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Revisão Integrativa De Literatura Sobre A Eficácia Do Uso Da Plataforma Vibratória No Sistema Musculoesquelético

Revisão Integrativa De Literatura Sobre A Eficácia Do Uso Da Plataforma Vibratória No Sistema Musculoesquelético

Introdução

A utilização da plataforma vibratória é considerada um método eficaz para tratamentos de reabilitação e melhorias do desempenho físico, da mesma forma que os métodos tradicionais de terapia/treinamento físico, tornando-a popular em clínicas de fisioterapia e academias de ginástica em diversos países [1]
Entretanto, mesmo obtendo uma larga disseminação, ainda não existem comprovações científicas quanto à sua eficácia [1]

Na atualidade, são encontrados diversos tipos do referido equipamento, ou seja, existem equipamentos específicos para o treinamento físico, e outros direcionados especificamente para o tratamento de reabilitação, diferenciando as suas formas de aplicação em direta ou indireta. [2]

A trepidação produzida pela plataforma vibratória reproduz-se ao longo de toda a estrutura corporal, uma vez que o indivíduo encontre-se sobre a mesma; entretanto, a estrutura que irá recebe a maior intensidade das vibrações serão exatamente aquelas que se localizam anatomicamente contígua à plataforma; em contrapartida, os efeitos na musculatura serão percebidos de acordo com o grau de ativação ao longo do treinamento de vibração É possível a manipulação dos protocolos quanto à amplitude e freqüência [2]

O treinamento de força sofre combinações com a vibração, objetivando-se uma melhoria referente aos resultados de força e potência muscular, pois são elementos determinantes para um desempenho esportivo diferenciado e também para a prática de atividades diárias [3]

Neste contexto, a melhoria de tais resultados irá depender das particularidades da vibração, tais como dimensão e periodicidade; além disso, deverão ser observadas as formalidades dos exercícios que serão aplicados; ou seja, o volume, a intensidade e o tipo do treinamento [3]

Desse modo, o estudo possui como principal objetivo discorrer a res­peito da eficácia do uso da plataforma vibratória no sistema musculoesquelé­tico.

Materiais e Métodos

Em primeiro lugar, conceituando, pode-se dizer que a metodologia de pesquisa consiste na etapa na qual são captadas as principais características com relação ao que foi feito para que o trabalho atingisse a sua finalidade.
Em outras palavras, pode-se dizer que consiste no caminho do trabalho, quais métodos foram aplicados durante sua confecção.

Isto posto nota-se que esse trabalho utilizou como metodologia científica a revisão bibliográfica. Por meio desta, objetiva-se a compreensão, a realização de análise, o levantamento de conceitos de vários autores que já explanaram o seu raciocínio acerca do tema. Logo é possível produzir conhecimento próprio com base nos fundamentos teóricos de outros autores.

Os autores em questão foram selecionados com base em pesquisa com palavras-chave sobre o tema, além de consultar bancos de dados científicos tal como a Scielo e outros.

Resultados

Foram identificados 100 artigos que correlacionaram Plataforma Vibratória, Sistema Musculoesquelético. Por meio desses artigos foi possível observar 25 artigos repetidos, 30 rejeitados pelo titulo devido a não esta correlacionado ao estudo proposto. Dos restantes, 15 foram eliminados da leitura de resumo e 18 artigos eliminados pela leitura integral. Foi feito uma análise criteriosa e observacional de 12 artigos com alguns parâmetros, correlacionando a Plataforma Vibratória e sua eficácia no Sistema Musculoesquelético. Foram utilizados somente Base de dados especializados na área de saúde.

O corpo humano possui em sua composição 40% de músculos esqueléticos, os quais formam um tecido específico predisposto a metamorfosear-se de acordo com as exigências corporais. É um tecido energético propício, que responde a impulsos heterogêneos, capaz de alterar a estatura, o ímpeto, a vascularização, a amplitude e também a constituição das fibras.

