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Controle do Oxigênio Alvo em RNPT: Revisão Narrativa

Controle do Oxigênio Alvo em RNPT: Revisão Narrativa

INTRODUÇÃO

Sabe-se que os maiores indices de mortalidade neonatal ocorrem em recém-nascidos (RN) prematuros, especialmente os que nascem com peso menor de 2500 gramas; sendo esse grupo considerado de alto risco para morbidade e mortalidade neonatal.

A assistência ventilatória se refere a trocas gasosas com o mínimo de fração inspirada de oxigênio (FiO2) e pressão, apesar de ser caracterizada em invasiva e não invasiva, havendo a mesma finalidade de melhora de oxigenação e redução da retenção de CO2 com otimização do trabalho respiratório.

No Brasil, o oxigênio é certamente a droga mais usada em cuidados intensivos neonatais, sua utilização não controlada pode levar a consequências danosas ao recém-nascido pré-termo em qualquer momento do período neonatal. Ocorreu uma ampliação no avanço tecnológico referente à assistência da saúde neonatal e perinatal, atualmente essas crianças têm obtido maiores chances de sobrevida, contribuindo para um declínio notável nos índices de mortalidade.

É essencial para o suporte da vida, em várias patologias, no caso do RNPT é vulnerável devido a hiperóxia, apesar de seus sistemas antioxidantes imaturos permitirem o dano tecidual dos ativos de O2, gerando assim uma diminuição da síntese de surfactante e peroxidação de lipídeos, além de funcionarem como fatores quimiotáticos de células inflamatórias.

Acentuando que o exagero de O2 pode causar aumento do tempo de internação, redução da contratilidade do miocárdio, atelectasia, lesão do DNA (Ácido desoxirribonucleico), lesão do desenvolvimento cerebral, retinopatia da prematuridade, aumento da DBP, enterocolite necrosante, entre outros. Assim como, a hipóxia pode levar a enterocolite necrotizante, lesão cerebral e óbito.

Pode-se mencionar uma estratégia eficaz de mobilização da equipe multiprofissional para o uso controlado do O2 suplementar, para evitar/minimizar os efeitos deletérios tanto do excesso quanto da falta do O2. Dessa forma, institui-se o termo, controlando o oxigênio alvo ativamente “COALA”.

O avanço contínuo da fisioterapia nas unidades neonatais permite que técnicas e recursos sejam aprimorados de modo que contribua para a redução da morbidade neonatal, o tempo de hospitalização e os gastos hospitalares.

Os procedimentos de fisioterapia respiratória e de aspiração endotraqueal não apresentaram influências significativas na função cardiopulmonar, sugerindo que, quando bem indicados e realizados, não comprometem a estabilidade clínica de RNPT.

De acordo com o exposto, este estudo teve por objetivo descrever sobre controle do
oxigênio alvo em RNPT.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa, para a qual a busca por artigos científicos na literatura disponível ocorreu entre os meses de julho a dezembro de 2022. A busca de informações foi realizada através das seguintes bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) via PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO).

As estratégias de busca para cada base de dados foram realizadas de acordo com a combinação dos Descritores em Ciências da Saúde (DECS/MeSH) em português e inglês: “Newborn” ; “Premature” ; “Physiotherapy” “Recém-nascido”; “Prematuro”; “Fisioterapia”;“Monitorização fisiológica. Foram incluídos os artigos cujo ano de publicação compreendesse o intervalo entre 2010 e 2022, que abordassem controle do oxigênio alvo em RNPT.
Foram excluídos os artigos que não tinham clareza em sua fundamentação científica e/ou os que não estavam associados com o tema apresentado.

A seleção dos estudos para esta revisão foi realizada por uma pesquisadora independente, com sua triagem sendo feita inicialmente pelo título, seguida pelo resumo, e então pela leitura do texto completo dos artigos que estivessem disponíveis na íntegra.


RESULTADOS

O resultado do fluxo de seleção dos estudos para esta revisão encontra-se identificado na Figura 1, referente ao fluxograma de identificação dos estudos disponibilizado pela estratégia PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). A descrição resumida dos achados identificados nos 5 estudos incluídos nesta revisão está disposta no Quadro 1.

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DISCUSSÃO

Os achados do estudo de Cabeça (2017),observou a utilização de estratégias auxiliadoras no/para a comunicação das notícias difíceis na UTIN foram reveladas nas falas dos participantes da investigação como facilitadoras para o processo de interação entre profissionais, mães e famílias, permitindo nesse tipo de comunicação, reduzir o sofrimento dos envolvidos, favorecer apoio e suporte à mãe e à família e ampliar segurança para ultrapassar dificuldades e desafios. Já o estudo desenvolvido por Gabriel (2021) observou que a hiperoxemia é tão (ou mais) prejudicial que a hipoxemia e a hiperoxemia estão nas mãos do cuidador (risco de lesão cerebral, ocular, pulmonar, intestinal). São muito escassos os estudos que abordam o uso seguro de oxigênio em prematuros nas unidades neonatais, contudo, a terapia com o oxigênio é provavelmente a mais utilizada em cuidados intensivos neonatais e seu uso não controlado pode levar a consequências danosas ao recém-nascido prematuro em qualquer momento do período neonatal. Faz-se necessário uma estratégia de mobilização da equipe multiprofissional para o uso controlado do O2 suplementar, para evitar/minimizar os efeitos deletérios tanto decesso quanto da falta do O2.

