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Humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata de questões ligadas à temática relacionada ao ramo da Fisioterapia Neonatal, abordando, especificamente, a humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).

Nesse sentido, busca-se, aqui, compreender a necessidade e a importância do referido tema, frente a uma problemática existente nos dias atuais, que são as práticas humanizadas dentro de uma UTIN, que têm por finalidade oferecer um atendimento de qualidade respeitando as individualidades e as necessidades de cada paciente junto aos avanços tecnológicos.

Para melhor compreensão do assunto, inicialmente se faz necessário um estudo preliminar acerca das UTINs que fazem parte da estrutura de um hospital e são montadas com recursos tecnológicos e científicos de última geração. Para as UTINs que são levados os pacientes que necessitam de uma atenção maior com mão de obra humana qualificada e cuidado redobrado, o que possibilita uma devida eficiência e maior rapidez no atendimento (CAETANOet al., 2007).

O período neonatal, compreendido entre o nascimento e os primeiros 28 dias de vida, pode ser entendido como um momento de grande vulnerabilidade e de altas taxas de morbimortalidade por ser uma fase de grande fragilidade no desenvolvimento desse recém-nascido (RN), principalmente os prematuros, que correm risco de morte e necessitam de cuidados 24h por dia, bem como aqueles que sofreram algum problema no nascimento (LIMA
et al., 2015).

Apesar da importância e complexidade desse ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os RNs ficam continuamente expostos a riscos biológicos e ambientais. Dessa forma, é muito importante a conscientização da necessidade de se utilizar meios para combater a extenuação em todo o seu contexto (CAETANO et al., 2007).

Por essas razões, saber identificar e evitar situações estressantes para o RN é de vital importância para sua qualidade de crescimento, desenvolvimento e recuperação. Assim, medidas devem ser tomadas de acordo com a realidade e possibilidade de cada UTIN, humanizando a assistência e facilitando o vínculo da tríade equipe profissional -RN- família, contribuindo, dessa forma, para a diminuição dos efeitos negativos e/ou problemas psicoemocionais, comportamentais e motores desencadeados pela patologia e/ou permanência na UTIN (CAETANO et al., 2007; LIMA et al., 2015).

Com isso, para a busca do cuidado humanizado, é necessário que haja um maior envolvimento entre a equipe multiprofissional, de modo que o trabalho ocorra de forma interdisciplinar. Sobre a conscientização, sensibilização e a empatia da equipe de saúde como um todo em relação à implementação de práticas que promovam o cuidado humanizado na UTIN, muito ainda tem que se progredir, não apenas sendo valorizados por aspectos técnicos e/ou biológicos. Para se concretizar a assistência que se busca, é de extrema importância atender o neonato em sua totalidade, respeitando suas dimensões psicológicas e sociais (SEVERO; GIRARDON-PERLIN, 2005;LIMA et al., 2015).

Por fim, foram relatadas algumas práticas humanizadas e o impacto delas no desenvolvimento do RN em todas as suas vertentes. Todas essas questões apresentadas foram objeto de estudo no decorrer da presente pesquisa, com o objetivo de analisar a importância do referido tema — Humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

2. METODOLOGIA

A presente pesquisa se caracteriza por uma revisão de literatura tipo narrativa, de caráter descritivo, uma vez que esta permite o aprimoramento do tema proposto. Ao objetivar a idéia central do presente estudo, realizou-se uma sistematização de conceitos, com o intuito de aproximar-se dos preceitos básicos que envolvem as práticas humanizadas na UTIN, visando trabalhos de aspecto teórico com o intuito de desvendar questões do tema proposto. Desse modo, buscou-se ampliar o nível de conhecimento de forma mais aprofundada sobre o paciente como uma pessoa humana, preconizando suas individualidades e singularidades.

