Digite sua palavra-chave

post

Pós-Operatório de Lesão de Ligamento Cruzado Anterior em Jogadores de Futebol

Pós-Operatório de Lesão de Ligamento Cruzado Anterior em Jogadores de Futebol

INTRODUÇÃO

O Ligamento Cruzado Anterior, ou LCA, possui grande importância tanto no aspecto anatômico, quanto funcional, pois atua como limitador do movimento do joelho. Entretanto, existe um grande número de indivíduos com ruptura do LCA que podem desenvolver osteoartrite sintomática do joelho durante a idade adulta jovem ou média (ROSA et al., 2018).

A articulação do joelho permite grande mobilidade para as atividades de vida diária (locomoção), além de proporcionar sustentação de grandes cargas. A articulação do joelho é sinovial e detém a junção de três ossos no interior da cápsula articular. O LCA é principal responsável pela estabilização do joelho, o mesmo é um dos ligamentos mais investigados na área da fisioterapia traumato-ortopédica na atualidade, existindo novos estudos no conceito da reabilitação funcional, assim possuindo grandes avanços nos estudos científicos (PEREIRA, 2016).

Compreende-se que 90% dos pacientes com ruptura do LCA procuram a reconstrução cirúrgica e muitas vezes desejam retornar ao seu nível de função pré-lesão o mais rápido possível. Embora exista a opção não cirúrgica, realizando a modificação de atividades, órtese e fortalecimento muscular, uma reconstrução cirúrgica é preferível em casos de instabilidade funcional. O objetivo da cirurgia e criar uma réplica do ligamento original, porém, para se ter as mesmas funções comparadas ao membro sadio é necessário um programa de reabilitação fisioterapêutica. Existem muitos artigos publicados na última década descrevendo as diferentes técnicas e opções de enxertos para a reconstrução do LCA (ALBANO et al., 2017).

Para cada tipo de enxerto existem as vantagens e as desvantagens. Os enxertos utilizados frequentemente são: osso-tendão-osso com terço médio do tendão patelar (OTO) e enxerto quádruplo do semitendíneo e grácil (EQSG). O enxerto (OTO) apresenta alta resistência, boa qualidade de fixação, facilidade em se obter o material, bom potencial de cicatrização, boa estabilidade a longo prazo, melhor índice de retorno as atividades, além de ser uma reconstrução rápida, tornando assim uma reabilitação mais segura e eficaz. (SILVA et al., 2010).

Para que a reabilitação tenha êxito é necessário atingir alguns objetivos: diminuir a dor, controlar a inflamação e a cicatrização, restabelecer a amplitude de movimento (ADM) completa, prevenir a hipotrofia muscular, melhorar a força muscular, manter a função proprioceptiva e facilitar o retorno às atividades laborais e esportivas. Para se alcançar todos estes objetivos pós-operatórios existem vários protocolos (Plapler and Greve 1995). Alguns exercícios utilizados para chegarmos nos objetivos foram: step-up, agachamento bilateral, step-down, agachamento unipodal, dead lift com perna reta e agachamento de sumô. (ROSA et al., 2018).

O ligamento cruzado anterior possui uma extrema importância para a estabilização da articulação do joelho, ele é frequentemente lesionado em homens praticantes de esportes e atletas de alto rendimento como o futebol. Esse trabalho visa trazer um conteúdo mais abrangente sobre o tratamento fisioterapêutico afim de garantir o retorno a prática de esportes e as atividades diárias (ROSA et al., 2018).

Diante do exposto, este artigo tem por objetivo investigar a Literatura Científica acerca da lesão de ligamento cruzado anterior em jogadores de futebol, observando quais as melhores abordagens fisioterapêuticas.

REVISÃO DE LITERATURA

A incidência de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) na população em geral é de 100.000 casos por ano nos Estados Unidos da América. A cada ano esse número vem aumentando devido as práticas esportivas. O LCA possui grande importância tanto no aspecto anatômico, quanto funcional, pois atua como limitador do movimento do joelho. Entretanto, existe um grande número de indivíduos com ruptura do LCA que podem desenvolver osteoartrite sintomática do joelho durante a idade adulta jovem ou média (ALBANO et al., 2017).

