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A Utilização da Drenagem Linfática Manual na Redução do Edema no Pós-operatório Imediato de Mamoplastia de Aumento em Mulheres

A Utilização da Drenagem Linfática Manual na Redução do Edema no Pós-operatório Imediato de Mamoplastia de Aumento em Mulheres

1 INTRODUÇÃO

Em busca pela beleza muitas mulheres se submetem a cirurgias plásticas e, ainda que isto seja algo subjetivo a mama se tornou um grande símbolo de feminilidade e por isso a mamoplastia de aumento é uma das cirurgias mais procuradas por elas em diversas fases da vida. A mamoplastia de aumento é um procedimento cirúrgico, visando o aumento das mamas para maior harmonia corporal (Pitanguy et al., 2010). Para a realização dessa cirurgia é necessário um plano cirúrgico traçado pelo cirurgião responsável, que incluirá tais abordagens, análise do tipo de implante, localização e plano de colocação para assim proporcionar um melhor resultado final de acordo com cada caso (Ventura et al., 2008).

No entanto, esse procedimento cirúrgico pode acarretar no surgimento do edema, ele surge devido ao trauma provocado na pele durante a cirurgia, o mesmo se manifesta como um aumento de volume dos tecidos, devido a um
excessivo acréscimo de líquido dentro dos espaços intersticiais, isto causa a sensação de uma mama endurecida trazendo desconforto e limitações a paciente (Mauad, 2001). Para tal ocorrência podemos utilizar a técnica de
drenagem linfática manual. Ao ser executada, a técnica ajuda a eliminar os líquidos retidos no tecido do corpo após o procedimento cirúrgico, além de auxiliar na prevenção do aparecimento de fibroses (Girro e Girro, 2002).

A drenagem linfática manual é uma técnica manual altamente especializada que estimula o sistema linfático em função de recolher o líquido intersticial que não retornou aos capilares sanguíneos, uma rede complexa de vasos que movem fluidos pelo corpo (Ozolins, 2018). Essa técnica é composta por um conjunto de manobras que agem sobre o sistema linfático visando drenar o excesso de líquido acumulado nos espaços intersticiais e nos vasos, as manobras devem ser realizadas no sentido da circulação linfática com pressões superficiais leves e suaves, o ritmo deve ser lento e os movimentos devem ser repetitivos, no qual o valor da pressão da mão do profissional sobre o corpo está em torno de 44 mmhg (Leduc, 2002).

O propósito básico da terapia manual é aumentar o aporte da linfa e a velocidade de condução dos vasos e ductos linfáticos, por meio de manobras que imitem o bombeamento fisiológico (Ozolins, 2018).

2 METODOLOGIA

O presente estudo trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio de livros, revistas e artigos científicos, tendo como fonte de informação a base de dados em meio eletrônico, como google acadêmico e scielo (Scientific
Electronic Library On-Line). A busca foi feita nos meses de janeiro a agosto de 2019, tendo como critério de inclusão estudos publicados nos últimos 10 anos, porém houve necessidade de citar referências antigas, por serem autores relevantes na literatura, descartou-se todas as publicações que não correspondiam com tema proposto.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. Características anatômicas das mamas

As mamas são órgãos glandulares pares anexos à pele que têm como função principal a produção de leite. Sua forma anatômica varia de acordo com o sexo, nos homens são menos desenvolvidas e nas mulheres se desenvolvem e diferenciam na puberdade em razão dos hormônios femininos, principalmente a progesterona e o estrógeno. A forma, o tamanho, a consistência, a firmeza e o aspecto geral são muito variáveis e está diretamente relacionada com as diversas fases da vida de cada mulher, como na juventude, durante a gravidez, aleitamentos anteriores, mudança de peso corporal, estados de nutrição e após a menopausa, seu maior desenvolvimento ocorre durante o aleitamento
materno, nesta fase as mamas podem atingir até o dobro ou triplo do volume que tinham antes da gestação (Orfão e Golveia, 2009).

