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Fisioterapia na Hemodiálise

Fisioterapia na Hemodiálise

A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma síndrome complexa consequente à perda, geralmente lenta e progressiva, da capacidade excretória renal, que acarreta em elevações das concentrações plasmáticas de todos os catabólitos, resultando em múltiplos sinais e sintomas decorrentes da incapacidade do rim em manter a homeostasia interna.
Quando existir a queda do ritmo de Filtração Glomerular (RFG) atingindo valores muito baixos, geralmente inferiores a 15 mL/min, estabelece-se o que denominamos Falência Renal Funcional (FRF), ou seja, o estágio mais avançado da perda funcional progressiva observado na Doença Renal Crônica (DRC), estando assim indicado o início de alguma modalidade de diálise.

As suas causas são a hipertensão arterial, infecção urinária, glomerulonefrite, gota, diabetes mellitus, doenças císticas dos rins, nefrite intersticial, nefropatia obstrutiva, doenças vasculares do colágeno, malignidades, doenças hereditárias, entre outras.

A perda das funções dos rins na insuficiência renal desencadeia múltiplos sinais e sintomas para o paciente, tais como aumento da pressão arterial, anemia severa, edema de extremidades, fraqueza muscular, hálito urêmico, náuseas e vômitos.

A Hemodiálise (HD) é um dos processos dialíticos utilizados para tratamento dos pacientes com DRC, que consiste em uma terapia de substituição renal onde é determinado pelo nível da função renal, parâmetros nutricionais e presença de sintomas urêmicos. A hemodiálise é o processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue (creatinina e ureia), realizado em pacientes com insuficiência renal aguda e crônica, já que nestes casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido a falência dos mecanismos excretores renais. Assim, a hemodiálise deve ser vista como uma modalidade terapêutica capaz de proporcionar uma melhor qualidade de vida, maior longevidade e uma freqüência cada vez menor de complicações.

O processo de hemodiálise é feito, em média, por quatro horas e três vezes por semana. As complicações mais comuns durante a hemodiálise são, em ordem decrescente de freqüência, hipotensão (20-30% das diálises), cãibras (5-20%), náuseas e vômitos (5-15%), cefaléia (5%), dor torácica (2-5%), dor lombar (2-5%), prurido (5%) e febre e calafrios (<1%).
Com o progresso do setor de diálise, no que se refere à terapêutica continuada, a expectativa de vida dos pacientes com insuficiência renal crônica aumentou nos últimos anos, porém existem muitos fatores envolvidos com a qualidade de vida desses pacientes. Assim, com o avanço da patologia renal aparecem problemas nos diversos sistemas que compõem o corpo humano, dentre eles estão as alterações músculo-esqueléticas e comportamentais que prevalecem naqueles com tratamento dialítico de longa duração.
Pacientes dialisados apresentam alterações físicas e psicológicas importantes e, dadas as restrições impostas pela doença, tais alterações acarretam descondicionamento físico e prejuízo na qualidade de vida.

A fisioterapia através de técnicas de relaxamento e do trabalho em grupo pode proporcionar uma melhora do bem estar geral desta população, através do acolhimento aos mesmos.

Associado a todas as manifestações e complicações dos pacientes que realizam hemodiálise, os mesmo geralmente são sedentários, favorecendo a perda da funcionalidade devido a inatividade física. Com isso, a fisioterapia para pacientes renais irá atuar nas complicações do tratamento dialítico através das condutas da cinesioterapia e massoterapia. Além do papel preventivo e educativo através da realização de orientações aos pacientes para minimizar as complicações secundárias.

A fisioterapia pode contribuir para a redução da incidência de cãibras, pois os alongamentos devolvem aos músculos seu comprimento e elasticidade normal; a massoterapia promove relaxamento muscular e diminui a Síndrome das pernas inquietas, além de promover uma melhor hidratação da pele, diminuindo as sensações de pruridos e as calcificações metastáticas na epiderme; a drenagem linfática favorece a diminuição de edemas e os exercícios de fortalecimento ajudam a devolver a tensão normal do músculo e auxiliam no retorno venoso, além de promovem o aumento da força muscular necessária para a realização de suas Atividades de Vida Diária (AVD’s).

Enquanto profissionais de saúde podemos prestar uma assistência humanizada de acolhimento a estes pacientes, fazendo uso das nossas condutas, direcionando ao bem estar dos mesmos e da sua reintegração física e psicossocial.
A prática de atividade física, identificada como um importante determinante na melhora da QV, entre os pacientes em HD, pode melhorar, entre tantas outras condições, o desempenho físico nas atividades de vida diária (AVD). A fisioterapia contribui de forma significativa na prevenção, no retardo da evolução e na melhoria de várias complicações apresentadas pelo paciente renal.


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