A articulação do joelho permite grande mobilidade para as atividades de vida diária (locomoção), além de proporcionar sustentação de grandes cargas. A articulação do joelho é sinovial e detém a junção de três ossos no interior da cápsula articular. O LCA é principal responsável pela estabilização do joelho, o mesmo é um dos ligamentos mais investigados na área da fisioterapia traumato ortopédica na atualidade, existindo novos estudos no conceito da reabilitação funcional, assim possuindo grandes avanços nos estudos científicos (ALMEIDA et al., 2014).

Um dos mecanismos mais comuns na lesão do LCA é um movimento de rotação sem contato (pivô) com o joelho parcialmente flexionado e o pé fixado ao solo ou trauma direto em um joelho hiperestendido. Entretanto, as lesões ocorrem mais frequentemente em situações onde não ocorre contato. Os testes ortopédicos de Lachman, gaveta anterior e pivot-shift são instrumentos de avaliação clínica altamente valiosas para auxiliar no diagnóstico; destes, o teste de Lachman é o mais sensível. O Teste de Lachman é realizado com o paciente em decúbito dorsal e o joelho flexionado em aproximadamente 15 graus. A força de translação anterior é então aplicada a parte proximal da tíbia. Qualquer instabilidade pode ser classificada como leve (menos de 5 translação mm), moderada (5–10 mm) ou grave (maior de translação de 10 mm) (PEREIRA, 2016).

No que se refere a anatomia do joelho, observa-se que é a maior e mais solicitada articulação do corpo humano, a estrutura do joelho além de permitir grande mobilidade ela é responsável por suportar enormes cargas. O joelho é composto pelos ossos fêmur, tíbia e patela, onde possui três articulações que são: tibiofemoral medial e lateral e patelofemoral. A articulação do joelho é movida por um conjunto de músculos, o sartório, reto femoral, vastos medial, intermédio e lateral. E são inervaria pelo nervo femoral. O ligamento cruzado anterior é uma estrutura fundamental no joelho, ele é um importante restritor da instabilidade anterior e rotação interna. Ele é o principal estabilizador do joelho e sua rotura está associada principalmente a um mecanismo de trauma indireto seguido de hemartrose (ROSA et al., 2018).

A lesão de ligamento cruzado anterior é causada a uma associação de movimentos e mudanças bruscas de direção ou aterrisagem. Onde ocorre uma rotação de joelho com o pé fixado. Essa lesão promove instabilidade no joelho, que progride para alterações funcionais que podem indicar a necessidade de reconstrução ligamentar por cirurgia (SILVA et al., 2011).

Um dos procedimentos mais realizados na ortopedia é a reconstrução artroscópica do LCA duplo feixe. Tem como objetivo reconstruir o ligamento usando enxerto dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil, fixando-o com parafusos de interferência. A reabilitação Fisioterapêutica no pós-operatório é baseada com a fase que o paciente se encontra (SOUZA, 2010).

Os métodos Fisioterapêuticos mais utilizados são: reforço muscular, crioterapia, programa de exercícios, treino de mobilidade articular, treino de marcha, treino de função, propriocepção e melhora de amplitude de movimento. O tratamento conservador visa a analgesia e a estabilização da dinâmica do joelho através do reforço muscular e do treino proprioceptivo. Consiste no uso de órteses para proteger o joelho de instabilidade, a Fisioterapia é realizada com exercícios específicos para fortalecer o joelho e os músculos (SILVA et al., 2011).

A fisioterapia tem uma intervenção eficaz na lesão do ligamento cruzado anterior. A literatura aponta que a maioria dos fisioterapeutas concordam com a necessidade da continuidade do tratamento e progressão de acordo com a resposta do paciente, porém deve-se evitar a sobrecarga sobre o enxerto cirúrgico. Apesar de não haver unanimidade entre autores sobre o protocolo para reabilitação da lesão de ligamento cruzado anterior, há uma concordância ao se utilizar crioterapia associada com ultrassom pulsátil, exercícios isométricos e pliométricos no início do tratamento (ROSA et al., 2018).

