Digite sua palavra-chave

post

Sono como Indicador de Qualidade de Vida em Pacientes Adultos sob Cuidados em Unidades de Terapia Intensiva

Sono como Indicador de Qualidade de Vida em Pacientes Adultos sob Cuidados em Unidades de Terapia Intensiva

INTRODUÇÃO

O sono é um estado parcial de desligamento reversível do ambiente, em que o cérebro e o corpo estão ativos, e que envolve mecanismos associados ao sistema nervoso central de grande complexidade. O sono é considerado uma necessidade fisiológica fundamental, desempenhando um papel essencial na recuperação do desgaste físico diário, de proteção imunológica e eliminação de substâncias potencialmente nocivas, bem como na conservação de energia do ser humano.

Nesse contexto, a privação do sono, ou a perturbação do seu ritmo natural, pode provocar diversos impactos físicos, cognitivos, neurológicos, endócrinos, imunológicos e metabólicos. De forma mais específica, tais impactos podem incluir dores de cabeça, visão turva, ardência nos olhos, dores articulares, cansaço, aumento da irritabilidade, e a ocorrência de quadros hipertensivos. Em períodos de doença, o sono é de fundamental relevância para a recuperação, bem como medida preventiva contra o surgimento de outras condições, uma vez que é durante o sono em que há a regulação do sistema imunológico e humoral.

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) é um ambiente de alta complexidade concebido para concentrar recursos materiais e humanos para o atendimento a pacientes graves, em estado crítico, mas ainda considerados como recuperáveis. O funcionamento das UTIs é tradicionalmente baseado em monitorização e vigilância constantes, nas quais aspectos físicos e técnicos da assistência ao paciente são normalmente colocados como prioridade em detrimento aos aspectos humanizados do cuidado. Neste contexto, os pacientes alocados nesses ambientes têm alta probabilidade de apresentarem uma má qualidade do sono, nas quais diversos elementos podem contribuir para isso. De fato, a privação do sono ou a incapacidade de dormir durante a hospitalização, entre pacientes críticos não sedados, consiste no segundo maior estressor e uma das três principais causas de ansiedade ao longo desse período de internação na UTI.

A qualidade do sono, portanto, emerge como um componente essencial na recuperação de pacientes internados em UTI, uma vez que o sono desencadeia uma série de processos biológicos cruciais para a restauração da saúde. A peculiaridade do ambiente hospitalar, particularmente nas UTIs, frequentemente expõe os pacientes a interrupções significativas nos padrões naturais de sono, exacerbando os desafios enfrentados durante o processo de recuperação. Nesse contexto, o presente estudo visa analisar os principais fatores intervenientes e as consequências da má qualidade de sono em um ambiente de Unidade de Terapia Intensiva, que possam afetar a qualidade de vida em pacientes adultos sob cuidados nesse ambiente.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados do Scielo, LILACS, Google Acadêmico e do MEDLINE, via Pubmed. Foram utilizadas nas bases de dados, respeitando a língua oficial de cada uma delas, as estratégias de busca “sono AND qualidade de vida AND Unidades de Terapia Intensiva” e “sleep AND quality of life AND intensive care units”. Não houve filtros para ano ou idioma de publicação dos trabalhos. Adotou-se como critérios de exclusão a indisponibilidade do texto completo para leitura. Como critérios de inclusão, procedeu-se a leitura do título, e em seguida a leitura dos resumos.

RESULTADOS

A busca por artigos nas bases de dados retornou um total de 210 resultados, tendo sido 2 no Scielo, 9 no LILACS, 15 no MEDLINE e 183 no Google Acadêmico. Após a leitura dos títulos, foram excluídos 196 artigos e, após a leitura do resumo dos quatorze trabalhos restantes, seis foram selecionados para compor essa revisão. As principais informações a respeito dos trabalhos selecionados estão apresentadas no Quadro 1.

