Digite sua palavra-chave

post

Efeito da Intervenção Fisioterapêutica na Hernia Discal Lombar: Revisão Sistematizada

Efeito da Intervenção Fisioterapêutica na Hernia Discal Lombar: Revisão Sistematizada

INTRODUÇÃO
A dor lombar está presente na maioria dos indivíduos adultos, adultos-jovens e idosos, sedentários ou não. A mesma constitui uma causa frequente de morbidade e incapacidade funcional, sendo a Hérnia de Disco (HD) uma das principais causas de dor nesta região (MONNERAT, 2012). Estima-se que 2 a 3 % da população sejam acometidos desse processo, cuja prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35 anos. Os portadores dessa desordem referem sensação de peso na coluna lombar, irradiação das dores em membros inferiores e alteração da mobilidade na área afetada (STAAL JB et al, 2013). São fatores de risco, causas ambientais, posturais, desequilíbrios musculares e possivelmente, a influência genética (NEGRELLI, 2001). Entre os procedimentos cirúrgicos da coluna na população adulta, os relacionados a essa condição são os mais frequentes (FRANÇA, 2013; VIALLE et al.,2010).
Na lesão discal observa-se o desenvolvimento de sintomatologia que se caracteriza pela sequência das etapas de protusão, progressão, extrusão e sequestro (FRANÇA, 2013). Por se tratar de um processo gradativo, as intervenções relacionadas ao tratamento devem acompanhar os aspectos fisiopatológicos dessa condição (CASEY, 2011), uma vez que essa compreensão permite que os profissionais de saúde recomendem intervenções adequadas para cada fase dessa patologia.
O tratamento inicial deve ser conservador, com manejo medicamentoso e fisioterapêutico, cujos objetivos são o alívio da dor, o aumento da capacidade funcional e o retardo da progressão da doença (NEGRELLI, 2001). As indicações absolutas para tratamento cirúrgico são síndrome de cauda equina e/ou paresia importante, as técnicas cirúrgicas mais comumente descritas na literatura são laminectomias e a microdiscectomia, esta última mais utilizada na atualidade por ser uma técnica minimamente invasiva (VIALLE, 2010).
As modalidades fisioterapêuticas como cinesioterapia, hidroterapia, eletrotermofototerapia, relaxamento, massoterapia, acupuntura e outros (FERREIRA; COSTALONGA; VALENTE, 2013), figuram como elementos essenciais para condução do tratamento das hérnias discais lombares, uma vez que essas intervenções podem ser utilizadas no período de tratamento conservador para manutenção das capacidades ou no pós-operatório auxiliando na recuperação de função.
A fisioterapia exerce papel determinante nos casos de hérnias discais lombares, seja no manejo conservador aliviando dores e facilitando o retorno precoce às atividades laborais e de vida diária, seja no pós-operatório, restabelecendo funcionalidade e reduzindo a instalação de incapacidades, dessa forma, o objetivo da presente revisão foi compilar e discutir propostas de intervenção fisioterapêutica na condução do tratamento de hérnias discais lombares publicadas nos últimos 8 anos.

OBJETIVOS

Objetivo geral
Verificar, através da análise da literatura propostas de intervenção fisioterapêutica na condução do tratamento de hérnias discais lombares.

Objetivos específicos
1. Reunir estudos referentes à abordagem fisioterapêutica dedicada às hérnias de disco lombares;
2. Analisar os resultados obtidos com as abordagens;
3. Apresentar uma revisão dos resultados dos estudos para reflexão crítica.

 

