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Efeitos Da Fisioterapia No Atraso Do Neurodesenvolvimento Em Crianças Com Transtorno Do Espectro Autista

Efeitos Da Fisioterapia No Atraso Do Neurodesenvolvimento Em Crianças Com Transtorno Do Espectro Autista

INTRODUÇÃO

Os distúrbios do neurodesenvolvimento (DND) afetam 10-15% das crianças, muitas vezes apresentando atraso precoce em um ou mais domínios do desenvolvimento. O transtorno do espectro autista (TEA) é um DND iniciado na infância caracterizado por déficits persistentes nas capacidades de comunicação e interação social, assim como
comportamento e interesses restritos e repetitivos (RRB). Conforme o DSM-5, os pacientes com TEA são diagnosticados com fundamento nos critérios que incluem capacidade prejudicada de interação sociocomunicativa, interesse restrito e/ou padrões repetitivos de comportamento.

Os sintomas envolvem atrasos no desenvolvimento do marco motor, com achados indicando que crianças com TEA adquirem a capacidade de sentar e andar de forma autônoma muito tempo depois do que seus pares que atingem esses marcos motores aproximadamente aos 6 meses de idade.

Essas competências iniciais fornecem as bases para o desenvolvimento de habilidades motoras futuras que requerem um controle de movimento mais refinado e sofisticado.

O neurodesenvolvimento prejudicado pode afetar a capacidade de executar atividades simples, (por exemplo, amarrar os sapatos, escrever, além de brincadeiras como andar de bicicleta, jogar bola e participar de esportes coletivos). Déficits motores grossos podem incidir em padrões de movimento irregulares – incluindo andar, que é o modo mais importante de locomoção humana.

Além das características centrais, déficits no controle postural ainda são encontrados em crianças com TEA. Um sistema de controle postural que funcione de maneira ideal é crucial para ficar em pé e andar, por exemplo. Seu comprometimento pode ter um impacto substancial no desenvolvimento das habilidades perceptivo-motoras e na
parte sensorial.

Embora a relevância do exercício tenha sido apontado na literatura e atualmente seja recomendado em diversos estudos, os pacientes com TEA geralmente apresentam níveis reduzidos de atividade física, tolerância e atraso no desenvolvimento.

Alguns autores estão convencidos de que as tarefas individuais são mais expressivas para impactar positivamente o desenvolvimento psicofísico e a potencialização de habilidades sociais nesses casos. No entanto, em diversos estudos, melhorias consideráveis nos parâmetros estudados foram reveladas durante a intervenção em grupo.

Os estudos demonstraram que a melhoria da saúde, incluindo alguns indicadores psicossociais em crianças com TEA, é resultado da implementação de tipos específicos de atividades nos programas fisioterapêuticos desenvolvidos(14) Há indícios de que a fisioterapia melhora os padrões de comportamento mal-adaptativos, as habilidades de comunicação e a aprendizagem, embora nem todos os processos cognitivos sejam aprimorados.

O presente estudo explora a seguinte questão de pesquisa: quais intervenções fisioterapêuticas estão associadas a um melhor curso e resultados do neurodesenvolvimento de crianças com TEA? O objetivo desta revisão foi analisar os efeitos da fisioterapia no atraso do neurodesenvolvimento observado em crianças com TEA.

MATERIAIS E MÉTODOS

Uma extensa pesquisa bibliográfica foi realizada na qual estudos relevantes foram identificados por buscas nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medline, Lilacs, Scielo bem como Google Scholar, para estudos publicados entre janeiro de 2017 e janeiro de 2022. Os descritores utilizados no levantamento bibliográfico foram: autismo, crianças, intervenções, fisioterapia, atraso do neurodesenvolvimento/autism, children, interventions,
physical therapy, neurodevelopmental delay.

Inicialmente, os títulos e resumos foram selecionados para elegibilidade, e os estudos foram incluídos se todos os critérios a seguir fossem atendidos: (a) os participantes eram crianças com diagnóstico de TEA; b) os estudos foram publicados em inglês ou português; (c) foi utilizada uma intervenção precoce para um dos distúrbios neurodesenvolvimentais observados.

Os estudos foram excluídos se algum dos seguintes critérios fosse atendido: (a) os participantes do estudo eram adolescentes ou adultos; (b) a metodologia utilizada foi um único caso, série de casos ou teses; (c) estudos que apresentavam dados com comportamento semelhante ao autismo por meio de lesões do sistema nervoso central ou
prematuridade; (d) estudos cujas intervenções eram farmacológicas, medicina alternativa ou complementar.

RESULTADOS

Identificou-se inicialmente cerca de 5.109 artigos potenciais, sendo 1346 na PubMed, 80 na Lilacs, 3 na Scielo e 3.680 no Google Scholar. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 406 foram selecionados para inspeção detalhada com fundamento no resumo. Destes, 46 estudos preencheram os critérios de inclusão, mas somente 30 continham dados suficientes ou apropriados para serem incluídos na análise.