DISCUSSÃO

Identificou-se que cinco fatores possuem interferência na qualidade do sono entre pacientes sob cuidados em UTI. O barulho e os ruídos no ambiente da UTI, de acordo com a literatura, parece ser a principal causa do sono fragmentado entre pacientes. De fato, identificou-se que mesmo salas de UTI vazias possuem ruído igualmente alto ao longo do dia, e à noite. De acordo com a opinião dos próprios pacientes, o barulho mais alto e irritante no hospital é o de pessoas conversando, principalmente durante a passagem de plantão, seguido dos alarmes dos aparelhos. Algumas estratégias para redução de ruído já foram testadas e identificadas como positivas, incluindo o uso de tampões de ouvido, e o mascaramento dos ruídos da UTI com o som do mar, ou com ruído branco.

A iluminação excessiva, no ambiente da UTI, é frequentemente associada às luzes “artificiais”, que podem alterar o ciclo circadiano de sono dos pacientes. Embora a exposição à luz durante o dia estar associada com uma melhor qualidade de sono, em diversas circunstâncias, de fato, a exposição à luz artificial brilhante durante a noite tem sido relacionada à supressão da secreção de melatonina, ao aumento da latência para o início do sono e ao aumento do estado de alerta. No ambiente da UTI, inclusive, a depender da posição da sala no prédio do hospital e da presença/ausência de janelas, não há luz externa (solar) influenciando esses pacientes. Há relatos de pacientes que perderam a referência de dia/noite enquanto internados. Nesse contexto, quaisquer medidas para remediar tais efeitos, como a redução da luminosidade dos aparelhos e da sala à noite, pode trazer benefícios para o paciente internado.

O recebimento de cuidados pela equipe de profissionais é outro fator importante na redução da qualidade do sono entre pacientes internados em UTI. Alguns estudos identificaram que a quantidade de procedimentos à noite excede os diurnos, nas quais pacientes chegaram a relatar entre cinquenta e sessenta interrupções ao longo do período noturno. As intervenções das equipes médica, de enfermagem e fisioterapia, enquanto essenciais no ambiente de UTI, podem ser agrupadas em um curto intervalo de tempo do período noturno, a fim de minimizar interrupções e promover uma melhor qualidade de sono entre os pacientes atendidos, tal como proposto anteriormente.

Os três fatores citados acima são passíveis de modificação por parte da gestão e da equipe da UTI, podendo ser ajustados para promover um maior conforto, e permitir uma qualidade de sono maior ao paciente internado. No entanto, os outros dois fatores principais não são necessariamente “modificáveis” pela atuação da equipe profissional, mas são importantes e devem ser observados. Inicialmente, padrões emocionais como ansiedade e medo são, de certa forma, até esperados em pacientes internados. A ansiedade pelos compromissos e afazeres que estão deixando de serem feitos fora do hospital, e o medo de que sua situação se prolongue, que não possam mais ver seus entes queridos, e o medo da morte são sentimentos a serem considerados. Ademais, distúrbios orgânicos como dor, desconforto, estresse, náusea, vômitos, tosse, e espasmos musculares também são possibilidades reais para esse grupo de pacientes. Embora exista a possibilidade de terapia farmacológica na redução da dor e no manejo de várias destas condições, outras demandam uma atuação direta da equipe para apresentar melhoras. Nesse contexto, a empatia por parte da equipe profissional é um diferencial para a redução desses fatores, e a mobilização precoce em ambientes de UTI seja intervenção não farmacológica eficaz para controlar algumas dessas condições. Além desses, outros fatores foram identificados como potenciais interferentes no sono dos pacientes, como a necessidade de ventilação mecânica, e a presença de comorbidades prévias.