Contudo, foram feitos levantamentos bibliográficos sobre o tema nos bancos de dados informatizados, tais como: periódicos CAPES, SciELO e Google acadêmico e sites relacionados com a área que versam sobre o tema. A inserção dos artigos deu-se por meio do uso das palavras-chave, a saber, recém-nascido, neonatologia, UTIN, humanização na UTIN, práticas humanizadas, dentre outras. Foram feitas pesquisas no âmbito da literatura nacional
publicada no período entre 1997 a 2017, usando 21 textos técnicos da área, visando diversificar os periódicos para alcançar um número mais abrangente de publicações que abordassem o tema em questão.

Feita a seleção dos textos, e, a posteriori, uma leitura analítica, com a finalidade de identificar sua similaridade com o propósito do trabalho de conclusão de curso, foram inseridos, na presente pesquisa, os textos que melhor sintetizaram a temática em questão.

Por fim, a revisão bibliográfica é de extrema importância e de grande contribuição para o meio científico e não apenas trata-se de simples reproduções de outras idéias, mas nos revela novas apreciações sobre determinado assunto, já que a leitura aperfeiçoa os conhecimentos pré-existentes e dispõe o redator a acrescentar conclusões próprias.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1 UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL(UTIN)

Neonatologia é o ramo recente da pediatria que está em constante avanço na área da saúde que se dedica à atenção e ao cuidado do neonato saudável ou enfermo(TRAGANTE, 2009).

Recém-nascido, por definição, é o bebê cuja idade vai desde o nascimento até o 28º dia de vida, e possui algumas particularidades e variáveis de acordo com a idade gestacional e o peso. Quanto ao período gestacional, compreendem os neonatos pré-termo (menos do que 37 semanas completas), termo (37 semanas completas até menos de 42 semanas completas) e pós-termo (42 semanas completas ou mais)(SÃO PAULO, 2015; TRAGANTE, 2009).

Diante disso, existe um perfil peculiar a ser descrito, o prematuro ou pré-termo que compreende aquele considerado limítrofe, nascido entre 37 e 38 semanas; moderado, nascido entre 31 e 36 semanas; e prematuro extremo, aquele nascido entre 24 e 30 semanas de idade gestacional (O BEBÊ…, [2017?]).

A prematuridade consiste em uma das principais causas de mortalidade infantil, estando relacionada a várias causas e fatores intrínsecos da gestação. Esse perfil possui algumas características notáveis como: baixo peso ao nascer; veias visíveis sob a pele; pouco tecido adiposo sob a pele; pouco cabelo; cabeça desproporcionalmente maior que o corpo; reflexo de sucção e deglutição reduzidos; órgãos ainda em maturação; entre outros(O BEBÊ…, [2017?]).

Considera-se que o tempo, desde o nascimento até os primeiros meses, é extremamente importante para o desenvolvimento adequado de uma criança. Nesse sentido, deve ser aplicado de maneira imediata e segura todos os tratamentos e cuidados necessários para que ela possa levar adiante uma vida plena, e o local responsável por isso é a UTIN(KLOCK; ERDMANN, 2012).

A UTIN possui no seu ambiente físico: área dos recém-nascidos, posto de enfermagem, sala de utensílios limpos e sujos, armazenamento de equipamentos, laboratório, sala de reuniões, sala de espera de visitantes entre outros. Algumas particularidades com relação a equipamentos e matérias descartáveis utilizados nesse ambiente são de suma importância como: incubadora, monitores de frequência cardíaca e respiratória, eletrocardiográfico, oxímetro, termômetro, ambu (ressuscitador manual), ventilador mecânico, CPAP, tubo orotraqueal, catéteres centrais e periféricos, sonda naso-enteral e vesical, máscara descartável, luvas de procedimento e cirúrgica entre outros, que vão variar o uso de acordo com a gravidade apresentada em cada bebê (O BEBÊ…,
[2017?];EQUIPAMENTOS…, [2017?];MALTA; NISHIDE, [1997?];COMISSÃO DE DEFESA DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL, 2009).

