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A eficácia das máscaras de proteção contra a covid-19 – um estudo realizado pela Universidade de São Paulo

A eficácia das máscaras de proteção contra a covid-19 – um estudo realizado pela Universidade de São Paulo

Máscara N95 possui 98% de eficácia contra a covid-19.

A utilização de máscaras faciais tornou-se obrigatório em locais públicos em diversos países como método primordial para retardar a disseminação da pandemia de COVID-19.

Em alguns países, as máscaras caseiras com técnicas e tecidos variados são usadas nas ruas. Porém, nessas máscaras de tecido, a proteção contra a SARS-CoV-2 varia significativamente. 

As máscaras caseiras mais comuns utilizam uma ou mais camadas de tecidos de algodão ou tecido não tecido, conhecido popularmente como TNT. O físico Fernando Morais, que liderou o trabalho, mediu a eficiência de filtração de aproximadamente 300 máscaras faciais, com diferentes combinações de tecidos, e comparou seu desempenho com o de máscaras cirúrgicas e N95. 

As medidas foram feitas no Instituto de Física (IF) da USP. Os pesquisadores seguem pesquisando a influência do manuseio de reciclagem das máscaras em sua eficiência e ressaltam que o uso de clipe nasal, embutido na máscara ou não, ajuda a evitar que o usuário respire o ar que entra pelas laterais de alguns modelos, sem passar pelo material que faz a filtragem.

Segundo o estudo, as máscaras que mostraram oferecer mais proteção à população é a máscara de proteção N95. 

As máscaras N95 apresentaram a maior eficiência para todos os tamanhos de partículas, em torno de 98% e com bom Fator de Qualidade, e foram consideradas como referência para avaliação de desempenho de máscaras caseiras de tecido. As máscaras cirúrgicas têm uma ótima eficiência de 89% e um bom FQ. 

As máscaras de TNT mostraram uma eficiência média de 78% com um excelente FQ, podendo ser considerado o melhor material para a fabricação caseira de máscaras. Entretanto, o material mais comumente usado para máscaras caseiras é o algodão, que apresentou uma eficiência de filtração muito variável, entre 20% e 60% e com baixo FQ, portanto, não se mostrando a melhor opção para a confecção de máscaras. 

 

Fonte: USP – Instituto de Física 



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