Nos últimos 10 anos, a vibração ganhou notoriedade como forma de treinamento de força, incentivando inúmeros pensadores a efetuar pesquisas, tendo por finalidade evidenciar os seus efeitos mecânicos, assim como as suas conseqüências para o corpo humano.

As reações biológicas aos estímulos vibratórios são uma característica desafiadora do ponto de vista científico. Isso se refere a mecanismos reflexos que controlam o tempo de curso e a intensidade da contração muscular no curso do estímulo oscilatório assim como uma potencial instabilidade de postura e controle de equilíbrio numa plataforma vibratória, especificamente. Sob certo nível de pré-tensão do músculo esquelético, em alguns estudos notáveis melhoras da força muscular foram notadas num treinamento de força com a utilização da vibração. Com respeito à ação reflexa durante o estímulo oscilatório o papel do Reflexo tônico de vibração deve ser analisado para adicionais estudos. Assim a combinação de vários métodos para investigar a variedade de respostas biológicas à exposição à vibração parece ser promissora para entendimento adicional desse fenômeno específico [4]

Assim sendo, é possível manter o foco do exercício em função daquilo que o individuo deseja ganhar. Caso opte pelo ganho da força e potência, o trabalho a ser executado irá impor uma carga gravitacional mais elevada para o grupo muscular em específico.

As vibrações enquadram-se na categoria dos exercícios com hipergravidade, devido às altas precipitações, uma vez que o corpo humano responde de maneira heterogênea, ou seja, os músculos respondem de maneira morfológica e neural.

Vibração pode ser entendida como o movimento alternado de um corpo sólido em relação ao seu centro de equilíbrio, ou ainda, como um movimento de característica oscilatória que se repete em torno de uma posição de referência [5]
As plataformas vibratórias foram desenvolvidas há pouco tempo, porém são consideradas altamente apropriadas para tratamentos de reabilitação física, bem como para o restabelecimento do desempenho físico comparadas às técnicas consuetudinárias referentes às terapias estéticas, de acordo com os seus fabricantes. O uso do citado equipamento foi largamente difundido nas clínicas fisioterápicas do país.

As plataformas vibratórias atualmente disponíveis no mercado transmitem vibração por meio de placas oscilatórias utilizando dois sistemas diferentes: (a) com a placa oscilando uniformemente para cima e para baixo e (b) alternando deslocamentos verticais entre o lado esquerdo e direito da placa [6]

O objetivo ao utilizar-se das vibrações é a produção vertiginosa e precisa de transformações ao longo da extensão muscular; tais vibrações são identificadas através de receptores sensoriais, os quais respondem amenizando as ondas vibratórias por meio de uma suavidade da tensão muscular.

Os músculos abdominais são de extrema importância para as funções de sustentação e contenção do conteúdo abdominal, além de possuir papel de destaque na postura normal da pelve, sendo responsável indiretamente pela curvatura da coluna lombar e de grande importância na postura do corpo [7]

Os impulsos possuem um efeito intrínseco na musculatura humana, pois é capaz de retrair-se e distender-se de maneira instintiva de 30 a 50 vezes por segundo, respondendo a uma vibração que se adapta a freqüência, duração e amplitude, permitindo que, da mesma forma uma estimulação de aproximadamente 100%, sendo considerada menos estressante, devido ao fato de inexistir mobilizações das estruturas que as circundam (ligamentos, articulações, tendões e músculos); o tempo de duração da atividade é mínimo, não ultrapassando 30 segundos.
A maneira como esta transmissão vibratória acontece está diretamente relacionada à rigidez e ao amortecimento musculoesquelético, devendo-se sempre considerar que a vibração é transmitida de segmento para segmento, propagando-se dos pés para os tornozelos, dos tornozelos para os joelhos e assim sucessivamente, até alcançar a cabeça [1]

Esteticamente, a utilização da terapia vibratória surte efeitos positivos no que se refere ao restabelecimento do fluxo sanguíneo, a tonificação muscular, a estimulação do sistema hormonal e a diminuição de medidas corporais e celulites. A perda da mobilidade, a diminuição da força muscular e o déficit de equilíbrio são fatores que contribuem para a dependência e a perda da autonomia [3]

As vibrações de corpo inteiro (VCI) é uma novidade em termos de exercícios, e os seus resultados têm sido considerados muito eficazes quanto ao aumento da densidade óssea, celeridade do metabolismo ósseo, proporcionando um acréscimo de força e equilíbrio muscular; verificou-se que essa atividade pode ser aplicada em indivíduos de qualquer idade ou condição física.