MATERIAIS E MÉTODOS

A metodologia deste Artigo se constitui por uma revisão de literatura, sendo o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da materialidade da pesquisa. É especificamente caracterizada como uma revisão de literatura não-sistemática sobre o pós-operatório de lesão do ligamento cruzado anterior em jogadores de futebol. Foram encontrados cento e cinquenta e nove trabalhos que consistem em estudos científicos nas seguintes bases de dados PubMed, PEDro e Scielo.

A revisão não-sistemática, se apresenta como uma ampla abordagem metodológica referente às revisões, permitindo a inclusão de estudos experimentais e não-experimentais para uma compreensão completa do fenômeno analisado. Combina também dados da literatura teórica e empírica, além de incorporar um vasto leque de propósitos: definição de conceitos, revisão de teorias e evidências, e análise de problemas metodológicos de um tópico particular. A ampla amostra, em conjunto com a multiplicidade de propostas, deve gerar um panorama consistente e compreensível de conceitos e exemplos, teorias ou problemas de saúde relevantes.

Os critérios de inclusão para essa revisão de literatura foram artigos publicados de 2010 a 2022, ter uma abordagem fisioterapêutica no pós-operatório do LCA, artigos publicados em português, já os critérios de exclusão artigos anteriores ao ano de 2010, artigos duplicados nas bases de dados e artigos relacionados ao tratamento não cirúrgico.

Para a análise dos dados, foi construído um quadro analítico que possibilitou reunir e sintetizar as informações chave dos estudos, seguindo-se a interpretação e comparação entre as produções e os elementos que compunham cada uma, encontrado informações e evidências relevantes. O presente estudo foi elaborado como trabalho de conclusão de curso do Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), como requisito para obtenção do título de bacharel em fisioterapia.

RESULTADOS

A identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados engloba a terceira etapa do método utilizado, onde se obteve como resultados as publicações do período de 2010 a 2022, idioma português, com resumos e textos completos disponíveis online nas bases de dados supracitadas. Identificou-se a totalidade de 39 publicações, das quais 06 foram selecionadas, pois estavam de acordo com os parâmetros adequados para a realização desta pesquisa.

DISCUSSÃO DOS DADOS

O joelho é uma das articulações com maior possibilidade de lesões ligamentares, pois se encontra no meio de dois grandes braços de alavanca, fêmur e tíbia. Sendo assim, sofre um número maior de forças rotacionais. Nesse contexto, o Ligamento Cruzado Anterior tem a função de estabilizar o joelho com relação à força colocada nele (SOUZA, 2011).

Aproximadamente 70% das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) ocorrem sem contato, acometendo principalmente mulheres atletas que realizam movimentos de pivô, desaceleração brusca, cortes e saltos. Por mais que a reconstrução cirúrgica seja indicação óbvia, não existe consenso de que essa intervenção seja superior ao tratamento conservador. A taxa de retorno ao esporte também é semelhante, sendo entre 8 e 82% nos pacientes submetidos à cirurgia e entre 19 e 82% nos pacientes que não realizaram reconstrução (ALMEIDA et al., 2014, p. 187).

Silva et al., (2010), expressam que, no meio do futebol a lesão mais comum é a ruptura do ligamento cruzado anterior, seja total ou parcial, sendo assim esse trabalho buscou mostrar fatores que auxiliassem na recuperação dessa lesão. Nesse contexto, é fundamental a presença do fisioterapeuta que atuem em equipes de futebol profissionais e até mesmo amadores. O profissional deve estar a postos visto a necessidade de agir com rapidez no caso da lesão no ligamento cruzado anterior, seja ruptura total ou parcial.

Conforme Souza (2011), o ligamento cruzado anterior (LCA) exerce um papel fundamental na estabilidade passiva do joelho. Por ter importantes funções de estabilização, esse ligamento acaba sendo vulnerável a lesões, com maior frequência na articulação do joelho. A prevalência de lesões do LCA na população é elevada, principalmente em adultos jovens e fisicamente ativos, e está associada, sobretudo, à prática esportiva.

