Digite sua palavra-chave

post

Os Benefícios da Vitamina C no Combate ao Envelhecimento Cutâneo

Os Benefícios da Vitamina C no Combate ao Envelhecimento Cutâneo

INTRODUÇÃO

O envelhecimento cutâneo é um fenômeno que acontece de forma progressiva em todos os órgãos, e de forma mais aparente na pele que é o nosso maior órgão visível. O envelhecimento cutâneo pode ser intrínseco, que aparece de acordo com a idade ou pela influência da genética, e extrínseco, que aparece devido a fatores externos como radiação ultravioleta, produzindo o fotodano, poluição, hábitos de vida e cigarro. No entanto, envelhecimento extrínseco é considerado mais agressivo e danoso.¹

Existem várias teorias que tentam explicar o processo do envelhecimento cutâneo. Sendo que a mais aceita cientificamente é a ocasionada pelos radicais livres.²

A vitamina C quando utilizada de forma adequada, além de estimular a formação de colágeno e elastina, ela tem grandes propriedades contra as alterações consequentes do envelhecimento cutâneo, como a inativação da formação dos radicais livres, melhorando a proliferação dos fibroblastos, o que previne e trata essas alterações.³ 4

Deste modo, o objetivo do presente estudo é abordar os benefícios causados pelo uso da vitamina C de forma tópica no combate aos efeitos desencadeados pelo envelhecimento extrínseco na pele.

METODOLOGIA

Foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema, utilizando como base artigos científicos, livros e revistas, coletados a partir do banco de dados eletrônicos como SciELO, PubMed, Google Academico e LILACS. As palavras-chaves utilizadas foram: Envelhecimento cutâneo; Vitamina C; ácido ascórbico; radicais livres; antioxidante. Os critérios de inclusão foram os artigos publicados entre os anos de 2010 a 2020, artigos em português coerentes com os assuntos pesquisados disponíveis nas plataformas de acesso livre. E os critérios de exclusão foram os trabalhos sem fundamentação cientifica e periódicos com acesso limitado, inferiores ao ano 2010 e que não condiziam com o tema.

RESULTADOS 

O envelhecimento precoce na maioria dos casos é ocasionado pela exposição aos raios ultravioletas que são divididos em UVA e UVB. Os raios UVA atingem a camada mais profunda da pele, a derme, podendo causar câncer. Já os raios UVB atingem a camada mais superficial, a epiderme, podendo causar queimaduras e danos indiretamente ao DNA. Danos provocados pela formação dos radicais livres.5 O envelhecimento da pele causa alterações na epiderme, derme e anexos. Na epiderme acontece a mudança no tamanho e formato das células, o que causa o espessamento da mesma, devido à diminuição das células de Langerhans, melanócitos e junção dermo-epidérmica.6

Na derme ocorre a diminuição da produção de colágeno, elastina, vasos sanguíneos e mastócito, o que causa atrofia, perda de volume tecidual e desenvolve fibras em fragmentos e desordenadas.6 7 Esta alteração não pode ser evitada, porém com o uso de cosméticos que contenham características antioxidante indicados para proteger e rejuvenescer a pele é possível amenizar este processo.8

Segundo Denham Harman universalmente a teoria mais aceita sobre o envelhecimento é a teoria dos radicais livres.9 “As nossas células para produzir energia utilizam o oxigênio. Durante este processo de oxidação, um átomo estável acaba perdendo um elétron e se tornando um átomo instável, chamado de radical livre” (STEINER; ADDOR, 2014).

O uso de antioxidantes tópicos é uma forma de defesa da pele, devido ao seu poder de agir neutralizando os radicais livres através da doação de elétrons, fornecendo proteção contra o estresse oxidativo endógeno e exógeno dificultando sua formação e/ou bloqueando os danos ocasionados.10

Essencial para a formação de fibras colágenas, a vitamina c é considerada o antioxidante mais abundante no organismo. Fundamental para algumas enzimas, favorecendo a microcirculação, fazendo estimulo a transição dos genes de colágeno, promovendo a cicatrização de feridas diminui as reações cutânea, além de ser fotoprotetora, Sua ação antioxidante é devido a eliminação de radicais livres de oxigênio e óxido nítrico.9

No entanto, a vitamina C não é produzida pelo organismo. É uma molécula ácida, com forte atividade redutora, hidrossolúvel que se origina da oxidação da glicose. Tem um papel fundamental na reparação e crescimento do tecido conectivo, na síntese de colágeno e glicosaminoglicanas, que são essenciais para a firmeza e tônus da pele.11

Quando utilizada de forma correta, desempenha ações que previnem e tratam alterações cutâneas provocadas pelo envelhecimento através de três principais mecanismos: atividade antioxidante, estimulação a produção de colágeno e ação despigmentante. Devido suas inúmeras funções, que causam excelentes resultados, a vitamina C vem sendo cada vez mais utilizada em formulações cosmética.4

A pele consegue absorver cerca de 15% de vitamina c de forma tópica em até 48 horas, com isso o seu uso é altamente eficaz. Nos Cosmeticos as formas de vitamina C mais utilizadas são:12 “glucósido de ascorbilo, palmitato de ascorbilo, fosfato de ascorbil e ácido ascórbico. O ácido ascórbico atua nas enzimas prolil hodroxilase e lísil hodroxilase, enzimas essas atuantes na biossíntese de colágeno l e lll, causando a diminuição de rugas” (SANTOS, 2011).

