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O Uso do Cateter Nasal de Alto Fluxo na Pediatria: Revisão de Literatura

O Uso do Cateter Nasal de Alto Fluxo na Pediatria: Revisão de Literatura

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O presente estudo tem como objeto a eficácia do cateter nasal de alto fluxo (CNAF) na pediatria.

As principais causas de doenças entre as crianças menores de cinco anos são as Insuficiências Respiratórias Aguda (IRA), isso se deve principalmente as características peculiares relacionadas à anatomia do sistema respiratório da criança, que se encontra em constante desenvolvimento. A IRA é um evento bastante frequente em pediatria e corresponde a 50% das internações em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade nesta população (OLIVEIRA, SOARES, 2013).

Segundo Fedor (2017), pacientes pediátricos com hipoxemia devido a um quadro respiratório agudo requerem, muitas vezes, o uso de oxigênio inalatório, que pode ser administrado através de uma cânula nasal ou de uma máscara facial. A concentração de oxigênio no gás inspirado aumenta de acordo com elevação do fluxo de oxigênio e com a redução do ar atmosférico durante a respiração. Recurso muito utilizado previamente com muitas evidências em pacientes neonatais e adultos. Recentemente as pesquisas destacam o importante papel desse tipo de suporte também em pacientes pediátricos.

Os sistemas de Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) vêm sendo muito utilizado atualmente em pacientes críticos de todas as idades, desde recém-nascidos até o público adulto. Pode ser utilizado em todo tipo de UTI, tais como: neonatal, pediátrica, médica e cirúrgica, intermediária e salas de emergência (SLAIN KN, et al., 2017).

A cânula nasal de alto fluxo (CNAF) é uma modalidade de oxigenoterapia não invasiva que permite fornecer uma mistura aquecida e umidificada de oxigênio e ar com um fluxo inspiratório maior ou igual ao do paciente mantendo a fração inspirada de oxigênio (FiO2) fixa, sendo classificada como sistema de fornecimento de oxigênio de desempenho fixo. Esse sistema é capaz de fornecer uma umidade relativa de quase 100% e com gás aquecido entre 34 ° C e 37 ° C (MILÉSI et al, 2018).

Devido aos seus efeitos fisiológicos, a CNAF é capaz de reduzir a frequência respiratória, a frequência cardíaca e a pressão de gás carbônico, além de aumentar a saturação de oxigênio, já na primeira hora de uso. A CNAF também é capaz de reduzir o gasto energético da musculatura respiratória, sendo importante, principalmente, nas crianças
menores, pois sua musculatura é pobre em fibras oxidativas, o que aumenta a vulnerabilidade à fadiga muscular, quando expostas a um esforço respiratório importante (KWON, 2020).

Em crianças, a cânula nasal de alto fluxo (CNAF), para o tratamento da insuficiência respiratória aguda (IRA), pode diminuir a necessidade de utilização de ventilação mecânica invasiva e reduzir os dias de internamento. A combinação do aquecimento com a umidificação do gás inspirado sob fluxos mais altos, com controle da fração inspirada de oxigênio (FiO2), aumenta a tolerabilidade dos pacientes de todas as faixas etárias. A sua instalação é simples, rápida e oferece oxigênio úmido e aquecido, promovendo melhor aceitação e conforto em crianças (YUSTE et al, 2019).

Segundo Franklin (2018), a atuação da fisioterapia nestes pacientes não se resumi apenas ao gerenciamento da assistência ventilatória, mas também à manutenção da permeabilidade das vias aéreas. A utilização da CNAF garante um maior conforto aos pacientes, além de permitir não só a capacidade de expelir as secreções sem necessidade de
interrupção da técnica, como também de ajudar na excreção das mesmas por conta do seu sistema de umidificação e aquecimento. Apesar de seus benefícios, a CNAF deve ser administrada de maneira criteriosa, de forma a não trazer malefícios pela utilização demasiada e prolongada de oxigenoterapia.

Ressalta-se que, a CNAF tem tido boa aceitação nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais e Pediátricas por ser de uso fácil, mais suave, diminuir drasticamente a incidência de lesão nasal, ser bem tolerada pelos pacientes, ter boa aceitação entre os pais e profissionais Fisioterapeutas e parece ser uma boa alternativa para a pressão positiva nasal contínua nas vias aéreas (CPAPn).