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Desenho do estudo:
O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo sistematizada. A análise dos resultados evidenciados será realizada no modo descritivo, apresentando uma síntese de cada estudo incluído na revisão integrativa
Critérios de inclusão e exclusão:
Serão adotados os seguintes critérios de Inclusão:
Os estudos selecionados deverão ter abrangência temporal de 2010 a 2018; Estudos open acess, do tipo experimental, observacional, longitudinal prospectivo e ensaio clínico nos idiomas português, inglês e espanhol.
Serão excluídos do estudo:
Revisões sistemáticas, metanálise, estudo de caso, séries de caso; e estudos que não apresentarem nada relacionado ao tratamento fisioterapêutico ou com metodologias imprecisas na análise dos resultados.
Operacionalização:
Será realizado o levantamento bibliográfico nas bases de dados eletrônicas U.S. National Library of Medicine (PubMed), Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Biblioteca Virtual em saúde (Bireme) no período de fevereiro de 2018. Os descritores utilizados para a busca dos artigos foram deslocamento do disco intervertebral, dor lombar, reabilitação e seus respectivos termos em inglês em estudos internacionais, conforme apresentação do vocabulário contido nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Como estratégia de busca definiu-se que os descritores seriam cruzados aos pares, e deveriam constar no título e/ou no resumo dos artigos.
A coleta dos dados será realizada por dois revisores, que examinarão os títulos e resumos de todos os artigos principais que atendam à estratégia de busca, a fim de determinar os estudos elegíveis para inclusão. Então, os mesmos dois avaliadores avaliarão de forma independente o texto completo de artigos não duplicados potencialmente relevantes. Os conflitos serão resolvidos por discussão para chegar a um consenso. Quando o consenso não é alcançado, um terceiro revisor atuará como árbitro.

