Digite sua palavra-chave

post

Análise da função sexual feminina decorrente a hemodiálise

Análise da função sexual feminina decorrente a hemodiálise

Introdução

A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG), ocorrendo a degeneração progressiva do equilíbrio liquido-eletrólito e funções metabólicas ou endócrinas(ESEN et al., 2015;MOHAMMADI-KALAVEH, TOULABI, et al., 2017). Sua alta prevalência envolve um problema de saúde que atinge populações em todo o mundo, com estimativa superior a 10%(FUGL-MEYER et al., 2017; VAN EK et al., 2015; LOK, 2016).

Pacientes que sofrem dessa insuficiência renal são submetidos a terapia de reposição, como a hemodiálise (HD).Os sujeitados a essa terapia dialítica estão expostos à deterioração na qualidade de vida devido tanto ao protocolo de tratamento como as comorbidades associadas(ANTONUCCI et al., 2015; RHOU et al., 2014; WATANABE et al., 2014).Contudo, sendo a hemodiálise a opção mais usada para diálise, seu uso com adequação é importante para manter o paciente clinicamente assintomático, possivelmente ativo e para reparar os componentes metabólicos alterados pela falha da função renal (KIM et al., 2014).

Dentre as doenças simultâneas que ocorrem, como a ansiedade por exemplo, que é um sintoma psiquiátrico comum (COHEN, CUKOR e KIMMEL, 2016), a relação entre a DRC e a disfunção sexual (DS) está bem documentada na literatura, desempenhando assim uma responsabilidade sobre a frequente ocorrência desta patologia, no qual atinge a condição de saúde, social, econômica e fisiológica do doente(IRKILATA et al., 2016; PERTUZ et al., 2014; RIÁTIGA; SALGADO SÁNCHEZ; QUIROZ, 2015; YODCHAI, HUTCHINSON e OUMTANEE, 2018).Além disso, existe uma alta incidência de DS em pacientes do sexo feminino com DRC e que fazem reposição renal,  variando de 30 a 100% o número de pacientes, e essa variação de porcentagem ocorrem por fatores culturais e étnicos(ESEN et al., 2015; GÜVEL, 2014).Mais da metade das mulheres em diálise crónica reclamam da diminuição de algumas funções sexuais durante o sexo,  com consequência de um alta redução na frequência das relações sexuais (KURTULUS et al., 2017).

A disfunção sexual feminina (DSF) é definida, segundo o Relatório de Conferência Internacional de Desenvolvimento de Consenso sobre Disfunção Sexual Feminina, como a falta de desejo sexual, a excitação sexual prejudicada, dificuldades em atingir o orgasmo e dispareunia (PRESCOTT et al., 2014).A alteração sexual nas mulheres em hemodiálise frequentemente ocorre devido a perda de interesse sexual, dor durante a relação e problemas para chegar ao orgasmo, além de sofrerem de dismenorreia, dificuldade de lubrificação e excitação (KIM et al., 2014; VAN EK et al., 2015; YODCHAI, HUTCHINSON e OUMTANEE, 2018). Teuwafeu et al.(2016)relata que medicamentos (anti- depressivos e hipertensivos)também contribuem para o desenvolvimento de anormalidades da função sexual, e que a elevada astenia física relacionada à técnica de diálise e outras doenças associadas é o maior motivo pela maioria dos pacientes. Outros fatores também podem influenciar no interesse sexual como alterações vasculares, neurológicos, psicogênicos e hormonais(FUGL-MEYER et al., 2017).  A uremia também está relacionada com a DSF, e outros fatores incluem alterações de níveis anormais de prolactina e gonadotropina e diminuição de libido (TEUWAFEU et al., 2016).