A motivação deste trabalho veio a partir da vivência da autora em uma Unidade pediátrica, onde surgiu o interesse em pesquisar os benefícios do Cateter Nasal de Alto-fluxo em crianças em tratamento de patologias respiratórias.

1.1. Questão Norteadora

Diante do exposto, surgiu o seguinte questionamento: quais as evidências na área da saúde acerca da importância do Cateter Nasal de Alto-fluxo no tratamento de doenças respiratórias na população pediátrica?

1.2. Objetivo

Sabendo dos benefícios da terapia de CNAF, o objetivo deste estudo foi identificar e descrever na literatura científica sobre a eficácia do uso da cânula nasal de alto fluxo em pediatria.

1.3. Justificativa

O presente estudo se justifica pela necessidade de pesquisar mais sobre os benefícios do Cateter Nasal de Alto-fluxo e a eficácia no tratamento de doenças com sintomas respiratórios na população pediátrica, com ênfase no atendimento a pacientes internados na pediatria. Trata-se de recurso utilizado na prevenção das IOT e de complicações a elas
relacionadas. Tendo em vista a importância do bem-estar e do conforto dos pacientes, de maneira geral, e visando a prognósticos melhores, a CNAF, ao proporcionar melhor adaptação à terapêutica, favorece a melhora do quadro respiratório e, por conseguinte, a redução dos índices hipoxêmicos.

O presente estudo tem relevância social e acadêmica, pois apresenta a importância da oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF), como forma de tratamento para pacientes pediátricos com hipoxemia devido a um quadro respiratório agudo, além de trazer mais conhecimentos para os acadêmicos sobre o tema proposto através de informações em evidência.

2-REFERENCIAL TEÓRICO

2.1. Oxigenioterapia em crianças

O oxigênio teve seu caráter vital reconhecido desde a sua descoberta, realizada de forma independente por Schelee, em 1772, e por Pristly, em 1774. Já em 1780, foi utilizado com propósitos médicos por Chaussier, que empregou o oxigênio em recém-nascidos com dificuldade respiratória (CAMARGO, 2008).

A oxigenoterapia consiste no tratamento da hipóxia por meio da inalação de oxigênio, a uma pressão maior que a do ar ambiente, o que facilita a troca gasosa e reduz o trabalho da respiração. O oxigênio usado deve ser umidificado e aquecido. A escolha da forma de administração dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a ser empregado
(PEREIRA; OLIVEIRA; GOMES, 2012).

De acordo com Mendes et al., (2010) a terapia com oxigênio consiste em um tratamento onde a pressão parcial do oxigênio no sangue arterial é aumentada por meio de uma concentração do oxigênio no ar inspirado. É uma terapia eficaz recomendada quando o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2).

O uso de oxigênio, como qualquer outra droga, deve ser prescrito com cautela. Embora graus significativos de hipoxemia sejam perigosos, se não tratados, os efeitos nocivos da oxigenoterapia não controlado foram bem relatados, entre eles, depressão respiratória, lesão por radicais livres, hipercapnia e acidose respiratória. Estudos recentes mostram que hiperóxia pós parada cardiorrespiratória (PCR) está associada a uma menor taxa de sobrevivência intra-hospitalar, mesmo quando comparada aos pacientes com hipoxemia, sendo, inclusive, um
preditor independente de morte intra-hospitalar. Assim, recomenda-se a oxigenoterapia, após avaliação rigorosa, quanto à real necessidade de sua utilização e, durante seu uso, monitorização continua de todos os parâmetros do paciente (KOCK et al., 2014, p.55).

Segundo Lobatoa (2012), existem vários sistemas de oxigenoterapia que podem ser utilizados em unidades hospitalares pediátricas, a escolha da forma de administração dependerá, principalmente, da eficiência do sistema a ser empregado. Cateteres nasais, de fácil instalação, proporcionam uma fração inspirada de oxigênio (FiO2 ) entre 24 e 40%, porém, se deslocam facilmente. O uso de máscaras nasais também é simples e fornece FiO2 de até 60%; contudo, apresenta desvantagens como difícil fixação, interferência na alimentação, expectoração e aspiração de vias aéreas.

