Digite sua palavra-chave

post

Benefícios da Ventilação Não Invasiva em Pacientes com Insuficiência Respiratória Hipoxêmica para Evitar a Intubação

Benefícios da Ventilação Não Invasiva em Pacientes com Insuficiência Respiratória Hipoxêmica para Evitar a Intubação

INTRODUÇÃO

A insuficiência respiratória (IR) pode ser definida como a condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial, como se segue 1,2,26:

• PaO2 < 60 mmHg
• PaCO2 > 50 mmHg.

A IR pode ser classificada quanto à velocidade de instalação, em aguda e crônica. Na IR aguda, a rápida deterioração da função respiratória leva ao surgimento de manifestações clínicas mais intensas, e as alterações gasométricas do equilíbrio ácido-base, alcalose ou acidose respiratória, são comuns. Quando as alterações das trocas gasosas se instalam de maneira progressiva ao longo de meses ou anos, estaremos diante de casos de IR crônica.

Nessas situações, as manifestações clínicas podem ser mais sutis e as alterações gasométricas do equilíbrio ácido-base, ausentes. Vale salientar que quadros de IR aguda podem instalar-se tanto em indivíduos previamente sadios como, também, sobrepor-se à IR crônica, em pacientes com processos de longa data. Nessa última situação, o uso do termo IR crônica, agudizada é aceitável¹.

Com base no mecanismo fisiopatológico, a IR pode ser classificada em Tipo I, II ou mista. A tipo I, que é a questão do nosso trabalho é caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter o oxigênio em níveis acima de 60 mmHg. A Insuficiência respiratória hipoxêmica pode ser causada por várias doenças, com características fisiopatológicas e curso clínico, distintos ¹. Na IR tipo I, também chamada de alveolocapilar, os distúrbios fisiopatológicos levam à instalação de hipoxemia, mas a ventilação está mantida. Caracteriza- se, portanto, pela presença de quedas da PaO2 com valores normais ou reduzidos da PaCO2. Nesses casos observa-se elevação do gradiente alveoloarterial de oxigênio devido a distúrbios da relação V/Q.1.

Tabela 1- causas de insuficiência respiratória aguda ²6

Insuficiência respiratória aguda hipoxêmica Insuficiência respiratória aguda hipercápnica
– Lesão pulmonar aguda/ SDRA
– Pneumonia
– Tromboembolismo pulmonar
– Atelectasia
– Edema Pulmonar
– Contusão pulmonar
– Doença de colágeno (Les, Síndrome
de Good Pasteur)
– Doença Pulmonar (DPOC, Asma,
EPID).
– Drogas opióides, ansiolíticos)
– Neuromuscular (Síndrome de
Guillain- Barré, miastenia gravis,
lesão do nervo frênico)
– Metabólicas (hipofosfatemia,
hipomagnesemia)
– Músculo esqueléticas
– Síndrome da obesidadehipoventilação
– Debilidade muscular pós ventilação
mecânica prolongada

Pacientes com IR, habitualmente, queixam-se de dispneia, e os sinais clínicos são sinais de dificuldade respiratória e taquipnéia (FR>30 irpm)26. Uma indicação rápida das condições das trocas gasosas é dada pela oximetria de pulso. Uma SaO2 inferior a 90% é fortemente indicativa do diagnóstico. Entretanto, inúmeros fatores podem influenciar a leitura desses equipamentos, gerando leituras errôneas, entre elas, a presença de choque circulatório, má perfusão tecidual, cor da pele, etc. Além disso, a oximetria de pulso não fornece medidas relativas aos níveis de gás carbônico. Dessa forma, a colheita de uma gasometria arterial é obrigatória, 1,26.

