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Estudo de Revisão Sobre a Atuação da Fisioterapia Respiratória no Tratamento de Lactentes com Bronquiolite Viral

Estudo de Revisão Sobre a Atuação da Fisioterapia Respiratória no Tratamento de Lactentes com Bronquiolite Viral

INTRODUÇÃO

A  bronquiolite  aguda  é uma das doenças mais frequentes do sistema ventilatório e acomete neonatos, lactentes e crianças até os 3 anos de idade, com predominância  nos 6 primeiros meses de vida, afetando mais os recém – nascidos prematuros, e leva, em muitos casos, a necessidade de internação hospitalar. Possui característica sazonal, ocorrendo epidermicamente nos meses de outono e inverno. A infecções respiratórias agudas são importantes causas de morbitalidade particularmente nos países em desenvolvimento.

O principal patógeno dessas doenças em crianças é o vírus respiratório sincicial humano (VRSH), que possui distribuição mundial.  Estudando a ocorrência do VRSH em nove diferentes cidades do mundo, constataram aumento da infecção pelo vírus em uma faixa de umidade relativa do ar entre 40 -60%.

Bronquiolite coincide com as epidemias de infecções secundárias a patógenos respiratórios virais. Ocasiona a inflamação e a obstrução dos bronquíolos o agente etiológico VSRH, mas a BVA também pode ser ocasionada pelo  parainfluenza , adenovirus ,mycoplasma, pneumoniae ,rinovírus, chlanydia, metapneumovírus humano e caronavírus.  A transmissão ocorre após contato ocular ou nasal com secreção contaminada. Os anticorpos síricos parecem oferecer alguma proteção contra esta infecção . Altos níveis de anticorpos maternos estão associados com menores taxas de infecção em lactentes. A administração profilática de anticorpos tem sido para reduzir , mas não para eliminar a  doença grave pelo VRSH .[2]

A fisioterapia respiratória em quadros de BVA permanece controversa no que diz respeito na melhora clinica dos pacientes e na diminuição no tempo de internação . Até o momento , não há evidencias diretas que demonstrem que a aplicação de fisioterapia respiratória traga benefícios aos pacientes nessa situação clinica. Para alguns autores ,somente  após a fase aguda da doença, nos  casos em que a retenção de secreção é abundante, e naqueles pacientes que evoluíram para uma atelectasia a fisioterapia estaria indicada . Entretanto , essa falta de indicação ou até contra – indicação da abordagem da fisioterapeutica na fase aguda BVA  baseia – se em trabalhos que utilizam técnicas convencionais ,como percussão  torácica ,vibração e drenagem postural (DP). Por outro lado, outras técnicas a fluxo denominadas não convencionais, vêm sendo utilizadas em alguns países europeus ,com resultados positivos em crianças e lactentes com doenças respiratórias aguda. Sua aplicação vem demonstrando melhora nos parâmetros clínicos dos pacientes, diminuição do tempo de internação e reestabelecimento mais rápido da função respiratória [6]

OBJETIVO

Com isso, este trabalho tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica sobre bronquiolite viral. Relacionado com sua história, etiologia , fatores de risco manifestações clinicas e ação de fisioterapia. A fim de colaborar com os profissionais prestando mais informações e  esclarecimento.

MATERIAIS E MÉTODOS

Este estudo foi realizado com base em revisão da literatura onde foram coletados artigos científicos nacionais e internacionais entre 2004 e 2017. As bases de dados utilizados foram scielo, pubmed, Pedro. Foram utilizadas como palavra – chave :bronquiolite; vírus sincicial ; terapia intensiva ; fisioterapia.

DISCUSSÃO

A bronquiolite aguda é a doença mais comum das vias aéreas respiratórias inferiores durante o primeiros ano de vida. Não existem evidências definitivas em relação aos tratamentos utilizados para esta doença. O tratamento inclui utilização de oxigênio , hidratação,beta2 agonistas, por via inalatória. Whether etal (2007)[2],[10]

A bronquiolite é uma doença que deve ser abordada por uma equipe multidisciplinar com acompanhamento em logo prazo. Champs (2011),[3]   

Segundo castro (2011),[1] ,[6] Aplicacão de AFE e de vibração associada a DP não apresentou um benefício global na melhora dos parâmetros cardiorespiratórios em lactentes com BVA quando analisados isoladamente no decorrer do tempo, a fisioterapia respiratória parece contribuir na FR nesses pacientes.

Não se evidenciou distribuição de fluxo sanguíneo pulmonar com característica de expressar o padrão da relação ventilação – perfusão em lactentes jovens, hospitalizados com bronquiolite viral aguda. Ocorreu apenas uma tendência de redirecionamento da distribuição do fluxo sanguíneo para regiões pulmonares superiores. Carvalho (2002) [7],[4]

Segundo Piva(2015),[8]Os níveis de IL-2 ,apresentam valores com grande dispersão .Não houve associação entre bronquiolite viral aguda pelo vírus sincicial e aumento nos níveis de IL-2 na secreção nasofaringea.

Segundo ferline (2016),[9] A taxa de ventilação mecânica , na bronquiolite viral aguda apresentou baixa mortalidade. Melhor controle hídrico poderia reduzir tempo de ventilação mecânica. [24],[19]

Segundo Lopes (2006) [22] A necessidade de ventilação pulmonar não invasiva, baixa idade, tempo curto de aleitamento. Necessitam de suporte hospitalar prolongado.

Segundo Arruda (2005),[13] O vírus respiratório aspirado nasofaringeo (ANF) através da imunofluorescência direta para vírus sincicial respiratório, para influenza, influenza e adenovírus. O rinivírus foi o segundo agente mais frequentemente detectado em secreção nasal de lactentes jovens hospitalizados por bronquiolite viral aguda. [20], [21].

Segundo Eduardo (2003),[14]  Infecções respiratórias agudas virais foram mais frequentes em crianças até 1 ano de idade.

Segundo Salomão (2011),[16] A prevalência do vírus respiratório sincicial humano em crianças de 0 a 6 anos com infecção aguda das vias aéreas inferiores é elevada com predomínio nas com bronquiolite viral. [17]

Segundo Costa (2012),[18] A fisioterapia respiratória foi efetiva na redução do escore clinico em lactentes com BVA quando comparados com aspiração isolada das vias aéreas na admissão.

Segundo Ricardo (2003), [25] A hospitalização por bronquiolite é relacionada com renda familiar, idade gestacional, e tempo de aleitamento materno e diretamente ligado a exposição ao fumo  materno, não foi evidenciado associação com  história materna de asma.

Segundo Zahara (2012),[11] Em analise da ventilação não invasiva comparando crianças  com a mesma patologia, antes de depois da introdução de ventilação não invasiva com apoio ventilatório inicial, verificou –se diminuição das complicações infecciosas e da necessidade de entubação.

CONCLUSÃO

O presente estudo visou fazer uma revisão bibliográfica a fim de relatar a influência da fisioterapia na bronquiolite viral aguda. A fisioterapia respiratória em quadros de BVA permanece controversa entre autores. Não houve evidencias significativas que a fisioterapia respiratória tenha resultados positivo satisfatório no quadro agudo. Observou –se a importância do tratamento fisioterapêutico após essa fase e em pacientes que evoluem para quadros de atelectasia.



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