O capuz para recém-nascidos e a oxitenda para lactentes e pré-escolares proporcionam, respectivamente, FiO2 de até 100 e 60%. Ambos devem usar gás aquecido e têm, como maiores problemas, o ruído em seu interior e a dificuldade com a alimentação e com a aspiração de vias aéreas, além do isolamento em relação ao ambiente imposto sobre a criança.

A oxigenoterapia é classificada em dois tipos principais. A primeira, definido como baixo fluxo no qual o paciente recebe um determinado fluxo de oxigênio pelo dispositivo, e também inspira ar ambiente, tornando a FiO2 variável; os dispositivos mais utilizados nesse caso são: a cânula nasal tipo óculos, cateter nasofaríngeo, máscara de reinalação parcial, máscara de não-reinalação. Por sua vez, no Sistema de Alto Fluxo, o dispositivo oferece oxigênio em quantidade superior ao inalado em ar ambiente pelo paciente deixando a FiO2 fixa; o dispositivo mais comum é a Máscara de Venturi (MARQUES, 2017).

Rojas-Reyes (2009), os autores revelam que a oxigenoterapia é uma terapêutica administrada para crianças com alterações respiratórias e estudos sugerem que esta terapêutica possa interferir no prognóstico. O oxigênio em concentrações ou pressões maiores que da atmosfera ambiental, ou superiores a 21%, pode corrigir deficiências
de O2 ou hipóxia.

Dentre os principais fatores de uma evolução clínica desfavorável em pacientes pediátricos quanto à utilização de oxigenoterapia, podem-se relacionar as alterações anatômicas, metabólicas, imunológicas e genéticas que estão passando por um processo de plena adaptação, o que pode ser um indício a um fator de pior prognóstico (DUQUE et al, 2008).

2.2. Cânula Nasal de Alto Fluxo em pediatria

Aproximadamente 75% das crianças que internam necessitam de algum tipo de suporte ventilatório, independente de qual tenha sido o motivo da hospitalização. Crianças com esforço respiratório significante podem precisar de ventilação invasiva, o que pode gerar injúria pulmonar induzida pela ventilação, necessidade de sedação prolongada e infecções respiratórias associadas à ventilação. Dessa forma, sempre que possível, deve ser priorizado o uso de ventilação não invasiva (VNI) como, por exemplo, a terapia por cânula nasal de alto fluxo (CNAF), que durante a última década emergiu como um novo método para prover suporte ventilatório em pacientes com insuficiência respiratória (RAMNARAYAN et al, 2017).

Segundo Mikalsen (2016), a denominação correta da cânula nasal de alto fluxo (CNAF) é oxigenoterapia com CNAF umidificada e aquecida. Trata-se de um método de suporte respiratório não invasivo relativamente novo, usado em casos de dificuldade respiratória.

A cânula nasal de alto fluxo é uma modalidade alternativa de administração de gases medicinais, com fornecimento de oxigênio e ar aquecidos e umidificados em fluxos que variam, em pediatria, de 1 a 2 L/kg e que tem sido empregada para suporte ventilatório em diversas condições clínicas (COLLETI JUNIOR, 2018).

A oxigenoterapia nasal de alto fluxo (ONAF) através da CNAF fornece oxigênio aquecido e umidificado com o objetivo melhorar a oxigenação e eliminar o dióxido de carbono (CO2) reduzindo o espaço morto, o que leva a atenuação frequência respiratória (FR) e esforço respiratório, gerar pressão positiva expiratória final (PEEP) e proporcionar maior conforto respiratório (DRES M, DEMOULE A, 2017).

Trata-se de uma técnica recente e inovadora, mais simples de usar e aplicar do que VNI, sendo uma alternativa útil e eficaz para a IRA por ser melhor tolerada (evitando claustrofobia), fornecendo alta fração de oxigênio inspirado (FiO2), gerando baixo nível de pressão positiva e melhorando propriedades mecânicas pulmonares (BONFIM ES, 2018). A fonte pressurizada de oxigênio e ar, o reservatório de água esterilizada conectada a um aquecedor e umidificador, o circuito isolado e/ou aquecido e a cânula não oclusiva fazem parte da composição do Sistema de CNAF que fariam de acordo com o fabricante (SLAIN, et al., 2017).