Conforme a idade cronológica de cada mulher e levando-se em consideração o seu biótipo físico, a mama pode  presentar um formato cônico ou pendicular, localizadas na face anterior da parede torácica sobre o músculo peitoral maior. Estendem-se em um plano vertical da segunda ou terceira até a sexta ou sétima costelas e é constituída por tecido glandular formado por um conjunto de 15 a 20 lobos mamários, tecido conjuntivo, tecido adiposo, além vasos linfáticos e fibras nervosas (Biazús, Zucatto e Melo, 2012).

De acordo com Vieira e Martins, 2018 cada mulher possui um tipo de mama, mas geralmente as mamas de uma mesma mulher podem ter dimensões desiguais uma da outra, sendo mais comum a esquerda menor do que a direita, as diferenças de tamanho observáveis são devidas a variações na quantidade de tecido adiposo e não de tecido glandular e isso não indica a sua capacidade funcional. Durante a infância, meninas exibem uma discreta proeminência na região mamária e quando adulta em decorrência de estímulos hormonais as mamas tendem a ficar maiores no período menstrual. Já na gravidez vários hormônios são fisiologicamente elevados, pois sem isso, não
seria possível a lactação. Ambas as mamas exibem na região central a aréola, a papila e o mamilo, a aréola ostenta um aspecto circular de pigmentação diferente do restante da mama, sendo maior e mais escura durante a gravidez.
O mamilo pode apresentar formatos anatômicos diferentes, e nele pode ser notado a papila que são pequenos furos responsáveis por despejar o leite materno.

3.2. Mamoplastia de aumento

A mamoplastia de aumento é um procedimento cirúrgico com fins estéticos que permite o aumento do volume mamário por meio da inclusão de próteses nas mamas que garantam a firmeza, o formato e o aspecto desejado. Esse é um dos procedimentos cirúrgicos estéticos mais executados no mundo e no Brasil é o segundo mais realizado tendo um grande histórico de satisfação entre o público feminino (Maximiliano et al., 2017). Geralmente mulheres que têm mamas muito pequenas são as que recorrem à cirurgia. Embora muitas também busquem aumenta-las no intuito de obter mamas mais atraentes, existe ainda aquelas que realizam a mamoplastia de aumento com a finalidade de corrigir mamas desproporcionais ao corpo, sua assimetria, a hipomastia e alterações congênitas da parede torácica (Pitanguy et al., 2010).

Para a realização dessa cirurgia é necessário que a paciente escolha um cirurgião plástico especialista e com ele se deve tirar todas as dúvidas possíveis mediante ao procedimento. Passará por uma detalhada ficha de anamnese e exame físico, podendo ainda ser solicitado pelo médico alguns exames como o hemograma, raio x de tórax, tempo de trombina, tempo de tromboplastina parcial ativado, eletrocardiograma, ecografia mamária se idade inferior de 40 anos ou a mamografia se houver fator de risco ou se os exames anteriores não estiverem atualizados (Maximiliano et al., 2017).

Na cirurgia da inclusão dos implantes mamários, uma das maiores dificuldades está em planejar o volume adequado à anatomia mamária, ao biótipo e aos desejos da paciente (Filho, Franco e Franco, 2015). A escolha quanto ao volume da prótese é feita durante a consulta pré-operatória e é baseada tanto nos objetivos da paciente quanto na avaliação do cirurgião (Maxwell e Gabriel, 2015).

Bozola et al., 2001 afirma que o cirurgião utiliza moldes sobre a mama ou sob o sutiã da paciente, para melhor idealização da soma dos dois volumes, o formato das próteses é definida apenas por ele, se a mama possui uma base
larga e com pouca projeção, sugere-se próteses com perfil alto e ao contrário perfil baixo. Os implantes de forma anatômica produzem maior projeção no polo inferior da mama, esses são recomendados para as pacientes que apresentam diferentes alturas e larguras do tórax, assimetrias, pequenos volumes mamários e considerável déficit no polo inferior da mama, já os implantes denominados de redondos causam maior projeção na porção central da mama, são indicados nos casos de volume deficiente no polo superior, pseudoptoses e pequenas assimetrias (Filho, Franco e Franco, 2015).