O estudo de Teuwafeu et al. (2016)ainda revela que dificuldade em menstruar são comuns entre mulheres com DRC e sua frequência em idade fértil é variável, entre 8% e 10%. Essa alteração é em parte devido a disfunção plaquetária e à incapacidade de ovular ou sustentar a função adequada do corpo lúteo. Coerente a isso, Stoumpos et al (2017) menciona que mesmo após o início do tratamento  da DRC, com a diálise de manutenção, o ciclo menstrual frequentemente continua irregular, acarretando extrema infrequência de gravidez. O estudo de Kharbach et al. (2016), por exemplo, evidencia que níveis concentrados de estradiol não estão relacionados a DS, porém seu baixo nível circulante seria fator dificultante para a gestação. Todavia, mulheres que ainda conseguem engravidar sob essa condição clinica, estão expostas ao agravamento da insuficiência renal, em razão as alterações fisiológicas que ocorrem durante a gestação (SUAREZ et al., 2014).

Anemia, estado civil, doenças cardiovasculares, neuropatia autonômica, além da depressão são outras variáveis que alteram a função sexual dessa população(GÜVEL, 2014; PRESCOTT, et al., 2014;DIKICIet al., 2014). Especialmente em pacientes do sexo feminino, está presente um quadro alto de estresse, ansiedade e humor depressivo associado a DS e DRC(van EKet al., 2015).

Em consequência à falta de pedido a ajuda medica sobre a disfunção sexual, o profissional de saúde não tem dado devida importância a esse problema, embora também a existência da falta de estudo dessa alteração sexual sobre pacientes do sexo feminino contribua para a causa dadisfunção ainda ser tão complexa. Nos achados da pesquisa de Yodchai, Hutchinson e Oumtanee (2018) os profissionais de saúde que atuam no campo da nefrologia não discutiram inicialmente a sexualidade com seus pacientes e os que concediam informações sobre o assunto, as concediam com irrisórias informações, ocasionando insuficiente comprovação de apoio para os problemas de saúde sexual do paciente.

Impactos na qualidade de vida, psicológicos e emocionais, que podem levar a divergências matrimoniais, são consequências advindas dessa origem multifatorial da disfunção sexual (HARBACH et al.,2016; van EKet al., 2015; ESENet al., 2014). Pois Segundo Toprak (2017) a sexualidade está profundamente integrada à qualidade de vida em todos os indivíduos.

Devido a variação de características que envolve a DSF, estudiosos tem sentido a necessidade de desenvolver ferramentas que diagnosticassem a disfunção sexual feminina de forma mais adqueda (REHMAN et al., 2015).Questionários auto-aplicáveis, que retratassem melhor a particularidade subjetiva da resposta sexual feminina mostrou alto grau de confiabilidade e validade (PECHORRO et al., 2009). O Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI) (ver modelo do questionário no ANEXO I)desenvolvido em 2000 por Rosen et al, configura o mais indicado pelos autores. oFSFI tem sido usado para avaliar problemas sexuais em mulheres sob várias condições clínicas(HEVESI et al., 2017), ele  contem 19 questões que avaliam a função sexual nos domínios desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. É destinado para avaliar com base na experiência de 4 semanas anterior, e escores mais baixos indicam maior risco de apresentar disfunção sexual (FILOCAMO et al., 2014).

Os estudos  de Güvel (2014) e Esenet al. (2014) ressaltam a importância de avaliar e acompanhar os problemas de DSF relacionados a hemodiálise, suas causas e consequências negativa na vida da mulher, para assim prevenir a ocorrência dessa desordem, definir os pacientes de risco e ofertar melhor qualidade de vida. Diante do exposto o presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura de estudos que relatem os efeitos da hemodiálise sobre a função sexual feminina.

Metodologia

Este trabalho foi elaborado a partir de uma revisão de literatura realizada através da bases de dados disponíveis na PubMed, na Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde— LILACS— e no Scopus. Para a pesquisa foram utilizados os descritores: Hemodialysis OR “renal insufficiency” AND “sexual function” OR “erectile dysfunction” OR “erection problem”, “disfunção sexual”, “hemodiálise”,”, “women in hemodialysis” “impacto of hemodialysis”, “Female sexual dysfunction”, “dysfunction in women”associados também aos operadores booleanos AND e OR.