Mesmo entre indivíduos saudáveis, fora do ambiente da UTI, a baixa qualidade do sono acarreta prejuízos em vários tipos de atividades diárias, afetando a qualidade de vida em geral, provocando forte impacto econômico e social. Dentre as consequências adversas de quaisquer distúrbios do sono, incluem-se a possibilidade do surgimento e/ou agravamento de problemas de saúde, o aumento da propensão a distúrbios psiquiátricos, déficits cognitivos, riscos de acidentes de tráfego e o absenteísmo no trabalho. Em pacientes adultos sob cuidados em UTI, as principais consequência da má qualidade de sono estão relacionadas àquelas observadas em indivíduos fora desse ambiente. A saber, observou-se que delirium, o declínio na função principalmente dos sistemas imune e metabólico, bem como dos sistemas cardiovascular e neurológico, e o comprometimento dos músculos respiratórios dificultando o desmame da ventilação mecânica foram as principais.

A fim de possibilitar um melhor manejo do sono entre pacientes, é interessante acompanhar o sono deles enquanto internados para que, caso seja necessário, se façam ajustes no ambiente da UTI que lhes permitam dormir melhor. Atualmente, existem smartwatches que, por meio da leitura de seu sistema de fotopletismografia, é capaz de estimar a qualidade do sono em seu usuário. Da mesma forma, existem aplicativos que, no celular, com o uso do microfone, podem inferir o mesmo. No ambiente da UTI, pela possibilidade de uso de ferramentas mais complexas, como a polissonografia durante a noite, ou utilizando de instrumentos escritos em momentos diurnos, tais como o Questionário de Sono Richards-Campbell (do inglês Richards-Campbell Sleep Questionnaire) e o Questionário de Sono em UTI (do inglês Sleep in the Intensive Care Unit Questionnaire), elaborados especificamente para pacientes internados em UTI, e já traduzidos e validados para a língua portuguesa.

É importante destacar, também, como uma má qualidade de sono na UTI pode afetar a qualidade de vida após a alta hospitalar. Nesse sentido, tanto aspectos físicos quantos mentais mostraram-se menores nesses indivíduos, mesmos 6 meses após a alta da UTI.

Recentemente, vem-se utilizando a expressão “síndrome pós-terapia intensiva” para descrever déficits cognitivos, mentais ou físicos, sejam eles novos ou agravados após a hospitalização. Vários aspectos de suas vidas podem ser afetados, se refletindo como um estado de fragilidade multidimensional, com a perda de reserva fisiológica e cognitiva que se acumula, e pode predizer eventos adversos e desfechos desfavoráveis.

Entender como o sono é afetado entre pacientes de UTI, durante a internação ou após sua alta hospitalar, é um assunto de interesse recente e crescente. Essa qualidade de sono, de acordo com as informações aqui discutidas, é um indicador da qualidade de vida desses pacientes, podendo inclusive, a partir de estudos e avaliações futuras, ser identificada como um preditor de alta hospitalar breve ou permanência nesse ambiente por períodos mais longos.

CONCLUSÃO

Observou-se que os principais fatores que podem interferir na qualidade de sono de pacientes internados em UTI são ruídos, iluminação excessiva, recebimento de cuidados pela equipe de profissionais, padrões emocionais como ansiedade e medo, e distúrbios orgânicos como dor e fadiga. Dentre as principais consequência da má qualidade de sono entre esses pacientes estão delirium, o declínio na função principalmente dos sistemas imune e metabólico, bem como dos sistemas cardiovascular e neurológico, e o comprometimento dos músculos respiratórios dificultando o desmame da ventilação mecânica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Ray S, Reddy A. Cross-talk between circadian clocks, sleep-wake cycles, and metabolic networks: dispelling the darkness. BioEssays. 2016;38(4):394-405.

[2] Besedovsky L, Lange T, Haack M. The sleep-immune crosstalk in health and disease. Physiol Rev. 2019;99(3):1325-80.

[3] Clares JWB, Freitas MC, Galiza FT, Almeida PC. Necessidades relacionadas ao sono/repouso de idosos: estudo fundamentado em Henderson. Acta Paul Enferm. 2012;25(1):54-9.