Conforme Slain et al (2017), a CNAF deve fornecer fluxo maior do que o inspirado pelo paciente para que ele tenha suporte durante a inspiração e não entre ar ambiente junto com a mistura de gases. No momento da expiração o paciente terá que exalar o ar contra o alto fluxo do aparelho gerando um auto PEEP. A cânula ficará acomodada dentro das narinas da criança e o seu calibre deve ser adaptado para permitir vazamentos, ocluindo apenas
metade do espaço da narina para que não ocorra pressão excessiva nos pulmões. A CNAF geralmente é iniciada utilizando de uma FiO2 de até 0,6 para pacientes que necessitam de oxigenação, mas não é o caso de todos os pacientes.

2.3. Fisiologia da ação do sistema de alto fluxo e efeitos clínicos

A CNAF promove diversos efeitos nas vias aéreas dos recém-nascidos. Comparado com o sistema de baixo fluxo a CNAF melhora a tolerância do paciente, previne atelectasias, reduz a sensação de dificuldade respiratória, fornece baixos níveis de pressão na via aérea que ajudam a reduzir a resistência inspiratória e proporcionam pressão positiva final expiratória, reduz o espaço morto (que é maior em recém- nascidos e crianças diminuindo sua eficiência respiratória) e melhora a entrega de oxigênio pela lavagem nasofaríngea evitando também a respiração do CO2 que fica armazenado ali ao final da expiração (MILÉSI et al, 2014).

Segundo Fonseca (2013), também atua diminuindo a resistência na mucosa nasal induzida pelo gás seco e frio, reduz o gasto energético e o trabalho metabólico reduzindo as perdas de água e o custo de energia para aquecer o gás, uma vez que ele já será entregue aquecido, beneficia o transporte mucociliar e mobiliza secreções respiratórias mais facilmente, pois o gás aquecido e úmido impede a dessecação das mesmas e a sensação de secura da boca. São relatados também efeitos positivos na frequência respiratória (FR), freqüência cardíaca (FC) e dispnéia.

Franklin et al. (2018) afirma que o uso da oxigenoterapia de alto fluxo em crianças com bronquiolite apresenta uma taxa significativamente maior durante a admissão hospitalar do que quando a oxigenoterapia padrão foi utilizada. A aplicação precoce e oportuna da cânula nasal de alto fluxo em pacientes com bronquiolite reduz objetivamente o trabalho respiratório e a atelectasia, seu uso também diminui a necessidade de admissão em UTI, intubação orotraqueal e assistência ventilatória mecânica.

A cânula nasal de alto fluxo demonstra benefícios em termos de melhora da dispneia e oxigenação em crianças com insuficiência respiratória aguda, além de apontar menor taxa de reintubação em comparação com indivíduos recebendo oxigenoterapia padrão (NOTEJANE, et al., 2018).

Em crianças, a CNAF tem se mostrado uma técnica segura e eficaz no manejo da bronquiolite e da asma. A cânula nasal de alto fluxo tem sido considerada uma alternativa ao CPAP em pacientes com insuficiência respiratória por bronquiolite, asma ou outros doenças.

2.4.Atuação do Fisioterapeuta em crianças com oxigenoterapia de alto fluxo

Peixe (2016), afirmou que na infância, as infecções no trato respiratório se tornam comorbidades que precisam de uma atenção maior e especial nessa fase da vida, pois causam diversos distúrbios e alterações respiratórias, no mecanismo de ventilação e perfusão, e assim, a criança vem a desenvolver insuficiência respiratória aguda em diversos eventos importantes.

A fisioterapia pediátrica exerce um papel fundamental na assistência multidisciplinar, atuando de forma a identificar, elaborar e desenvolver diagnóstico cinético-funcional nas afecções respiratórias causadas pela infecção viral ou bacteriana, por meio de anamnese, avaliação física e exames complementares. Além de desenvolver coordenada de promoção, prevenção, reabilitação e recuperação para crianças com fatores de risco para o desenvolvimento de agravos e determinantes do processo saúde-doença, nos diferentes níveis de atenção à saúde.

De acordo com Selestrin et al (2007) o acompanhamento fisioterapêutico de crianças proporciona uma estabilidade de variáveis hemodinâmicas, como frequência cardíaca (FC), manutenção funcional da circulação cerebral e, secundariamente, manter as vias aéreas com fluxo menos turbulento possível e com o mínimo de secreção. Estes procedimentos permitem um aumento na permeabilidade e redução do número de fatores intrínsecos das vias aéreas e minimizam as complicações a que estas crianças estão susceptíveis a apresentar durante o período de internação.

