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Mobilização Precoce Na Polineuropatia Do Paciente Critico: Uma Revisão Bibliográfica

Mobilização Precoce Na Polineuropatia Do Paciente Critico: Uma Revisão Bibliográfica

Introdução:

Em uma unidade hospitalar, a assistência promovida pelos profissionais da saúde tem como objetivo terapêutico recuperar a condição clínica dos pacientes, de modo que eles possam retornar à realidade em que se inserem com qualidade de vida. Contudo, pacientes críticos, caracterizados por se encontrarem instáveis hemodinamicamente, com prognóstico grave, e com alto risco de morte, representam outra realidade, na qual a meta da assistência está centrada na manutenção da vida, muitas vezes sem estimativa de tempo para a alta hospitalar.

A UTI é um ambiente de alta complexidade, composto por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, e cuja destinação é proporcionar a internação de pacientes com instabilidade clínica e com potencial de gravidade, cuja recuperação depende de inúmeros fatores, inerentes ou não à condição basal.

Na UTI é muito comum os pacientes permanecerem restritos ao leito, acarretando inatividade, imobilidade e disfunção severa do sistema osteomioarticular. Essas alterações atuam como fatores predisponentes para polineuropatia e /ou miopatia do doente crítico, acarretando aumento de duas a cinco vezes no tempo de permanência da ventilação mecânica e no desmame ventilatório.

A imobilidade, descondicionamento físico e fraqueza muscular são problemas usualmente encontrados em pacientes em ventilação mecânica. Essas complicações inerentes à ventilação mecânica prolongada são de origens variadas, associadas geralmente à idade e as doenças crônicas, como insuficiência cardíaca congestiva, diabetes mellitus e doença pulmonar obstrutiva crônica.

A imobilidade em pacientes hospitalizados tem impacto negativo em vários sistemas orgânicos, com os pulmões, o sistema cardiovascular, a pele, os músculos, os ossos, entre outros. As complicações pulmonares são as mais prejudiciais e se apresentam na forma de atelectasia, hipoxemia, embolia pulmonar e pneumonia, causando aumento do tempo de internação e à mortalidade.

A polineuropatia do paciente crítico é uma axonopatia sensitivo-motora que se caracteriza através da fraqueza muscular tanto dos membros quanto dos músculos da caixa torácica, podendo apresentar alterações dos reflexos profundos, da sensibilidade e da dor nas extremidades. Clinicamente encontrada em pacientes críticos quando não há outro fator etiológico confirmado senão a doença critica.

Vários são os fatores que podem contribuir para o quadro de imobilidade, sendo os principais: idade avançada, diabetes mellitus, anormalidades metabólicas, hiponatremia, hiperuremia, hiperglicemia, uso prolongado de medicações (como corticoides, sedativos e bloqueadores neuromusculares), disfunção em dois ou mais órgãos, ventilação mecânica, elevado tempo de permanência na UTI e imobilismo.

A mobilização precoce na UTI tem como objetivo manter a amplitude de movimento articular, prevenir ou minimizar grandes retrações musculares e manter ou aumentar a força muscular e a função física do paciente reduzindo as complicações acima citadas, sendo consideradas como elemento fundamental na maioria das condutas de assistência da fisioterapia em pacientes internados em uma UTI, incluindo uma variedade de exercícios terapêuticos que previnem fraquezas musculares, deformidades e ainda reduzem a utilização de recursos de assistência durante a hospitalização.

O estudo do presente justifica-se a importância da mobilização precoce no tocante a recuperação precoce do paciente internado na UTI, diminuindo o tempo de internação bem como a redução dos gastos empregados no tratamento desse paciente, principalmente quando se avalia o desgaste físico, mental, social e psicológico dos envolvidos nessa assistência.

O objetivo deste trabalho foi revisar através da revisão da literatura científica sobre a mobilização precoce em pacientes com polineuropatia do paciente crítico.

Métodos:

Para a realização deste trabalho foi realizado um levantamento dos artigos científicos disponíveis sobre o tema, através da revisão da bibliografia, realizando uma análise sobre os aspectos inerentes da imobilização do paciente em uma unidade de terapia intensiva e sobre os aspectos importantes da mobilização precoce. Para tal, foram realizadas pesquisas nas publicações científicas disponibilizadas pela internet, no período de 2008 a 2018, através de sites de publicações científicas sobre o tema, disponibilizados na web. As palavras chaves utilizadas foram polineuropatia, fisioterapia, mobilização precoce, unidade de terapia intensiva, ventilação mecânica invasiva, as palavras-chave foram combinadas utilizando-se os operadores booleanos OR, AND e NOT AND, sem restrição linguística. A pesquisa da literatura foi realizada nas bases de dados eletrônicas Scielo, Pubmed, Medline, Pedro, Lilacs e Google acadêmico.

Resultados:

A pesquisa inicial resultou em 121 artigos. Após análise dos títulos e leitura dos resumos foram excluídas as pesquisas que apareceram repetidamente em mais de uma base de dados ou não preenchiam os critérios de inclusão predeterminados. Foram excluídos 91 artigos por não se adequarem ao tema proposto, devido ao uso de sedativos, cirúrgicas, rebaixamento do nível de consciência, e outros motivos que não fizeram parte dos critérios de inclusão. A seleção final, por meio de consenso, resultou na inclusão de 30 artigos para este estudo.