[4] Colten HR, Altevogt BM, editors. Sleep disorders and sleep deprivation: an unmet Public Health Problem. Washington, DC: National Academies Press; 2006.

[5] Buysse DJ. Sleep health: can we define it? Does it matter? Sleep. 2014;37(1):9-17.

[6] Antunes HKM, Andersen ML, Tufik S, Mello MT. Privação de Sono e Exercício Físico. Rev Bras Med Esporte. 2008;14(1): 51-6.

[7] Shephard RJ, Shek PN. Interactions between sleep, other body rhythms, immune responses, and exercise. Can J Appl Physiol. 1997;22(2):95-116.

[8] Spiegel K, Leprolt R, Van Cauter E. Impact of sleep debt on metabolic and endocrine function. Lancet. 1999;354(9188):1435-9.

[9] Peppard PE, Young T, Palta M, Skatrud, J. Prospective Study of the Association between Sleep-disordered breathing and hypertension. N Engl J Med. 2000; 342(19):1378-84.

[10] Bonnet MH, Arand DL. Clinical effects of sleep fragmentation versus sleep deprivation. Sleep Med Rev. 2003;7(4):297-310.

[11] Monteiro NT, Ceolim MF. Qualidade do sono de idosos no domicílio e na hospitalização. Texto Contexto – Enferm. 2014;23(2): 356-64.

[12] Vila VSC, Rossi LA. O significado cultural do cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: “muito falado e pouco vivido”. Rev. Latino-Am. Enferm. 2002;10(2):137-44.

[13] Beltrami FG, Nguyen X-L, Pichereau C, Maury E, Fleury B, Fagondes S. Sono na unidade de terapia intensiva. J Bras Pneumol. 2015;41(6):539-46.

[14] Lima AMC, Carmo BPS, Matos CJO. Interrupção do sono na unidade de terapia intensiva: revisão integrativa acerca dos fatores associados. ASSOBRAFIR Ciênc. 2020;11e76523.

[15] Huang H, Jiang L, Shen L, Zhang G, Zhu B, Cheng J, Xi X. Impact of oral melatonin on critically ill adult patients with ICU sleep deprivation: study protocol for a randomized controlled trial. Trials. 2014;15(1):327.

[16] Gabor JY, Cooper AB, Hanly PJ. Sleep disruption in the intensive care unit. Curr Opin Crit Care. 2001;7(1): 21-7.

[17] Costa SV, Ceolim MF. Factors that affect inpatients’ quality of sleep. Rev Esc Enferm USP.

[18] Kornienko A. Intensive Care Unit Environment and Sleep. Crit Care Nurs Clin N Am. 2021;33(2):121-9.

[19] Silva CN, Neta UPS. Impactos da privação do sono na recuperação do paciente no ambiente de terapia intensiva. Rev Eletrôn Atualiza Saúde. 2021;9(9):24-35.

[20] Horsten S, Reinke L, Absalom AR, Tulleken JE. Systematic review of the effects of intensive-care-unit noise on sleep of healthy subjects and the critically ill. Br J Anaesth 2018;120(3):443-52.

[21] Voigt LP, Reynolds K, Mehryar M, Chan WS, Kostelecky N, Pastores SM, Halpern NA. Monitoring sound and light continuously in an intensive care unit patient room: a pilot study. J Crit Care. 2017;39(2017):36-9.

[22] Goeren D, John S, Meskill K, Iacono L, Wahl S, Scanlon K. Quiet time: a noise reduction initiative in a neurosurgical intensive care unit. Crit Care Nurse 2018;38(4):38-44.

[23] Xie H, Kang K, Mills GH. Clinical review: The impact of noise on patients’ sleep and the effectiveness of noise reduction strategies in intensive care units. Crit Care. 2009;13(2):208.

