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Fisioterapia na Reabilitação de Mulheres Mastectomizadas

Fisioterapia na Reabilitação de Mulheres Mastectomizadas

INTRODUÇÃO

O câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, sendo o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil depois do câncer de pele não melanoma. O câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Em 2015, para o Brasil, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama. Esse tipo de câncer tem maior incidência principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte, é o segundo mais incidente (INCA, 2014).

Ao crescer no interior da mama, o carcinoma invade os vasos linfáticos e as células neoplásicas são impulsionadas através dos fenômenos de embolização e permeação. A propagação é feita para a cadeia axilar, cadeia supraclavicular e cadeia mamária interna. Essa disseminação por via linfática ocorre geralmente nos linfonodos axilares do mesmo lado da mama afetada, produzindo depósito metastático através da corrente sangüínea, podendo implantar-se em diferentes locais do organismo como ossos, pulmões, pleura, fígado, cérebro, ovários, globos oculares e estômago (ORIKASSA; BRITO, 2006).

Quanto à carcinogênese, a metástase desempenha um papel importante junto à equipe multidisciplinar, pois se trata de um fato extremamente devastador, abrangendo aspectos familiares, sociais e ocupacionais, além de traumas pessoais, físicos e psicológicos das mulheres acometidas (ORIKASSA; BRITO, 2006).

Dentre as modalidades de tratamento para o câncer de mama, após o diagnóstico, a principal forma de tratamento para as neoplasias de mama é a cirurgia. Existem possibilidades cirúrgicas relacionadas ao tamanho do tumor, acometimento de tecidos, acometimento linfático, sendo que os procedimentos podem variar de uma técnica conservadora a uma técnica radical. As cirurgias podem levar a complicações em âmbito psicológico, social e físico. A morbidade no membro homolateral à cirurgia pode ocorrer no pós- operatório imediato, sendo comum neste período, e pode continuar por todo o processo de terapêutica clínica (HAYES et al., 2012).

As técnicas de fisioterapia no pós-operatório de câncer de mama visam à prevenção de complicações que podem ser causadas pela cirurgia, promovendo independência funcional e, assim, reduzindo seus sentimentos de desesperança, frustração e desespero, melhorando seu estado de humor e qualidade de vida (OLIVEIRA et al., 2010).

O conhecimento de técnicas e terapias que melhorem a qualidade de vida das mulheres mastectomizadas pode melhorar a assistência fisioterapêutica, e consequentemente, aprimorar o desenvolvimento de outros estudos que otimizem o tratamento desta população. Portanto, este estudo tem como objetivo sumarizar evidências que envolvam a eficácia do tratamento fisioterapêutico da doença no pós-operatório em pacientes mastectomizadas.

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão de literatura. Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Scielo (Scientific Electronic Library Online) e Medline/Pubmed (National Library of Medicine National Institute of Health).

Através de uma análise crítica, meticulosa e ampla das publicações mais recentes do tema abordado foram utilizados os descritores consultados ao MeSH (Medical Subject Headings) e ao DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) na língua portuguesa e inglesa: Mastectomia, Reabilitação, Fisioterapia, Mastectomy, Rehabilitation e Physical Therapy Specialty com os operadores boleanos and e or combinados entre si.

Foram incluídos na pesquisa artigos originais e revisões sistemáticas com e sem meta-análise disponibilizados em base de dados publicados entre os anos de 2000 a 2015. A seleção dos artigos foi definida entre aqueles que apresentaram maior consistência nos resultados após análise do resumo dos mesmos e foram excluídos relatos de caso, estudos indisponíveis na íntegra e que incluíram outras técnicas não fisioterapêuticas associadas ao tratamento pós-mastectomia.

RESULTADOS

As características dos estudos incluídos nesta revisão são apresentadas na figura 1 (ensaios clínicos e estudo de caso). As revisões de literatura não foram incluídas na análise a seguir por serem revisões narrativas.

Figura 1 – Fluxograma do processo de seleção dos estudos.

DISCUSSÃO

A partir da literatura analisada neste trabalho pode-se observar a importância da intervenção fisioterapêutica na pós-mastectomia, contribuindo de forma significativa na prevenção e redução de sequelas que podem ser decorrentes do processo cirúrgico. Quanto às técnicas fisioterápicas empregadas no tratamento do linfedema, a drenagem linfática manual e a cinesioterapia foram as mais citadas.

Independente do tipo de cirurgia que foi realizada, as complicações podem vir, sendo as mais frequentes, o linfedema e a diminuição da amplitude de movimento no membro superior afetado.

CONCLUSÃO

Pode- se concluir que é fundamental a intervenção do fisioterapeuta o mais precoce possível. Atuando em diversas fases da doença; seja ela na fase inicial, pré- operatório, como no pós-operatório e no trabalho paliativo Atuando assim de forma efetiva na prevenção da instalação das complicações. Sendo o mais comum dessas complicações o linfedema, evitando que este uma vez instalado evolua para o quadro mais grave; fibroedema e linfossarcoma. Levando assim o paciente a melhora e a volta das suas atividades o mais breve possível, proporcionando uma melhor qualidade de vida.



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