A Ventilação não invasiva (VNI), é a entrega de ventilação por pressão positiva ao paciente por uma interface que pode ser oronasal, nasal ou máscara facial total ou capacete. Os tipos comuns de VNI são de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e pressão positiva nas vias aéreas de dois níveis (BIPAP). Administrando a VNI, ela mantém a via aérea intacta e, portanto, retêm mecanismos de defesa da mesma, evitando complicações da intubação como pneumonia aspirativa, e doenças associadas ao ventilador5,6. Alguns estudos, apesar de considerarem casuísticas heterogêneas, mostram benefícios do uso da VNI em reduzir a necessidade de intubação, complicações associadas à ventilação mecânica invasiva e mesmo mortalidade quando comparada com tratamento convencional,
ou mesmo com a ventilação mecânica invasiva, para cuidado de pacientes com insuficiência respiratória hipoxêmica 6.

A hipoxemia pode ser explicada, fundamentalmente, por três mecanismos, a saber, shunt, desigualdade da relação ventilação-perfusão (V/Q) e diminuição da difusão de oxigênio. Essas alterações fisiopatológicas são observadas nas lesões inflamatórias, pneumônicas, SARA e edema pulmonar de qualquer etiologia, até mesmo cardiogênico. São, também, provocadas e/ou agravadas por fatores que aumentam a resistência das vias aéreas e diminuem a complacência 2,3,9,12. O uso de CPAP nasofacial com máscara melhora a pressão de fluxo inspiratório devido à elevação da pressão de nasofaringe, e o PEEP aumenta a capacidade residual funcional por meio da reexpansão de alvéolos colapsados e hipoinsuflados, melhorando a ventilação em áreas de baixo V/Q. Isto leva à diminuição da
hipoxemia por redução do shunt e do efeito shunt. O aumento da capacidade residual funcional eleva a complacência e, portanto, diminui o trabalho respiratório1-3,5,12

Este artigo destina-se a ser uma atualização concisa sobre a utilização de VNI em pacientes com insuficiência respiratória hipoxêmica, apresentando as vantagens, para evitar a intubação.

METODOLOGIA

Trata-se de revisão de literatura. A elaboração foi baseada em artigos científicos sobre a importância da ventilação não invasiva na IR hipoxêmica para evitar a intubação do paciente. A estratégia de busca foi elaborada por meio do emprego de termos padronizados indexados e outros termos livres pertinentes ao tema. Foram consultadas as bases
BIREME, SCIELO e PUBMED, nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Além da busca em base de dados, também foram realizadas buscas manuais e foi utilizada a estratégia PICO:

  • População: Pacientes adultos acometidos por Insuficiência Respiratória Hipoxêmica (tipo 1).
  • Intervenção: Utilização da Ventilação não invasiva (VNI) para evitar a intubação endotraqueal.
  • Comparador: intubação endotraqueal
  • Desfecho: evitar complicações da intubação

Os critérios de inclusão foram artigos que estivessem dentro dos anos de abrangência do estudo (1997-2019), e com o assunto dentro do contexto do estudo. Os critérios de exclusão foram estudos de revisão que não abrangessem o tema nem o período de busca. As referências foram exportadas para um gerenciador de referência (Mendeley).

Foram encontrados 45 artigos relacionados ao tema, após critério de inclusão e exclusão permaneceram 31 artigos enquadrados no proposto, datando de 1997 até os dias atuais, em língua portuguesa, espanhola e inglesa, dentre estes, 11 foram evidenciados na tabela 1 de resultados.

A pesquisa foi baseada no tema benefícios da ventilação não invasiva em pacientes com insuficiência respiratória, aplicação de ventilação não invasiva como estratégia de prevenir intubação orotraqueal e comorbidades na injúria pulmonar.

