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Reabilitação com Exercícios Terapêuticos em Pacientes Críticos na Unidade de Terapia Intensiva: Revisão de Literatura

Reabilitação com Exercícios Terapêuticos em Pacientes Críticos na Unidade de Terapia Intensiva: Revisão de Literatura

INTRODUÇÃO

Antes de iniciar qualquer programa de exercício terapêutico, é essencial realizar uma avaliação completa do paciente. Isso inclui a avaliação do estado de saúde atual, a identificação de limitações físicas e funcionais, bem como a compreensão das metas de reabilitação do paciente.

A fraqueza generalizada relacionada ao paciente crítico é uma complicação que ocorre em 30% a 60% dos pacientes admitidos em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Cada paciente crítico é único e pode ter diferentes necessidades e restrições. O programa de exercício terapêutico deve ser adaptado às condições específicas e aos objetivos do paciente. Deve-se levar em consideração que não aumenta os custos e foi associada à diminuição do tempo de permanência na unidade de terapia intensiva e hospitalar em sobreviventes que receberam a fisioterapia precocemente.

Iniciar o exercício terapêutico o mais cedo possível é importante para prevenir a perda de massa muscular, rigidez articular e a diminuição da função respiratória. Isso pode começar na UTI, com exercícios de movimento passivo, e progredir conforme o estado do paciente melhora. Pacientes críticos frequentemente sofrem de fraqueza muscular devido à imobilização. A fisioterapia atua na prevenção de complicações, sejam estas da esfera osteomioarticular, respiratória, e por desuso, que causem danos físicos e funcionais ao indivíduo, diagnóstico e intervenção precoce, por meio de condutas que favorece uma melhoria da qualidade de vida e a redução tanto dos custos pessoais quanto hospitalares.

O treinamento de força progressivo pode ser incorporado para ajudar na recuperação da massa muscular e na restauração da função. A reabilitação física precoce pode melhorar a função física autorreferida e induzir efeitos anti-inflamatórios. A mobilização ativa e passiva é essencial para prevenir a atrofia muscular e melhorar a circulação sanguínea. Isso pode incluir mudanças de posição na cama, sentar-se na beira da cama e, eventualmente, caminhar. Ao manter os músculos em atividade, mesmo que de maneira passiva, o corpo pode preservar melhor a massa muscular e a função física, facilitando a recuperação e reduzindo o risco de complicações durante o período de imobilidade.

A reabilitação com exercício terapêutico em pacientes críticos requer uma abordagem multidisciplinar e personalizada para promover a recuperação física e funcional, a estratégia de reabilitação de corpo inteiro nos primeiros dias de doença crítica tem melhores resultados funcionais na alta hospitalar, e o plano de tratamento deve ser adaptado as necessidades do paciente. A mobilização precoce é um desafio, principalmente pela falta de tempo dos profissionais por conta da alta demanda de pacientes em hospitais.

A reabilitação não termina após a alta da UTI. A continuidade dos exercícios terapêuticos é importante para a recuperação a longo prazo. O paciente pode ser encaminhado para programas ambulatoriais e pós-hospitalar, principalmente naqueles que evoluírem com disfunção muscular severa, fadiga e dispneia. É importante educar o paciente e seus familiares sobre a importância e incentivá-los a participar ativamente do processo.

Em razão, este artigo tem como objetivo analisar a importância da atuação do fisioterapeuta e a importância das intervenções aplicadas em pacientes críticos através de revisão da literatura.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, com enfoque na reabilitação com exercícios terapêuticos em pacientes críticos.

O estudo foi realizado a partir da seleção de artigos científicos na base de dados eletrônica LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), na biblioteca digital SCIELO (Scientific Electronic Library Online) e na (MEDLINE/PUBMED), utilizando os descritores: exercício, tratamento fisioterapêutico, UTI, fisioterapia e reabilitação.

A pesquisa dará por meio de combinação entre dois descritores, utilizando-se o operador booleano “AND”, segundo verifica-se o quadro 1:


Os critérios de inclusão dos estudos serão: artigos publicados em português, inglês, com resumos disponíveis, textos completos e com disponibilidade gratuita nas bases de dados, publicadas no período de julho de 2013 até 17 de setembro de 2023. Como critérios de exclusão foram adotados: estudos em duplicidade na mesma ou em outra base de dados, aqueles que não abordem a temática como eixo central, e pesquisas com baixo nível de evidência e grau de recomendação.

Após o levantamento da literatura, e atendendo aos critérios de inclusão e exclusão, foram definidos para efeito da revisão os artigos, os quais buscam responder à questão norteadora da pesquisa e o objetivo proposto. Os dados foram organizados quanto identificação (Ano), tipo de estudo, objetivos, característica da amostra/intervenção, resultados.