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) está entre as condições mais prevalentes abordadas na área ortopédica esportiva sendo uma condição que ocasiona diversos déficits funcionais para membros inferiores, como a incapacidade de realizar desacelerações, movimentos com mudança de direção, pivoteios e outros necessários ao esporte. A cirurgia de reconstrução do LCA (R-LCA) é um procedimento comum em indivíduos fisicamente ativos, com o objetivo de melhorar a função e a estabilidade do joelho, necessárias ao retorno as atividades esportivas pré-lesão (ALBANO et al., 2017, n.p.).

A fisioterapia começa ainda antes da cirurgia, logo que se tem o diagnóstico da lesão. Quanto mais cedo você souber o seu diagnóstico e definir a opção terapêutica para o seu caso, melhor. Em meu consultório oriento todos os pacientes a iniciar a fisioterapia ainda no período pré-operatório e algumas mudanças que podem ser necessárias na rotina pessoal. A determinação do tratamento se dará de acordo com a idade do paciente, com as atividades de vida diária/esportivas e com as lesões associadas. O tratamento conservador, por meio da fisioterapia, dará ênfase para o reforço e para o controle neuromuscular da musculatura estabilizadora do joelho. Atualmente, a cirurgia de reconstrução do LCA é o procedimento padrão em pacientes ativos com ruptura desse ligamento.

No estudo de Rosa et al., (2018), sobre o tratamento fisioterapêutico no pós-operatório de reconstrução do LCA, aponta-se que, nas primeiras duas semanas o foco principal é melhorar o derrame articular, recuperar ativação muscular, exercícios isométricos e dinâmicos com pouca carga e amplitude de movimento limitada; e reestabelecer a amplitude de movimento do joelho. Com 2 a 3 semanas o objetivo é ter extensão completa do joelho e flexão de joelho maior que 90º. Nesse período, se for possível, já pode ser iniciada a bicicleta ergométrica, a princípio com o banco alto e sem carga. Conforme vai evoluindo pode-se descer o banco (para ajudar no ganho de flexão) e aumentar a carga. Os exercícios de fortalecimento do quadríceps e dos flexores de joelho também devem ser progredidos conforme tolerado. Com 3 a 4 semanas é possível fazer a progressão para a retirada das muletas, começar exercícios para trabalho do “core” e recuperação da capacidade cardiovascular, fazer alguns exercícios com cadeia cinética fechada (variações de agachamentos) e iniciar trabalho de propriocepção. A partir de 4 a 6 semanas a flexão de joelho deve ser completa a ativação do quadríceps deve estar reestabelecida, os trabalhos de melhora de força, propriocepção e capacidade cardiovascular devem ser mantidos. É nesse período que a maioria das pessoas consegue voltar a dirigir (ROSA et al., 2018).

Com 24 semanas, o esportista pode nadar estilo peito e começar exercícios com parada brusca, deslocamento lateral e movimentos rotacionais em ambiente controlado. Entre 6 e 12 meses de pós-operatório de reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), o importante é manter a consistência. Você já deve estar liberado para fazer quase tudo, menos exercícios de risco em ambiente não controlado. A complexidade, dificuldade e interferências externas devem ir aumentando gradativamente nos exercícios que você está fazendo, até que fique muito próximo do que você vai encontrar quando voltar a praticar esportes em ambientes não controlados (ROSA et al., 2018).

Segundo Rosa et al., (2018), o objetivo é que com 12 meses após a reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA), o esportista tenha atingido todos os critérios para retorno ao esporte. Diversas modalidades terapêuticas propostas no arsenal fisioterapêutico podem ser utilizadas nos diferentes estágios de reabilitação. A abordagem conservadora ou acelerada é utilizada conforme a população a ser reabilitada e a presença ou não de lesões associadas.

Almeida et al., (2017) afirmam que na fase pós-cirúrgica a fisioterapia tem como objetivo diminuir edema evitando uma possível inibição reflexa do músculo quadríceps e treino de marcha. Na fase clínica deve-se manter a extensão completa de joelho, aumentar força e mobilidade patelar, o que concorda com os estudos de Rosa et al., (2018) que indica que a reabilitação é fundamental após a reconstrução cirúrgica do LCA, segundo os autores o tratamento fisioterapêutico tem o objetivo de reduzir o quadro álgico, edema, processo inflamatório, melhora do controle neuromuscular, força muscular, amplitude de movimento (ADM), marcha e propriocepção.