RESULTADOS

Tabela 1:

 

AUTOR,
ANO
AMOSTRA PROCEDIMENTO INTERVENÇÃO RESULTADO
M.A.
Scarpinell
a-Bueno,
C.M.
Llarges,
A.M.
Isola,
M.A.
Holanda,
R.T.
Rocha,
J.E.
Afonso.
1997.
Foram
estudados 11
pacientes com
idade média
de 41,3 anos
em
insuficiência
respiratória
aguda
internados na
Unidade
Respiratória
do Hospital
São Paulo —
Escola
Paulista de
Medicina.
À admissão, era colhida gasometria
arterial em ar ambiente e
monitorizava-se freqüência
respiratória (f), freqüência cardíaca
(FC) e pressão arterial (PA).
Os mesmos
parâmetros eram
avaliados após
oxigenoterapia via
máscara facial
aberta e com
máscara facial de
CPAP usando
PEEP de 5cm H2O
Com o uso de CPAP
através de máscara
nasofacial, houve
melhora significativa
dos níveis de PaO2 e
diminuição da
freqüência
respiratória (p
Holanda
M,
Oliveira
C, Rocha
E, Moara
Bandeira
R, Aguiar
I, Leal W,
Karina A,
Cinha M,
Silva A.
2001.
Estudo aberto
e prospectivo
analisando 60
episódios de
uso de VNI
em 53
pacientes em
insuficiência
respiratória
No ventilador BilevelÒ a VNI era
iniciada com IPAP (pressão
inspiratória positiva em via aérea) de
5 a 7cmH2O e EPAP (pressão
expiratória positiva em via aérea) de
3cmH2O com O2 ofertado por fluxo
externo suficiente para manter a
SpO2 > 92%
A VNI foi
implementada pela
equipe de
fisioterapia,
enfermagem e
médica, sendo
utilizados quatro
diferentes
ventiladores,
conforme a
disponibilidade no
momento da
inclusão do
paciente.
Em 37 episódios
(62%) obteve-se
sucesso sem
intubação (grupo
Sucesso, GS),
enquanto em 23
ocasiões (38%) os
pacientes foram
intubados (grupo
Falha, GF)
Assimo
M, el at.
2019
Foi realizado
um estudo
prospectivo e randomizado
de ventilação
não invasiva
com pressão
positiva em
comparação
com
intubação
endotraqueal
com
ventilação
mecânica
convencional
em 64
pacientes com
insuficiência
respiratória
aguda
hipoxêmica
que
necessitaram
de ventilação
mecânica.
O grupo de ventilação convencional
foram submetidos à intubação com
tubos endotraqueais (7,5ª8,5 mm) com cuff . A configuração inicial do
ventilador estava no modo de
controlado, com um VC= 10 ml/ Kg
e uma FR= 14 a 18 respirações por
minuto, uma PEEP= 5 cm H2O e
uma FiO2 de 0,8. A PEEP foi
aumentada em incrementos de 2 a 3
cm de água até 10 cm de água, até
que a necessidade de FiO2 fosse 0,6
ou menos.
Para o grupo de ventilação não
invasiva, o ventilador foi conectado
com tubo convencional a uma
máscara facial transparente com
uma vedação de almofada macia
inflável e um espaçador de espuma
descartável para reduzir o espaço
morto (Gibeck, Upplands, Suécia).
A máscara foi fixada com tiras na
cabeça para evitar um ajuste
excessivamente apertado, e a
cabeceira da cama foi mantida
elevada em um ângulo de 45 graus.
Na maioria dos casos, uma lâmina
de hidrocolóide foi aplicada sobre a
ponte nasal. Para pacientes com
sonda nasogástrica, um conector de
vedação na cúpula da máscara foi
usado para minimizar o vazamento
de ar. Depois que a máscara foi
fixada, o suporte de pressão foi
aumentado para atingir um volume
corrente expirado de 8 a 10 ml /Kg.
Uma taxa respiratória de menos de
25 Irpm, o desaparecimento da
atividade do músculo acessório
(conforme avaliado por palpação do
músculo esterno-cleidomastóideo), e
conforto do paciente. A PEEP nas
vias aéreas foi aumentada em 2 a 3
cm H2O repetidamente, até 10 cm
de água, até que a necessidade de
FiO2 fosse 0,6 ou menos
Na primeira hora
de ventilação, 20
de 32 pacientes (62 por cento) no grupo
de ventilação não
invasiva e 15 de 32
(47 por cento) no
grupo de ventilação
convencional
tiveram uma razão
melhorada da
pressão parcial de