[24] Boyko Y, Jennum P, Nikolic M, Holst R, Oerding H, Toft P. Sleep in intensive care unit: the role of environment. J Crit Care 2017;37(2017):99-105.

[25] Korompeli A, Muurlink O, Kavrochorianou N, Katsoulas T, Fildissis G, Baltopoulos G. Circadian disruption of ICU patients: a review of pathways, expression and interventions. J Crit Care 2017;38(2017):269-77.

[26] Cho Y, Ryu SH, Lee BR, Kim KH, Lee E, Choi J. Effects of artificial light at night on human health: A literature review of observational and experimental studies applied to exposure assessment. Chronobiol Int. 2015;32(9):1294-310.

[27] Blume C, Garbazza C, Spitschan M. Effects of light on human circadian rhythms, sleep and mood. Somnologie(Berl). 2019;23(3):147-56.

[28] Castro CMCSP, Botelho MAR. The experience of the persons with critical condition hospitalized in an intensive care unit. J Nurs UFPE. 2017;11(9): 3386-94.

[29] Çelik S, Öztekin D, Akyolcu N, Işsever H. Sleep disturbance: the patient care activities applied at the night shift in the intensive care unit. J Clin Nurs. 2005;14(1):102-6.

[30] Alsulami G, Rice AM, Kidd L. Prospective repeated assessment of self-reported sleep quality and sleep disruptive factors in the intensive care unit: acceptability of daily assessment of sleep quality. BMJ Open 2019;9:e029957. Disponível em: 10.1136/bmjopen-2019-029957.

[31] Al Mutair M, Shamsan A, Salih S, Al-Omari A. Sleep deprivation etiologies among patients in the intensive care unit: literature review. Dimens Crit Care Nurs 2020;39(4):203-10.

[32] Oldham MA, Lee HB, Desan PH. Circadian rhythm disruption in the critically ill: an opportunity for improving outcomes. Crit Care Med. 2016;44(1):207-17.

[33] Stewart JA, Green C, Stewart J, Tiruvoipati R. Factors influencing quality of sleep among non-mechanically ventilated patients in the Intensive Care Unit. Aust Crit Care. 2017;30(2):85-90.

[34] Shapiro PA. Psychiatric aspects of heart disease (and cardiac aspects of psychiatric disease) in critical care. Crit Care Clin. 2017;33(3):619-34.

[35] Rivosecchi RM, Smithburger PL, Svec S, Campbell S, Kane-Gill SL. Nonpharmacological interventions to prevent delirium: an evidence-based systematic review. Crit Care Nurse. 2015;35(1):39-50.

[36] Müller MR, Guimarães SS. Impacto dos transtornos do sono sobre o funcionamento diário e a qualidade de vida. Estud Psicol. 2007;24(4):519-528.

[37] Biazim SK, Souza DA, Carraro Junior H, Richards K, Valderramas S. The Richards-Campbell Sleep Questionnaire and Sleep in the Intensive Care Unit Questionnaire: translation to Portuguese and cross-cultural adaptation for use in Brazil. J Bras Pneumol. 2020;46(4):e20180237.

[38] McKinley S, Fien M, Elliott R, Elliott D. Sleep and psychological health during early recovery from critical illness: an observational study. J Psychosom Res. 2013;75(6):539-45.

[39] Elliott D, Davidson JE, Harvey MA, Bemis-Dougherty A, Hopkins RO, Iwashyna TJ, et al. Exploring the scope of post-intensive care syndrome therapy and care: engagement of non-critical care providers and survivors in a second stakeholders meeting. Crit Care Med. 2014;42(12):2518-26.

[40] Fontela PC, Abdala FANB, Forgiarini SGI, Junior LAF. Qualidade de vida de sobreviventes de um período de internação na unidade de terapia intensiva: uma revisão sistemática. Rev Bras Ter Intensiva 2018;30(4):496-507.

ARTIGO PUBLICADO EM 03/09/2026



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.