A Prática do Exercício Físico Comparado a Alimentação Saudável e seus Efeitos na Prevenção da Doença de Alzheimer
INTRODUÇÃO:
Demência é um termo geral para doenças e condições caracterizadas por um declínio na memória ou em outras habilidades de pensamento, que afetam a capacidade de uma pessoa realizar atividades cotidianas. A demência é causada por danos aos neurônios, que não podem mais funcionar normalmente e podem morrer. A doença de Alzheimer (DA) é o tipo mais comum de demência e é responsável por cerca de 60-80% dos casos. É uma doença neurodegenerativa progressiva caracterizada pelo acúmulo de amiloide fora dos neurônios e pela hiperfosforilação da proteína tau e emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios no cérebro, que levam ao déficit cognitivo, perda de memória e, em seguida, morte do neurônio. Existem mais de 52 milhões de pessoas em todo o mundo afetadas pela DA, enquanto a maioria dos agentes farmacológicos tem apenas algumas ações paliativas.
Além dos efeitos deteriorantes da DA na saúde humana e na qualidade de vida dos idosos, há também um tremendo impacto econômico associado à doença. O custo econômico da DA no mundo chega a um bilhão de dólares por ano. A DA não é apenas uma questão médica e um enigma para a sociedade, mas também está ligada a políticas públicas na busca da qualidade de vida dos pacientes e proteção dos cuidadores de pacientes. As áreas mais afetadas no cérebro de pacientes com DA incluem o bulbo olfativo, o neocórtex e o hipocampo, que desempenha um papel importante na memória espacial e no aprendizado. Apesar da intensa pesquisa sobre DA e outras doenças neurológicas, nenhum medicamento foi desenvolvido para tratar efetivamente todos os aspectos patológicos da doença ou reduzir o risco de distúrbios cognitivos e demência relacionados à idade.
Sendo assim, de acordo com a literatura, fatores que protegem o coração também protegem o cérebro e isso pode reduzir o risco de DA e outras doenças relacionadas à demência. A atividade física, notadamente o exercício aeróbico, é um desses fatores. O treinamento de exercícios de alta e moderada intensidade também melhora a reatividade cerebrovascular e isso é importante para a memória, função executiva e saúde mental. Juntamente com determinados alimentos como aqueles considerados benéficos para a saúde e que vão além da simples nutrição: alguns como peixes ou vegetais, outros como pré-probióticos que são importantes na proteção do organismo contra doenças crônicas e distúrbios patológicos. Muitos compostos bioativos estão presentes nos alimentos, mas em baixas concentrações, como flavonoides e antocianinas em frutas e vegetais, mas se usados em uma preparação concentrada podem ser produtos nutracêuticos que contribuem fortemente para a saúde integral dos indivíduos. Deste modo, o objetivo deste estudo é revisar os efeitos da atividade física comparado à alimentação saudável na prevenção da doença de Alzheimer.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Estratégias de Pesquisa
Foram incluídos nesta análise os mais relevantes estudos publicados originalmente no idioma inglês na base de dados PUBMED. A pesquisa foi realizada entre 17 de novembro e 03/07/2023. Foram usados descritores como: Alzheimer AND exercise AND nutrition. A busca foi limitada a estudos publicados após o ano de 2012 (até 10 anos).


DISCUSSÃO
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica, e sua complexidade torna sua cura um problema sem solução por enquanto. Um novo aspecto fisiopatológico, o da epigenética, promete a explicação de muitos mistérios médicos, incluindo a etiologia e fisiopatologia da DA. Os biomarcadores epigenéticos podem ser uma ferramenta muito útil para os pesquisadores encontrarem os nutrientes exatos necessários para criar remédios específicos, e talvez os mesmos biomarcadores possam até ser usados na triagem de pacientes no futuro. Dessa forma, a nutrição pode crescer e se tornar uma alternativa útil preventiva e até mesmo terapêutica contra a DA, especialmente se combinada com outras intervenções antidemência, como inibidores da acetilcolinesterase, exercícios cerebrais, treinamento físico, etc.