Resultados

Foram selecionado se avaliados 34 artigos. Foi realizada a leitura dos títulos, resumos e data de publicação—de 2014 até 2018 —como primeiro passo da triagem dos estudos acessados, foram excluídos os que em sua metodologia compunha experiências com animais, estudos apenas com homens e realizado transplante renal. Foram incluídos estudos realizados com pacientes do sexo feminino em tratamento com hemodiálise superior a 3 meses, estudo transversal ou ensaio clínico, desde que possuíssem na metodologia a utilização do questionário FSFI. Por fim, foram selecionados 05artigos. No Apêndice Ise encontra o resumo dos artigos selecionados, quanto  ao tipo desenho, número de amostra, tempo de intervenção, objetivo, tipo avaliação e resultados.

Com base na revisão de literatura, observamos que a insuficiência renal crônica associada às suas cormobidades levam a diminuição da qualidade de vida dos pacientes em hemodiálise. A função sexual está entre as disfunções que são mais afetadas na população feminina, há fatores além da depressão, que esta relacioada adegeneração dessa disfunção, contudo a literatura ainda não esclaraceusua etiologia. Agravando assim, o problema de saúde e psicológico desses pacientes.Por exemplo, apesar de encontrar nos seus estudos que os distúrbios sexuais foram muito frequentes nos pacientes com DRC (84% das mulheres), Karbach et al (2016) revela que os dados descritivos da DS sobre mulheres em HD são limitados, sobretudo, devido a sua origem que permanece multifatorial e complexa devido ao sofrimento emocional e psicológico existente nessa população. Os sintomas das doenças associadas á DRC aumentam os efeitos negativos da função sexual e contribuem para deteriorização da qualidade de vida. Saglimbene et al. (2016), em suapesquisa com 659 mulheres, analisou seis domínios  da função sexual (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor)   através do FSFI e concluiu que 427 mulheres relataram nenhuma atividade sexual e 232 relataram uma baixa função sexual em todos os domínios, associaram também que a idade mais avançada faz correlação com menor funcionalidade sexual em cada domínio, as esperadas para transplantes de rim com melhor funcionalidade e a presença de depressão foi pontuada com menor lubrificação e dor.

Teuwafeu et al. (2016) encontraram resultados semelhantes, no qual as mulheres com DRC que enfrentam a hemodiálise têm uma série de problemas sexuais, resultando em uma função sexual fortemente prejudicada. Seu estudo acrescentou a relação da DS dessa população à anemia, diabetes, e a baixa qualidade de vida. O autor explica que a relação negativa da Diabetes sobre a função sexual ocorre devido a neuropatia, a distúrbios vasculares, hormonais e psicossociais, que afeta a passagem de estímulos para a resposta sexual.

Nos artigos incluídos nessa pesquisa, todos os domínios da avaliação FSFI tiveram pontuação baixa, caracterizando quedistúrbios da função sexual estavam presentes em todas as mulheres  em HD, o ultimo autor citado ainda encontra resultado relevante na alteração negativa desatisfação e desejo sexual das entrevistadas. Assim como anormalidades do ciclo menstrual em mulheres em idade fértil e inatividade sexual. Nenhuma associação da DS foi encontrada com educação e pressão arterial descontrolada. Esclarece também que mulheres em estágio final da doença renal tem menopausa prematura, com idade média de 36 ± 7 anos, e sugere as alterações na função hipotálamo-hipófise como principais motivos da menstruação irregular e amenorreia.