Segundo Maxwell e Gabriel, 2015 antes da cirurgia é necessário que o médico realize manualmente uma medição do diâmetro da mama, a altura, a distância a partir do complexo areolo-papilar e o afastamento entre cada uma, além dessas medições existe atualmente no mercado os sistemas 3-D e 4-D um sistema que permite medições automáticas e por meio dessas medições é determinado assim os pontos de incisão da prótese mamária que podem ser inframamária, deixando uma cicatriz visível e presente abaixo das mamas, pela auréola normalmente a cicatriz é bem discreta na pele de cor clara, a transaxilar evita qualquer cicatriz na base da mama e por fim temos as transumbilicais essa incisão é bem escondida e se localiza no umbigo.

O implante mamário pode ser inserido de algumas formas, em plano subglandular debaixo da glândula mamária o silicone é colocado entre o tecido mamário e o músculo peitoral maior e essa é uma das posições mais utilizadas
pelos médicos. No plano subfascial o implante é inserido na posição subglandular, abaixo da fáscia do músculo peitoral esse posicionamento é mais utilizado em implante introduzido pela região axial. Já no plano submuscular o
implante é inserido debaixo do músculo peitoral maior, localizado entre o tecido da mama e a caixa torácica, essa inserção é muito utilizada depois do plano subglandular. O duplo plano em que o posicionamento do implante é
parcialmente submuscular e subglandular (Aston, Steinbrech e Walden, 2011).

Lange, 2012 diz que o período de recuperação nesse tipo de cirurgia costuma ser um pouco desconfortável, a paciente deverá dormir na posição de decúbito dorsal durante alguns meses e só o cirurgião deverá estipular o tempo
necessário, recomenda-se ainda o uso de um sutiã específico no pósoperatório, pois o mesmo irá oferecer sustentação reforçada as mamas recém operadas, já o tempo de repouso necessário é bastante relativo dependendo
do caso e após esse período as atividades rotineiras podem voltar aos poucos.

4. Edema

Edema pode ser definido como um aumento anormal da quantidade de líquido no espaço intersticial, ou seja quando o aporte de líquido se torna mais intenso e o sistema de drenagem não aumenta. Em decorrência disso, acontece um desequilíbrio entre a filtragem e a evacuação, de modo que os tecidos se preenchem de líquido, a pressão intratecidual cresce e a pele se estende, o tecido incha e acontece o edema (Leduc e Leduc, 2007).

Para Ozolins, 2018 edema é acumulo anormal de líquidos nos espaços intercelulares ou em diferentes cavidades do corpo, ele acontece devido a um desiquilíbrio entre a pressão hidrostática e coloidosmótica, aumento da permeabilidade vascular e diminuição da drenagem, sendo constituído de uma solução aquosa de sais e proteínas plásmáticas e sua composição varia conforme a etiologia.

A presença do edema interfere consideravelmente no processo de cicatrização natural da pele, devido a tensão efetuada nos tecido atingidos, havendo uma enorme chance de gerar infecção (Borges, 2010).

5. Sistema Linfático

O sistema linfático é o principal sistema de defesa do organismo, composto por inúmeros vasos linfáticos considerados os menores vasos condutores desse sistema, eles se distribuem por todo o corpo transportando um fluido transparente e alcalino chamado de linfa, além da linfa, esse sistema ainda contém linfonodos também denominados de nódulos linfáticos ou de gânglios linfáticos e os órgãos linfoides como as tonsilas palatinas que são dois órgãos localizados na garganta, conhecidos como amídalas ou amígdalas palatinas, o baço que é maior dos órgãos linfáticos localizado abaixo do diafragma e atrás do estômago e o timo um órgão presente na cavidade torácica e próximo ao coração (Marieh e Hoehn, 2009).

Esse sistema possui três funções primordiais como a drenagem do excesso de líquido intersticial, os vasos linfáticos drenam e transportam o excesso de líquido intersticial e as proteínas derivadas dos espaços teciduais, o transporte
de lipídeos alimentares, nos quais os vasos linfáticos irão conduzir os lipídeos e algumas vitaminas absorvidas pelo canal alimentar até o sangue com o propósito de levar os nutrientes para todo o corpo, e a execução das respostas
imune onde o tecido linfático inicia respostas que ajudam a proporcionar defesas imunológicas contra doenças decorrentes de micro-organismos, substâncias estranhas ou células anormais (Tortora e Derrickson, 2016).