O cuidado a ser implementado na UTIN deve ser desempenhado e vivenciado em sua totalidade, por apresentar um ambiente terapêutico, com uma série de aparatos tecnológicos de ponta e uma equipe multidisciplinar comprometida, competente, ágil e que possui a destreza técnica com a sensibilidade de perceber as necessidades individuais do neonato. Essa equipe tem que estar preparada para situações difíceis e adversas que surgirem, dispondo de conhecimentos científicos importantes e protocolos específicos, ou seja, possuem uma alta complexidade assistencial com o objetivo de diminuir a gravidade das condições de vitalidade dos recém-nascidos (RNs)(KLOCK; ERDMANN, 2012; CAETANO et al., 2007).

Em contrapartida, a ambientação normal, ao lado da mãe, já é complexa e difícil para o neonato, esse mundo do cuidado provoca maior estresse ao bebê. Afastado abruptamente da mãe, esse neonato é inserido em uma UTIN, a qual deveria zelar pelo bem-estar e desenvolvimento neuropsicomotor da criança em todas as suas vertentes (BRASIL, 2007). E, na mesma linha de pensamento, Simsen e Crossetti (2004) afirmam:

[…] o bebê é jogado num ambiente hostil, com excesso de luminosidade,
manipulação constante, barulho, além de ser submetido a procedimentos
invasivos que provocam dor, desconforto físico e mental. Nesse momento, o
neonato está exposto a condições de enfrentamento que podem afetar todo o
seu ser biopsicossocial-espiritual. (SIMSEN; CROSSETTI, 2004, p. 233)

3.2 HUMANIZAÇÃO

No mundo da terapia intensiva e na visão ampliada de saúde, o aparato necessário para o devido cuidado do RN tem sofrido diversas modificações e, vista de forma abrangente, além dos tratamentos farmacológicos, gera segurança e confiança, possibilita a manifestação da vitalidade, favorecendo a eficácia dos tratamentos, tornando esse o principal objetivo do cuidar (BRASIL, 2007; SIMSEN; CROSSETTI, 2004).

A UTIN é um ambiente hospitalar e tecnológico, onde o neonato é exposto a variados estímulos invasivos, dolorosos e estressantes, que interferem diretamente no seu desenvolvimento neuropsicomotor (REICHERT; LINS; COLLET, 2007).

Diante do exposto, é importante afirmar que esses fatores têm acarretado consequências aos neonatos, seus familiares e à equipe multiprofissional das UTINs. Assim, é apropriado repensar as práticas humanizadas como uma assistência inovadora e eficaz, pautada em mudanças de consciência e comportamento dos profissionais em prol do bemestar do bebê enfermo (REICHERT; LINS; COLLET, 2007).

Humanização pode ser entendida como uma forma de tratamento ideal e adequada que todo neonato precisa para um desenvolvimento saudável, tendo como princípio uma visão global. Implicando em fazer a diferença e tratando o RN com dignidade e respeito, valorizando seus sentimentos, valores, crenças, através da fala e escuta (LIMA; DIAS, 2017; REICHERT; LINS; COLLET, 2007).

É sabido que a humanização no ambiente da UTIN é de suma importância para o desenvolvimento sadio do neonato, pois já fora demonstrado na presente pesquisa, a grande relevância que o tema acarreta nos dias atuais. Contudo é necessário descrever e enumerar, as diversas práticas referentes às técnicas adotadas para a devida efetivação da proposta que está inserida no presente trabalho (OLIVEIRA, 2012 ; LIMA; DIAS, 2017).

5.2.1 Formas de Atendimento Humanizado

5.2.1.1 Manuseio com o recém-nascido pré-termo (RNPT) (Toque e Contato Manual)

A sensibilidade tátil e o manuseio são de grande importância para a permanência do neonato na unidade neonatal, onde ao nascer, ele pode diferenciar o toque leve com relação ao profundo (BRASIL, 2002).

A utilização e o toque manual realizado pela equipe multiprofissional da UTIN deve ser adequado, tendo como preferência um toque seguro e firme, e não apenas leve. Em contrapartida, podem causar respostas adversas, tais como bradicardia, hipoxemia, choro intenso, interrupção do sono, inquietação, inclusive dor(BRASIL, 2002).