Nenhum dos tratamentos farmacológicos disponíveis para a DA retarda ou interrompe o dano e a destruição de neurônios que causam sintomas e tornam a doença fatal. Existem muitas opções terapêuticas para o tratamento e prevenção da DA, dentre elas estão os nutracêuticos que atuam sinergicamente em vários processos cerebrais que causam a DA e reduzem os danos neuropatológicos. Nesse sentido, os nutracêuticos são atualmente uma opção valiosa, pois podem influenciar mais de um alvo relacionado ao desenvolvimento/início da DA. Eles podem modular vários fatores relacionados à DA, incluindo a modulação do microbioma intestinal e, consequentemente, a bioquímica do sistema nervoso central (SNC), propriedades antiagregantes de Aβ e tau e propriedades anti-inflamatórias².
Foi demonstrado que doze meses de treinamento de resistência em mulheres mais velhas (65–75 anos) pode ser um candidato promissor para prevenir o declínio cognitivo e aumentar o desempenho cognitivo. Resultados anteriores em humanos idosos mostraram um impacto significativo e positivo do treinamento resistido em duas intensidades diferentes (moderada e alta) na função cognitiva, além de melhorar a função física. No entanto, o exercício de intensidade moderada foi mais eficaz em comparação com o exercício de alta intensidade para melhorar o perfil de humor em idosos. Outro estudo também resultou em melhora da função cognitiva após um programa de exercícios resistidos de oito semanas em 46 voluntários idosos (idade média de 73,2 anos). Tomados em conjunto, esses resultados sugerem que o treinamento físico representa uma estratégia terapêutica prática para humanos que sofrem de DA, embora diferentes modalidades precisem ser exploradas com relação à eficácia. Uma comparação entre treinamento resistido e aeróbico mostrou que ambos os modos têm um efeito positivo na função cognitiva, conforme demonstrado em 36 voluntários com idades entre 60 e 85 anos realizando nove semanas de exercício físico. Não houve diferença entre os dois grupos de exercícios, sugerindo que o envolvimento em qualquer forma de exercício é benéfico, o que pode influenciar a adesão do paciente com base na preferência pessoal. Há fortes evidências que sugerem que o exercício (na forma de treinamento de resistência e força) parece ser uma abordagem não farmacológica útil que retarda a demência e a doença de Alzheimer.
Na Conferência Internacional sobre Nutrição e o Cérebro, Washington, DC, 19 e 20 de julho de 2013, revisou-se as evidências sobre a influência de fatores dietéticos, exercícios físicos e mentais e sono em aspectos da cognição. Os palestrantes da conferência foram convidados a comentar sobre possíveis orientações dietéticas e de estilo de vida para a prevenção da doença de Alzheimer, com o objetivo de desenvolver um conjunto de passos práticos a serem recomendados ao público. Foram propostas algumas diretrizes que sugerem que uma combinação de etapas de dieta saudável e exercícios físicos regulares pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Essas mudanças no estilo de vida apresentam benefícios adicionais, particularmente para peso corporal, saúde cardiovascular e risco de diabetes, e essencialmente nenhum risco de danos⁴.
O risco de doenças específicas relacionadas à idade pode, em parte, ser mediado pela intervenção dietética no envelhecimento e na idade adulta. Além disso, uma avaliação nutricional mais abrangente além das medidas antropométricas precisa ser incorporada à rotina de cuidados de saúde de adultos para identificar necessidades específicas de nutrientes. Evidências crescentes sugerem que uma dieta de estilo mediterrâneo rica em frutas, peixes e vegetais pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo leve na DA. Uma dieta rica em frutas e vegetais, juntamente com proteína dietética adequada, também pode apoiar a manutenção da massa corporal magra. Além disso, a ingestão de micronutrientes específicos além das recomendações atuais para adultos mais velhos pode ser necessária para uma função imunológica ideal e resistência à infecção. Em geral, é possível que as necessidades dietéticas mudem com os metabolismos desregulados de muitos estados de doenças crônicas relacionadas à idade além daqueles discutidos nesta revisão. No entanto, as evidências apoiam a ideia de que todos os estados de doença relacionados à idade podem se beneficiar de uma atenção cuidadosa à adequação nutricional e a uma dieta saudável.