5.1. Drenagem linfática manual

A técnica de drenagem linfática manual foi desenvolvida pelo casal dinamarquês Estrid Vodder e Emil Voldder, em 1936 e desde então outros estudiosos como Foldi, Leduc, Casley-Smith, Nieto, Ciucci, Bel-tramino, Mayall e demais utilizaram a técnica acrescentando suas contribuições individuais principalmente no tratamento de pacientes com linfedema, porém mantiveram os princípios preconizados por Vodder (Nora, Regis e Rosa, 2018). A drenagem linfática manual está representada principalmente pelas técnicas de Vodder e Leduc (Zanella, Ruckl e Voloszin, 2011).

Ambas as técnicas estão baseadas nos trajetos dos coletores linfáticos e linfonodos, Vodder utiliza basicamente três manobras em sua técnica, a captação, efetuada diretamente sobre o local edemaciado, visando aumentar a captação da linfa pelos capilares linfáticos; a reabsorção, que acontece nos pré-coletores e coletores linfáticos responsáveis pelo transporte da linfa captada pelos capilares linfáticos e a evacuação atuando nos linfonodos que recebem a aproximação dos coletores linfáticos. Dentre as manobras de drenagem linfática propostas por Vodder, distinguem-se quatro tipos de movimentos que são, círculos fixos, movimentos de bombeamento, movimento doador e movimento de rotação (Batista et al.,2018).

5.2. Drenagem linfática manual no edema pós-operatório

Cada vez mais tem sido empregada a técnica de drenagem linfática manual em pós-operatório de cirurgias plásticas, pois ela possui efeitos diretos na circulação sanguínea, reduzindo o edema, atuando sobre o metabolismo, na desintoxicação e melhorando a nutrição dos tecidos, iniciada o quanto antes a mesma ajudará na penetração do líquido excedente nos capilares sanguíneos e linfáticos da região lesionada, assim reduzindo a probabilidade do o seu
acúmulo no local (Zanella, Ruckl e Voloszin, 2011).

As cirurgias plásticas causam uma agressão ao organismo, o corpo reage para aumentar a sua imunidade e mostrar que necessita de cuidados nos dias que sucedem a cirurgia, ao deslocar ou cortar o tecido, células e vasos sanguíneos se rompem gerando um volume de líquido no local, esse volume é denominado de edema, este forma-se logo após a cirurgia e tende a aumentar com o decorrer das horas, porém se não for tratado o mesmo irá continuar se acumulando no espaço intersticial e acabará comprometendo a função de cicatrização dos tecidos, visto que cria condições desvantajosas à proliferação celular, o que pode resultar na formação de um tecido cicatricial exuberante (Ribeiro, 2004). Apesar disso, é possível drenar a quantidade de líquido excedente encontrado no interstício e fazer com que os restos de metabolismo celular sejam evacuados pela captação e evacuação, processos estes facilitados pela execução correta das manobras de drenagem linfática manual, dando-se assim a redução do edema (Lopes, 2002).

A drenagem linfática manual deve ser iniciada pelo segmento proximal ao processo de evacuação, obtendo um descongestionamento das vias pelas quais a linfa deverá fluir. A técnica consiste em orientar a linfa para os centros
de drenagem por meio de manobras cinéticas especializadas, gerando compressões externas promovendo um diferencial pressórico entre as extremidades assim deslocando o fluido em um vaso linfático, isto leva a uma diminuição de pressão no interior do vaso e assim simplifica a passagem do excesso de líquido contido no interstício para o interior do mesmo por diferença de pressão (Borato e Santos, 2013).

A DLM é indicada para melhorar as funções essenciais do sistema linfático por meio de manobras precisas, leves, suaves, lentas e rítmicas, que obedecem o trajeto do sistema linfático superficial (Maio, 2004).

