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Incidência de Neonatos em Uti Neonatal nos Partos Cesária e Normal

Incidência de Neonatos em Uti Neonatal nos Partos Cesária e Normal

INTRODUÇÃO

Parto ou nascimento é o termo de uma gravidez, em que um ou mais bebés deixam o útero da mulher1.

No parto vaginal, ou também chamado de normal, a saída do bebê ocorre pelo canal vaginal.

Os partos vaginais podem ser diferenciados em: partos vaginais cirúrgicos – que acontecem normalmente em hospitais com intervenções médicas como anestesia, aplicação de ocitocina (hormônio sintético que induz as contrações uterinas), episiotomia (corte vaginal) etc.; e partos vaginais naturais – apenas com intervenções extremamente necessárias.

O parto normal pode ser realizado em posições variadas, como deitada, de cócoras ou utilizando uma cadeira de parto. Há também a possibilidade de ser realizado na água, em uma banheira apropriada.

A cesariana é uma cirurgia que consiste em um corte na parede abdominal e no útero. O bebê é retirado através desta abertura, que é fechada com pontos. Sendo uma intervenção cirúrgica, a recuperação da mãe é mais lenta que a do parto normal, mas atualmente é considerado um procedimento bastante seguro.

Os principais riscos de um parto cesariana são embolia pulmonar, trombose, hemorragia, infecção e problemas respiratórios para o neonato.

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal é um local destinado aos bebês recém nascidos que apresentam algum risco de vida, e todos os que nascem prematuros, ou seja, antes das 37 semanas de gestação.

Observou-se que autores de origem latino-americana costumam dar ênfase às vantagens do parto natural em detrimento à cesariana. O contrário costuma acontecer com autores de países europeus e ou americanos. Esta observação baseou-se em pelo menos dez artigos de cada vertente de pensamento.

A proporção de cesarianas varia marcadamente entre países, regiões e subpopulações. O rápido aumento de partos por cesariana ocorrido na década de 1970, na maioria dos países, deu lugar a uma desaceleração na década de 1980. No Brasil, onde cerca de um terço dos partos ocorre por cesarianas, também verificou-se esta tendência. Apesar de que proporções aceitáveis ainda não tenham sido definidas, considera-se bastante alto este índice, comparado com outros países2.

OBJETIVO

Com este artigo esperou-se organizar os estudos em uma área que demanda atenção especial no mundo moderno, já que o uso de UTI Neonatais é algo recente (aproximadamente 100 anos). Logo poucas pesquisas, além de espalhadas por diversos periódicos, podem ser encontradas no meio acadêmico.

 

MÉTODOS

Esta pesquisa caracteriza-se em revisão bibliográfica, sendo que de acordo com Conforto³ a mesma define-se como: um método científico para busca e análise de artigos de uma determinada área da ciência. É amplamente utilizada em pesquisas na medicina, psicologia e ciências sociais, onde há grandes massas de dados e fontes de informações.

Os artigos desta revisão foram selecionados abrangendo opiniões conflitantes para uma análise rigorosa do porquê destes conflitos. Além disso, artigos na língua inglesa foram usados com mais frequência já que grande parte dos periódicos de importância científica estão nesta língua.

Outro dado importante advindo desta revisão, refere-se à grande disparidade entre a quantidade de cesarianas e parto normal na América Latina, “onde cerca de 800 mil cesarianas desnecessárias são realizadas anualmente” (GIGLIO, Margareth Rocha Peixoto et al.,2005, p.350-7).

Já nos casos de parto natural, viu-se, novamente no caso da américa latina, forte relação com os hospitais públicos. “Constatou-se que o parto normal foi realizado cerca de quatro vezes mais em hospitais públicos…” (CARDOSO, Priscila Oliveira et al.,2010, p.427-35).

Os locais de procura foram preferencialmente os sites da PubMed e da Scielo. Usando os termos chaves: UTI neonatal, parto cesária e vaginal e os similares. Esta pesquisa foi realizada nos meses de setembro  e outubro de 2016.

Outro ponto de escolha foi a publicação destes artigos em periódicos importantes no meio científico e que os mesmos não estivessem datados de mais de 10 anos, a contar do início desta pesquisa (2016).