DISCUSSÃO

A vitamina C é um ativo fácil de ser oxidado ao ar, é solúvel em água e não tem grande estabilidade em sua forma tópica. Com isso os estudos esbarram na viabilidade do produto, uma vez que se torna difícil ser estabilizado.13 Alguns fatores devem ser levados em consideração como o veículo, o peso molecular e o derivado ascórbico. É importante se atentar a penetração, visto que a formulação tópica precisa levar a vitamina C para os fibroblastos dérmicos.14

Segundo Fries e Frasson (2011), o uso de produtos que contenham em sua formulação vitamina C promove o suprimento de níveis que não seriam alcançados com o consumo de frutas ou suplementação oral.15

Para Costa (2012) a melhor forma de aumentar a concentração da vitamina na pele é através da aplicação de forma tópica. Estudos comprovam que quando utilizada topicamente a concentração de vitamina C na pele é 20 a 30 vezes maior quando comparada a sua utilização de forma oral. Além de proteger a pele e diminuir consideravelmente os danos causados pela radiação ultravioleta. 14

CONCLUSÃO

Com o uso de cosméticos que contenham em sua composição vitamina C o envelhecimento cutâneo pode ser amenizado, pois tem a capacidade de bloquear a ação dos radicais livres, proteger a pele dos raios ultravioletas, melhorar e prevenir as alterações cutâneas consequentes do envelhecimento.

É fundamental que seja feita uma análise dos rótulos dos produtos, para confirmar a presença da vitamina C e sua concentração na composição. Deste modo, observa-se que a vitamina C quando utilizada de forma tópica possui vários benefícios no combate do envelhecimento cutâneo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. RUIVO, Adriana Pessoa. Envelhecimento Cutâneo: fatores influentes, ingredientes ativos e estratégias de veiculação. 2014.Tese de Doutorado. [sn].

2. ROCHA, E. C.; SARTORI, C. A.; NAVARRO, F. F. A aplicação de alimentos antioxidantes na prevenção do envelhecimento cutâneo. Revista científica da 28 FHO/UNIARARAS, Rio Claro/SP, v. 4, n. 1, p. 19-26, 2016.

3. ZAMPIER, C.; LUPI, N. C. Os benefícios da vitamina c na melhora do aspecto da pele envelhecida. 2017.

4. DRAELOS, Zoe Diana. Dermatologia cosmética. São Paulo: Santos, 2012.

5. GONÇALVES, Bruna. Hidrogel formador de filme com atividade antioxidante para uso tópico contra o envelhecimento cutâneo: uma revisão da literatura. 2019.

6. FIGUEIREDO, Rita Margarida Pinto. Estudo de um Produto Cosmético Antirrugas Utilizando Parâmetros Biométricos da Pele Com Recurso a Técnicas Não-Invasivas. 2014.

7. ANDRADE, Kellen. Ação dos antioxidantes tópicos no combate ao envelhecimento cutâneo. 2014. Disponível em:<
https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/201/4AYYo_dos_antioxidantes_tYpicos_no_combate_ao_envelhecimento_cutYneo.pdf>. Acesso em: 18 Outubro 2021.

8. CAYE, MT.; Rodrigues, S.; Silva, D.; Adriano, J. Utilização da vitamina C nas alterações estéticas do envelhecimento cutâneo. 2012.

9. STEINER, D.; ADDOR, F. Envelhecimento cutâneo. 1. ed. Rio de Janeiro: AC Farmacêutica, 2014.

10. VIEIRA, Lilian Aparecida da Silva Leite; SOUZA, Rafaela Brito Arêas. Ação dos Antioxidantes no Combate aos Radicais Livres e na Prevenção do Envelhecimento Cutâneo/Action of Antioxidants in Fighting Free Radicals and in Prevention of Skin Aging. ID on line REVISTA DE PSICOLOGIA, v. 13, n. 48, p. 408-418, 2019.

11. MACIEL, D.; OLIVEIRA, G. Prevenção do Envelhecimento Cutâneo e Atenuação de Linhas de Expressão pelo Aumento da Síntese de Colágeno. V Congresso multiprofissional em saúde, Junho, 2011. Disponível em: Acesso em: 09 Novembro. 2021.

12. SANTOS, Joana Loureiro Marques dos. Novas abordagens terapêuticas no combate ao envelhecimento cutâneo. 2011. Tese de Doutorado. [sn].

13. JUNQUEIRA, Luiz Carlos; CARNEIRO, José. Histologia básica. 12ª edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, p. 355-357, 2013

14. COSTA, Adilson. Tratado Internacional de Cosmecêuticos. Guanarabara Koogan, 2012.

15. FRIES, Aline Tais; FRASSON, Ana Paula Zanini. Avaliação da atividade antioxidante de cosméticos “anti-idade”. Revista Infarma, Ijuí – RS, v.23, n.5/6, 2011.

Artigo publicado: 16/06/2022



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Open chat
Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.