Em 2019, pesquisadores representando nove países e uma variedade de disciplinas acadêmicas se reuniram em Snekkersten, Dinamarca, para chegar a um consenso baseado em evidências sobre atividade física e idosos. Concluíram que a atividade física tem benefícios comprovados para a saúde cognitiva e saúde cerebral em idosos. Estudos observacionais fornecem evidências consistentes de que o declínio cognitivo e a neurodegeneração associados à idade (também observados, por exemplo, na doença de Alzheimer e na doença de Parkinson) podem ser retardados em adultos fisicamente ativos. As intervenções com adultos mais velhos geralmente empregam atividades do tipo aeróbico, portanto são necessárias mais evidências sobre outros tipos de atividade física, incluindo treinamento de resistência, equilíbrio, controle postural, jogos ativos e uma combinação destes⁶.
Até o momento, o treinamento físico pode efetivamente aliviar ou resgatar patologias de Aβ e Tau, reduzir a neuroinflamação, estimular a neurogênese do hipocampo e melhorar a função cognitiva da DA. Em relação ao tempo de exercício para prevenir e tratar a DA, observa-se melhora cognitiva após três semanas; no entanto, a diminuição na quantidade de Aβ só é observada após dez semanas de corrida. Além disso, uma diminuição na proteína Tau hiperfosforilada e uma melhora na alternância espontânea também são observadas após nove meses de corrida voluntária. No entanto, a intensidade do treinamento físico deve ser considerada, especialmente no treinamento físico de longo prazo. Entre eles, o treinamento de baixa intensidade pode aumentar a proliferação celular e a neurogênese, além de prevenir a ativação excessiva do eixo hipotálamo-hipófise. O exercício vigoroso é um desafio bioenergético que pode aumentar a capacidade dos neurônios para resistir ao estresse. Curiosamente, o exercício de alta intensidade com alta carga tem efeitos adversos. Assim, ainda existem muitas questões sobre os potenciais benefícios do exercício em modelos animais com DA e em pacientes humanos.
Pesquisas baseadas em evidências sugerem que mudanças na dieta e no estilo de vida podem ajudar as pessoas com DA. A restrição calórica surgiu como um meio potencial de prevenir ou retardar o início da DA. Múltiplas vias complexas que podem ter efeitos diretos e indiretos na fisiologia cerebral estão ligadas ao aumento da secreção de insulina, efeitos anti-inflamatórios e, mais importante, produção de BDNF pelos mecanismos protetores subjacentes. Dieta, exercício e restrição calórica parecem promissores porque não são invasivos e têm o potencial de influenciar a secreção de fatores e hormônios, tornando-os candidatos para o desenvolvimento de novos regimes no manejo e prevenção de deficiências cognitivas e perda de memória. No entanto, os efeitos benéficos podem variar com a quantidade, duração e intensidade das modificações, o que é especialmente verdadeiro para as alterações induzidas pelo exercício.
Estudos com restrição calórica mostraram efeitos neuroprotetores em modelos animais, mas os resultados em humanos são inconsistentes. No entanto, a dieta mediterrânea e a dieta cetogênica mediterrânea melhoraram a função cognitiva em idosos, alterando a microbiota intestinal e seus metabólitos. Além dos efeitos na microbiota intestinal, dietas ricas em azeitonas, nozes ou PUFA ω-3 afetaram genes associados a infecções e inflamações. Numerosos nutracêuticos, como curcumina, epigalocatequina-3-galato, resveratrol, extrato de Ginkgo biloba, genisteína, flavonoides de bagas e polifenóis de azeite de oliva extra virgem e vinho tinto são capazes de retardar a neurodegeneração. Uma combinação de fatores genéticos e epigenéticos, estilo de vida e dados do microbioma pode fornecer uma visão geral completa de um paciente individual e permitir a estratificação de pacientes em grupos nutricionais específicos, a fim de evitar não-respostas a uma dieta específica e obter uma resposta máxima da nutrição de precisão para cada paciente.