Os 30 estudos selecionados avaliaram o efeito das seguintes intervenções precoces para o TEA: intervenções para desenvolver a resistência aeróbica e a força muscular, intervenções focadas em atrasos do desenvolvimento motor, na diminuição de comportamentos estereotipados, para reduzir a oscilação postural e para melhorar as habilidades cognitivas.

DISCUSSÃO

Embora o diagnóstico de TEA seja definido por 3 características principais, outras questões, mais físicas ou referentes à saúde, estão ligadas ao diagnóstico de TEA Exemplos de déficits físicos incluem problemas motores finos e grossos, déficits de movimento, problemas de equilíbrio, diferenças na marcha, postura, musculatura e
hipotonia. Outro aspecto que pode ser resposta de problemas na condição física geral é a fraqueza muscular no TEA. Gong et al, por exemplo, examinaram a força de preensão em 40 pacientes diagnosticados com autismo sem déficit intelectual e 41 controles saudáveis. Esses pesquisadores constataram que a força de preensão em participantes diagnosticados com TEA era significativamente mais fraca do que nos controles.

Segundo Ketcheson, a fraqueza muscular e o tônus muscular anormal no TEA podem desempenhar um papel nas limitações de atividades simples, como locomoção e alcance. Eles ainda afirmaram que um dos indícios motores de um TEA pode ser a fraqueza na pronação e supinação, como girar uma maçaneta ou torcer uma tampa de
garrafa.

Há um estudo em pacientes com déficit intelectual apresentando que o exercício de força pode ter efeitos positivos significativos na força de preensão manual e na força muscular em geral. Dois estudos examinaram outras modalidades de terapia, como vibração de alta frequência e fisioterapia aquática, constatando que elas podem recuperar a força muscular em crianças com deficiência.

Mais de 25% dos autistas apresentaram fraqueza muscular em no mínimo um dos três grupos musculares de membros inferiores. Tais déficits provavelmente contribuem para a deambulação alterada relatada no TEA.

A variabilidade da marcha se torna mais regular durante o meio e o final da infância antes de alcançar a maturidade na adolescência. Ao examinar o desenvolvimento motor grosso, incluindo sentar e andar de forma autônoma, de lactentes posteriormente diagnosticados com TEA, Lima constataram uma taxa de desenvolvimento mais lenta para andar comparativamente a seus pares com desenvolvimento típico.

O início da caminhada apoia o desenvolvimento precoce da linguagem e afeta a relação social das crianças. Entre os pacientes com TEA, foi relatado um desvio no desenvolvimento da linguagem depois do início da caminhada, contribuindo potencialmente para os problemas de comunicação que caracterizam essa população.

Um estudo recenteexaminou os efeitos de exercício de psicomotricidade no desenvolvimento cognitivo em 32 crianças autistas em fase escolar. Os autores encontraram resultados expressivos no aumento da concentração, aprendizagem, orientação espacial e organização temporal depois da intervenção.

Por causa da elevada comorbidade de distúrbio de inteligência em autistas, a possível influência do comprometimento cognitivo nos atrasos motores precoces tem sido debatida por vários estudos anteriores. Em seu estudo com 1.185 pacientes, Ketcheson constataram que escores de QI mais baixos estavam associados a taxas aumentadas de caminhada tardia nos dois grupos com TEA e sem TEA, mas crianças com QI baixo com TEA eram mais sujeitas a apresentar atraso na caminhada.

O baixo desempenho nos testes de estabilidade coordenada e amplitude máxima de equilíbrio também reflete a dificuldade que autistas têm em controlar seu centro de massa nos limites de sua estabilidade. O controle postural é uma habilidade motora derivada da combinação de múltiplos processos sensório-motores, incluindo muitos sistemas fisiológicos, como restrições biomecânicas, estratégias de movimento, sensoriais, orientação no espaço, controle da dinâmica e processamento cognitivo.

Quando em postura ereta, o sistema nervoso central recebe, combina e organiza informações visuais, somatossensoriais e vestibulares, juntamente com informações de outros sistemas, para produzir uma resposta motora adequada para conservar a postura ereta. Um déficit no controle postural pode representar uma limitação subjacente nos subsistemas fisiológicos; por exemplo, anomalias de entradas sensoriais individuais ou combinadas podem derivar em instabilidade postural.

Tse explica que esta abordagem se fundamenta no conceito Bobath de que as anormalidades motoras em autistas são resultado de marcos atrasados ou desenvolvimento anormal do controle postural e reflexos devido à disfunção do sistema nervoso. Além do mais, há indícios de conectividade funcional atípica entre regiões cerebrais em autistas
durante estímulos sensoriais visuais e somatossensoriais.

Portanto, seguindo a abordagem Bobath que se concentra no uso de diferentes técnicas para inibir e controlar o tônus e reflexos anormais, as intervenções devem se concentrar em facilitar os reflexos posturais e os padrões de movimento. Há indicativos de que a fisioterapia precoce melhora o funcionamento do desenvolvimento, o comportamento desadaptativo e a severidade dos sintomas de crianças com TEA. Ademais, intervenções precoces ainda podem afetar os resultados em anos posteriores para muitos pacientes.