oxigênio arterial
para a fração de
oxigênio inspirado
(PaO2: FiO2) (P =
0,21). Subseqüente
mente, dez
pacientes no grupo
de ventilação não
invasiva
necessitaram de
intubação
endotraqueal.
Em pacientes com
insuficiência
respiratória aguda, a ventilação não
invasiva foi tão
eficaz quanto a
ventilação
convencional na
melhora da troca
gasosa e foi
associada a menos
complicações graves
e menor
permanência na
unidade de terapia
intensiva.
Rathi N,
Haque S,
Nates R et
al. 2017.
Descreveu as
características
e resultados
de pacientes com câncer
em estado
crítico que
receberam
ventilação
não invasiva
com pressão
positiva
(VNIPP) vs
ventilação
mecânica
invasiva
como terapia
de primeira
linha para
insuficiência
respiratória
hipoxêmica
aguda.
Um estudo de coorte retrospectivo
de pacientes adultos consecutivos
com câncer em unidades de terapia
intensiva (UTI) que receberam ventilação mecânica invasiva
convencional ou NIPPV como
terapia de primeira linha para
insuficiência respiratória
hipoxêmica.
Dos 1.614
pacientes incluídos,
o grupo de falha
NIPPV teve o maior tempo de
internação
hospitalar, tempo
de permanência na
UTI, mortalidade
na UTI (71,3%) e
mortalidade
hospitalar (79,5%)
em comparação
com os outros 2
grupos (P <.
0001). As variáveis
independentemente
associadas à falha
de NIPPV
incluíram idade
mais jovem (odds
ratio [OR], 0,99;
intervalo de
confiança de 95%
[CI], 0,98-0,99; P =
0,031), raça não
branca (OR, 1,61;
IC 95%, 1,14-2,26;
P = 0,006),
presença de uma
malignidade
hematológica (OR,
1,87; IC de 95%,
1,33-2,64; P =
0,0003), e um
escore de avaliação
de falha de órgão
sequencial mais
alto (OR, 1,12; IC
de 95% , 1,08-1,17;
P <0,0001). Não
houve diferença na
mortalidade ao
comparar a
intubação precoce
com a intubação
tardia (menor ou
maior que 24 ou 48
horas) para o grupo
de falha de NIPPV.
A falha da ventilação
com pressão positiva
não invasiva é um
fator de risco independente para
mortalidade na UTI,
mas os pacientes
com NIPPV que
evitaram a intubação
tiveram os melhores
resultados em
comparação com os
outros grupos. A
intubação precoce vs
tardia não teve um
impacto significativo
nos resultados.
Ferrer M, Esquinas
A, Leon M
et al. 2003
A sucesso da capacidade
não invasiva
(VNI) para
evitar a
intubação e
melhorar as
áreas foi
avaliada em
105 pacientes
com
insuficiência
respiratória
aguda grave
hipoxêmico
Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente dentro de 24 horas de
preenchimento dos critérios de
inclusão para receber VNI (n 51) ou
terapia de oxigênio de alta
concentração (n 54). Uma de
inclusão para receber VNI (n 51) ou
terapia de oxigênio de alta
concentração (n 54). Uma de
inclusão para receber VNI (n 51) ou
terapia de oxigênio de alta
concentração (n 54). Uma variável
de ponto final principal para
diminuição da taxa de intubação.
A terapia de oxigénio, NIV
diminuiu a
necessidade de
intubação (13, 25%
vs 28, 52%, p
0,010), um
aumento de choque
diminuiu a
necessidade de
intubação (13, 25%
vs 28. Uma
melhoria da
hipoxemia arterial
e taquipneia foi
maior no grupo de
normas não
invasivas com o
tempo.
Uma análise multivariada revelou
NIV para ser
associada de forma
independente com a
diminuição do risco
de intubação (odds
ratio, 0,20; p 0,003)
e 90 dias de
independente com a
diminuição do risco
de intubação (odds
ratio, 0,20; p 0,003)
e 90 dias de
mortalidade (razão
de probabilidade,
0,39; p 0,017. O uso
de normas não
invasivas impedido
intubação, reduziu a
incidência de choque
séptico, e aumento
das qualidades
destes doentes em
comparação com
terapia de oxigênio
de alta concentração.

