevada do local, apesar de possuir ar-condicionado em região central do teto, pois a refrigeração se torna ineficaz quando o ambiente não permanece fechado. Diante deste quadro, foi observado que, quando não estão atuando em suas atividades, as funcionárias manifestam preferência em permanecer do lado de fora do estabelecimento a maior parte do tempo com o intuito de encontrarem ambiente de maior conforto.

Quanto a questão da luminosidade, foi observado que ambiente possui, ao todo, 19 lâmpadas/focos de luz superiores ( 1 encontrava-se queimada no momento do registro fotográfico) e 7 lâmpadas laterais, além de porta de vidro, o que permite a boa iluminação do local.

As atividades realizadas diariamente pelas mesmas consiste em trabalho manual intenso, majoritariamente de motricidade fina, compondo várias etapas do processo:

– Recebe cliente em seu posto de trabalho;
– De pé, separa material a ser utilizado;
– Senta-se em cadeira própria e organiza material de trabalho em seu posto;
– Corte e/ou lixamento das unhas de cada mão, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Afastar as cutículas de maneira cuidadosa, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Cutilagem, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Aplicar base nas unhas, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Aplicar esmalte duas vezes em cada unha, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Aplicar spray ou óleo secante em cada unha, havendo alternância entre mãos direita e esquerda da cliente durante o processo;
– Finalizar, despedindo-se da cliente e separando o material utilizado para higienização.

A avaliação do desconforto postural, segundo a escala CORLETT, e a avaliação dos riscos ergonômicos associados aos membros superiores, segundo a ferramenta RULA, estão representados nas figuras 1, 2, 3 e tabela 4, respectivamente.

A pontuação da escala CORLLET, que avalia o desconforto postural, varia de 1 a 5 e classifica a intensidade do desconforto em: nenhum, algum, moderado, bastante ou intolerável, respectivamente.

Na avaliação do desconforto postural relacionado às regiões do pescoço, cervical, costas – superior, médio e inferior e bacia (figura 1) observamos pontuação máxima (desconforto intolerável) para as regiões de: pescoço, cervical, costas – inferior e bacia para metade das funcionárias (2) seguida das regiões de costas-superior (3),médio (2) e inferior (2) classificadas como bastante desconforto pelas mesmas.

Figura 1: Avaliação do desconforto postural das regiões de pescoço, coluna e bacia.

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Na avaliação do desconforto postural relacionado aos membros superiores (ombro, braço, cotovelo, antebraço, punho e mão) direito e esquerdo (figura 2) foram classificadas com pontuação máxima (desconforto intolerável) pela maioria  das funcionárias (3) as regiões de antebraço, punho e mão direitos. Todas as regiões corporais relacionadas aos membros superiores do dimídio direito foram classificadas como “bastante desconforto” por pelo menos uma das funcionárias. Somente as regiões de punho (1) e mão (1) do dimídio esquerdo foram classificadas como “bastante desconforto”.

Figura 2: Avaliação do desconforto postural das regiões de membros superiores.

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Legenda: MMSS = membros superiores; D = direito, E = esquerdo.

Na avaliação do desconforto postural relacionados aos membros inferiores (coxa e perna) direito e esquerdo (figura 3) nenhuma região foi classificada como “desconforto intolerável” pelas funcionárias. No entanto, todas as regiões de ambos os dimídios corporais foram classificadas como “bastante desconforto” por pelo menos 1 das funcionárias.

Figura 3: Avaliação do desconforto postural das regiões de membros inferiores.

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Legenda: MMII = membros inferiores; D = direito, E = esquerdo.

Para a avaliação dos riscos ergonômicos foi utilizada a ferramenta RULA (vide metodologia), cuja pontuação final varia de 1 a 7 (tabela 4), podendo sugerir intervenções quando os riscos são detectados.

Tabela 4: Pontuação final RULA de acordo com nível de risco ergonômico.

Pontuação Nível de Risco Ações
1 – 2 Risco aceitável. Nenhuma ação necessária.
3 – 4 Baixo risco. Investigar futuramente.
5 – 6 Médio risco. Necessita de maiores investigações, mudanças o mais rápido possível.
7 Risco muito alto. Investigar e implementar mudanças imediatas.

Para avaliação dos riscos ergonômicos associados aos membros superiores foram analisadas as posturas de maior prevalência das manicures durante suas atividades (Apêndice D). A pontuação final obtida foi de 7 para o nível de risco ergonômico, o que significa risco muito alto, sendo constatada necessidade de investigação e implementação de mudanças imediatas.