Ribeiro, 2004 diz que a terapia manual vem sendo utilizada como um tratamento para o edema pós-operatório de mamoplastia de aumento, este edema é gerado pelo trauma cirúrgico sendo necessário melhorar a absorção de líquidos pelo sistema linfático. A principal finalidade da drenagem no edema pós-operatório, é mobilizar a corrente de líquidos que está dentro dos vasos linfáticos por meio das manobras, estas devem ser realizadas com uma pressão leve e intermitente, que deve ser feita de forma rítmica seguindo sempre o sentido fisiológico da drenagem da linfa.

O objetivo básico da drenagem no edema linfático é drenar o excesso fluido acumulado no interstício, mantendo desta forma o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostásticas (Guirro e Girro, 2002). Porém só haverá diminuição completa do edema quando houver diminuição da secreção de cortisol, que é secretado nas fases inflamatória de reparo tecidual que acontece de 20 a 42 dias (Sckwarts,1999)

5.3. Drenagem linfática manual no pós-operatório de mamoplastia de aumento

A drenagem linfática manual é o primeiro e praticamente o único procedimento normalmente realizado a partir das 48 horas iniciais da cirurgia, havendo restrições aos movimentos até 21° dia de pós-operatório, para que não ocorra deslocamento do tecido (Nora, Regis e Rosa, 2017).

Batista et al., 2018 afirma que no pós-operatório a aplicação da terapia manual é recomendada desde os primeiros dias, porém deve haver um consenso com a equipe médica, uma vez que a paciente está sob a responsabilidade desta. Para Matoso e Benati, 2019 a DLM deve ser iniciada no período de 72 horas à 15 dias após o ato cirúrgico, realizando o tratamento de acordo com a fase que a paciente se encontra, seja ela de inflamação ou proliferativa.

Cada sessão de drenagem deve ter no mínimo 30 minutos. A paciente deve ser posicionada em decúbito dorsal e as manobras a serem executadas é em ritmo lento, pausado e repetitivo, cuja a frequência de contração é de 5 a 7 vezes por minuto (Lopes, 2002). No entanto, em sala de aula foi informado que a técnica de DLM deve demorar o tempo suficiente para que o tecido descongestione, reduzindo o edema e proporcionando o conforto (Silva, 2019).

A drenagem deve ser feita nas laterais da mama da paciente, com movimentos leves e suaves. A lateral externa da mama conduz o fluxo para região dos linfonodos axilares, a lateral interna da mama para os linfonodos paraesternais e o pólo superior da mama para os linfonodos da região clavicular. Por sua vez quando ocorre inclusão de prótese via axilar, é importante notar que os linfonodos e vias axilares estão comprometidos, sendo importante drenar a parede lateral da mama para os linfonodos claviculares, já quando ocorre inclusão de prótese via inframamária, efetua-se a drenagem abaixo do sulco inframamário direcionando a linfa para os linfonodos axilares (Lange, 2012).

A DLM é indicada e utilizada nos métodos cirúrgicos, como tratamento terapêutico principalmente em cirurgias plásticas. No pós-operatório, a drenagem linfática manual contribui para uma recuperação mais rápida, alivia a pressão provocada pelo edema, facilita o escoamento da linfa, estimula os fibroblastos na mitose das células colágenas e elásticas e remove os resíduos metabólicos (Nora, Regis e Rosa, 2017).

Segundo Borato e Santos, 2013 a terapia manual é recomendada como um procedimento terapêutico pós-operatório, para a redução do edema, reabsorção de equimoses e aceleração do processo de cicatrização. Com a drenagem linfática manual, a paciente sente uma melhora do desconforto no pós-operatório imediato, do quadro álgico, da congestão tecidual e do retorno precoce da sensibilidade cutânea. O uso da DLM nos casos de cirurgias plásticas tem se tornado frequente, levando o pós-operatório a condição de mais conforto e menos dor a paciente (Nora, Regis e Rosa, 2017).

