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Estudo aponta que pandemia interrompeu tratamentos e comprometeu a saúde de idosos

Estudo aponta que pandemia interrompeu tratamentos e comprometeu a saúde de idosos

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) começaram um estudo para analisar o impacto do isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus na vida dos idosos, que fazem parte do grupo de risco para agravamento da Covid-19. No Brasil, foram ouvidas 1,5 mil pessoas entre 60 e 90 anos, que, nos últimos seis meses, deixaram de fazer exercícios físicos e tratamentos de saúde.

De acordo com Etiene Fittipaldi, pesquisadora do Departamento de Fisioterapia da UFPE, inicialmente, mais de 60% dos idosos realizavam algum tipo de tratamento, como fisioterapia, acupuntura ou algum procedimento médico. Desses, na pandemia, 80% deixaram de fazer os procedimentos devido às restrições.

“Isso ocasiona redução de massa muscular, diminuição de força e, por causa do distanciamento, a presença de sintomas depressivos, tristeza, descontentamento”, afirmou a pesquisadora.

A pesquisa começou em maio e conta, também, com a participação de outras 15 universidades brasileiras. Durante um ano, os pesquisadores pretendem fazer quatro questionários.

Carmem e Cláudio deixaram de fazer exercícios devido à pandemia — Foto: Reprodução/TV Globo

Carmem e Cláudio deixaram de fazer exercícios devido à pandemia — Foto: Reprodução/TV Globo

Carmem Barboza dos Santos, de 88 anos, e Cláudio dos Santos, de 90, casal com 70 anos de convivência, levaram a sério o isolamento social. Nos seis meses de pandemia, a maior distância percorrida por eles foi até o quintal de casa.

“Não faço nada, não saio para a rua, não faço exercícios, não vou para o médico. Parei totalmente tudo, fico só em casa”, disse Carmem.

Ainda de acordo com Etiene Fittipaldi, é preciso retomar as atividades, mas devagar e com todos os cuidados possíveis para evitar a contaminação.

“É interessante que eles voltem a fazer suas caminhadas, em horários que não tenha muita gente, com o uso de máscara, protetor facial, álcool em gel, mas que retornem às suas atividades. É importante retomar, mas com cautela”, explicou.

Para a professora aposentada Irandé Antunes, de 83 anos, a retomada das atividades é o que ela mais queria. Ela não retornou à academia, mas está malhando em casa, com a supervisão de um profissional.

“Estou dormindo melhor, mais disposta, sem as dores no corpo, sem a sensação permanente de cansaço. É uma espécie de ressurreição, de voltar a viver, voltar a assumir responsabilidades, o gosto de produzir, de ser útil e ser relevante”, afirmou.

FONTE: G1



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