O treinamento de vibração de corpo inteiro (VCI), por sua vez, tem sido muito utilizado em diferentes contextos de intervenção profissional, como no treinamento físico, esportivo e funcional, além de estar fortemente inserida no contexto da reabilitação física promoção da saúde e prevenção de patologias do sistema esquelético por meio da estimulação do desenvolvimento ósseo [8]

Historicamente, a utilização da vibração como um equipamento terapêutico iniciou-se em 1857 com Gustav Zander (médico sueco), através da construção de 70 máquinas de exercícios diferenciados; posteriormente, Poe Rood em 1860 realizou as primeiras experimentações no músculo humano, descobrindo que, a aplicação de uma frequência vibratória na mão de 60HZ, com intensidade de 6 mm ocasionavam uma sólida contração involuntária na mão e no braço. Em 1985, John Harvey Kellogg elaborou o maquinário de vibração para o corpo inteiro em direções diversas, a qual possuía indicações para o tratamento de dores na coluna e de cabeça, e também, prisão de ventre. Entretanto, a percepção efetiva do potencial da vibração foi identificada pelo cientista alemão W. Biermann em 1960, após estudos relacionados à estimulação Neuromuscular Rítmica por meio de vibrações por ciclos. [9]

Considerando que o músculo esquelético é um tecido especializado que modifica sua capacidade funcional global em resposta a diferentes estímulos, com a exposição regular, controlada e sistematizada aos estímulos vibratórios, ocorrem adaptações tanto neurais quanto morfológicas que contribuem para a melhoria do desempenho da força e potência muscular, assim como do desempenho das habilidades funcionais [10]

Na verificação dos dados possibilitou a observância a respeito da diversidade relativa aos pacientes, e de acordo de alguns autores comprovam que a vibração produzida pela plataforma vibratória que exerce no fortalecimento muscular pode realizar com que quase todas as unidades motoras, compostas por um neurônio motor simples e a fibra muscular que este inerva, em um músculo, se contraiam de maneira coordenada, algo que não pode ser obtido na contração voluntária. Isso facilitaria o desenvolvimento de contrações musculares mais vigorosas, complementado de uma maior hipertrofia muscular, com o uso deste artifício.

De acordo com os resultados das pesquisas, as vibrações de corpo inteiro têm o propósito adequado no ganho de força e potência muscular, além do progresso do equilíbrio e aptidão cardiorrespiratória. A plataforma vibratória também apontou resultados consideráveis no ganho de densidade óssea e aumento de vascularização periférica. Em concordância com as decorrências, recomenda-se que a prática da vibração de corpo inteiro deve ser analisada como uma alternativa aos procedimentos convencionais de treinamento e reabilitação, por ser um dispositivo de baixo custo e que pode ser empregado em pacientes de qualquer idade. [11]

No que se refere à melhora de equilíbrio as conseqüências transmitem que o treinamento vibratório de corpo inteiro é tão competente quanto o treinamento convencional para ganho de força, aperfeiçoando de maneira significativa a potência, força e flexibilidade de membros inferiores. O treinamento através das vibrações de corpo inteiro em conformidade com os estudos é um estimulador imprescindível do sistema neuromuscular auxiliando o equilíbrio corporal em adultos jovens saudáveis.

A pesquisa apresentada acima apontou um efeito positivo na melhora do equilíbrio, mobilidade funcional e controle postural. Estas descobertas se mostram promissoras por ser esta uma ferramenta de intervenção que possibilita e atua como um grande estimulador do sistema musculoesquelético.