Para a elaboração deste estudo, seis etapas foram percorridas: Estabelecimento da pergunta condutora e objetivo da pesquisa; definição de critérios de inclusão e exclusão das publicações; busca na literatura; análise dos estudos; apresentação dos achados e discussão dos resultados.

RESULTADOS

Foram identificados 332 artigos nas bases de dados estudadas, 15 atenderam ao critério de inclusão ao serem classificadas como artigos, quando se aplicou o filtro no que se refere ao lapso temporal dos últimos dez anos, foram selecionados 67 artigos. Após a leitura dos títulos e dos resumos dos artigos selecionados, 37 foram excluídos pois não correspondiam a problemática e ao objetivo da pesquisa, restando-se 30 artigos para compor a revisão integrativa da literatura. Dos artigos excluídos, 8 eram na língua inglesa, 2 em espanhol, 27 em português, como mostra a figura 1.

O quadro 2 apresenta as características dos estudos selecionados para esta revisão. 80,00% deles do tipo ensaio clínico randomizado, 20,00% do tipo estudo de coorte, sendo 100 % dos estudos teve amostras de pacientes em diferentes idades. Nota-se que os estudos tiveram resultados positivos, afirmando a efetividade das intervenções de exercícios terapêuticos e mostrando o quanto é fundamental em pacientes na unidade de terapia intensiva.

DISCUSSÃO

A fraqueza adquirida na UTI tem maior prevalência em pacientes que são submetidos a ventilação mecânica invasiva. A mobilização precoce pode diminuir os casos trazendo benefício de sobrevida, paciente submetidos a VNI minimiza sedação e melhora a condição física para executar as atividades diárias. Segundo estudo, 77% dos pacientes que fizeram mobilização precoce diária foram capazes de ficar em pé por um intervalo mediano de 3 a 5 dias.

Segundo meta-analise a mobilização precoce na unidade de terapia intensiva, reduz o tempo do paciente da UTI, melhorou o escore do medical Research Council e o escore do Índice de Barthel na alta hospitalar. Além disso, diminuiu complicações como trombose venosa profunda, pneumonia associada a ventilação mecânica e úlceras de pressão, mas, não reduziu a taxa de mortalidade.

Um estudo de coorte apresentou benefícios em pacientes com insuficiência respiratória aguda, com protocolo de mobilização precoce nas primeiras 48 horas após a ventilação mecânica, com resultado de redução no tempo de internamento, além de não gerar custos para o hospital.

A imobilidade contribui para o declínio funcional em pacientes com complicações decorrentes na UTI e a fisioterapia tem foco de promover a recuperação e preservar as funções, minimizando grandes impactos dessas complicações.

A mobilização precoce sobre a musculatura respiratória e periférica em pacientes críticos apresentou ganho de força muscular inspiratória e periférica.

A cicloergometria junto com fisioterapia respiratória a beira leito no paciente critico com condição respiratória estável é fator de melhora no estado funcional e ganho de força muscular. Em pacientes com Síndromes seplásticas induz efeitos anti-inflamatórios sistêmicos e pode melhorar função autorreferida.

Em 2018, através de um estudo com profissionais de saúde foi percebido que a mobilização passiva na UTI foi um desafio, principalmente devido à falta de tempo, sedação excessiva e delirium.

A mobilização precoce mostrou-se eficaz tanto nos pacientes em atendimento hospitalar, tanto nos pacientes domiciliar, ajuda a manter a força muscular, a circulação sanguínea adequada, a função pulmonar e a saúde geral do paciente idoso.

Como procedimento de rotina pode ter um impacto positivo na qualidade de vida de um paciente recuperado de condições de risco. Utilizando a escala de rankin modificada com a finalidade de avaliar o grau de dependência e funcionalidade de pessoas que sofreram AVC ou condição neurológica.

Na UTI, os pacientes frequentemente estão em estado grave, sedados, conectados a aparelhos e podem ter dificuldade em realizar as atividades avaliadas pelo Índice de Barthel. O Índice de Barthel é um instrumento confiável e válido para avaliar a capacidade funcional na alta da unidade de terapia intensiva e a avaliação da capacidade funcional nesse contexto requer considerações específicas das condições do paciente naquele momento.

A UTI é o lugar onde a mobilização precoce tem papel fundamental na recuperação dos pacientes. Embora tradicionalmente a UTI fosse um ambiente onde os pacientes eram frequentemente mantidos em repouso absoluto para minimizar riscos, evidências crescentes mostram os benefícios da mobilização precoce, mesmo em pacientes gravemente enfermos e os fisioterapeutas são profissionais que mantêm contato direto com os pacientes internados.

A mobilização passiva contínua de forma cíclica auxilia na recuperação da força muscular periférica de pacientes internados em UTI.