A presente revisão discutiu os fatores genéticos, epigenéticos, nutrigenômicos e de estilo de vida que podem influenciar a suscetibilidade e a progressão de NDDs, com foco especial na DA e na DP. Nesse contexto, muitas variantes genéticas protetoras e de risco conhecidas por afetar o estilo de vida também foram associadas ao início e à progressão de um ou mais NDDs. Além disso, as modificações epigenéticas demonstraram contribuir para tais condições e, portanto, representam possíveis alvos para desenvolver estratégias de tratamento a serem combinadas com suplementos nutricionais. Nesse sentido, a identificação de fatores nutrigenômicos representa uma oportunidade promissora para promover a expressão gênica e modificações epigenéticas voltadas principalmente para aumentar fatores neurotróficos e funções neuroprotetoras no cérebro, evitando assim a exacerbação dos sintomas e curso da doença. Entre eles, os dados apresentados sobre ADH1B, CYP1A2 e MTHFR os descrevem como candidatos a fatores nutritivos capazes de impactar a suscetibilidade e progressão de NDDs. A atividade física combinada com as terapias atualmente disponíveis promete ser importante para o manejo e tratamento dos NDDs. Em conclusão, todos os recursos apresentados se destacam como componentes potenciais a serem usados para o desenvolvimento de estratégias multi-target adaptadas para fornecer um tratamento mais adequado, eficaz e personalizado para pacientes que sofrem de NDDs.
Esta revisão narrativa de dados de ensaios clínicos sugere que certos nutrientes e fitonutrientes são capazes de modular significativamente a cognição em diferentes populações adultas com diferentes condições de saúde que causam comprometimento cognitivo. Na DA, vários nutrientes e fitonutrientes foram estudados por seus efeitos na função cognitiva. Uma taxa reduzida de declínio cognitivo foi exibida em ensaios usando ácido α-lipóico como tratamento adjuvante de medicamentos tradicionais. Da mesma forma, Bacopa monnieri mostrou melhorias em alguns aspectos da função cognitiva, talvez devido a efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. Em contraste, a suplementação de vitamina B na DA não demonstrou melhorar a função cognitiva ou retardar o declínio. No geral, os estudos revisados indicam que os precursores colinérgicos podem melhorar alguns aspectos da função cognitiva sem efeitos adversos, embora questões metodológicas e heterogeneidade dos estudos impossibilitem conclusões definitivas sobre o benefício neste momento. A vitamina D mostrou-se promissora na DA, onde foram observadas melhorias na função cognitiva, juntamente com melhorias nos lipídios sanguíneos e biomarcadores relacionados a Aβ. Por outro lado, a vitamina E tem mostrado resultados inconsistentes. Alguns estudos indicaram que a vitamina E pode retardar modestamente a progressão da demência, mas outro estudo levantou a questão dos efeitos diferenciais em respondedores e não respondedores. Os respondedores com redução no estresse oxidativo observaram a manutenção da função cognitiva, enquanto os não respondedores que não apresentaram redução no estresse oxidativo, na verdade, observaram uma diminuição na função cognitiva, possivelmente através da vitamina E agindo como um pró-oxidante. Ginkgo biloba é uma erva que tem sido amplamente estudada com resultados conflitantes. Algumas pesquisas mostraram-se promissoras por meio de melhorias modestas em vários aspectos da função cognitiva, embora os efeitos fossem geralmente pequenos e nem sempre clinicamente significativos. Outra pesquisa não mostrou nenhum efeito significativo do Ginkgo biloba após o tratamento. American e Panax ginseng também foram avaliados por seus efeitos no comprometimento cognitivo. Assim como o Ginkgo biloba, o ginseng mostrou melhorias modestas em algumas facetas da cognição, embora limitado por preocupações metodológicas semelhantes. Os ácidos graxos ω-3 também foram estudados com resultados inconsistentes.