No recrutamento realizado dos artigos, também foi observado que os autores não tem a ciência de como tratar a alteração sexual nessa população. Por consequência, eles sugerem que o diagnóstico e o tratamento da disfunção sexual devam ser incluídos na avaliação clínica do paciente em hemodiálise de manutenção.o estudo de Kim e Jae Heon et al. (2014) sugeriu umtratamento para melhorar a função sexual de mulheres com DRC incluísse alterações emocionais e hormonais, como exemplo, a terapia de reposição hormonal (TRH).Teuwafeu et al. (2016) vai além, ele propõe que o uso da injeção de eritropoietina como terapia melhora a função sexual das mulheres que recebem HD assim como ajuda a melhorar a anemia, qualidade e satisfação de vida, redução da fadiga, sinais somáticos e tolerância à atividade. Porém, tendo em vista que não há protocolo exato para o tratamento da disfunção sexual em mulheres com DRC em HD, Kim e Jae Heon et al. (2014) avaliou o impacto da adequação de hemodiálise na disfunção sexual dessa população. A HD adequada do estudo foi definida como uma média de depuração da ureia (Kt / V) de 1,3 ao longo de três meses consecutivos.

A amostra do estudo foi composta por pacientes divididos em grupo de adequação e não-adequação e mulheres saudáveis para grupo controle (GC), e evidenciou que o grupo hemodialítico teve menor escores nos seguintes domínios: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, dor e total (ver KIM & JAE HEON et al., 2014). Porém, entre o grupo HD adequado e não-adequado, não diferiram em nenhum dos domínios, concluindo que não há associação da adequação da HD com DS feminina, e por assim dizer, afirma que as disfunções sexuais não melhoram com o tratamento de diálise. Houve outras variáveis que foram avaliadas ao escore do FSFI que também não tiveram correlação, como idade, duração de dialise, Índice de Massa Corpórea (IMC) e testosterona. Contudo o estrogênio diminuído teve correlação negativa significativa em todos os domínios.

Por sua vez, o estudo de Moret al. (2014), defende que a predominância fidedigna da disfunção sexual em mulheres em HD crônica não é conhecida, pois a pontuação do instrumento de avaliação FSFI que resulta na disfunção sexual em mulheres em dialise pode ser na verdade por inatividade sexual e não verdadeiramente por dificuldade sexual.

Os autores desenvolveram uma versão modificada da FSFI para diferenciar a DS da falta de atividade sexual. O estudo resultou que a maioria das mulheres, 81% de todas as avaliações, eram sexualmente inativas, e poucas foram as que deram dificuldade sexual como causa, 2% das avaliações. A falta de interesse foi relatada como maior motivo de inatividade sexual, ainda que 75% delas declararam estar moderadamente satisfeitos com sua vida sexual, seguida por falta de parceiro. Sobre satisfação sexual, a maioria delas declararam está moderadamente satisfeita com sua vida sexual e uma pequena quantidade relataram sofrer dificuldades sexuais. Pouquíssimas pacientes, apenas 5% das entrevistadas, expos interesse em aprender sobre causas ou opções de tratamento para dificuldades sexuais. Os Pacientes mais velhos (média de 66 anos) relataram que nunca foram sexualmente ativas durante o estudo.

Ao concluir que a inatividade sexual sobrepõe a incidência da verdadeira DS durante o tratamento de HD crônica, o próprio estudo faz uma ressalva em que a falta de interesse pode ser causa de disfunção sexual, uma vez que sua pesquisa mostra que a maioria das mulheres entrevistadas justificam a inatividade sexual exatamente por falta de interesse no sexo.