REVISÃO DE LITERATURA
A coluna vertebral e a hérnia de disco lombar
A coluna vertebral possui três curvaturas normais em suas vértebras móveis. A curva torácica é côncava no plano anterior e convexa no posterior, enquanto as curvas cervical e lombar são convexas no plano anterior e côncavas no posterior. Os desvios indesejáveis das curvaturas normais ocorrem por uma série de fatores. O aumento da curva cervical e lombar é denominada de lordose, enquanto que o aumento da curva torácica é conhecida como cifose. A escoliose consiste em curvaturas ou desvios laterais da coluna. Há movimento deslizante entre a vértebra superior e inferior (HAMILL, KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Conforme descrito pelo autor citado, entre a cartilagem articular dos corpos vertebrais estão localizados os discos intervertebrais, os quais são formados por uma borda externa de fibrocartilagem densa conhecida como anel fibroso e uma substância central gelatinosa e pulposa conhecida como núcleo pulposo. Essa disposição de material elástico comprimido permite movimentos de compressão e torção em todas as direções. Com a idade, a ocorrência de lesões ou o uso inadequado da coluna vertebral, os discos tornam-se menos resilientes, resultando no enfraquecimento do anel fibroso. O substancial enfraquecimento combinado à compressão pode levar o núcleo a se projetar através do anel, uma condição conhecida como herniação do núcleo pulposo. Essa protusão exerce pressão sobre a raiz do nervo espinhal, causando vários sintomas, como dor irradiada, formigamento, dormência e fraqueza nos dermátomos e miótomos da extremidade inervada (FLOYD, 2016).
Essa condição normalmente leva ao quadro de dor lombar. Podendo esta ser causada por várias entidades nosológicas e modificada por transtornos psicossociais. Persistência da dor lombar pode ser decorrente de anormalidades vasculares e da neuromodulação central da dor e de fatores psicossociais. A lesão tecidual ou a inflamação podem gerar estímulos nociceptivos contínuos que alcançam a medula espinal,onde ativa os neurônios do corno posterior da medula espinal gerando períodos prolongados de atividade espontânea que persistem mesmo quando os estímulos nociceptivos cessam (IMAMURA, 2001).
Além da predisposição genética e dos aspectos antropológicos, diversos fatores de risco têm sido relacionados para ocasionar esta disfunção, tais como hábitos de carregar peso, dirigir, fumar, condutas posturais inadequadas, assim como o próprio processo natural de envelhecimento (TUREK; 2000) e os distúrbios emocionais podem exercer grande influência no limiar da dor. A hérnia discal lombar (HDL) entre a quarta e quintas vértebras lombares (L4-L5) e a quinta vértebra lombar e a primeira vértebra sacral (L5–S1) é a região de mais frequente de acometimento (HERBERT; XAVIER; 2003). Fatores constitucionais, individuais, posturais e ocupacionais, exercem influência na ocorrência das lombalgias. Dentre os ocupacionais, destacam-se as sobrecargas na coluna lombar gerada pelo levantamento de peso, deslocar objetos pesados, permanecer sentado prolongadamente, expor-se a estímulos vibratórios prolongadamente, isoladamente ou combinadamente. Fatores individuais como o ganho de peso, a obesidade, a altura, a má postura, a fraqueza dos músculos abdominais e espinais e a falta de condicionamento físico são fatores de risco para o desenvolvimento da lombalgia (DEMIR; DULGEROGLU, 2014; SHENG; BINWU, 2017).
Atualmente, os tratamentos para hérnia de disco lombar, incluem terapia conservadora e/ou cirúrgica. Os programas de fisioterapia são frequentemente recomendados para o tratamento de primeira linha da dor e restauração de déficits funcionais e neurológicos associados à hérnia de disco lombar sintomática (YANG, LIU; LI 2015). A intervenção fisioterapêutica é iniciada a depender da classificação da herniação do disco lombar. Existe um critério que considera a combinação dos sintomas e os sinais dos pacientes, além dos resultados da imagem para refletir a gravidade de forma abrangente (HAO; DJ; DUAN; LIU; & WANG, WT, 2017). Nessa classificação a intervenção fisioterapêutica seria para os tipos I, II, IIIA. Enquanto que as demais (IIIB, IIIC, IV e V) seriam tratados por discectomia aberta padrão com exame da raiz nervosa envolvida (MYSLIWIE; CHOLEWICKI; WINKELPLECK, 2010).
Hérnia de disco: modalidades e meios de tratamento
A detecção do estágio da hérnia deve levar em conta o que o paciente relata como intensidade da dor, tipo de lazer e de atividade laboral, ele irá descrever toda a sua história pregressa, e que acabam por contribuir com a identificação da mesma (MACÊDO, 2014). As lesões descritas por dor na coluna lombar têm adquirido notável importância nas últimas décadas por atingir uma parcela importante da população economicamente ativa (KUTZKE1; FERREIRA; PADILHA; KOSIBA; SANTOS, 2015).
A dor é um dos fatores que levam a identificação do estágio que a hérnia vertebral se encontra. Por ser algo subjetivo a dor sofre variações até na maneira de como é referida, pois há relação com inúmeros fatores biopsicossociais tais como: gênero, idade, personalidade, herança étnica cultural, necessidades comportamentais e experiências dolorosas pregressas (CIENA et al, 2008 citado por GODINHO et al, 2011).
Tipos de hérnia discal e tratamento
a) Hérnia de disco cervical
