INTRODUÇÃO
A Doença de Parkinson (DP) é uma condição patológica que progride ao longo do tempo e é crônica. Ela ocorre devido à morte dos neurônios dopaminérgicos na substância negra, o que resulta em um transtorno no circuito dos núcleos basais devido a uma deficiência na substância neurotransmissora chamada dopamina, a qual é responsável pela regulação adequada desse circuito. As características desta doença se manifestam por meio de três sintomas principais: rigidez muscular, lentidão de movimentos (bradicinesia) e tremores em repouso. Com o passar dos anos, a doença progride gradualmente (Kottke, Lehmann, 1994). Essa doença afeta aproximadamente 1% de toda a população com mais de 50 anos e costuma se manifestar em pessoas entre 58 e 60 anos de idade (O’Sullivan, 1993).
A diminuição dos reflexos proprioceptivos antecipatórios e das reações protetoras em caso de queda é muito mais evidente na Doença de Parkinson do que naquela observada no processo de envelhecimento programado. A rigidez ainda intensifica mais a instabilidade postural, devido à sua influência direta na base de sustentação (D’angelo, Fattini, 2001). Os principais sintomas, como rigidez, lentidão de movimentos e tremor, podem limitar as atividades da vida diária (AVD) durante os estágios iniciais da doença. À medida que a doença progride, alterações na postura e na marcha podem aumentar o risco de queda. Todas essas mudanças podem levar à diminuição dos níveis de atividade, levando a um comportamento mais sedentário.
A Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF) tem como objetivo facilitar o movimento através da ação coordenada dos membros superiores e inferiores. Com base nos movimentos fisiológicos, é utilizada como um aumento para a facilitação motora (Voss, 1987; Adler, Beckers, 1999). A técnica de PNF consiste em movimentos ritmados, que têm como objetivo superar os efeitos debilitantes da bradicinesia. O terapeuta começa a mover o membro do paciente passivamente, gradualmente aumentando a amplitude e promovendo um ritmo de movimento. Conforme o relaxamento ocorre e os movimentos se concretizam mais facilmente, pede-se ao paciente que participe do movimento e, em seguida, faça uma leve resistência (O’Sullivan, 1993).
No que diz respeito à marcha, ocorreu um aumento na base de sustentação corporal, uma melhor utilização dos membros superiores resultando em uma melhora na marcha, na fase de apoio e balanço, levando a uma melhora no aprendizado motor, na coordenação e propriocepção, assegurando, portanto, um equilíbrio maior durante a marcha.
A PNF visa aliviar as causas da Doença de Parkinson, reduzir possíveis comprometimentos motores, manter a independência dos pacientes nas atividades diárias e melhora a sua qualidade de vida. Desta forma, o objetivo geral desse trabalho, visa descrever sobre a eficácia da abordagem da PNF em pacientes com Doença de Parkinson.
MATERIAIS E MÉTODOS
A partir da metodologia de revisão de literatura, foi desenvolvida uma busca de artigos listados nas seguintes bases de dados eletrônicas: Google acadêmico, Lilacs, SciELO e PubMed, incluídos os idiomas português e inglês, de forma a desenvolver um recente e confiável banco de artigos científicos, os quais serão analisados e comparados, a fim de concluir a eficácia da abordagem da PNF em paciente com Doença de Parkinson.
Foram utilizados os períodos de 2004 a 2012 para análise de dados e os demais anos, nos textos de introdução.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram encontrados um resultado de 13 artigos na base de dados digital. Dos 8 estudos incluídos nesta revisão, todos apresentaram resultados positivos quanto ao uso da PNF na reabilitação de pacientes com DP. Há uma necessidade real de desenvolver mais estudos com métodos de PNF para tratamento de pacientes com Doença de Parkinson.
A presente revisão buscou esclarecer os benefícios, de modo geral, os pacientes, ao término das dez sessões de fisioterapia com a aplicação da PNF, demonstraram maior facilidade visual na execução dos movimentos. Essa melhoria pode ser medida pela escala de Berg, que também observou a qualidade dos movimentos. Quando estimulados, os pacientes executavam os movimentos de forma consciente e o mais independente possível, como observado no seu padrão de marcha. Além disso, a velocidade na execução dos movimentos superava, consideravelmente, a velocidade inicial.
Ao compararmos os resultados obtidos a partir do programa de tratamento cinesioterapêutico baseado na técnica de PNF com outros estudos semelhantes, é possível perceber que a eficácia dessa técnica é observada na maioria das doenças ou problemas motores, desde que seja realizado um treinamento específico para o paciente. Moreno et.al. (2009) sugeriram que a PNF é eficaz em pacientes com diminuição na mobilidade torácica, enquanto Santos et.al. (2012), em um estudo com quatro pacientes parkinsonianos tratados com PNF, avaliaram o impacto dessa técnica na qualidade de vida e na postura dos pacientes, e os resultados demonstraram uma melhora satisfatória na qualidade funcional dos pacientes.
O tratamento baseado no PNF teve como objetivo monitorar o efeito da técnica não só na qualidade de vida dos pacientes, mas também na qualidade funcional dos membros inferiores dos pacientes com DP. Conforme observado, um aumento na velocidade de caminhada do paciente significa uma melhora na motilidade, o que tem sido demonstrado em diversos estudos com pacientes com problemas que limitam a mobilidade articular principalmente devido à rigidez muscular. A própria técnica PNF é amplamente utilizada para restaurar a funcionalidade de pacientes que a tiveram prejudicada ou mesmo removida, Alencar et.al. (2011) demonstraram em seu estudo a contribuição do PNF para a reaprendizagem motora em um paciente com lesão medular cervical, Mortari et.al. (2009), Feland e Marin (2004), foi constatado que a técnica de contrair relaxar da PNF tem a capacidade de fortalecer os músculos e gerar maior torque. Esses resultados sugerem que a PNF tem um efeito benéfico no aumento da força muscular, o qual também foi observado nessa pesquisa.
Um estudo de Gama et.al. (2007) sugere o que quase foi observado neste estudo em relação ao alongamento dos isquiotibiais, o estudo mostra pouco efeito na qualidade do alongamento dos isquiotibiais, porém, ao comparar o estudo no presente tratamento realizado em pacientes com Parkinson que já apresentam rigidez muscular causada pela DP, houve um pequeno aumento na flexibilidade desses músculos, o que pode indicar um bom efeito do PNF na qualidade da flexibilidade desse músculo, visto que os pacientes não praticavam nenhum outro tipo de alongamento do que o sugerido pela PNF durante as 10 sessões, um estudo de Feland e Marin (2004) reforça ainda mais a aplicabilidade e eficácia desta técnica nos músculos isquiotibiais. Bradley et al. (2007) e Nogueira et al. (2009) contraindicam o uso do PNF em atividades que envolvam atividade muscular explosiva, pois observaram baixo efeito da técnica no treinamento dos participantes de seus estudos.
Ressalta-se, então, que existe uma lacuna na literatura que aborda o uso do PNF na DP, e alguns O estudo encontrou melhorias nas condições clínicas básicas dos pacientes: marcha, acinesia e rigidez muscular.
CONCLUSÃO
Através do estudo analisado, podemos concluir que existem discrepâncias nos resultados relativos à técnica Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, portanto, novos estudos sobre os efeitos da técnica adequada na doença de Parkinson devem continuar a demonstrar o seu valor e potenciais benefícios no tratamento de pacientes com a patologia relevante.
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ARTIGO PUBLICADO EM 27/08/2026
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