Considerações Finais

Em conclusão, mulheres em tratamento hemodialitico a longo prazo sofrem de disfunção sexual. As doenças cormobidas (como diabetes e depressão por exemplo), e a idade mais avançada aumenta o score sobre esse distúrbio. Dor e falta de lubrificação são as maiores queixas seguidas de desinteresse sexual com parceiro. Essa alteração prejudica auto estima, a relação matrimonial, como também está relacionada a depressão e baixa qualidade de vida. Não há sobretudo, protocolo clinico ou fisioterapêutico efetivo para o tratamento da disfunção sexual nessa população, além do que falta estudos para ter mais evidências sobre a etiologia dessa disfunção em mulheres que realizam hemodiálise e sofrem de insuficiência renal. Visto que se faz importante avaliar e diagnosticar essa alteração para melhorar a qualidade e satisfação de vida dessas pacientes.  Salienta-se, assim, a importância de um trabalho multidisciplinar no qual os profissionais de saúde, e entre eles o fisioterapeuta, se proponham a informar e instruir corretamente com ações educacionais os pacientes sobre alteração sexual quando submetidos à hemodiálise. E aos pacientes, por sua vez se tornem elementos ativos para identificar distúrbios sexuais e avisar aos profissionais de saúde. Sugerindo, por exemplo a implementação do questionário FSFI na avaliação clinica dessas mulheres em HD para auxiliar no diagnostico de disfunção sexual. Por tanto é preciso maiores esforços dos cientistas e das políticas públicas para padronizar um protocolo eficaz para avaliação e tratamento da DS em mulheres, pois isso terá impactos positivos tanto na qualidade de vida das mulheres quanto nas contas públicas.

Referências

ANTONUCCI, M. et al. Male sexual dysfunction in patients with chronic end-stage renal insufficiency and in renal transplant recipients. Archivio italiano di urologia, andrologia : organo ufficiale [di] Società italiana di ecografia urologica e nefrologica / Associazione ricerche in urologia, v. 87, n. 4, p. 299–305, 2015.

COHEN, Scott D; CUKOR, Daniel; KIMMEL, Paul L. Anxiety in Patients Treated with Hemodialysis. Clinical Journal of the American Society of Nephrology, p. 1–6, 2016.

DIKICI, S. et al. Association of anxiety, sleepiness, and sexual dysfunction with restless legs syndrome in hemodialysis patients. Hemodialysis International, v. 18, n. 4, p. 809–818, 2014.

ESEN, B. et al. Evaluation of relationship between sexual functions, depression and quality of life in patients with chronic kidney disease at predialysis stage. Renal Failure, v. 37, n. 2, p. 262–267, 2015.

FILOCAMO, Maria Teresa et al. The Female Sexual Function Index (FSFI): Linguistic Validation of the Italian Version. Journal of Sexual Medicine, n. 11, p. 447–453, 2014.

FUGL-MEYER, K. S. et al. Sexual Function and Testosterone Level in Men With Conservatively Treated Chronic Kidney Disease. American Journal of Men’s Health, v. 11, n. 4, p. 1069–1076, 2017.

GÜVEL, S. Sexual Dysfunction in Women with Chronic Renal Failure: Assessment with the Female Sexual Function Index. Journal of Clinical and Analytical Medicine, v. 5, n. 5, p. 363–365, 2014.

HEVESI, Krisztina et al. Different Characteristics of the Female Sexual Function Index in a Sample of Sexually Active and Inactive Women. The Journal of Sexual Medicine, v. 14, n. 9, p. 1133–1141, 2017.

IRKILATA, L. et al. The efficacy of udenafil in end-stage renal disease patients undergoing hemodialysis. Taylor & Francis Group, v. 38:3, n. August 2017, p. 357–361, 2016.

KHARBACH, Y. et al. Corrélations entre la dysfonction sexuelle et le profil clinicobiologique de l’insuffisant rénal en hémodialyse. African Journal of Urology, v. 22, n. 4, p. 310–314, 2016.

KIM, J. H. et al. Association between the hemodialysis adequacy and sexual dysfunction in chronic renal failure: a preliminary study. BMC Urology, v. 14, n. 1, p. 4, 2014.

KURTULUS, F O et al. Effects of Renal Transplantation on Female Sexual Dysfunction: Comparative Study With Hemodialysis and a Control Group. Transplantation Proceedings, v. 49, n. 9, p. 2099–2104, 2017.

LOK, Charmaine E. Urgent peritoneal dialysis or hemodialysis catheter dialysis. J Vasc Access, v. 17, n. Suppl 1, p. 56–59, 2016.

MOR, M. K. et al. Sexual function, activity, and satisfaction among women receiving maintenance hemodialysis. Clinical Journal of the American Society of Nephrology, v. 9, n. 1, p. 128–134, 2014.