RESULTADOS E DISCUSSÕES

De acordo com Richardson4, para os pacientes saudáveis a termo, o risco de resultados neonatais adversos é baixo, com a escolha entre o parto por cesariana eletiva e tentativa de trabalho de parto em geral equilibrando o baixo risco de aumento da morbidade respiratória e, assim, a triagem/admissão nas unidades neonatais de cuidados intensivos de contra o extremamente baixo risco de mortalidade infantil e morbidade grave relacionada com o trabalho de parto.

Uma conclusão que corrobora com o artigo citado acima vem de Geller5, que nos diz o seguinte: O parto vaginal planejado levou a mais passagem de mecônio e 1º min de Apgar baixo, mas menos admissões na UTI Neonatal, ressuscitação com oxigênio e icterícia.

Essa constatação vai totalmente de encontro com o que diz Cardozo6 que em sua conclusão diz que pode-se concluir, a partir dos resultados neste estudo, que existe maior morbidade neonatal em recém-natos de parto por via vaginal quando comparada com neonatos de Cesária.

Porém, segundo o artigo de Reis7, o risco gestacional foi o principal fator associado ao resultado materno e neonatal desfavorável. A cesariana não influenciou diretamente o resultado materno mas aumentou as chances de um resultado neonatal desfavorável.

Usando só esses exemplos iniciais vemos que resultados científicos totalmente opostos podem ser encontrados usando-se, aparentemente, o foco em diferentes populações.

Usando outro artigo como referência, encontra-se que de acordo com Zanardo8: As crianças nascidas por cesariana eletiva a termo estão em maior risco de desenvolverem distúrbios respiratórios em comparação com os nascidos por parto vaginal. Uma redução significativa na Síndrome do desconforto respiratório (RDS) neonatais seria obtida se as cesarianas eletivas fossem realizadas após 39 + 0 semanas de gestação. Neste artigo lê-se que existe uma diferença essencial entre cesariana feita antes e após as 39 + 0 semanas. Este ponto essencial parece ser ignorado em alguns artigos pesquisando fazendo com que suas conclusões sejam a de que cesariana gera maiores riscos que o parto natural em relação ao neonato.

Outra pesquisa com o mesmo foco foi redigida por De Luca9 que conclui: Riscos estimados para idade gestacional específica são os mais baixos entre 38 e 40 semanas e devem ser incluídos no processo de consentimento-informação. As informações também devem ser utilizadas para permitir a preparação adequada em relação ao pessoal e equipamento adequados. O parto cesariano eletivo (ECD) está consistentemente associado com o aumento da mortalidade intraparto e neonatal, do risco de admissão e morbidade respiratória em comparação com o parto vaginal planejado e não tem nenhuma vantagem sobre os partos Cesária (CD) de emergência em termos de mortalidade. Morbidades neonatais são mais baixas após o ECD do que o CD de emergência apenas com nascimentos a termo. Os dados encontrados fornecem evidências de que o ECD não deve ser realizada antes do termo.

Outro ponto visto em diversos artigos pesquisados é uma comparação das taxas entre cesarianas e partos naturais. Estas taxas de acordo com Cardoso6 giram em torno de 4 vezes em favor da cesariana em hospitais públicos. Com isso de acordo com Giglio10: A associação entre parto normal e maior ocorrência de óbito neonatal decorreu de viés de seleção devido à distribuição das gestantes na rede hospitalar e, ainda, da realização quase universal de cesarianas em gestações de baixo risco e do parto normal nas gestações de alto risco para a morte neonatal.

Aqui vemos que um fator importante para diferenças nos resultados obtidos em diversas pesquisas também se relaciona com o porquê das escolhas de cada tipo de parto.

CONCLUSÕES

Os fatores que influenciam diretamente nestas comparações, de acordo com este estudo, são: idade gestacional, riscos gestacionais pré-existentes e escolha do tipo de parto por escolhas pessoais.

O uso indiscriminado e desnecessário da cesariana pode maquiar os resultados a favor do parto normal. Já a grande quantidade de partos normais nos hospitais públicos de países latino-americanos, pode aumentar a taxa de uso da UTI neonatal.

A idade gestacional é causa bem pesquisada de altas taxas problemas de saúde dos recém-nascidos ou mesmo de morbidade neonatal.

Percebe-se também que a escolha do tipo de parto não deve ser pessoal e sim definida durante o acompanhamento pré-natal.

Percebe-se nesta pequena revisão bibliográfica que a comparação entre riscos associados ao tipo de parto tem que ser multifatorial. Com isto evita-se falsos “Positivos” ou “Negativos”.



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