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Atuação da Fisioterapia da Síndrome da Bexiga Dolorosa

Atuação da Fisioterapia da Síndrome da Bexiga Dolorosa

Introdução

A cistite intersticial (CI) é uma doença em que o diagnóstico se baseia no conjunto de sintomas e não apresenta um patógeno específico, segundo Coelho e Rebola (2003). Há um amplo aspecto clínico, sendo de difícil diagnóstico e
tratamento. O motivo disso é que não existe um teste confiável que possa ajudar os médicos a identificar a patologia (MOITINHO et al, 2014).

Para Clemens et al. (2005), pesquisas realizadas nos EUA estimam que a prevalência de CI alcançam de 2,5 a 2,7 % das mulheres nesta população. Comumente as mulheres brancas que são mais atingidas, com faixa etária entre 40 e 50 anos. A proporção de mulheres acometidas em relação aos homens é de 5:1.

A síndrome, também chamada de Síndrome da Bexiga dolorosa (SBD) é caracterizada por dor supra púbica, aumento da frequência urinária, urgência miccional. Existe um enorme desconforto vesical. A dor aumenta com o
enchimento vesical e com a ingestão de alguns tipos de alimentos. Também podem ocorrer disfunções sexuais, tais como dispareunia nas mulheres e dor ao ejacular nos homens. (JUNIOR ET AL., 2014).

Segundo De Lima (2015), é importante a realização da citoscopia com biópsia da bexiga para a eliminação de diagnósticos de neoplasias, processos de inflamações e outras doenças, além de analisar como encontra-se a mucosa
da bexiga, ulcerações, corpos estranhos e outros aspectos.

O Coffito regulamenta através da Resolução Nº 401 de 18 de agosto de 2011 a especialidade Profissional de Fisioterapia em Saúde da Mulher, sendo esta área da fisioterapia responsável pela avaliação física e cinesiofuncional do sistema uroginecológico. E a fisioterapia realizada em pacientes com CI tem o objetivo de contribuir para a eliminação dos transtornos músculo esqueléticos, tais como trigger points, melhoria do tônus muscular, ganho de força, educação dos músculos do assoalho pélvico e alterações posturais que possam causar dor. (DUARTE et. al., 2014).

O objetivo deste estudo tem como objetivo analisar a correlação entre cistite intersticial e de que forma a fisioterapia pélvica poderá intervir na qualidade de vida do indivíduo acometido.

Metodologia

O presente estudo trata-se de uma revisão sistemática. Foram buscados trabalhos em bases de dados do Google Acadêmico publicados nos últimos anos e em língua portuguesa. Foram excluídas as revisões narrativas, estudos de
caso e procedimentos diagnósticos e medicamentosos.

Para busca foram considerados os termos cistite intersticial, bexiga dolorosa e fisioterapia e palavras relacionadas aos sintomas da cistite intersticial, tais como dor pélvica e bexiga hiperativa. Foram localizadas 20 revisões
sistêmicas, dentre eles 18 foram excluídos por não se enquadrarem nos quesitos.

Discussão

Segundo Duarte et al. (2016) o objetivo da fisioterapia em pacientes que apresentam cistite intersticial é a normalização do tônus muscular através da correção postural, eliminação de pontos gatilhos, redução de espasmos
musculares e eliminação de inflamações de tecido conjuntivo subjacente.

O treino dos músculos do assoalho pélvico representa impacto positivo na qualidade de vida de indivíduos que apresentam incontinência urinária. Este resultado pode estar relacionado aos aspectos das relações familiares e sexual. A melhor percepção de saúde está relacionada a continência urinária, relações sexuais e sociais. (FITZ, 2012).

Para Tomen (2016), a terapia manual são métodos com o objetivo de causaram uma resposta terapêutica ao paciente, ou então preventiva. Na maioria das vezes é aplicada uma pressão sobre a tensão do tecido, melhorando a vascularização e causando alívio da dor.

Explica que a eletroterapia é uma técnica importante para a conscientização do períneo, reforço e analgesia. Um estímulo elétrico captado por receptores despolariza a membrana da célula. Este estímulo passa de um neurônio para outro, além de ativarem as fibras nervosas sensitivas e motoras.

O Tens, em especial, age como bloqueio para a dor, segundo De Andrade Marques et al. (2018).

Já a cinesioterapia é baseada nos movimentos que, quando realizados voluntariamente, produzindo aumento da força muscular, coordenação e resistência. Este recurso pode ser realizado individualmente ou em grupo. A fisioterapia possui a cinesioterapia como principal recurso de tratamento e prevenção. (DE LIMA MOURA, 2015).

O relaxamento também precisa de preconizado para uma função normal da musculatura do assoalho pélvico. O estado de contração constante do assoalho causa pontos gatilhos, fadiga e câimbras. Daí a importância de uma
boa contração e relaxamento. (DE LIMA MOURA, 2015).

Considerações Finais

O resultado do estudo demostra que a fisioterapia, com suas técnicas empregadas promovem efeito importante na qualidade de vida do portador de cistite intersticial. Não há tratamento específico fisioterapêutico sobre a doença,
sendo de extrema importância o emprego de técnicas nas repercurções que a cistite pode causa, em especial nas mulheres.

É importante que mais estudos específicos sobre sobre a os benefícios da fisioterapia na cistite intersticial.

Bibliografia

CLEMENS, J. Quentin et al. Prevalence of interstitial cystitis symptoms in a managed care population. The Journal of urology, v. 174, n. 2, p. 576-580, 2005.

COELHO, Manuel Ferreira; REBOLA, Jorge. Cistite Intersticial. Etiopatogenia e atitudes terapêuticas. Acta urológica, p. 19-24, 2003.

DE ANDRADE MARQUES, Andrea et al. Eletroterapia como primeira linha no tratamento da bexiga hiperativa (BH). Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, v. 54, n. 2, p.
66-72, 2018.

DE FISIOTERAPIA, Conselho Federal; OCUPACIONAL-COFFITO, Terapia. Resolução nº 401, de 18 de agosto de 2011. Disciplina a atividade do fisioterapeuta no exercício da especialidade de saúde da mulher.[acesso em 2 jun. 2017]. Disponível em: Disponível em: https://goo. gl/lAupVI» https://goo. gl/lAupVI, 2011.

DE LIMA MOURA, Jéssica Francielle Aparecida. Cinesioterapia para o fortalecimento do assoalho pélvico no período gestacional. Revista Visão Universitária, v. 3, n. 1, 2015.

DUARTE, Thaiana Bezerra et al. Fisioterapia na cistite intersticial. Femina, 2010.

FITZ, Fátima Faní et al. Impacto do treinamento dos músculos do assoalho pélvico na qualidade de vida em mulheres com incontinência urinária. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 58, p. 155-159, 2012.

JUNIOR, FERNANDO NESTOR FACIO et al. Cistite Intersticial. Colêtaneas em medicina e cirúrgia felina, v. 1, p. 1.

MOITINHO, R. et al. What can urine tell us about intersticial cystitis/painful bladder syndrome? Prelimimary data from proteomic comparative study. In: NEUROUROLOGY AND URODYNAMICS. 111 RIVER ST, HOBOKEN 07030-5774, NJ USA: WILEY-BLACKWELL, 2014. p. 670-671.

TOMEN, Amanda et al. A fisioterapia pélvica no tratamento de mulheres portadoras de vaginismo. Revista de Ciências Médicas, v. 24, n. 3, p. 121-130, 2016.



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