 

DISCUSSÃO

Analisando os resultados podemos perceber que a ventilação não invasiva se mostrou um método eficaz na prevenção da intubação orotraqueal do doente com Insuficiência respiratória aguda hipoxêmica. A IRA é comum em UTI (56% dos pacientes) e diversos fatores extrapulmonares estão relacionados ao risco de desenvolvimento de IRA e à taxa de mortalidade nesses pacientes30.

Evidenciou-se também, que em pacientes com insuficiência respiratória aguda, a ventilação não invasiva foi tão eficaz quanto a ventilação convencional na melhora da  troca gasosa e foi associada a menos complicações graves e menor permanência na unidade de terapia intensiva14.

A falha da ventilação com pressão positiva não invasiva é um fator de risco independente para mortalidade na UTI, mas os pacientes com NIPPV que evitaram a intubação tiveram os melhores resultados em comparação com os outros grupos. A intubação precoce vs tardia não teve um impacto significativo nos resultados 31.

CONCLUSÃO

A insuficiência respiratória aguda (IRA) é uma patologia frequente, complexa e multifatorial. Clinicamente em seus estágios iniciais há manifestações inespecíficas como dispneia, tosse e expectoração que progridem rapidamente para o aumento do trabalho respiratório, sinais de fadiga muscular e instabilidade hemodinâmica. É imperativo,
portanto, avaliar a oxigenação por PaO2/FiO2, preferencialmente, bem como a ventilação por PaCO2 ou registro de CO2 por capnógrafo. O tratamento desses pacientes é dinâmico e interdisciplinar. É necessário evitar ao máximo a hipoventilação tecidual que leva rapidamente a falha de outros órgãos e ao aumento da morbimortalidade 26.

O oxigênio é um tratamento para hipoxemia, não para falta de ar. Não foi demonstrado que o oxigênio surta efeito sobre a sensação de falta de ar em pacientes não hipoxêmicos.27 A oxigenioterapia convencional via máscara facial ou cânula nasal é considerada a “abordagem inicial” na terapia para manejo da insuficiência respiratória aguda (IRA) para ganhar tempo para a terapia etiológica reverter a causa desencadeadora da descompensação aguda.28

A máscara facial com pressão positiva contínua em vias aéreas tem sido usada em pacientes com insuficiência respiratória aguda, tanto de origem cardíaca quanto pulmonar, em particular nos casos de hipoxemia com aumento do trabalho respiratório 1-3. Tais pacientes apresentam parâmetros próximos ou dentro dos critérios de indicação de suporte ventilatório convencional, porém, obedecendo aos critérios de inclusão para o uso da máscara de CPAP 8, beneficiar-se-ão em muito deste modo de ventilação, seja pelo maior conforto, pela menor necessidade de sedação, pela manutenção das defesas de vias aéreas, seja para se evitar as complicações de uma intubação traqueal l1,8,9. Essas complicações  podem estar relacionadas ao procedimento em si (traumatismo durante a passagem do tubo, hemorragias, má localização do tubo, lesão glótica), ao uso da pressão positiva (barotrauma, diminuição do retorno venoso), ao uso de sedativos e relaxantes musculares e alterações em diversos órgãos e sistemas, tais como os rins (hipoperfusão), o aparelho digestivo (distensão gástrica e íleo paralítico) e o sistema nervoso central (hipertensão
intracraniana)10,11.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Pádua A; Alvares, F.; & Martinez, J. A. (2003). Insuficiência Respiratória. Medicina (Ribeirao Preto. Online), 36(2/4), 205-213.