Em seu estudo Nicolau (2010), notou-se as repercussões da fisioterapia respiratória sobre a função cardiopulmonar em recém-nascidos pré-termo (RNPT) submetidos à ventilação mecânica. MÉTODOS: Estudo prospectivo de RNPT com peso de nascimento menor que 1500g, sendo verificados os valores de frequência cardíaca (FC), saturação de oxigênio (SatO2), frequência respiratória (FR) e pressão arterial sistêmica (PA) antes e após a fisioterapia respiratória e a aspiração endotraqueal.

Conforme Silva et al. (2022) as técnicas AFE e vibração torácica não causam dor em recém-nascidosprematuros de muito baixo peso, apesar de que os dados atuais sugerem que as técnicas AFE e vibração não causam dor. No entanto, mais estudos devem ser realizados, envolvendo maior número de recém-nascidos, em diferentes condições de assistência respiratória, para que as técnicas de fisioterapia possam ser aplicadas com a máxima efetividade
e segurança.

Em seu estudo Zanelat et al. (2017) os resultados sugerem que sucção e vibrocompressão foram causadores de dor em RN. No entanto, evidenciou a necessidade de métodos bem delineados para avaliar se as técnicas fisioterapêuticas podem causar dor em neonatos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os resultados, verificou-se que estratégias eficazes de mobilização da equipe multiprofissional para o uso controlado do O2 suplementar, para evitar/minimizar os efeitos deletérios tanto do excesso quanto da falta do O2.

Pode-se considerar que o avanço contínuo da fisioterapia nas unidades neonatais permite que técnicas e recursos sejam aprimorados de modo que contribua para a redução da morbidade neonatal, o tempo de hospitalização e os gastos hospitalares, apesar de que tem como um dos objetivos facilitar a eliminação de secreções pulmonares e existe grande variedadede técnicas descritas na literatura com essa finalidade, sendo as mais utilizadas recentemente
o aumento do fluxo expiratório (AFE) e a vibração torácica.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Priscilla de Figueiredo et al. Efeitos imediatos e tardios da hidroterapia (banho de ofurô) nos parâmetros cardiopulmonares, qualidade de sono e controle da dor em bebês prematuros em uma unidade de cuidados intermediários neonatais. 2022.

CABEÇA, Luciana Palacio Fernandes; DE SOUSA, Francisca Georgina Macedo. Dimensões qualificadoras para a comunicação de notícias difíceis na unidade de terapia intensiva neonatal Dimensions qualifying for communication of difficult news in neonatal intensive care unit. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, v. 9, n. 1, p. 37-
50, 2017.

GABRIEL, Thays Duarte; DE LIMA, Vitória Karoline Rodrigues; GADELHA, Raimunda Rosilene Magalhães. O USO CONTROLADO DO OXIGÊNIO EM RECÉMNASCIDOS PREMATUROS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL. Encontro de Extensão, Docência e Iniciação Científica (EEDIC), v. 8,
2021.

NICOLAU, Carla Marques; FALCÃO, Mário Cícero. Influência da fisioterapia respiratória sobre a função cardiopulmonar em recém-nascidos de muito baixo peso. Revista Paulista de Pediatria, v. 28, p. 170-175, 2010.

OLIVEIRA; L. L. et al. Fatores maternos e neonatais relacionados à prematuridade. Rev. Esc. Enferm. USP., São Paulo, v. 50, n. 3, p. 382-389, jun. 2016.

PADILHA, Juliana Falcão. Efeitos do método mãe-canguru em recém-nascidos prétermo. Fisioterapia Brasil, v. 15, n. 2, p. 147-152, 2014.

SILVA, Karine Cristina et al. Avaliação da dor em recém-nascidos prematuros durante a fisioterapia respiratória. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 8, n. 9, p. 101-111, 2022.

SUCUPIRA, Kelly Savana Minaré Baldo et al. IMPLANTAÇÃO DO PROJETO COALA EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL–RELATO DE EXPERIÊNCIA. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 1, n. 4, p. 23-23, 2020.

TOMAZONI, Andreia et al. Segurança do paciente na percepção da enfermagem e medicina em unidades de terapia intensiva neonatal. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 38, 2017.

VIGO, Priscilla Dos Santos et al. A IMPLANTAÇÃO DO” PROJETO COALA” NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL DA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ. In: VII SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS. 2019.

ZANELAT, Camila Ferreiraet al. A fisioterapia respiratória causa dor em recém-nascidos? Uma revisão sistemática. Fisioterapia em Movimento , v. 30, p. 177-186, 2017

ARTIGO PUBLICADO EM 12/09/2024



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