Caso haja essa desorganização, a intervenção deve ser paralisada para que possa garantir uma estabilidade e organização do RN, já que esse deve ser o foco da equipe, podendo facilitar a recuperação (momento adequado, contenção, oportunidade de abraçar e levar as mãos à boca, pressão e sucção) (BRASIL, 2002).

5.2.1.2 Contenção facilitada

A contenção propicia aos receptores proprioceptores táteis e térmicos intensos estímulos que podem competir com os estímulos dolorosos. Contenção motora gentil e constante dos braços e pernas em flexão, posicionados em direção à linha média, próximos do tronco e da face, em decúbito lateral ou supino e sua aplicação é em RN pré-termo de 25 a 32 semanas de idade gestacional. Torna-se mais eficaz quando executado antes de qualquer procedimento da equipe multiprofissional (BRASIL, 2002).

5.2.1.3 Redução de Ruídos (controle de ruídos)

A redução de ruídos se faz de maneira necessária. Algumas ações podem ser executadas para diminuir a potencialidade dos ruídos nas UTINs, como se verifica no Método Canguru, do Manual Técnico do Ministério da Saúde:

[…] pias, chão, ar-condicionado, bem como utilizar equipamentos com
menor produção de ruído; modificar rotinas da unidade, que podem ser
ruidosas, tais como discussão de casos ou passagem de plantão perto dos
bebês; incentivar rotinas, tais como a “Hora do Psiu” (ver mais adiante);
adequar o manuseio de equipamentos, da incubadora e do cuidar do bebê
para produzir o menor ruído possível; educar continuamente toda a equipe,
incluindo pessoal de suporte (limpeza, laboratório, RX, recepção, etc); usar
estratégias para informar e obter a participação das famílias. (BRASIL,
2014, p. 123)

Uma alternativa viável e fácil é cobrir as incubadoras com mantas espessas, o que possibilita a redução dos ruídos gerais ,e também o impacto sonoro de pancadas na própria incubadora. Para completar, deve-se silenciar os rádios, remover água dos circuitos do respirador, falar baixo, manusear dentro das incubadoras de forma suave, evitando colocação de objetos, também deve-se abrir e fecha-las de maneira igualmente delicada (BRASIL, 2002).

5.2.1.4 Redução de Iluminação

O feto quando se encontra no meio intrauterino está pouco exposto a iluminação, predominando o vermelho, com variação dia/noite. A partir da 30ª semana o RNPT é capaz de fechar o olho diante de uma intensidade de luz maior enquanto que com pouca iluminação consegue abrir os olhos e focar em objetos brevemente. A luz constante pode atrasar a manifestação dos ritmos circadianos, levando a privação do sono. Os RNPTs dormem mais até completarem 37 semanas (BRASIL, 2002; SÃO PAULO, 2015).

Para que se possam amenizar esses riscos, pode se utilizar venda ocular, deve-se utilizar uma iluminação individualizada durante os procedimentos. Nos momentos em que o RN estiver acordado, deve haver uma redução da iluminação para que este possa explorar o meio e haver interação com os pais (KLOCK; ERDMANN, 2012).

5.2.1.5 Formação de Laços Afetivos

Durante o período de internação, o contato inicial dos pais com o RNPT ou termo peso deve ser facilitado o mais cedo possível, deverá haver o toque do RN com a mãe ainda na sala de parto e deverá ser explicado a mesma o quadro do RN e para onde está sendo levado. Durante a visita, os familiares, principalmente a mãe, deverão estar acompanhados de um profissional de saúde para que suas dúvidas possam ser esclarecidas, principalmente em
relação a quantidade de equipamentos que rodeiam o RN (BRASIL, 2007; BRASIL, 2002).

O incentivo ao toque, assim como a participação dos cuidados como banho e troca de fraldas, deve ser sempre presente. Além de mostrar aos pais quais são as melhoras, os pontos fortes e o seu desenvolvimento psicomotor desde o dia do seu nascimento até a atualidade. Sempre deixando os pais atualizados (BRASIL, 2007; BRASIL, 2002).