Toscano  realizaram uma revisão bibliográfica sobre os efeitos do exercício fisioterapêutico em comportamentos estereotipados de crianças com TEA. Os 7 estudos incluíram cerca de 25 pacientes. Vinte e duas eram crianças mais velhas (6–10 anos) e 3 eram crianças mais novas (3–5 anos). Nos 3 estudos que incluíram crianças mais novas, as intervenções fisioterapêuticas envolviam caminhar versus saltar e alongamento. Apenas a atividade de saltar resultou em diminuição dos comportamentos estereotipados. Três dos 7 estudos ainda mediram o desempenho acadêmico após a fisioterapia. Os autores evidenciaram melhora na deambulação após a fisioterapia, mas 2 estudos enfatizaram a melhora na resposta acadêmica após a corrida.

Programas fisioterapêuticos envolvendo condicionamento aeróbico aumentaram
significativamente o nível de aptidão física em autistas; eles melhoraram principalmente a
resistência aeróbica e a força muscular. Caldani
documentaram um aumento na
velocidade, tolerância ao exercício e no tônus muscular depois do treino aeróbico.

Djordjević  encontraram comportamentos estereotipados diminuídos após treino de esteira em um menino de 9 anos com TEA. Os resultados apontaram melhora na mobilidade dos membros inferiores e no movimento de pisar do paciente. Além disso, os autores sugeriram que este treino pode favorecer o feedback proprioceptivo, levando a ajustes para um equilíbrio postural adequado e desempenho funcional.

Programas compostos por caminhada ou corrida em esteira têm sido os modos mais comuns de efetuação de intervenções fisioterapêuticas, seguidos por atividades aquáticas. Geralmente, as intervenções com exercícios físicos têm durado de 8 a 36 semanas, com frequência de 2 a 3 vezes na semana e duração da sessão de 20 a 40 minutos.

Manicolo em um pequeno grupo de crianças com TEA (n = 5) revelaram que 20 minutos de exercícios de propriocepção foram aptos a reduzir a oscilação postural. Um estudo recente de Tachibana explorou em vinte e nove crianças autistas o efeito no controle postural do exercício de equilíbrio usando um videogame que eles desenvolveram para permitir um biofeedback visual. Os autores esclareceram que esta estratégia de intervenção impactou positivamente na percepção sensorial das crianças refletindo no aprimorando da estabilidade articular.

Muitas são as pesquisas realizadas sobre as complexidades inerentes ao autismo, o efeito da atividade física na parte sensorial, motor e comportamental, com dados disponíveis sobre o efeito da fisioterapia no desenvolvimento da coordenação. Han  recomendaram a fisioterapia como uma das estratégias efetivas para o desenvolvimento da
motricidade. Além do mais, Chan afirmaram que a fisioterapia não é apenas um meio efetivo de desenvolver habilidades motoras finas e grossas de crianças com autismo, mas sobretudo, no desenvolvimento de outras habilidades, como consciência corporal.

O estudo de Draudvilienė que incluiu tarefas de equilíbrio e flexibilidade em seu programa com duração de 10 semanas, revelaram melhorias expressivas na força da gravidade após a intervenção realizada. Isso sugere que intervenções que privilegiam exercícios de equilíbrio e flexibilidade são essenciais para aquisição de consciência
corporal em autistas.

Bodnar revelaram que meia hora de treino diário com agachamentos e plataforma vibratória resulta em coordenação motora, e maior tonificação muscular. Apesar de as crianças com autismo muitas vezes enfrentarem dificuldades em manter o equilíbrio em decorrência da hipotonia e frouxidão dos músculos, as habilidades de força e equilíbrio e agilidade também foram melhoradas.

Santos realizaram uma metanálise relativa aos efeitos de exercícios de movimento estático em crianças autistas e concluíram que houve melhora na má postura observada antes da intervenção. Por fim, em um estudo de Labanauskaitė  constatou-se que o nível de ansiedade diminuiu significativamente em crianças com TEA que participavam de fisioterapia. Os autores esclarecem que autistas estão em maior risco de desenvolver sintomas clínicos de ansiedade que podem afetar o desempenho escolar, relacionamentos com colegas e funcionamento familiar. Pesquisas clínicas emergentes demonstraram o potencial impacto positivo dos exercícios na redução dos sintomas de ansiedade em crianças com TEA.

CONCLUSÃO

O autismo é um distúrbio infantil que afeta a forma como as crianças percebem, interpretam e experimentam o mundo, dificultando a comunicação em um ambiente social. Há uma ampla gama de sintomas que evidenciam um neurodesenvolvimento prejudicado que pode interferir em sua qualidade de vida.

Nesta revisão, foi constatado que a fisioterapia pode ser uma opção para crianças com autismo observando-se melhora significativa de habilidades cognitivas, no aumento da concentração, comunicação, e aprendizagem bem como diminuição de sintomas clínicos de ansiedade. Os resultados sugerem ainda que as sessões de fisioterapia podem gerar fortalecimento muscular, aumento do equilíbrio, controle postural, resistência aeróbica,
aumento na velocidade da marcha e consciência corporal e sobretudo, na diminuição de comportamentos estereotipados.

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ARTIGO PUBLICADO EM: 23/11/2023



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