Segundo Castro et al. (2011), na pediatria, a fisioterapia respiratória atua com o objetivo de diminuir o trabalho respiratório, manter as vias aéreas pérvias, melhorar a ventilação e a troca gasosa e prevenir e tratar as complicações pulmonares. A fisioterapia respiratória em crianças hospitalizadas com bronquiolite aguda promove uma melhora
significativa das condições clínicas principalmente em se tratando dos sinais de esforço respiratório.

A especialidade da fisioterapia respiratória pediátrica apresenta como principais objetivos minimizar os efeitos das complicações pulmonares e de melhorar a função respiratória das crianças. Sabe-se que a fisioterapia pediátrica no âmbito hospitalar é imprescindível para reabilitação e prevenção da saúde e prevenir problemas respiratórios,
reduzindo os índices de morbidade, o tempo de internação e os custos hospitalares (REMONDINI, 2014).

Segundo Nicolau (2007), ressalta-se a necessidade da Fisioterapia instalar, controlar e acompanhar cuidadosamente a terapia, para prevenir os efeitos tóxicos e colaterais do oxigênio, o que demanda do Fisioterapeuta sua supervisão conhecimentos sobre os gases arteriais, sua interpretação e as reações da criança submetida à terapêutica. É preciso ainda, controlar a resposta do paciente à terapêutica de 15 em 15 minutos (no mínimo) e posteriormente de hora em hora, se houver melhora do quadro. Observar o pulso, características da respiração e das condições do paciente (espera-se que haja redução da inquietação e do esforço respiratório, melhora da cianose e retorno aos parâmetros normais dos sinais vitais) Registrar início e término do tratamento e intercorrências.

A atuação da fisioterapia respiratória na pediatria como componente importante na redução das complicações pulmonares, é constatada por Pinto, Araújo e Do Amaral (2017), onde perceberam a resolução de uma melhor capacidade de funcionamento do trato respiratório dos pacientes pediátricos com o protocolo fisioterapêutico e favorecendo uma rápida melhora e redução do tempo de internação.

3- METODOLOGIA

A presente pesquisa trata-se de um estudo bibliográfico, do tipo revisão integrativa da literatura a respeito do uso do cateter nasal de alto fluxo em pediatria. A escolha do estilo metodológico se deu a partir do entendimento de que a revisão bibliográfica visa a realização de um agrupamento de diferentes pensamentos de forma que isso forneça subsídio para a criação de uma compreensão ampliada acerca do assunto (BOTELHO, 2011).

Para a realização de uma revisão bibliográfica com uma qualidade melhor é importante se escolher a técnica que será realizada, o rigor metodológico garante ao autor maior precisão no momento da busca e a efetivação de uma pesquisa bibliográfica mais sistemática, dessa maneira optou-se para realizar uma revisão bibliográfica do tipo
integrativa (BOTELHO, 2011; SOUZA; VIEIRA; SEVERINO; ANTUNES, 2017).

A pesquisa teve como base a seguinte pergunta norteadora: quais as evidências na área da saúde acerca da importância do Cateter Nasal de Alto-fluxo no tratamento de doenças respiratórias na população pediátrica?

A busca foi efetuada através da pesquisa no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na qual foram delimitadas as bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE) e Base de dados de Enfermagem (BDENF).

Optou-se por se utilizar um recorte temporal de publicações dos últimos dez anos, além de serem empregado os descritores específicos, disponíveis no Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), que são eles: Terapia Respiratória; Fisioterapia; Pediatria;IRA; Cânula nasal de alto fluxo.Tais descritores serão associados pela utilização do operador booleano “AND”.

Para a realização da terceira etapa do estudo foram empregados os critérios de inclusão e exclusão. Sendo os critérios de inclusão: artigos publicados na íntegra, disponíveis eletronicamente, de maneira gratuita, dentro do corte temporal estabelecido, nos idiomas português e inglês, que estejam dentro da temática proposta. Os critérios de
exclusão foram: artigos repetidos, que não contemple o tema proposto ou que não estejam coerentes com os descritores estabelecidos; além de dissertações, monografias e teses.

Para a fase de seleção dos estudos foi realizada a análise dos mesmos, primeiramente através do título, autor e ano de publicação; posteriormente foram analisados os resumos dos artigos e por fim foram lidos os estudos por extenso.

