Digite sua palavra-chave

post

Escala de coma de Glasgow ganha atualização esclarecedora

Escala de coma de Glasgow ganha atualização esclarecedora

Trabalhando com um dos criadores da escala de coma de Glasgow (ECG) original, pesquisadores descobriram que o acréscimo da resposta pupilar à escala prevê com maior precisão o prognóstico após um traumatismo cranioencefálico, incluindo a probabilidade de morte, do que cada uma das avaliações isoladamente.

Como pesquisas anteriores sugeriram que a pontuação pela escala de coma de Glasgow e a reação pupilar fornecem de forma independente as melhores informações sobre o prognóstico no traumatismo cranioencefálico, os pesquisadores juntaram as avaliações para criar a escala de coma de Glasgow com resposta pupilar (ECG-P).

Agrupando registros de saúde de dois grandes estudos com mais de 15.000 pacientes, eles observaram que a escala de coma de Glasgow com resposta pupilar teria melhorado a capacidade dos médicos de prever o prognóstico da doença do paciente nos seis meses após um traumatismo cranioencefálico.

Por exemplo, a perda da reação pupilar foi associada a um aumento de 16% da mortalidade quando as duas pupilas reagiram, 38% quando apenas uma reagiu, e 59%, quando nenhuma pupila reagiu.

Os pesquisadores avaliaram os registros de saúde dos bancos de dados Corticosteroid Randomisation After Significant Head Injury (CRASH) eInternational Mission for Prognosis and Clinical Trials in TBI (IMPACT) (Lancet2004;364:1321-1328; J Neurotrauma. 2007;24:239-250).

“A ideia veio do Dr. Graham Teasdale”, disse ao Medscape o primeiro autor, Dr. Paul M. Brennan, do Centre for Clinical Brain Sciences da Edinburgh University(Reino Unido).

“Vínhamos trabalhando em outros aprimoramentos da escala de coma de Glasgow, e o Dr. Graham me mostrou um pedaço de papel quadriculado que tinha guardado do trabalho original, nos idos dos anos 70, onde havia esboçado o impacto da reação pupilar na escala de coma de Glasgow. Quarenta anos depois, ele pensou que se trata de uma questão que vale a pena investigar”.

O estudo foi publicado on-line em 10 de abril no periódico Journal of Neurourgery.

Maior grau de precisão

Outros pesquisadores adaptaram a escala de coma de Glasgow ao longo dos anos. Uma versão usou informações adicionais sobre a memória para ampliar a diferenciação entre os pacientes com traumatismo cranioencefálico leve, por exemplo. Outros se concentraram nos pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, acrescentando diferentes características do tronco cerebral ao cálculo da escala.

“Surpreendentemente, nos estudos em que o desempenho preditivo foi comparado, o valor prognóstico adicional acima da pontuação da escala de coma de Glasgow acrescentado por essas outras fontes normalmente não foi significativo e, com a exceção de resposta pupilar, o valor destas contribuições tem sido questionado”, escrevem Dr. Brennan e coautores.



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

×
Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.