Sabe-se que alguns dos benefícios da drenagem linfática manual são o aumento do grau de nutrição e hidratação das células, maior velocidade de cicatrização pelo aumento da vascularização arterial e venosa, aumentando assim a capacidade de absorção de equimoses, melhorando o retorno da sensibilidade em áreas operadas notado bastante em cirurgias plásticas (Larionoff e Portal, 2007).

A DLM é uma técnica indicada no pós-operatório de mamoplastia de aumento, visto que ao ser realizada a mesma faz com que a pele recupere o aspecto mais saudável e normal, pois a técnica tem como objetivo captar o líquido do interstício e fazer com que ele volte a circulação sanguínea por meio de movimentos suaves, lentos e rítmicos que promovem a desintoxicação dos tecidos, melhora a oxigenação e nutrição celular (Lange, 2012).

6 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Diante das referências utilizadas para esta revisão de literatura, percebeu-se que a drenagem linfática manual vem sendo aplicada e indicada no pós-operatório de cirurgias plásticas, nota-se ainda que a DLM é usada como um tratamento para o edema pós-operatório, e que a mesma atua por meio de estimulação do sistema linfático, melhorando as funções desse sistema.

Cada vez mais tem sido empregada a técnica de drenagem linfática manual em pós-operatório de cirurgias plásticas, pois ela possui efeitos diretos na circulação sanguínea, reduzindo o edema, atuando sobre o metabolismo, na desintoxicação e melhorando a nutrição dos tecidos (Zanella, Ruckl e Voloszin, 2011). A DLM é indicada e utilizada nos métodos cirúrgicos, como tratamento terapêutico principalmente em cirurgias plásticas. No pós-operatório, a
drenagem linfática manual contribui para uma recuperação mais rápida, alivia a pressão provocada pelo edema, facilita o escoamento da linfa, estimula os fibroblastos na mitose das células colágenas e elásticas e remove os resíduos metabólicos (Nora, Regis e Rosa, 2017).

A terapia manual é recomendada como um procedimento terapêutico pós-operatório, para a redução do edema, reabsorção de equimoses e aceleração do processo de cicatrização. Com a drenagem linfática manual, a paciente sente uma melhora do desconforto no pós-operatório imediato, do quadro álgico, da congestão tecidual e do retorno precoce da sensibilidade cutânea (Borato e Santos, 2013).

Ribeiro, 2004 diz que a DLM vem sendo utilizada como um tratamento para o edema pós-operatório de mamoplastia de aumento, este edema é gerado pelo trauma cirúrgico sendo necessário melhorar a absorção de líquidos pelo sistema linfático. A principal finalidade da drenagem no edema pós operatório, é mobilizar a corrente de líquidos que está dentro dos vasos linfáticos por meio das manobras, estas devem ser realizadas com uma
pressão leve e intermitente, que deve ser feita de forma rítmica seguindo sempre o sentido fisiológico da drenagem da linfa.

A drenagem linfática manual é uma técnica manual altamente especializada que estimula o sistema linfático em função de recolher o líquido intersticial que não retornou aos capilares sanguíneos, uma rede complexa de vasos que movem fluidos pelo corpo (Ozolins, 2018). A DLM é indicada para melhorar as funções essenciais do sistema linfático por meio de manobras precisas, leves, suaves, lentas e rítmicas, que obedecem o trajeto do sistema linfático superficial (Maio, 2004).

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Observou-se que o edema é uma consequência decorrente da intervenção cirúrgica, ele surge devido ao trauma provocado na pele durante a cirurgia. A presença do mesmo compromete significativamente a função de cicatrização dos tecidos.

Embora o trabalho em pesquisa tenha abordado esse tema, foi encontrado muito pouco material que fale sobre a drenagem linfática manual em mamoplastia de aumento, mas consultando artigos que falavam sobre a DLM em cirurgia, pode-se constatar que a maior parte dos artigos mostra o início, desde os primeiros dias de pós-operatório, no período de 72 horas à 15 dias após o ato cirúrgico. Deixando assim a possibilidade de iniciar também o pós-operatório com os devidos cuidados a partir das 48 horas iniciais da cirurgia.

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Artigo Publicado em: 30/12/2021

 



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