A amostra inicial conteve 298 artigos, após leitura e aplicabilidade dos critérios, foram selecionados 08 que atendiam na íntegra o objetivo da pesquisa. Os resultados foram apresentados em formado de tabela e discutidos posteriormente.

QUADRO 1: Síntese de artigos selecionados nas bases de dados: Rio de Janeiro, 2021

Título Autores Ano Publicação Resultados
01 Eficácia e segurança da
oxigenoterapia com cânula
nasal de alto fluxo na insuficiência
respiratória hipercápnica moderada
aguda
Yuste et al 2019 Rev Bras Ter
Intensiva.
2019;31(2):156-
163
O oxigenoterapia com cânula
nasal de alto fluxo é eficaz para a
insuficiência respiratória
hipercápnica moderada e ajuda a
normalizar os parâmetros
clínicos e de troca gasosa, com
taxa aceitável de não responsivos
que necessitaram de suporte
ventilatório
02 Suporte da FIRST-line para
Assistência na Respiração em
Crianças (FIRST-ABC):um estudo
piloto multicêntrico randomizado e
controlado de terapia com cânula
nasal de alto fluxo versus pressão
positiva contínua nas vias aéreas em
cuidado intensivos pediátricos
Ramnarayan et
al
2017 Crit Care Nosso estudo piloto confirmado
que, após mudanças nos
procedimentos de consentimento
e algoritmos de tratamento, é
viável conduzir um grande RCT
nacional de suporte respiratório
não invasivo no ambiente de
cuidados intensivos pediátricos
em pacientes com NRS
progressivo e descendente.
03 Uso de cânula nasal de alto fluxo no
departamento de emergência pediátrica
Slain et al 2017 J. Pediatr. (Rio J.)
93 (suppl
1) • 2017
A cânula nasal de alto fluxo deve
ser considerada para pacientes do
departamento de emergência
pediátrico com insuficiência
respiratória que não precisam de
intubação endotraqueal imediata.
Contudo, são necessários ensaios
clínicos prospectivos específicos
para o departamento de
emergência pediátrico para
determinar melhor as populações
de pacientes que respondem ao
tratamento, as configurações
ideais da cânula nasal de alto
fluxo e a eficácia comparada a
outras modalidades de apoio
respiratório.
04 Atuação da fisioterapia no esforço
respiratório em crianças
hospitalizadas com infecção
respiratória aguda: um estudo
comparativo
Pinto et al 2017 v. 18 n. 2 (2017):
Fisioterapia Brasil
v18n2
Concluímos que através deste
estudo foi possível atingir os
objetivos da pesquisa anterior
mente citados, e confirmar a
hipótese de que crianças
submetidas a dois atendimentos
diários de fisioterapia
apresentam melhores resultados
com relação a o esforço. Dessa
forma,pode-se inferir que a
fisioterapia respiratória
promoveu uma melhora significativa em curto prazo das
condições clínicas das crianças
com infecção respiratória aguda.
05 A EFICÁCIA DA CÂNULA DE
ALTO FLUXO
ALTERNATIVAMENTE À
VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA
EM PACIENTES HIPOXÊMICOS
Bonfim et al 2018 v. 6 n. 1 (2018):
Sexta ediç ão
conclui-se a efetividade desta
nova técnica como um meio de
suporte ventilatório não invasivo
em relação à VNI, nos casos de
insuficiência respiratória,
proporcionado mais conforto,
melhora da oxigenação,
diminuição da necessidade de
ventilação mecânica invasiva e,
consequentemente, reduzindo
taxas de reintubação.
06 CÂNULA NASAL DE ALTO FLUXO
PÓS-EXTUBAÇÃO TRAQUEAL EM
CRIANÇA COM OBSTRUÇÃO DE
VIAS AÉREAS SUPERIORES:
RELATO DE CASO
Colleti Junior
et al
2018 Rev. paul. pediatr.
36 (03) • Jul-
Sep 2018
Relatar o caso de um lactente
que necessitou de intubação
traqueal no setor de emergência
pediátrica por conta de laringite
aguda grave e que, após a
extubação traqueal programada,
fez uso, com sucesso, da cânula
nasal de alto fluxo, a qual,
possivelmente, evitou a falha da
extubação traqueal.
07 Um ensaio clínico multicêntrico
randomizado e controlado de taxa de
fluxo de cânula nasal de alto fluxo em
bebês com bronquiolite viral grave
Milési et al 2018 Intensive Care
Med. Novembro
de 2018; 44 (11)
A terapia com cânula nasal de
alto fluxo (HFNC) é cada vez
mais proposta como suporte
respiratório de primeira linha
para crianças com bronquiolite
viral aguda (BVA). A maioria
das equipes usa 2 L / kg / min,
mas nenhum estudo comparou
diferentes taxas de fluxo neste
cenário
08 Oxigenoterapia por cânula nasal de
alto fluxo versus oxigenação de baixo
fluxo realizada em neonatos com
bronquiolite internados num Centro
Hospitalário de referência no Uruguai
NOTEJANE,
et al.
2018 Arch. Pediatr.
Urug. [online].
2018, vol.89, n.4,
pp.257-263.
foi possível demonstrar que a
aplicação de CNAF reduza a
admissão a uma unidade de
cuidados intensivos, a
necessidade de ventilação
mecânica ou o tempo de
hospitalização.