É razoável pensar que as combinações de alimentos e nutrientes, conforme demonstrado por estudos sobre padrões alimentares, como as dietas MedDiet, DASH e MIND, compreendendo principalmente alimentos não processados ou minimamente processados à base de plantas e nutrientes que são considerados neuroprotetores, como vegetais, EVOO, bagas, frutas e nozes, são a forma ideal de neutralizar o aumento do declínio das funções cognitivas. Claramente, a isso devem ser adicionados outros fatores essenciais, como atividade física, qualidade do sono e socialização, entre os determinantes não alimentares. É razoável prever que doenças complexas resultam da combinação de uma série de fatores ao longo do tempo e, portanto, é lógico prever que medidas preventivas devam ser combinadas de forma semelhante. Deve-se aprender com as evidências acumuladas que o desenho de estudos futuros deve ser multicomponente do ponto de vista nutricional (combinações de alimentos e nutrientes) em conjunto com outros aspectos do estilo de vida. Embora os mecanismos que possam explicar o benefício de padrões alimentares saudáveis e outros fatores do estilo de vida na prevenção da deterioração cognitiva ainda não estejam totalmente claros, estudos sobre as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, sobre a influência na microbiota, nas doenças vasculares e estados pró-trombóticos, e em mediadores que controlam a depuração de proteínas mal dobradas, como amiloide, podem ajudar a explicar o benefício observado.
A atividade física é um fator importante na prevenção de alterações patológicas em doenças demenciais, incluindo a DA. Acredita-se que os exercícios físicos (ginástica matinal, caminhada, natação, jardinagem, subir escadas e tarefas domésticas) intensifiquem a formação de fatores neurotróficos envolvidos na manutenção da homeostase do sistema nervoso central e na regeneração do tecido cerebral danificado, evitando assim mudanças destrutivas no cérebro. Além disso, o exercício físico desencadeia a produção de neurotrofinas no cérebro, que promovem a neuroplasticidade cerebral e melhoram o funcionamento dos neurônios, também nas partes do cérebro responsáveis pela memória e outras funções cognitivas. A atividade física ajuda a manter a função cardiovascular ideal, melhora o fluxo sanguíneo local e interrompe o derrame e as doenças dos pequenos vasos sanguíneos. Uma análise comparativa de pessoas se exercitando intensamente com pessoas que não praticavam esportes regularmente mostrou que aqueles que se exercitavam tinham um risco significativamente menor de desenvolver sintomas da doença de Alzheimer em cinco anos em comparação com pessoas que não praticavam esportes. Outro estudo mostrou uma diferença de 17 meses na ocorrência de demência entre um grupo inativo e o grupo mais ativo. O maior risco de comprometimento cognitivo foi observado em pessoas sem atividade física, mental ou social. Portanto, acredita-se que a atividade física protege contra o comprometimento cognitivo em idosos e retarda o curso da doença de Alzheimer, retardando assim o início da demência. Em outro estudo de coorte, a atividade física moderada (mas não leve ou intensiva) tem um efeito benéfico nos biomarcadores. Acredita-se, portanto, que o exercício físico e o treinamento cognitivo previnem déficits de memória cognitiva associados à neurotoxicidade β-amilóide. Graças à combinação de exercícios aeróbicos e condicionamento aeróbico, pode ser alcançado um efeito sinérgico no aumento das funções cognitivas, melhorando a estrutura do cérebro e seu funcionamento.
CONCLUSÃO:
A presente pesquisa mostrou a importância da prevenção precoce do declínio cognitivo na doença de Alzheimer, promovendo atividade física e uma alimentação adequada. A pesquisa mostrou que a atividade física, especialmente o exercício aeróbico, tem um efeito protetor sobre a função cognitiva e a memória em idosos e pacientes com Alzheimer. Em comparação com o exercício aeróbico, vários estudos de treinamento de força também mostraram efeitos positivos, e os raros estudos que comparam as duas modalidades diferentes não mostram diferença. Assim como a atividade física e o exercício, a Dieta Mediterrânea (DM) e a Restrição Calórica (CR) também podem ser consideradas uma intervenção nutricional promissora para a prevenção de muitas doenças crônicas relacionadas à idade. A maioria das pessoas ainda desconhece a relação entre estilo de vida e saúde cerebral, o que indica a necessidade de campanhas de saúde pública. Aumentar a conscientização da população em geral sobre a modificação do estilo de vida é um fator chave na prevenção da demência em doenças neurodegenerativas, incluindo a DA. O exercício físico e a alimentação reforçam os mecanismos de defesa e retardam o processo de envelhecimento do organismo.
REFERÊNCIAS
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ARTIGO PUBLICADO EM 10/07/205
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