2- Wilkinns R; Soller J; Kacmarek R. Egan Fundamentos da Terapia Respiratória 9ª Edição (2009).

3- Hess D. Noninvasive ventilation for acute respiratory failure. Respiratory Care, 2013 vol:58 (6) pp: 950-969.

4- Nava S; Hill N. Non-invasive ventilation in acute respiratory failure. Lancet (London England) 2009 vol:374 (9685) pp; 250-9.

5- Wang et al. The efficacy of initial ventilation strategy for adult immunocompromised patients with severe acute hypoxemic respiratory failure: study protocol for a multicentre randomized controlled trial (VENIM). BMC Pulmonary Medicine (2017) 17:127.

6- Schettino R; Galas e col. Revista Brasileira de Terapia Intensiva 255 Vol. 19 No 2, Abril-Junho, 2007. III Consenso de ventilação mecânica brasileira.

7- Jiménez Vizuete, J. M., Álvaro Iñiguez De Onzoño, Álvaro, & Sánchez López, A. (2018). Recomendaciones ERS/ATS para el uso de la ventilación no invasiva en la insuficiencia respiratoria aguda: ¿hay novedades?. Revista Electrónica AnestesiaR, 10(5), 2.

8- Fernández-Vivas M et al. Utilización de la ventilación no invasiva en la insuficiencia respiratoria aguda. Estudio multicéntrico en unidades de cuidados intensivos. Med Intensiva. 2009;33(4):153-60.

9- Xu, Xiu-Ping MD¹; Zhang, Xin- Chang MD²; Hu, Shu-Ling MD¹; Xu, Jing-Yuan MD¹; Xie, Jian-Feng MD¹; Liu, Song- Qiao MD, PhD¹; Huang, Ying-Zi MD, PhD¹; Guo, Feng- Mei MD, PhD¹; Yang, Yi MD, Phd¹; Qiu, Hai-Bo MD, Phd¹. Noninvasive Ventilation in Acute Hypoxemic Nonhypercapnic Respiratory Failure: A Systematic Review and Meta-Analysis Critical Care Medicine: July 2017- volume 45-Issue 7-p e727- e733.

10- Keenan, Sean P. MD, FRCPC, MSc(Epid); Sinuff, Tasnim MD, FRCPC; Cook, Deborah J. MD, FRCPC, MSc (Epid); Hill, Nicholas S. Does Noninvasive Positive Pressure Ventilation Improve Outcome In Acute Hypoxemic Respiratory Failure? A Systematic Review. MD Critical Care Medicine: December 2004- Volume 32 Issue12- p2516-2523.

11- Keenan, Sean P. et al. Effect of Noninvasive Positive Pressure Ventilation On Mortality In Patients Admitted With Acute Respiratory Failure: A Meta- Analysis. Critical Care Medicine: October 1997- volume25- Issue 10- p16851692 Clinical Investigations.

12- Scala R, Pisani L. Noninvasive Ventilation In Acute Respiratory Failure: Which Recipe For Success? Eur Rev 2018; 27: 180029.

13- Holanda M, Oliveira C, Rocha E, Moara Bandeira R, Aguiar I, Leal W, Karina A, Cinha M, Silva A. Ventilação Não- Invasiva Com Pressão Positiva Em Pacientes Com Insuficiência Respiratória Aguda: Fatores Associados à Falha Ou Ao Sucesso. J Pneumol, 2001 vol: 27 (6).

14- Assimo M, el at. A Comparison Of Noninvasive Positive-Pressure Ventilation And Conventional Mechanical Ventilation In Patients With Acute Respiratory Failure. The New England Journal Of Medicine 2019 vol: 339 (7).

15- Coimbra V, et al. Aplicação da Ventilação Não-Invasiva em Insuficiência Respiratória Aguda Após Cirurgia Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia.2007 vol:89 (5) pp: 298-305.