6.0 – CONCLUSÃO

A partir dos dados supracitados foram verificados relatos de insatisfação por parte das funcionárias quanto ao esclarecimento de seus direitos e vínculo trabalhista; jornada de trabalho extensa e extenuante, sem pausas orientadas; postos de trabalho inadequado, sem divisórias, mobiliário sem ferramentas para ajustes necessários; exposição direta e indireta de produtos/ agentes químicos e infecciosos e ruídos; falta de todos os EPIs necessários ao trabalho, além da não obrigatoriedade/ ausência de fiscalização do uso dos presentes; risco ergonômico muito alto para DORT, segundo a ferramenta RULA; ausência de orientações posturais adequadas e relatos de desconforto corporal significativo, segundo ferramenta CORLETT, por parte das 4 funcionárias (100%) durante e após a jornada de trabalho. Tais fatores podem gerar prejuízos para empresa sob forma de multas e/ou indenizações advindas de processos jurídicos, além de marketing negativo.

Sendo assim, sugere-se melhor esclarecimento sobre a organização de trabalho; implementação de pausas ergonômicas durante a jornada de trabalho com realização de cinesioterapia laboral específica; adequação do posto de trabalho (ampliação do espaço, mobiliário com sistema de regulagem, etc); disponibilização e obrigatoriedade de EPIs, com fiscalização do uso dos mesmos, reduzindo assim os riscos químicos e biológicos; adequação e orientação sobre posturas, implementação de um programa de qualidade de vida no trabalho, entre outras intervenções.

7.0–CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

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8.0 – RECURSOS NECESSÁRIOS

8.1 – Recursos Humanos

– 2 fisioterapeutas, pós-graduandas em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia
– 1 ergonomista, orientadora da pesquisa.

8.2 – Recursos Materiais

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O custeio do material especificado acima ficará sob a responsabilidade dos pesquisadores.  

9.0 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. MOTTA, S. Sebrae -SP leva orientação a empresas de beleza e estética. Portal SEBRAE SP. São Paulo, 2012. Disponível em: <httpp://WWW.sebraesp.com.br/PortalSebraeSP/Noticias/Multissetorial/Paginas/Sebrae_SP_ leva_orientacao_a_empresas_de_beleza_e_estetica.aspx>. Acessoem: 11 set.2013.

2. HARRIS-ROBERTS, J et al. Work – related symptoms in nail salon technicians. Occupational medicine; 61: 335-340, 2011.

3. MUSSI, G & GOUVEIA, N. Prevalence of work-related musculoskeletal disorders in Brazilian hairdressers. Occupational medicine; 58:367-369, 2008.

4. COUTO, H.; LECH, O.;NICOLETI,S.J. et al. Como gerenciar as questões das LER/DORT:lesões por esforços repetitivos, distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Belo Horizonte: Ergo,1998.

5. INSS: Programa Nacional de Prevenção às LER/DORT – Instituto Nacional de Prevenção às LER/DORT.

6. MURTA, S. & TROCCOLI, B. Avaliação de intervenção em estresse ocupacional. Psicologia: Teoria e Pesquisa; v.20, n.1, 039-047, 2004.

7. IIDA, I. Ergonomia:projeto e produção.2 ª edição.SãoPaulo:Edgard Blücher;2005.

8. FABRIZIO, P. Ergonomic intervention in the treatment of a patient with upper extremity and neck pain. Physical Therapy; vol.89, n.4, 2009.

9. VAN NIEKERK et al. The effectiveness of a chair intervention in the workplace to reduce musculoskeletal symptoms. BMC Muculoskeletal Disorders; 13:145, 2012.

10. MARTIMO, KP et al. Effectiveness of an ergonomic intervention on the productivity of workers with upper – extremity disorders – a randomized controlled trial. Scand J Work Environ Health; 36 (1):25-33, 2010.

11. SANDSTRUP, E. Participatory ergonomic intervention versus strength training on cronic pain and work disability in slaughterhouses workers: study protocol for a single-blind, randomized controlled trial. BMC Muculoskeletal Disorders; 14:67,2013.

12. MASSAMBANI, E. M. Incidência de distúrbios músculo esqueléticos em profissionais de estética: suas repercussões sobre a qualidade de
vida e de trabalho. Arq. Ciênc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 15, n. 1, p. 51-62, jan./abr. 2011.