Fonte: autora, 2021.

4-RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nos últimos anos, as cânulas nasais de alto fluxo, chamadas de tratamentos com CNAF, ganharam popularidade, uma vez que fornecem fluxos elevados (de até 50 a 60L/minuto) e concentrações precisas (21 – 100%) de oxigênio. A cânula de alto fluxo proporciona efeito de lavagem do espaço morto das vias aéreas superiores, o que reduz a hipercapnia. Além disto, reduz a resistência das vias aéreas e, consequentemente, o trabalho respiratório. Finalmente, a CNAF proporciona pressões expiratórias positivas nas vias aéreas (efeito de pressão positiva contínua nas vias aéreas – CPAP), que podem contrabalançar apressão expiratória positiva final (PEEP) intrínseca, presente na maioria dos pacientes pediátricos (YUSTE et al, 2019).

Ramnarayan et al (2017), a CNAF, tem como objetivo aumentar o volume de ar e de oxigênio, aquecidos e umidificados, através das vias aéreas, utilizando fluxos acima de 6 L/min. O fluxo alto e contínuo cria um grau de pressão nas vias aéreas, gerando um certo nível de pressão positiva expiratória final (PEEP), além de lavar o espaço morto das vias aéreas altas. Os resultados são redução do trabalho respiratório e melhora da troca gasosa, além da diminuição na necessidade de intubação orotraqueal. Além disso, devido ao fato de o ar ser aquecido e umidificado, esse método tende a ser melhor tolerado por crianças.

A suplementação de oxigênio é uma pedra angular do tratamento de crianças com hipoxemia devido a um processo respiratório agudo, normalmente por meio de uma máscara facial ou de uma simples cânula nasal. O uso da CNAF pode ser iniciado após a falha de testes com uma cânula nasal comum ou como modalidade de apoio respiratório principal. A literatura cada vez maior que descreve o uso da CNAF em crianças foca principalmente em crianças com bronquiolite, apesar de o uso da CNAF também ser relatado em crianças com outras causas de insuficiência respiratória, inclusive pneumonia, asma, e outras formas de obstrução das vias aéreas superiores. Diversos estudos avaliaram se a redução da necessidade de ventilação mecânica invasiva estava associada à introdução da CNAF no cuidado clínico em crianças (SLAIN et al, 2017).

Conforme Pinto et al (2017) em seu estudo, relata que dentre as doenças respiratórias agudas, as infecções respiratórias agudas (IRA) são as causas mais comuns de morbimortalidade na infância. Além de debilitar e impedir o desenvolvimento, as IRA dificultam a rotina normal da criança e de sua família, afetando todas as suas atividades
diárias. Na pediatria, a fisioterapia respiratória atua com o objetivo de diminuir o trabalho respiratório, manter as vias aéreas pérvias, melhorar a ventilação e a troca gasosa e prevenir e tratar as complicações pulmonares. A fisioterapia respiratória em crianças hospitalizadas com bronquiolite aguda promoveu uma melhora significativa das condições clínicas principalmente em se tratando dos sinais de esforço respiratório.