Fluxograma de inclusão dos estudos a seguir (FIGURA 1).

Os três artigos selecionados e analisados durante o levantamento bibliográfico que discutem a eficácia da fisioterapia motora, por meio da mobilização precoce em pacientes com polineuropatia do paciente critico, estão relacionados na tabela 01 dispostos por ano mais recente para proporcionar melhor análise visual e posterior discussão.

Tabela 01: Informações obtidas após a análise dos artigos

Discussão:

O desenvolvimento de fraqueza generalizada relacionada ao paciente crítico é uma complicação recorrente em pacientes admitidos em uma unidade de terapia intensiva. A redução da força muscular aumenta o tempo de desmame, internação, o risco de infecções e consequentemente a mortalidade. A fisioterapia é usada nesses pacientes como recurso para prevenção da fraqueza muscular, hipotrofia e recuperação da capacidade funcional. A musculatura respiratória também apresenta redução da força muscular sendo que tem papel fundamental no desfecho do desmame ventilatório e consequentemente no tempo de internação de pacientes graves.

Um protocolo de Mobilização com cicloergômetro e posteriormente a deambulação realizado por Costa Junior e colaboradores (2015), Avaliou a influência da mobilização precoce na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como forma de exercício físico funcional, sobre a deambulação de pacientes em pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio. Demonstrou que a media da distância de deambulação aumentou ao decorrer da melhora clinica do paciente, no entanto a media de turno não variou. 4

Dantas e colaboradores (2012) avaliou os efeitos de estabelecer um protocolo de mobilização na musculatura periférica e respiratória de pacientes críticos sob ventilação mecânica em comparação com um grupo controle que recebeu incentivo verbal à mobilização no leito e deambulação. O protocolo foi sistematizado em duas vezes por dia, todos os dias da semana. A força muscular periférica foi avaliada todos os dias pela pontuação do escore do Medical Research Council (MRC) e a força da musculatura respiratória foram avaliados a cada três dias pela Pressão inspiratória máxima (PIMAX) e pressão expiratória máxima (PEMAX). A força muscular expiratória e tempo de ventilação mecânica e internação não obteve resultados significativos. Pacientes submetidos a um protocolo de mobilização sistemática e precoce apresentaram ganho de força muscular periférica e força muscular inspiratória, o que não ocorreu no programa padrão de mobilização. 5

Neto e colaboradores (2013) realizou uma única intervenção de exercício ativo de membros inferiores no cicloergômetro (sem carga) durantes 5 minutos foram observados frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, saturação periférica de oxigênio e escala de dispneia de borg, foram avaliadas em três momentos: antes, durante e imediatamente após o exercício, com objetivo e avaliar a segurança da mobilização precoce e aceitação da mesma, somente 25% obtiveram desconforto na realização dos exercícios e os que estavam em ar ambiente obtiveram maior eficácia dos exercícios dos que necessitavam de algum suporte ventilatório, mostrando assim que é seguro aplicar um protocolo de exercícios em pacientes critico porem o estudo não abordou de forma precisa a intensidade desses exercícios delimitando seu público alvo, sendo também que os pacientes de necessitam de algum suporte respiratório são os que mais necessitam de uma intervenção que possa modificar seu prognóstico. 23

Sendo assim, a mobilização precoce junto com outros elementos da fisioterapia utilizada em pacientes acamados, melhora a capacidade cardiorrespiratória, pois o paciente está movimentando mesmo que passivamente, ganho ou manutenção da força muscular, sendo o tempo de internação e ventilação mecânica, questionados quanto a sua redução em detrimento do aumento da funcionalidade do paciente, tais situações sendo dependes do quadro clínico, prognóstico e comorbidades previas, que podem alterar o percurso da reabilitação. Sendo assim necessária a ampliação dos estudos relacionados para uma melhor abordagem e acerácea do atendimento fisioterapêutico.

Conclusão:

Sendo assim, podemos levar em consideração entre os artigos citados, que independente do protocolo utilizado para os pacientes acamados, qualquer ganho, por mínimo que seja já é de grande valia, tende diminui o tempo de internação na UTI aumenta a capacidade respiratória e consequentemente, diminui o tempo de intubação, aumentando também a força muscular, a funcionalidade do paciente.

Dessa forma a mobilização precoce em conjunto com outras técnicas fisioterápicas proporciona inúmeros benefícios, para o paciente que se encontra acamado ou em estado crítico, acreditando ser de suma importância a realização de um maior número de pesquisas sobre o tema abordado, que contenham protocolos melhor descritos, definindo assim as possíveis sequelas aos pacientes, o grau da diminuição dos efeitos deletérios do imobilismo e que principalmente realizem mais trabalhos, no intuito de reforçar as ideias cada vez mais, de que a mobilização precoce proporciona diminuição do tempo de internação e o tempo de intubação na unidade de terapia intensiva proporcionando assim maior funcionalidade ao paciente, mesmo quando a sua realização é dentro do próprio leito hospitalar.

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