APÊNDICE A
ENTREVISTA INICIAL

– Nome da empresa
– Qual o ramo de atuação?
Quais os serviços oferecidos?
Quanto tempo de Mercado?
Quantas filiais? Onde estão localizadas?
Quantos funcionários (quantos do sexo M e F)?
Qual a relação trabalhista existente (tipo de vínculo)?
Qual a demanda média de atendimentos por dia/semana/mês?
– Qual a carga horária de trabalho por dia/semana/mês?
Há horário reservado para o almoço? O mesmo é obedecido de maneira rigorosa? É opcional ou obrigatório?
Há pausas durante a jornada de trabalho? Quantas? Com qual frequência? É opcional ou obrigatório?
Quanto a remuneração, existe uma base salarial + comissão; ou seus ganhos se limitam a porcentagem dos atendimentos?
Ocorreram afastamentos nos últimos “2 meses”? Quantos? Por qual motivo?
Existe hora extra? Se sim, quanto recebem por este adicional?
O material utilizado recebe tratamento antes/após o uso? Que tipo de tratamento (se são pré-lavados + esterelizados, etc)? Quais itens passam por este processo? Onde são esterelizados (no próprio salão ou este serviço é terceirizado)? Quem estereliza (as próprias manicures, quando no próprio salão)?
Quem é responsável pela limpeza do local? (as próprias manicures?)
Há acúmulo de funções? (limpeza; café; manicure; cabeleireira; etc)
rodízio de funções?
A empresa adota algum programa de “Qualidade de Vida no Trabalho”?
Sabe o que significa “Ginástica/Cinesioterapia Laboral”? Se sim, já utilizou alguma vez na empresa? Se sim, qual a “resposta” dos funcionários a medida adotada? (aprovação/reprovação)
O uso de EPI é obrigatório ou opcional dentro da empresa? Quem é responsável pela fiscalização de seu uso? O mesmo é oferecido pela empresa ou os próprios funcionários são os responsáveis pela auto-proteção?
Houve treinamento antes de iniciarem o trabalho?
Há estímulo frequente ao aperfeiçoamento /atualização dos funcionários?
Existe “cota mínima” a ser alcançada por dia/semana/mês de atendimentos?

 APÊNDICE B
ENTREVISTA INICIAL FUNCIONÁRIAS

– Nome
– Idade
– Peso
– Altura
– Quanto tempo na empresa (anos ou meses)?
– Qual sua função atual?
– Quanto tempo na função atual?
– Para iniciar sua função atual você recebeu algum treinamento ou recomendações sobre como proceder na atividade?
– Qual a relação trabalhista existente (tipo de vínculo)?
– Qual a demanda média de atendimentos por dia/semana/mês?
– Qual a carga horária de trabalho por dia/semana/mês?
– Há horário reservado para o almoço? O mesmo é obedecido de maneira rigorosa? É opcional ou obrigatório?
– Há pausas durante a jornada de trabalho? Quantas? Com qual frequência? É opcional ou obrigatório?
– Quanto a remuneração, existe uma base salarial + comissão; ou seus ganhos se limitam a porcentagem dos atendimentos?
– Existe hora extra? Se sim, quanto recebem por este adicional?
– O material utilizado recebe tratamento antes/após o uso? Que tipo de tratamento (se são pré-lavados+esterelizados, etc)? Quais ítens passam por este processo? Onde são esterelizados (no próprio salão ou este serviço é terceirizado)? Quem estereliza (as próprias manicures, quando no próprio salão)?
– Quem é responsável pela limpeza do local? (as próprias manicures?)
– Há acúmulo de funções? (limpeza; café; manicure; cabelereira; etc)
– Há rodízio de funções?
– A empresa adota algum programa de “Qualidade de Vida no Trabalho”?
– Sabe o que significa “Ginástica/Cinesioterapia Laboral”? Se sim, já utilizou alguma vez na empresa?
– O uso de EPI é obrigatório ou opcional dentro da empresa? Quem é responsável pela fiscalização de seu uso? O mesmo é oferecido pela empresa ou os próprios funcionários são os responsáveis pela auto-proteção?
– Há estímulo frequente ao aperfeiçoamento /atualização dos funcionários?
– Existe “cota mínima” a ser alcançada por dia/semana/mês de atendimentos?
– Quantos atendimentos realiza, em média, por jornada de trabalho?
– Já teve algum acidente de trabalho?
– Já teve que se afastar do trabalho por motivo de doença/problema de saúde? Acha que teve alguma relação com as atividades exercidas?
– Sente alguma dor durante a jornada de trabalho? E após? Onde?

APÊNDICE C
Análise Ergonômica Ambiental – Figuras do Setor “Manicure/Pedicure”

 
ergonomia-6ergonomia-7
ergonomia-8ergonomia-9
ergonomia-10ergonomia-11
ergonomia-12ergonomia-13

APÊNDICE D
Análise Ergonômica Postural – Figuras do Setor “Manicure/Pedicure”

ergonomia-14ergonomia-15
ergonomia-16ergonomia-17

ANEXO A

Nome: ________________________________________________

Data: ____/____/________

Escala de avaliação de desconforto corporal – Fonte: CORLETT (1995).

Por favor, marque a região (segmento) do diagrama do corpo humano abaixo onde você sente desconforto/dor.

Em seguida, tome como base a escala progressiva de desconforto/dor (abaixo) e assinale o número que você acha correspondente ao grau de intensidade sentido deste desconforto/dor (marque com um ✘ ou ✔).

Por favor, mesmo que você não tenha tido problemas em qualquer parte do corpo, marque como o grau de intensidade “1” (nenhum desconforto/dor)

ANEXO B
Ferramenta RULA

ergonomia-18



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