Conclusão

O uso da terapia vibratória alcança resultados positivos no que se diz respeito à reconstituição do fluxo sanguíneo, da tonificação muscular, a estimulação do sistema hormonal e da diminuição de medidas corporais e celulites. Foram verificados na pesquisa estudos que evidenciaram melhoras na agilidade, equilíbrio e qualidade na utilização da plataforma vibratória. Contudo, entre as pesquisas de boa qualidade que indagaram os efeitos agudos e crônicos da vibração nos deparamos com dados controversos. Alguns revelaram melhoramento na performance da potência, da força dinâmica e da flexibilidade, ao passo que outros não apontaram nenhum resultado.

Fundamentado nos resultados alcançados neste estudo, arremata-se que o emprego da plataforma vibratória apresenta respostas satisfatórias, alcançando um efeito relevante na melhora do aspecto, assim como da satisfação pessoal ao que se refere de um treinamento aeróbico. Contudo as demais alterações como perimetria e eletromiografia, não manifestaram diferença estatisticamente significativa o que pode se levar em conta que este modelo de treinamento deve ser observado como uma variação e não como um resultado definitivo nem tão pouco como uma substituição ao treinamento tradicional e exercícios físicos.

Referências Bibliográficas

[1]RITTWEGER, J. Vibration as an exercise modality: how it may work, and what its potential might be. European Journal of Applied Physiology, v. 108, n. 5, p. 877-904, 2010
[2]CARDINALE, M.; BOSCO, C. The use of vibration as an exercise intervention. Exercise and Sport Science Reviews, Baltimore, v. 31, n. 1, p. 3-7, 2003.
[3]Faria JDC, Machala CC, Dias RC, Dias JMD. Importância do treinamento de força na reabilitação da função muscular, equilíbrio e mobilidade em idosos. Acta Fisiátr. 2003; 10(3): 133-7.
[4] MESTER, J; SPITZENFEIL, P.; SCHWARZER, J; SEIFRIZ, F. Biological Reaction to vibration – Implications for Sport. Journal of science and medicine in Sport 2 (3): 211-226.
[5]TORVINEN S, KANNUS P, SIEVAÄNEN H, JAÄRVINEN T, PASANEN M, et al. Efeito da exposição vibratória na performance muscular e no equilíbrio corporal. Estudo crossover aleatório. Escola Médica e Instituto de Tecnologia Médica, Universidade de Tampere, 2001.
[6]ABERCROMBY,A.F.; AMONETTE, W.E.; LAYNE, C.S.; McFARLIN, B.K.; HINMAN, M.R.; PALOSKI, W.H. Vibration exposure and biodynamic responses during whole-body vibration training. Medicine Science of Sports Exercise, v. 39, p.1794–1800, 2007.
[7] GUIZZO, João. Anatomia Humana. 1ª Ed. São Paulo: Ática, 2005.
[8]FAGNANI, F.; GIOMBINI, A.; DI CESARE, A.; PIGOZZI, F.; DI SALVO, V. The effects of a whole-body vibration programon on muscle performance and flexibility in female athletes. American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation. v.85, n.12, p. 956-62, 2006.
[9]BERTOLO, L.A. Biomecânica – aplicações da mecânica clássica no corpo humano: Forças, Equilíbrio e Leis de Newton. In: ______ Biofísica para fisioterapia. Catanduvas, 70 p. Apostila. Disponível em: http://bertolo.pro.br/Biofisica/apostila_2.htm. Acesso em 12 de novembro de 2017.
[10]BONGIOVANNI,L.G.;HAGBARTHT, K.-E.; STJERNBERGT, D L. Prolonged muscle vibration reducing motor output in maximal voluntary contractions in man. Journal of Physiology 1990; 423, pp. 15-26.
[11]MARIN, R.V.; PEDROSA, M.A.C.; MOREIRAPFRIMER, L.D.F; MATSUDO, S.M.M.AZARETTICATRO, M.Association between Lean Mass and Handgrip Strength with Bone Mineral Density in Physically Active Postmenopausal Women. Journal of Clinical Densitometry. 13(1): 96-101, 2010.



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