A oxigenoterapia com cânula nasal de alto fluxo (CNAF) é uma técnica recente e inovadora que fornece uma alta fluxo de gás aquecido e umidificado, mais simples de usar e aplicar do que a ventilação não invasiva (VNI), e é um alternativa e promissora para a insuficiência respiratória-aguda-hipoxêmica (IRAH). CNAF é melhor tolerado, fornecendo alta fração de oxigênio inspirado (FiO2 ), gerando um baixo nível de pressão positiva e fornecendo mortos lavagem de espaços nas áreas superiores, melhorando as propriedades mecânicas do pulmão. A CNAF tem sérias vantagens em relação aos outros sistemas de suporte respiratório, incluindo máscaras faciais ou VNI. Primeiramente, porque o gás geralmente é aquecido a 37ºC e completamente umidificado no circuito, a função mucociliar permanece intacta (BONFIM et al, 2018).

A obstrução das vias respiratórias é um dos problemas mais comuns em serviços de atendimento médico pediátrico e resulta em morbidade significativa. A cânula nasal de alto fluxo apresenta um mecanismo de ação que, embora não completamente esclarecido, tem sido imputado à melhora na troca gasosa por depurar o espaço morto e provocar pressões faríngeas positivas, que podem, até certo ponto, ser transmitidas às vias aéreas distais e proporcionar baixo nível de pressão expiratória positiva (COLLETI JUNIOR, 2018).

Segundo Milési et al (2018), os autores enfatizam que a terapia com cânula nasal de alto fluxo (TCNAF) é cada vez mais proposta como suporte respiratório de primeira linha para crianças com bronquiolite viral aguda (BVA). A maioria das equipes usa 2 L / kg / min, mas nenhum estudo comparou diferentes taxas de fluxo neste cenário. Nossa hipótese é que 3 L / kg / min seria mais eficiente para o manejo inicial desses pacientes.

Para Notejane et al. (2018), os autores têm demonstrado a eficácia da implementação precoce e oportuna da CNAF em pacientes com bronquiolite aguda objetivando diminuição do trabalho respiratório e atelectasia. Os efeitos clínicos benéficos da CNAF (aumento da saturação de O 2 , diminuição da frequência respiratória (FR) e frequência cardíaca (FC) e melhora dos sinais de insuficiência respiratória) são geralmente observados nos primeiros 60
a 90 minutos. As evidências sobre a eficácia do CNAF no tratamento da insuficiência respiratória na bronquiolite em neonatos continuam ganhando força ao longo dos anos.

5- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pacientes pediátricos com hipoxemia devido a um quadro respiratório agudo requerem, muitas vezes, o uso de oxigênio inalatório, que pode ser administrado através de uma cânula nasal ou de uma máscara facial. A concentração de oxigênio no gás inspirado aumenta de acordo com elevação do fluxo de oxigênio e com a redução do ar atmosférico durante a respiração.

Diante do que foi exposto, pode-se observar que os benefícios da oxigenoterapia com CNAF está associada a melhora de distúrbios respiratórios graves em crianças com quadro respiratório agudo. Sendo assim, a oxigenoterapia com CNAF torna-se a principal forma de tratamento nesta patologia, se estiver na fase inicial, pelo fato de se tratar de uma técnica segura, não invasiva, de fácil utilização, baixo custo e boa aceitação por parte dos pacientes, além de influenciar nas diminuições das taxas de admissões dos pacientes na UTI neonatal e pediátrica. Também foi notado que esse tratamento atua na prevenção de possíveis progressões de doenças que levariam o paciente à necessidade de ventilação mecânica ou intubação.

A fisioterapia respiratória se mostra como um componente necessário no tratamento de crianças com patologias respiratórias, garantindo melhora geral do quadro clínico, redução no tempo de hospitalização e uma melhor qualidade de vida para os pacientes.

Os resultados demonstram bons efeitos clínicos do CNAF em crianças e lactentes, boa tolerância e segurança de uso desde que o paciente receba monitoração adequada e constante.

Concluiu-se com o presente estudo que a CNAF é um método relativamente seguro, bem tolerado e de fácil aplicação. Seus mecanismos fisiológicos possibilitam uma distensão contínua das vias aéreas, o que pode ser a principal razão para a melhora do trabalho respiratório em pacientes pediátricos. A CNAF também pode reduzir a necessidade de
escalonamento para terapia de ventilação não invasiva ou invasiva.

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Artigo Publicado: 24/03/2022



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