A coluna vertebral é uma estrutura forte e flexível que protege os elementos neurais, bem como sustenta o corpo na posição ereta. Uma má postura aliada a uma mecânica corporal incorreta pode exercer tensão adicional sobre a coluna cervical, contribuindo em conjunto, para o aparecimento da dor e consequentemente da herniação cervical (AYRES; BETO, AYRES D. 2011). A má postura exerce um carga de tensão sobre a coluna, que consequentemente contribui para uma força de distribuição incorreta na cervical.
A hérnia de disco cervical é uma patologia muito frequente, devido ao esforço ou desgaste que ocasionam na coluna vertebral. Esse desgaste causa compressões na medula e levam ao comprometimento de sua raiz nervosa (AYRES; BETO, AYRES D. 2011). Ocasionada por desgastes, que comprimem a medula, levando ao comprometimento de sua raiz nervosa, esse é o diagnóstico mais comum na identificação de hérnia de disco cervical.
Tratamento: Tratada com reeducação postural global (RPG), consiste em exercícios e posturas usadas dentro da fisioterapia para combater alterações da coluna como escoliose, corcunda e hiperlordose, nesse tratamento o fisioterapeuta analisa toda a postura da pessoa e indica os exercícios que ela precisa realizar para fortalecer os músculos mais fracos e alongar os músculos, tendões e ligamentos necessários para realinhar todo o corpo (PINHEIRO, 2018). Esse tratamento realizado juntamente com o fisioterapeuta, traz benefícios focar em fortalecer e enrijecer músculos fracos, fortalecendo e realinhando todo o corpo.
b) Hérnia de disco torácica
Hérnia de Disco Torácica, o segmento torácico afetado os níveis mais inferiores são os mais acometidos das hérnias torácicas inferiores a T8. Os sinais sintomáticos mais comuns são fraqueza nas extremidades, hiperreflexia, marcha anormal e aumento do tônus (COSTA, 2018). O segmento mais afetando nos níveis inferiores é na T8.
As hérnias de disco mais superiores geralmente são laterais sendo os sintomas radiculares mais comuns além de fraqueza nos membros superiores, alterações sensitivas e síndrome de Horner (FERREIRA; COSTALONGA; VALENTE, 2013). Nos membros superiores, o mais comum são sintomas nas laterais e alterações sensitivas. O diagnóstico padrão ouro é por via da neuroimagem sendo a ressonância magnética a com melhor precisão (COSTA, 2018).
Tratamento: Apesar de todo conhecimento sobre a hérnia de disco que acomete a coluna torácica o tratamento cirúrgico padrão ouro ainda continua controverso e cada caso deve ser analisado individualmente a fim de não causar possíveis sequelas como tetra ou paraplegia (BOUTHORS C, BENZAKOUR A, COURT C., 2018).
c) Hérnia de disco lombar
A hérnia de disco lombar é uma condição que apresenta natureza benigna; a finalidade do tratamento é aliviar a dor, estimular a recuperação neurológica, com retorno precoce às atividades da vida diária e ao trabalho (VIALLE; HENAO; GIRALDO, 2010).
A coluna lombar, por ser uma região de grande mobilidade, sofre forças de compressão, tornando o núcleo pulposo vulnerável à deslocamentos. Com o passar do tempo, em consequência de um trauma severo sobre a coluna, lesa as estruturas do disco intervertebral, sendo geralmente mais comuns nos segmentos L4-L5, L5-S1 (LOIOLA; PEDROSA; SILVA; MODESTO; VASCONCELOS; SANTOS; BASTOS, 2017). Por ser uma região de grande mobilidade, e responsável por uma demanda de mobilidade e força enorme, acaba se tornando vulnerável a deslocamentos.
Alguns dos mecanismos que favorecem a degeneração com consequente projeção do núcleo são: desequilíbrios musculares, esforços nas atividades de vida diária (AVD’s) e posturas que facilitam a desorganização da distribuição das pressões do disco (ANDRADE, 2004. Apud, (LOIOLA; PEDROSA; SILVA; MODESTO; VASCONCELOS; SANTOS; BASTOS, 2017). Mecanismos e exercícios repetitivos da vida diária, favorecem e contribuem respectivamente para a degeneração e projeção de desequilíbrio e esforços.
Avaliação neurológica ajuda na identificação do tipo de marcha, força, tônus muscular, diminuição ou aumento dos reflexos, coordenação e sensibilidade. Avaliação postural auxilia na detecção de alterações visíveis da coluna (MACÊDO, 2014). A contribuição na identificação de avaliação neurológica é fundamental para detectar e auxiliar como essa alteração pode refletir na coluna.
No exame físico serão realizados alguns testes ortopédicos essenciais, o sinal de 6 provoca tensão sobre o nervo ciático, se o paciente referir dor, o sinal é positivo. Os testes de elevação de perna e de elevação de perna retificado são significantes para o diagnóstico de hérnia de disco lombar (MACÊDO, 2014).
A atividade física tem colaborado no tratamento da hérnia de disco lombar, mas ainda não estão esclarecidos, quais são especificamente os melhores exercícios para cada etapa da crise de dor. O método conservador da região lombar tem associação com diferentes metodologias auxiliares, como uso de cintos e coletes, a manipulação, o programa de atividade física, a tração, a crioterapia, a acupuntura e a prescrição de analgésicos e anti-inflamatórios (GILMORE SJ, MCCLELLAND JA, DAVIDSON M, 2015).
Em casos que precisem de cirurgias, são levados em considerações alguns fatores como:
O objeto do tratamento cirúrgico é a descompressão das estruturas nervosas. As indicações do tratamento cirúrgico são: Absolutas: Síndrome de cauda equina ou paresia importante. Relativas: Ciática que não responde ao tratamento conservador pelo menos por seis semanas, déficit motor maior que grau 3 e ciática por mais de seis semanas ou dor radicular associada à estenose óssea foraminal (VIALLE; HENAO; GIRALDO, 2010, p,19).