5.2.1.6 Método Canguru

O Método Canguru foi implantado pela primeira vez em 1979 na Colômbia, no instituto Materno Infantil de Bogotá, devido a indisponibilidade de incubadoras. Foi desenvolvido a partir da observação de como os cangurus permaneciam com seus filhotes nas bolsas até completar o tempo de gestação (BRASIL, 2002; SÃO PAULO, 2015).

No Brasil o Método Canguru só ocorreu na década de 90, em Santos-SP e Recife-PE, mas só em 2000 foi lançado como programa de humanização pelo Ministério da saúde, sendo norma a implantação do método em todos os hospitais (BRASIL, 2002).

Esse método inclui todos os RNs com peso inferior a 2000g, idade gestacional entre 27 a 36 semanas em condição clínicaestável e que tenham capacidade de manter a temperatura corporal entre 36º e 37ºC, desde que familiares não possuam doenças infecciosas (BRASIL, 2002).

O desenvolvimento do Método Canguru ocorre em três etapas: a primeira é a manutenção do RN na UTIN, sendo estimulado o livre acesso dos pais, propiciando o contato com a criança. Na segunda etapa o RN deve estar estabilizado e poderá ficar acompanhado de forma contínua por sua mãe e a permanência de uma enfermeira em posição canguru deve ser realizada na maior parte do tempo. E, por fim, a terceira etapa consiste no acompanhamento após a alta, quando exames físicos devem ser realizados bem como a avaliação de equilíbrio
psicoafetivo entre criança e família (BRASIL, 2002; BRASIL, 2007).

O Método Canguru promove uma estratégia de promoção conhecida por aleitamento materno, de modo a garantir a produção de leite e contato pele a pele da mãe com o neonato. Os grupos que mais necessitam desse benefício são os RNPTs e de baixo-peso (SÃO PAULO, 2015; BRASIL, 2002).

O leite humano provê ao RN não apenas os nutrientes para o seu desenvolvimento, mas uma vasta composição de bioativos responsáveis pela modulação do mesmo, além de exercer um papel no alívio do quadro álgico do RN, devido à presença de endorfina na composição (SÃO PAULO, 2015).

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As práticas humanizadas dentro de uma UTIN tornam-se cada dia mais necessárias, como foi demonstrado em todo o segmento da presente pesquisa. Afinal, o RN, assim como os profissionais, necessita desse ambiente harmônico, sendo o primeiro para se desenvolver de forma plena, e o segundo para poder executar as técnicas de forma adequada.

Através dos resultados deste trabalho, foi possível evidenciar que são inúmeras as dificuldades referentes à implementação das práticas humanizadas por parte dos profissionais da área, tendo em vista a grande complexibilidade do tema.

Portanto, é preciso que a equipe multiprofissional tenha um olhar mais cuidadoso no que tange ao aparato necessário para que os profissionais de saúde possam desempenhar seu papel de forma exitosa, sempre com observância da qualidade do serviço prestado, que terá reflexo no bom e correto desenvolvimento do RN.

Conclui-se que o neonato é um ser dependente, frágil, e que necessita de cuidados especiais. Por este motivo, o profissional cuidador necessita de todo um preparo não só técnico, mas humano, tendo em vista o ambiente hostil em que o RN está inserido.

Por fim, o presente estudo mostra diversas alternativas para que se diminua o estresse no ambiente da UTIN, tratando de uma forma mais humana o neonato que está em situação de hipossuficiência e precisa a todo momento de cuidados especiais. Desse modo, demonstrou-se aqui, para os profissionais da área, a maneira mais correta e humana no cuidado ao recém nascido, que, como se pode concluir, não se resume em processos técnicos aprendidos em uma faculdade, mas também pode ser muito bem executado de maneira sensorial, humanizada, atenciosa e cortês.

REFERÊNCIAS

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ARTIGO PUBLICADO EM: 12/10/2023



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