De acordo com os estudos de Albano et al., (2017) os exercícios em cadeia cinética fechada (CCF) são mais indicados quando comparados com exercícios em cadeia cinética aberta (CCA) porque são exercícios multiarticulares onde ocorre uma flexão simultânea de quadril, joelho e tornozelo, gerando uma co-contração de diversos músculos. Esse fator é importante para a estabilização dinâmica e recrutamento muscular semelhante a atividades o do dia a dia, sendo assim exercícios mais funcionais e eficientes para a reabilitação do LCA e evitam a translação da tíbia anteriormente, que é um movimento prejudicial para o LCA.

Confirmando o relato dos autores acima citados, Pereira (2016), indica que a intervenção fisioterapêutica é importante no pós-operatório imediato porque atua diminuindo o quadro álgico, melhorando a segurança do paciente, diminui aderência e melhorando o tônus do quadríceps, acelerando a alta hospitalar e a recuperação da funcionalidade do paciente. O uso do protocolo de reabilitação é importante também para que ele não tenha uma lesão reincidente e também não aconteçam lesões secundárias. Após a fase de reabilitação o indivíduo deve continuar fazendo um programa de prevenção de lesão, fazendo assim uma manutenção do quadro.

CONCLUSÃO

Este artigo de caráter revisional buscou compreender o que a Literatura Científica indica acerca da importância do tratamento fisioterápico no pós-operatório de Ligamento Cruzado Anterior em jogadores de futebol. Foi possível concluir que a Fisioterapia proporciona uma recuperação mais segura, aumentando a amplitude de movimento, ganho de força, melhora a cicatrização dos tecidos lesionados e redução de espasmos muscular. Pode-se perceber o uso de vários recursos nessa fase de pós-operatório, os protocolos, independente se normal ou acelerado trazem respostas positivas para a recuperação funcional.

Foi possível concluir também que a utilização do protocolo é importante para que não haja uma lesão reincidente ou secundária. Observou-se que, após a reabilitação deve-se continuar um programa de prevenção de lesão para a manutenção da funcionalidade.

Foi possível compreender que a fisioterapia se mostra uma intervenção necessária no pós-operatório de LCA, apesar da literatura científica não apresentar um consenso entre a ciência básica do processo de cicatrização e os estudos clínicos após uma reabilitação. Não há consenso também a respeito do tempo ideal de retorno as condições funcionais visto que em alguns estudos o retorno foi após seis semanas e em outros após oito meses. Conclui-se, assim, que a fisioterapia é fundamental no pós-operatório de lesão de LCA, não estando a temática esgotada, sendo orientado uma ampliação das pesquisas sobre a mesma.

REFERÊNCIAS

ALBANO, T.R. et al. Retorno ao esporte no nível pré-lesão após reconstrução do ligamento cruzado anterior: fatores preditores. Rev. Acta Ortop Bras. 2017.

ALMEIDA, G.P.L. et al. Fisioterapia no tratamento da lesão do LCA. Rev. Fisioter Pesq. 2014.

PEREIRA, H.E.R. Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior no Centro Hospitalar Cova da Beira – Análise de Resultados Cirúrgicos. Dissertação. Universidade da Beira. 2016.

ROSA, N.Q. et al. Avaliação e tratamento fisioterapêutico no pós-operatório de reconstrução do ligamento cruzado anterior: relato de caso. Anais do 10º Salão Internacional de Ensino, Pesquisa E Extensão – SIEP. 2018.

SILVA, K.N.G. et al. Reabilitação pós-operatória dos ligamentos cruzado anterior e posterior – estudo de caso. Acta Ortop Bras. 2010.

SOUZA, C.O. Impacto da lesão do ligamento cruzado anterior em esportistas: contribuições da fisioterapia. Monografia. AGES. Paripiranga. 2011.

ARTIGO PUBLICADO EM 08/01/2026



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.