Previne futuras complicações nos musculos em pacientes que precisaram ficar na ventilação mecânica.

A partir dos dados citados acima, mostrou alguns benefícios da mobilização precoce na Unidade de Terapia Intensiva como redução do risco de complicações associadas à imobilidade prolongada diminuindo o número de pacientes com atrofia muscular, úlceras de pressão e complicações respiratórias, preservar a força muscular e a função respiratória, pode contribuir para a circulação sanguínea, ajudando a prevenir problemas como a trombose, redução do tempo de internação. É importante ressaltar alguns que a mobilização precoce na UTI deve ser feita de forma segura, considerando a condição clínica e as necessidades individuais de cada paciente.

AGRADECIMENTOS

Do fundo do coração, agradeço à todos àqueles envolvidos de alguma forma nesta pesquisa, meus professores, colegas de classe e familiares, pelo incessante incentivo, apoio e atenção.

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Kelly Cattelan Bonorino, Katerine Cristhine Cani.

Michelle E Kho, Sue Berney, Bronwen Connolly.

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Thaís Martins Albanaz da Conceição, Ana Inês Gonzáles, Fernanda Cabral Xavier Sarmento de Figueiredo, Danielle Soares Rocha Vieira, Daiana Cristine Bündchen.

Tamara Rodrigues da Silva Destro, Thaís Marina Pires de Campos Biazon, Henrique Pott-Junior, Flávia Cristina Rossi Caruso, Daniela Kuguimoto Andaku, Naiara Molina Garcia, José Carlos Bonjorno-Junior, Audrey Borghi-Silva, Débora Mayumi de Oliveira Kawakami, Viviane Castello Simões, Renata Gonçalves Mendes.

Paula Caitano Fontela, Luiz Alberto Forgiarini Jr, Gilberto Friedman.

Fernanda Machado Kutchak, Marcelo de Mello Rieder, Josué Almeida Victorino, Carla Meneguzzi, Karla Poersch, Luiz Alberto Forgiarini Junior, Marino Muxfeldt Bianchin.

Santos, Wellen Yara Silva; Silva, Renan do Nascimento; Medeiros, Patrícia Cardoso Magalhães; Rodrigues, Érica dos Santos; Pereira, Mayane Carneiro Alves; Araújo, Genecy Fontenele da Silva; Cavalcante, Victor Barreto.

Martínez Cruz, Bertha Lidia; Ramírez Campaña, Jesús Cleofás; Morales Barraza, Ariel; Santos Alvarado, Leonardo; Arrambí Díaz, Cíbeles.

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Carvalho, Maurício Tatsch Ximenes; Guesser Pinheiro, Victor Hugo; Alberton, Cristine Lima.

Nair Fritzen dos Reis, Roberta Rodolfo Mazzali Biscaro, Fernanda Cabral Xavier Sarmento Figueiredo, Elizabeth Cristiane Buss Lunardelli, Rosemeri Maurici da Silva.

Amina Maria Soares de Lima, Daniella Cunha Brandão, Carlos Eduardo Santos Rego Barros, Maria Karoline de França Richtrmoc, Armèle de Fátima Dornelas de Andrade, Shirley Lima Campos.

Aléxia Gabrielly Mondadori, Emanuelly de Moraes Zeni, Alani de Oliveira, Cristiane Cosmo da Silva, Vaneza Lira Waldow Wolf, Marcelo Taglietti.

Aline dos Santos Machado, Ruy Camargo Pires-Neto, Maurício Tatsch Ximenes Carvalho, Janice Cristina Soares, Dannuey Machado Cardoso, Isabella Martins de Albuquerque.

Laryssa Marya Henrique Santos, Alita Paula Lopes de Novaes, Fabianne Maisa de Novaes Assis Dantas, Luana Carneiro Ribeiro, Célia Maria Machado Barbosa de Castro, Eduardo Eriko Tenório de França.

Rayssa Bruna Holanda Lima, Flávia Manhani Muzette, Karla Luciana Magnani Seki, Gustavo Christofoletti. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande, MS, Brazil.

Martínez Camacho, Miguel Ángel; Jones Baro, Robert Alexander; Gómez González, Alberto; Pérez Nieto, Orlando Rubén; Guerrero Gutiérrez, Manuel Alberto; Zamarrón López, Eder Iván; Soriano Orozco, Raúl; Deloya Tomas, Ernesto; Sánchez Díaz, Juan Salvador; Morgado Villaseñor, Luis Antonio.

Yurika Maria Fogaça Kawaguchi, Ricardo Kenji Nawa, Thaís Borgheti Figueiredo, Lourdes Martins, Ruy Camargo Pires-Neto.

ARTIGO PUBLICADO EM 16/02/2026



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