16- Sean P. Keenan e Brent Winston. Interface Para Ventilação Não-Invasiva: Faz Diferença? Jornal Brasileiro de Pneumologia, 2009 Vol: 35 (2) pp: 103-105. 17- Ambrosio N, Vagheggini G. Nonivasive Positive Pressure Ventilation In The Acute Care Setting: Where Are We? European Respiratory Journal 2008, vol:31 (4) pp: 874-886.

18- Yamauchi L, et al. Noninvasive Positive-Pressure Ventilation In Clinical Practice At A Large University-Affiliate Brazilian Hospital. Clinical Science, 2012 Vol:67 (7) pp: 767-772.

19- Michele F Moreira, Suellen C Silveira S. Principais Causas Da Insuficiência Respiratória Aguda em Unidade de Terapia Intensiva De Um Hospital Público da Zona Leste De São Paulo. Arq. Med ABC 2007 Vol: 32 (SUPL 2) pp: S8-12.

20- O Valle Pinheiro B, Sotto maior Pinheiro G, Miranda Mendes M. Entendendo Melhor a Insuficiência Respiratória Aguda. Pulmão RJ 2015; 24 (3): 3-8.

21- Dumas G et al. Center Effect In Intubation Risk In Critically Ill Immunocompromised Patients With Acute Hypoxemic Respiratory Failure. Critical Care 2019 Vol: 23(1).

22- Carlos Bula, MD, Héctor Alejandro MD. Insuficiência Respiratória Aguda. Revista Colombiana de Neumologia. Volumen 23 Número 3-2011.

23- Faustino E. Mecânica Pulmonar De Pacientes Em Suporte Ventilatório Na Unidade De Terapia Intensiva. Conceitos e Monitorização. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, 2007 vol:19 (2) pp: 161-169.

24- Ferrer M et al. Ventilação Não Invasiva em Insuficiência Respiratória Grave. Um Ensaio Clínico Randomizado.American Journal Of Respiratória e Medicina Intensiva Vol 168 2003.

25- Scala R. Challenges On Non-Invasive Ventilation To Treat Acute Respiratory Failure In The Elderly. BMC Pulmonary Medicine. BioMed Central Ltd. 2016 vol: 16(1).

26- Cols et al. Insuficiência Respiratória aguda. Revista Colomb Neumol 2012; 23 (3): 95-102.

27- BRO´Driscoll,1 L S Howard, 2 A G Davison 3 on behalf of the Britsh Thoracic Society. Thorax 2008;63(Suppl VI):vi1–vi68. doi:10.1136/thx.2008.102947

28- High-Flow Nasal Oxygen Therapy: One More Chance for Extubation? RESPIRATORY CARE • APRIL 2014 VOL 59 NO 4

29- M.A. Scarpinella-Bueno, C.M. Llarges, A.M. Isola, M.A. Holanda, R.T. Rocha, J.E. Afonso. Uso do suporte ventilatório com pressão positiva contínua em vias aéreas (CPAP) por meio de máscara nasofacial no tratamento da insuficiência respiratória aguda. Disciplina de Pneumologia, Universidade Federal de São Paulo — Escola Paulista de
Medicina, São Paulo, SP. Rev Ass Med Brasil 1997; 43(3): 180-4.

30- Vincent.J, Akça S, De Mendonça A, et al. The Epidemiology of Acute Respiratory Failure in Critically Ill Patient. Chest 2002,1602-1609.

31- Rathi N, Haque S, Nates Ret al. Noninvasivepositive pressure ventilation vsinvasive mechanical ventilation as first-line therapy for acute hypoxemic respiratory failure in cancer patients. Journal of Critical Care, (2017), 56-61, 39.

Artigo Publicado em:04/08/2022



Conteúdo Relacionado

Sem comentários

Adicione seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Open chat
Olá! Seja bem-vindo(a). Se tiver alguma dúvida, me procure. Estou a disposição para te ajudar.