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Aleitamento Materno e Mastite: Qual o Papel do Fisioterapeuta

Aleitamento Materno e Mastite: Qual o Papel do Fisioterapeuta

Os fatores que interferem na continuidade da amamentação são relacionados à produção láctea, fatores psicossociais, situação nutricional e de satisfação da criança, estilo de vida e condição de saúde da mulher e, ainda, a presença de dor ao amamentar e dificuldades com o posicionamento e pega da criança. Estima-se que 80% a 96% das mulheres já experimentaram algum grau de dor. As lesões mamilares são um desafio para os fisioterapeutas.

Em revisão do Cochrane conduzida por Dennis e colaboradores (2014) sobre intervenções para tratamento da dor mamilar, foi concluído que não há evidencia suficiente que suporte o uso de gel de glicerina, conchas mamilares ou lanolina na melhora da dor. O posicionamento incorreto da mãe e da criança durante o aleitamento materno, preensão, sucção e deglutição incorretas da criança estão associados ao desmame precoce. A maioria dos casos pode ser resolvida modificando o posicionamento e a pega do bebê, enquanto mulheres com mastite e candidíase mamária podem se beneficiar de medicação antibacteriana e antifúngica. A adoção de outras terapias, como o laser de baixa potência, tem sido recomendada. Contudo, os estudos são incipientes para recomendar qualquer intervenção.

A orientação prévia pelo fisioterapeuta é uma estratégia para promover o enfrentamento durante todo o período perinatal, ajudando a manter o aleitamento materno e evitando futuras inseguranças. É importante prevenir o trauma e dor no início do pós-parto. Esta apresentação visa abordar a qualidade metodológica dos estudos clínicos e revisões sistemáticas sobre o tema para respaldar a prática dos tratamentos baseados em evidencia.



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