MOHAMMADI-KALAVEH, Shirin et al. The Impact of Multidisciplinary Rehabilitation on Depressive Symptoms in Hemodialysis Patients. Western Journal of Nursing Research, p. 1–15, 2017.

PACAGNELLA, Rodolfo de Carvalho et al. Adaptação transcultural do Female Sexual Function Index Cross-cultural adaptation of the Female Sexual Function Index. Cadernos de Saúde Pública, v. 24, n. 2, p. 416–426, 2008.

PECHORRO, Pedro et al. Validação portuguesa do índice de Funcionamento Sexual Feminino ( FSFI ). Laboratório de Psicologia, v. 7, n. 1, p. 33–44, 2009.

PERTUZ, W. et al. Sexual dysfunction in patients with chronic renal disease: Does it improve with renal transplantation? Transplantation Proceedings, v. 46, n. 9, p. 3021–3026, 2014.

PRESCOTT, L. et al. Sexual dysfunction is more than twice as frequent in Danish female predialysis patients compared to age- and gender-matched healthy controls. International Urology and Nephrology, v. 46, n. 5, p. 979–984, 2014.

REHMAN, Khaleeq Ur et al. The Female Sexual Function Index (FSFI): Translation, Validation, and Cross‐Cultural Adaptation of an Urdu Version “FSFI–U”. Sexual Medicine, v. 3, n. 4, p. 244–250, 2015.

RIÁTIGA, D.; SALGADO SÁNCHEZ, L. E.; QUIROZ, Y. Efecto del trasplante renal en la percepción de la función sexual de los pacientes con insuficiencia renal terminal. Urología Colombiana, v. 24, n. 2, p. 78–81, 2015.

RHOU, H. et al. Translation, cultural adaptation and validation of the kidney disease quality of life-short form 1.3 in an African country. Transplantation Proceedings, v. 46, n. 5, p. 1295–1301, 2014.

SAGLIMBENE, V. et al. The prevalence and correlates of sexual dysfunction in women on hemodialysis: A multinational, cross-sectional study. Nephrology Dialysis Transplantation, v. 31, p. i296–i297, 2016.

STOUMPOS, Sokratis et al. The utility of anti-Müllerian hormone in women with chronic kidney disease , on haemodialysis and after kidney transplantation. Reproductive BioMedicine Online, p. 1–8, 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1016/j.rbmo.2017.11.003>.

SUAREZ, Maria Beatriz Bracco et al. Pregnancy in women undergoing hemodialysis : case series in a Southeast Brazilian reference center. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 37(1), p. 5–9, 2014.

TEUWAFEU, D. et al. Sexual Function and Correlates in Women Undergoing Maintenance Hemodialysis in Cameroon: A Multi-centric Study. The Open Urology & Nephrology Journal, v. 9, n. 1, p. 51–59, 2016.

TOPRAK, O. et al. The impact of hypomagnesemia on erectile dysfunction in elderly , non-diabetic , stage 3 and 4 chronic kidney disease patients : a prospective cross-sectional study. Clinical Interventions in Aging, p. 437–444, 2017.

VAN EK, G. F. et al. Discussing Sexual Dysfunction with Chronic Kidney Disease Patients: Practice Patterns in the Office of the Nephrologist. Journal of Sexual Medicine, v. 12, n. 12, p. 2350–2363, 2015.

WATANABE, Y. et al. Home hemodialysis and conventional in-center hemodialysis in Japan: A comparison of health-related quality of life. Hemodialysis International, v. 18, n. S1, p. S32–S38, 2014.

YODCHAI, Kantaporn; HUTCHINSON, Alison M.; OUMTANEE, Areewan. NEPHROLOGY NURSES ’ PERCEPTIONS OF DISCUSSING SEXUAL HEALTH ISSUES WITH PATIENTS WHO HAVE END-STAGE KIDNEY DISEASE. Journal of Renal Care, p. 229–237, 2018.



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Open chat
Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.