A função e o objetivo principal do tratamento cirúrgico é a descompressão das estruturas nervosas. Divididos em: absolutas e relativas, cada um corresponde a uma maneira de como irá proceder à futura cirurgia.

RESULTADOS E DISCUSSÕES
Mais de 80% das pessoas sentirão dor lombar em algum momento de suas vidas, destas, 95% das pessoas que sofrem com a hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral, podendo tratar com método não invasivo 13% das consultas médicas envolvem dores na coluna, 15% da população mundial sofre com a hérnia de disco 70% da população brasileira com mais de 40 anos sofre de algum tipo de problema na coluna (GUGLIOTTA M, DA COSTA BR, DABIS E, et al., 2016).
Para Élineia Carlos (2014), o tratamento fisioterapêutico nos casos de hérnia de disco lombar, que a prevenção de uma nova herniação deve ser levada em conta já que o disco, uma vez lesado fica mais vulnerável. O paciente deve entender que movimentos de flexão e rotação causam mais danos ao disco e que corrigir técnicas de levantamento, evitando torções do pescoço ou do tronco, é essencial para uma vida mais saudável e longe de dores (GILMORE SJ, MCCLELLAND JA, DAVIDSON M, 2015). Para outros estudiosos, funcionalidade de cirurgia se torna mais eficaz.
Em estudos realizados na Pontifica Universidade Católica do Paraná, no Hospital Universitário Cajuru (HUC), A hérnia discal ocorre principalmente entre a quarta e quinta década de vida (idade média de 37 anos), apesar de ser descrita em todas as faixas etárias. Estima-se que 2 a 3% da população possam ser afetados, com prevalência de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35 anos. O respectivo grupo de estudo defende a técnica da cirurgia tradicional, conhecida como “laminectómica”, e a vantagem de procedimentos minimamente invasivos ou percutâneos sobre a microdiscectomia (VIALLE; HENAO; GIRALDO, 2010; GUGLIOTTA M, DA COSTA BR, DABIS E, et al., 2016).
Para outros autores (BOTELHO; CANTO; CARVALHO; DEFINO; FAÇANHA; MEVES; MORAES; MUDO; PIMENTA; RIBEIRO; TORRICO; ASSIS, 2011), o tratamento cirúrgico da hérnia lombar, o resultado funcional a médio e longo prazo comparando a discectomia, a microdiscectomia. Diferença quanto ao sangramento, tempo de hospitalização e lombalgia pós-operatória em favor da microdiscectomia, o que pode não ter relevância clínica para o paciente a médio e em longo prazo.
O tratamento primário da hérnia de disco lombar é conservador. A maioria dos pacientes tem seus sintomas aliviados com o tratamento conservador. Para aqueles que não obtêm alívio dos sintomas no período de 3 a 6 semanas, a melhora dos sintomas é mais rápida no tratamento cirúrgico que no convencional (BOTELHO; CANTO; CARVALHO; DEFINO; FAÇANHA; MEVES; MORAES; MUDO; PIMENTA; RIBEIRO; TORRICO; ASSIS, 2011).
O embate sobre o tratamento adequado para a hérnia de disco lombar, é de fato complexa. Pois não deve haver generalização de casos. Cada caso é único, e seu tratamento deve ser feito, da forma que mais beneficie o paciente. Apenas de ser descrito uma faixa-etária para os referidos sintomas da doença. Percebe-se que os fatores para o desenvolvimento da hérnia está cada vez mais precoce, justamente pelo uso e maneira incorreta de manuseio e desenvoltura da coluna vertebral.
A parte cirúrgica é indicada nos casos de maior complexidade, em que tenha esgotado todas as vias e possibilidades de tratamento. Se tornando mais viável o auxilio do profissional fisioterapeuta, que irá designar os meios e formas amenizadoras de dores e que fortaleçam os músculos, ensinando para o paciente o modo mais correto de sua postura (GUGLIOTTA M, DA COSTA BR, DABIS E, et al., 2016; DELGADO-LÓPEZ PD, RODRÍGUEZ-SALAZAR A, MARTÍN-ALONSO J, MARTÍN-VELASCO V., 2017).

CONCLUSÃO
A hérnia na região lombar leva ao desgaste e degeneração do local atingido, podendo também repercutir em regiões adjacentes. Por ser algo complexo e individual, não deve-se tratar todos os casos da mesma maneira, é necessário a individualização do tratamento, pois, fatores como idade, gênero, condições de trabalho e vida, favoreçam para o surgimento deste. Há casos que serão cirúrgicos e outros não.
Geralmente os casos cirúrgicos serão aqueles em que foi descartada a possibilidade do tratamento conservador. Por isso se faz necessária uma boa avaliação, afim de ser traçado uma conduta objetiva a reabilitação do quadro clínico do paciente.



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.
Powered by